‘Pode evoluir para uma guerra’: analistas comentam situação no estreito de Kerch

Foto; © Sputnik / Aleksei Malgavko

da Sputnik Brasil

‘Pode evoluir para uma guerra’: analistas comentam situação no estreito de Kerch

O dia de ontem (25) foi marcado por uma confrontação perigosa entre navios russos e ucranianos no estreito de Kerch, após os últimos terem entrado nas águas territoriais da Rússia sem avisar a parte russa. Qual foi o objetivo desta provocação? Os especialistas explicam.

Na noite do domingo, o Serviço Federal de Segurança russo comunicou que três navios ucranianos, Berdyansk, Yany Kapu e Nikopol, que tinham entrado na área depois de um incidente com um rebocador ocorrido antes, acabaram detidos por ignorar as advertências russas. Durante a detenção, foram usadas armas, o que resultou em ferimentos graves de três militares ucranianos. Estes, por sua vez, logo receberam assistência médica e não correm risco de vida.

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A Rússia iniciou um processo penal por violação da sua fronteira marítima, enquanto o estreito de Kerch foi fechado temporariamente para navios civis como medida de segurança. Já o Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia votou pela introdução da lei marcial por um prazo de 60 dias no território do país, iniciativa apoiada pelo presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko. Agora, a decisão final cabe à Suprema Rada, que votará às 16 horas locais de hoje (12h00 de Brasília).

Em opinião do analista militar e professor da Universidade de Economia Plekhanov, Andrei Koshkin, expressa ao serviço russo da Rádio Sputnik, a decisão de violar a fronteira russa foi provavelmente tomada pelo próprio presidente ucraniano.

“Muito provavelmente, a violação da fronteira [russa foi uma decisão do presidente ucraniano Pyotr Poroshenko e esta está relacionada com a agenda política interna, particularmente com a campanha eleitoral. Ele quer resolver o problema da sua falta de popularidade e, para ganhar as eleições, foi tomada essa decisão provocativa, que resultou na intenção de introduzir a lei marcial por 60 dias”, argumentou ele.

Deste modo, destaca o especialista, Poroshenko tenciona ganhar mais um mandato “através da força”.

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“Entretanto, há um fator externo — a reunião do G-20 em Buenos Aires, onde haverá um encontro entre os presidentes russo e estadunidense. Provavelmente, Poroshenko quer chamar a atenção para a Ucrânia”, disse Koshkin.

O cientista político Vladimir Kireev, que também falou com o serviço russo da Rádio Sputnik, acredita igualmente que a provocação foi orquestrada precisamente pelo líder ucraniano.

“Sim, foi uma provocação deliberada com o objetivo de declarar a lei marcial e ulterior agravamento do conflito. Eu acredito que esta situação pode levar a uma escalada imprevisível. Independentemente da forma como eles querem gerir a situação — anunciar a lei marcial, cancelar as eleições para ficar no poder, cumprir suas obrigações perante seus patrocinadores em Washington ou em algumas outras capitais, ou criar problemas para a Rússia — essa situação pode evoluir para uma verdadeira guerra”, destacou.

Aliás, continuou, o número de envolvidos no conflito pode aumentar. Já caso os ucranianos aproveitem a lei marcial para reaver a região de Donbass, isso “pode provocar o envolvimento da Rússia e uma confrontação direta entre Kiev e Moscou”, concluiu.

 

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5 comentários

  1. Os gringos estão semeando

    Os gringos estão semeando essa guerra, mas quem vai colher os frutos podres, dolorosos e destrutivas dela serão a Ucrânia e a Rússia. E, por tabela, todos os países da região quando as massas humanas começarem a fugir da área conflituosa. Milhões de toneladas de armas serão vendidas e usadas e no fim sobrarão apenas crateras, cidades devastadas e a solidão dos parentes das vítimas que alcançaram a paz dos cemitérios.

    • Guerra no continente europeu ?

      Pelas informações disponíveis, a Ucrânia não tem poder bélico para fazer frente à Russia.

      Logo, se a Ucrânia está provocando um conflito é porque conta com apoio externo.

      Será que países europeus estão interessados numa guerra contra a Rússia ?

      • É um erro identificar os

        É um erro identificar os interesses nacionais da Ucrania com os do governo ucraniano ou os do povo ucraniano. O golpe que levou Poroshenko ao poder arruinou a economia do país e empobreceu ainda mais o povo ucraniano. Ele está sendo alimentado com nacionalismo e ódio à Rússia, pois a Ucrania ficou fora da área economica russa (seu ambiente tradicional) e não entrou conseguiu entrar na esfera econômica europeia. A UE tem seus próprios problemas econômicos e não vai enfiar dinheiro num regime nazista. A Alemanha, por exemplo, compra combustível da Russia e exporta produtos manufaturados para os russos. Além disso, o Estado alemão tem o combate ao nazismo como um compromisso de longo prazo e tem feito de tudo para se distanciar das loucuras de Poroshenko.  Os gringos atiçam essa guerra no coração da Europa para comprometer a situação econômica da Alemanha e a estabilidade da União Européia, Eles também fazem isso pelo prazer sádico de incomodar os russos e impedir a consolidação da parceria econômica entre eles e os alemães. Mas essa bosta de guerra pode explodir na cara dos gringos, pois os russos não deixarão de tentar se vingar dos EUA (que é e deve ser visto como o verdadeiro semeador do conflito, pois os gringos tem enviado armamentos e “conselheiros militares” para a Ucrania).

         

        • O povo Ucraniano é o segundo

          O povo Ucraniano é o segundo povo mais imbecil do mundo !!! Está rumando para a sua própria destruição.

  2. Chama o Bispo

    Nassif: esse presidente ucraniano é uma besta. Ficar com esse tipo de boato não leva a nada. Poderia, se esperto fosse, mandar buscar o Bispo, de Juiz de Fora, e resolveria a parada. Por aqui deu certo…

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