Copa emocionante, final à altura, campeão e vice merecedores, por João Sucata

Copa emocionante, final à altura, campeão e vice merecedores

por João Sucata

A final da Copa esteve no mesmo nível das semifinais e tantos outros jogos. Felizmente lá não havia coxinhas para hostilizar visitantes e fazer campanha tipo “não vai ter Copa”. O povo russo soube recepcionar os visitantes, que por sua vez, exceto os boçais de sempre, fez uma festa ecumênica, digna da que aconteceu em campo.

A França venceu a Croácia por 4 x 2, apesar de não jogar tanto como o adversário nesta disputa direta. Mas como dissemos várias vezes, esta não foi a Copa do talento. A habilidade contou, mas não como nas anteriores. Prevaleceu a tática, a aplicação, o contra-ataque. O talento foi a cereja do bolo, aparecia no final. Não obstante, Griezmann, Mbappe, Modric, De Bruyne, Philippe Coutinho e outros craques, destacaram-se. Diga-se que nos jogos anteriores, a França foi bem melhor que a Croácia, que teve que disputar três prorrogações, duas delas com decisões por pênaltis, para chegar à final.

Mbappe ganhou a taça do melhor jogador jovem. Modric do melhor da Copa, deve ter disputado milimetricamente com Griezmann. Mbappe é o jogador que nenhum defensor gosta de enfrentar. Se deixar, ele jogar a bola na frente, o defensor dificilmente chegará junto, sequer para atrapalhar. Modric foi um motor incansável, jogo simples, eficiente, ocupando espaços vazios, apresentando-se para receber e já sabendo, quase que intuitivamente, onde jogar antes mesmo de recepcionar o passe.

A Croácia jogou melhor, foi uma quase Hungria 1954, mas como tantos outros jogos, não bastou. Seus jogadores saíram vitoriosos, certamente dobrarão remuneração nos respectivos times ou naqueles que conseguirão adquiri-los. Outros que merecem menção honrosa foram os belgas.

No final do jogo foi uma imensa choradeira, dos franceses de alegria, os croatas de tristeza. Os presidentes dos respectivos países participaram da festa, Putin teve momentos de glória. Na França o povo encheu praças como a muito tempo não se via. A Copa confirma o futebol como o esporte mais participativo e emocionante do planeta. A próxima será no Catar, pais árabe que, exceto na economia, vive na Idade Média. Os donos do país (claro que ditadura é na Venezuela , Rússia e Síria, aos aliados tudo, diz nossa mídia) compraram os votos para sediar a Copa 2022, mas é muita grana e então vai sobrar para todos.

BÉLGICA VENCE INGLATERRA E FICA EM TERCEIRO

Outra vitória merecida foi da Bélgica contra a Inglaterra. O time belga foi um dos mais recheados de grandes craques do futebol atual, a maioria deles jogando na poderosa e rica Premier League. O maestro belga foi De Bruyne, que lembra pela cor do cabelo, jeito de carregar a bola, facilidade de esconder a bola,  virar o jogo e fazer lançamentos longos, a Ademir da Guia, um craque palmeirense que foi o grande ídolo da Academia, como o time foi chamado na época, porém teve pouquíssimas oportunidades na seleção por ser taxado de lento (o que decorria de sua tranquilidade e não de lerdeza propriamente dita). Os ingleses continuam a ter um futebol de muita força, aplicação tática, mas com menos qualidade que o desejável. Seria interessantíssimo ver um jogo entre Bélgica e Croácia, mas infelizmente não foi possível.

A TAÇA MAIOR PIXOTADA

A pixotada do torneio ficou para o goleiro francês Lloris, que tentou driblar Mandzukic e permitiu que este marcasse o segundo gol da Croácia, involuntariamente tornou os minutos finais muito mais emocionantes. Deve dividir a taça pixotada com o goleiro Caballero, argentino, que no jogo contra a Croácia tentou encobrir um adversário e entregou a ele a bola de bandeja para que marcasse um gol decisivo.  O fato é que goleiro e zagueiro não pode facilitar. Quando um volante ou atacante perde a bola, às vezes em um passe ou jogada infantil, ainda é possível uma recomposição do time. Quando se perde a bola próximo ao gol, os atacantes rápidos de hoje dificilmente perdoam, e nesta Copa nunca se viu tantos goleiros excepcionais, até os vindos da Ásia, mas o futebol é o mesmo, não permite erros de quem ocupa a posição.

TAÇA O MAIS RIDÍCULO

Fatos que lamentávamos nessa coluna há anos, a superficialidade e fragilidade moral de Neymar, acabou conquistando o mundo. O craque brasileiro, certamente um dos cinco melhores, infelizmente adquiriu todos os vícios de um novo rico provinciano, é arrogante e ambicioso. Segue o pai, do qual deveria se afastar, quem sabe melhoraria a imagem.  Poderia seguir o exemplo das demais estrelas: Cristino Ronaldo, Messi, Griezmann,  Mbappe, ser um pouco mais discreto, menos fraude, menos fingimento. Virou piada mundial, chegou ao ápice do ridículo, uma pena.

João Sucata

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