Walt Disney Kingdom, Um Reino Não Tão Mágico Assim

Por Stanilaw Calandreli

Brad, Bill e Michelle Lund

Netos de Walt Disney disputam sua herança na justiça.

Michelle e Bradford Lund são os dois filhos gêmeos da filha mais nova, Sharon Disney Lund, do ícone do entretenimento, Walt Disney.

– Ambos gêmeos receberam uma herança de US$ 400mi da sua mãe que deveria ser administrada por uma cúria e entregue em três parcelas.

– Brad não consegue receber sua parte porque os curadores o consideram incompetente mentalmente.

– Brad e seu pai movem ação contra a cúria e Michelle para controlar sua parte.

– Michelle e Brad não se falam desde 2009 e o julgamento que se arrasta a quatro anos entrou na sua parte final em Dezembro de 2013.

Acusações de conspiração, incompetência mental e ingerência financeira, além de insinuações de sequestro e incesto rapidamente inundaram as manchetes quando Brad e Michelle Disney Lund foram à luta para conseguirem sua herança.

A história completa apareceu pela primeira vez na imprensa através da revista The Hollywood Reporter (THR).

Antes da morte , em 1993, de Sharon Disney Lund, filha mais nova de Walt Disney, devido ao câncer de mama aos 56 anos, seus três filhos adultos participaram de uma reunião em um escritório de North Hollywood e foram informados sobre a grande fortuna que os aguardava. Os gêmeos Brad e Michelle tinham, então, 23 anos de idade, frutos do segundo casamento de Sharon com Bill Lund, o promotor imobiliário que descobriu os 11.000 hectares em Orlando, que mais tarde se tornariam a Disney World, o segundo “lugar mais feliz na Terra” de Walt Disney, o primeiro seria a Disneylândia em Anaheim. Estava também Victoria Disney, 27 anos, filha adotada por Sharon (que também fora adotada) com seu primeiro marido, Robert Brown.

De acordo com o inventário- valor atual cerca de US$ 400 milhões – cada neto de Walt Disney receberia 20 % do valor, sendo boa parte disso em ações da Disney.A fortuna seria entregue quando atingissem as idades de 35, 40 e 45anos. Mas havia uma condição importante: Sharon denominou três tutores – incluindo, na época, o ex-marido Bill e a irmã mais velha, Diane Disney Miller – para salvaguardar as divisões no caso de as crianças não demonstrarem “maturidade e capacidade financeira para gerir e utilizar esses recursos de uma forma prudente e responsável”.

A ressalva teve um impacto catastrófico no ramo Lund da família Disney. A sua interpretação pelos tutores quando dos aniversários de 35 e 40 anos dos gêmeos levaria a acusações de conspiração e incompetência mental, que culminaria em terríveis depoimentos, inclusive insinuações de incesto, num julgamento que durou duas semanas em dezembro último na Corte Superior de Los Angeles. De um lado da ação estão Brad, agora 43; seus advogados; seu pai, Bill, 83; e sua madrasta, Sherry Lund, quinta esposa de Bill. Do outro lado: os três tutores atuais, cada um recebendo até US$ 1 milhão por ano (e agora alguns anos mais) de honorários pelo serviço; e Michelle, irmã gêmea de Brad, como testemunha, representados pelo advogado Peter Gelblum. O lado de Brad contestava a decisão dos tutores, relativa aos repasses referentes aos aniversários de 35 e 40, onde alegavam que ele não tinha as habilidades mentais para supervisionar a herança. Os tutores tiveram uma conclusão oposta sobre sua irmã gêmea, Michelle, entregando seus milhões em seu aniversário, apesar do histórico da dependência de drogas e um aneurisma cerebral em 2009 que a deixou com habilidades mentais duvidosas.

Entre os testemunhos acalorados, Sherry acusou os tutores essencialmente de lavagem cerebral da enteada Michelle contra ela e Bill. Ela também lhes culpou de tentarem arruinar sua família e da tentativa de “matar o seu marido pelo caso”, então Gelblum mencionou se Sherry estava por trás de uma “campanha de processar todo mundo que ficasse entre ela e o dinheiro de Brad?”. Para uma empresa de US$ 140 bilhões construída com atrativos para famílias, essa guerra de herança não é boa para sua imagem. E isso está muito longe da forma como as coisas costumavam ser na dinastia Disney.

Desde a morte de Walt Disney, 65, em 1966, suas duas filhas, Diane e Sharon, evitavam Hollywood. Diane teve sete filhos, enquanto Sharon – que logo se tornou modelo e atriz (ela teve um pequeno papel no filme de 1957, Johnny Tremain) – acomodou-se no conforto do lar com seus três filhos. Dizia Jim Korkis, que agora escreve para um site da Disney chamado Mouse Planet: “Quando eu trabalhava na Disney World e perguntava sobre os netos de Walt, a resposta era: Eles passam o tempo gerenciando suas carteiras de investimentos”. Walt era inflexível sobre manter seus filhos e netos longe do negócio. Com exceção do sobrinho, Roy, que ajudou a colocar Michael Eisner como CEO em 1984 para revitalizar a empresa – e mais tarde lutou em vão para removê-lo – a família em grande parte manteve-se longe dos assuntos corporativos, optando por exercer a sua riqueza e poder em outras formas, incluindo filantropia.

