Haddad articula frente progressistas com líderes Europeus

‘Existe um despertar das forças progressistas da sociedade de coibir o avanço do obscurantismo da extrema direita’, afirma petista 
 
Foto de Ricardo Stuckert
 
Jornal GGN – O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) encerrou, nesta quarta-feira (23) uma agenda de encontros com lideranças de esquerda na Espanha e Portugal. O objetivo é formar uma aliança internacional para combater o extremismo da direita.
 
O último encontro foi com o primeiro-ministro de Portugal, o socialista António Costa. Em Lisboa, Haddad se encontrou também com partidos de esquerda, militantes do PT e imigrantes brasileiros. Segundo informações da Folha de S.Paulo, o petista esteve por quase duas horas em reunião com o primeiro-ministro, na sede do Partido Socialista, para conhecer a experiência do governo português.
 
A coalizão de esquerda, formada por partidos de centro à esquerda mais radical ganhou a liderança do país em 2015. Na época, o arranjo recebeu o nome pejorativo de geringonça, numa crítica à sua aparente fragilidade, mas surpreendeu os críticos, elevando o desempenho econômico de Portugal, e deve ser reeleito na próxima legislatura. 
 
Na última terça-feira (22), o ex-prefeito de São Paulo fez uma palestra sobre o quadro político brasileiro para um público que lotou a Casa de Alentejo, apontando que o discurso do presidente Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, passou “sinais péssimos  e contraditórios” a respeito do Brasil.
 
“Não se sabe qual projeto de país. As idas e vindas são dramáticas sobre tudo. Amanhã você pode receber a notícia de que nada do que foi dito hoje está valendo. Porque há uma tutela dos militares”, completou. Ele ainda fez críticas à cobertura dos jornais brasileiros do discurso do presidente:
 
“Fora do país as pessoas estão perplexas em relação ao Brasil. Há uma discrepância entre o que é veiculado pela imprensa no Brasil e o que é veiculado fora. Basta ver a repercussão do discurso de Davos hoje, na imprensa internacional e na local. Na imprensa local, estamos quase diante do discurso de um estadista”, ironizou. 
 
Antes de desembarcar em Portugal, Haddad esteve na Espanha onde se reuniu com os ex-primeiros ministros, ligados ao PSOE (Partido Socialista), Felipe González e José Luís Zapatero. Ele também teve encontros com membros do Podemos. 
 
A proposta de abrir diálogo com representantes das frentes da esquerda progressista surgiu em novembro passado, por iniciativa do senador americano Bernie Sanders (ex-democrata, agora independente) e do ex-ministro da Economia da Grécia Yanes Varoufakis. Os dois se reuniram com Haddad no final do ano passado. Se seguida, o petista se encontrou com o ex-presidente o Uruguai, Pepe Mujica. 
 
“Eu acho que essas forças [de esquerda] vão se coordenar para trocarem experiências. Eu devo ir brevemente a Alemanha. O próprio primeiro-ministro [António Costa] sugeriu uma ida à Grécia para falar com o Alex Tsipras, líder do governo grego”, disse o petista ainda em Lisboa, segundo a Folha.
 
“Estamos retomando um debate [da criação da frente de esquerda] tardiamente. Nós estamos vendo uma escalada da intolerância de extrema direita e existe um despertar das forças progressistas e modernizantes da sociedade de coibir o avanço do obscurantismo”, completou Haddad, arrematando sobre a importância da troca de experiências com lideranças de outras partes do mundo:
 
“Nós vamos compreender melhor as experiências exitosas [da esquerda no mundo] e oferecer alternativas à nossa população”, avalia.
 

4 comentários

  1. Equilibrando os pratos das balança

    Os bárbaros vieram, arrasaram a terra, roubaram os homens, estupraram as mulheres, saquearam a cidade  e quem restou se organiza para reconstruir a cidade até a próxima volta dos mesmos bárbaros.

    Assim caminha a humanidade. Com gente que faz e com gente que desfaz.

    E a gente que  desfaz se considera direita.

  2. *

    Ok. Tá tudo muito bom.

    Mas como primeira ação prática, junta essa turma e vão para Caracas. São nos momentos de conflitos é que se fazem necessários essas ações. No conforto da estabilidade aparente de certos locais se juntam grandes pensadores, que ganham status pensando pelos outros. Há sempre um preconceito e um desdém de achar que trabalhadores possam e tenham a capacidade de serem protagonistas da política e da economia de qualquer país.

  3. LulaLivre

    Pohaaa Haddad,

    A única frente proqressista que interessa é a que vai libertar o Lula. A campanha é essa! A única que serve para te fazer conhecido e viável para qualquer carreira política.

    O resto é ……PSDB, pohaaaaaa!

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