Sharon deu à luz a Brad e Michelle em 05 de junho de 1970 e se esforçou em isolá-los da fama da Disney enquanto cresciam em Los Angeles. Hoje, Brad disse à THR que levou uma “vida normal”, apesar da fortuna da família. Disse que até recentemente manteve relações estreitas com sua irmã gêmea (Michelle não pôde ser contatada para comentar o assunto). Embora Brad não conhecesse seu avô Walt, ele herdou o entusiasmo do patriarca por modelismo de aviões e trens.

Brad e Michelle estudaram em escolas particulares para crianças com dificuldades de aprendizagem. O grau das deficiências – por Brad em particular – teria um impacto importante sobre as decisões dos tutores. Em vários pontos de sua vida, Brad foi descrito por seu pai como tendo síndrome de Down e síndrome alcoólica fetal. Após receber o certificado em preparação culinária do Cape Cod Community College, Brad trabalhou em vários empregos, inclusive em um restaurante arrumando as mesas; na sala de correspondência de uma companhia de seguros; foi preparador de smoothies (misturas de sucos de frutas, verduras, iogurtes, sorvetes e muitos outros ingredientes) em uma casa de sucos e trabalhou como balconista em uma loja de franquia da UPS, onde ele era o proprietário. Em 2003, Brad se mudou de Orange County para a zona rural de Phoenix, ao lado de seu pai, Bill, e da madrasta Sherry, com quem Bill se casou em 1999, seis anos após a morte de Sharon e cerca de 20 anos depois de terem se divorciados. Algum tempo depois, os tutores começaram a acreditar que Sherry pretendia adotar Brad.

Michelle foi diagnosticada com dislexia quando criança, nunca teve um emprego. Ela é proprietária de três casas, e passa muito de seu tempo em Newport Beach, na Califórnia.

Conforme relatos de amigos, Michelle, Brad, Bill e Sherry – o ramo  Lund do clã Disney – se davam muito bem. Depois que Sharon morreu, Michelle e Brad participaram de viagens anuais com Bill e Sherry para uma fazenda no Wyoming e para o Havaí. Juntos, a família comprou uma folha com a letra original de “Candle in the Wind” de Elton John por 400 mil dólares em  um leilão – Brad tomou a iniciativa – e doou ao Museu Princesa Diana. Todos os Lunds estavam comprometidos com a Fundação Sharon Disney Lund, doando dinheiro para pesquisas do câncer e visitando os cientistas para pessoalmente se inteirar dos resultados.

Com Victoria, a meia-irmã dos gêmeos, fruto do primeiro casamento de Sharon, a história foi diferente. Victoria teve uma vida caótica, com as mãos enegrecidas pelo uso de heroína. Em seus últimos anos, Victoria fretava aviões e ostentava suítes de US$ 5,000/noite no Royal Palms em Las Vegas. Certa vez, em um navio de cruzeiro da Disney ela destruiu a suíte que ocupava de tal forma que Eisner, então CEO da empresa, teve que chamar os tutores e fazê-los pagar pelos danos. A família tentou numerosas intervenções, mas sem sucesso.

Porém, quando Victoria completou 35, os tutores aprovaram seu quinhão de aniversário de US$ 20 milhões. Um ano depois, em 2002, ela faleceria. Sua parte da fortuna foi repassada à Brad e Michelle (de acordo com os termos do testamento, todo o dinheiro não utilizado fica legado aos filhos , irmãos ou caridade). Sherry, mais tarde, testemunharia sobre o infortúnio de Victoria para questionar a competência dos tutores.

Em cinco de junho de 2005, quando Brad e Michelle completaram 35 anos, os administradores – incluindo Bill e um gerente financeiro da família, chamado Robert Wilson, que substituíra a irmã de Sharon, Diane, quando essa renunciou à tutela, em 1997 – proferiram a decisão com distinção. Eles deram a Michelle seus milhões, mas negaram à Brad seu dinheiro, porque sentiram que ele não tinha demonstrado maturidade financeira. Em algum momento no passado, Michelle havia sido acusada de problemas de dependência, mas os administradores ainda assim decidiram a seu favor (mais tarde, Sherry testemunharia que Michelle continuava a consumir medicamentos e álcool, apesar de outros relatos insistirem que uma intervenção da família resolvera o problema). Brad, talvez por estar recebendo cerca de US$ 1 milhão por ano como dotes da família, desistiu da ação judicial para receber a sua parte.

Apesar dos problemas antigos de Michelle, foi quando ela sofreu um aneurisma cerebral e entrou em coma em 2009, que suas relações com o resto dos Lunds desmoronaram. Durante dois meses, Michelle ficou hospitalizada em uma unidade de Orange County. Os médicos descreveram sua condição como “grave”, e mesmo com meses de reabilitação, ela não conseguia fixar um pensamento por mais de 20 segundos, de acordo com testemunhos.

Enquanto Michelle esteve hospitalizada, Bill informou ao administrador Wilson que tão logo Michelle tivesse condições de viajar, ele a levaria a um dos melhores centros neurológicos do país – a 10 minutos da sua casa no Arizona. Os tutores começaram a levantar suspeitas que Sherry estivesse conspirando para obter controle sobre seus enteados e, por fim, sua herança.

Nesse tempo, Michele começou a se frustrar com seu pai e sua madrasta. A possibilidade de ser sequestrada por seu pai chegou até ela. Em testemunho na corte ela declarou: “Muitas pessoas me alarmaram sobre o que poderia acontecer”, e adicionou sobre sua madrasta, “eu fiquei sabendo algumas coisas sobre ela, que não deixa me sentir segura”. Talvez, se referindo aos rumores que apareceram, porém sem muita substância, que Sherry contratara um homem para matar seu ex-marido, Willian Blair, que vivia comentando esse assunto. Michele, então, contratou dois guarda-costas para evitar que Bill e Sherry a visitassem no hospital, e removeu seu pai da lista dos responsáveis por sua saúde.

Uma inundação de contenciosos seguiu-se na justiça. Brad processou a esposa de Wilson, Gloria, por supostamente agredi-lo no hospital onde Michelle se tratava (Gloria Wilson admitiu tentar agarrá-lo). Sherry processou a melhor amiga de Michelle desde a infância, Dominique Merrick, com alegações de que ela começou o rumor sobre o assassino de aluguel (Sherry perdeu o caso, pois na investigação a culpa foi atribuída a um advogado da família). E o mais importante, os outros tutores entraram na justiça para remover Bill de seu quadro, com base na alegação de que, alguns anos antes, Bill tinha usado o dinheiro da tutela para receber propinas (US$ 3.5 milhões) num negócio imobiliário.

Quando questionado sobre a suposta propina, Bill apresentou uma carta de Michelle autorizando, em 2003, os negócios (um especialista em caligrafia examinou e declarou ser uma falsificação, um tutor, mais tarde, informou). Bill deixou de ser agente fiduciário, e disse ao THR que saíra voluntariamente por recomendação de seu cardiologista. Como parte de um acordo, ele não admitiu qualquer ilegalidade e, a mando do filho Brad, foi concedido um premio de US$ 500.000,00/ano para o resto de sua vida por um tribunal do Arizona, “como taxas extraordinárias por serviços prestados no passado”.

Com Bill fora, a gestão da herança ficou com Wilson, Andrew Gifford e Doug Strode – os dois últimos estiveram envolvidos com os assuntos financeiros da família através de suas posições no EUA Trust, um banco privado que serve indivíduos de alta renda. Na época de seu aneurisma, Michelle desenvolveu um senso de confiança com Wilson e Gifford, nomeando-os administradores temporários de suas propriedades, no lugar de seu pai e da madrasta.

Bill contestou a decisão de Michelle, e apresentou uma petição para estabelecer uma tutela sobre ela em 2010. Ele alegou que Wilson, Gifford e a amiga de infância Merrick aproveitaram da condição comprometida de sua filha e exerceram uma influência indevida para controlar US$ 200 milhões em fundos fiduciários. De acordo com o advogado de Wilson e de Merrick, na época, foi o contrário, repetindo as palavras de um dos amigos de Michelle, que disse existir “documentos que comprovam a intenção de Bill desligar os tubos de Michelle para se beneficiar com sua morte”.

Depois de um julgamento que aconteceu no verão de 2012, na Corte Superior de Orange County a juíza Mary Fingal Shulte negou aos Lunds a petição da tutela, o que impediu Bill e Sherry de assumirem os cuidados de Michelle.

Enquanto todo mundo disputava os cuidados de Michelle, seu irmão gêmeo tinha seus próprios problemas legais.

Em 2009, o mesmo ano em que Michelle sofreu seu aneurisma, a irmã de Sharon, Diane, não mais um agente fiduciário, e duas meias-irmãs de Brad, de um dos cinco casamentos de Bill, entraram com uma petição de tutela no Arizona para nomear um terceiro partido para supervisionar os cuidados de Brad. No ano seguinte, Michelle juntou-se a eles. A petição, ainda pendente, cita a necessidade do compromisso de um guardião, pois “não se pode contestar que Bradford Disney Lund é um adulto incapacitado, como resultado de seus déficits cognitivos crônicos e distúrbios mentais”.

No meio a tudo isso, no dia 5 de junho de 2010, Michelle e Brad comemoraram seu 40º aniversário. Naquele mês, os tutores realizaram uma reunião e chegaram à mesma conclusão de cinco anos antes, dando a Michelle seu dinheiro. Mas, com base nas preocupações sobre a influência que Bill estava exercendo sobre seu filho, os administradores negaram novamente a dar a Brad sua fortuna, preparando o terreno para o julgamento que aconteceu em Dezembro.

Em 09 de dezembro de 2013, os advogados de Brad apresentaram ao juiz Mitchell Beckloff, da Corte Superior de Los Angeles, o argumento que os tutores abusaram na sua discrição, negando-lhe a sua partilha nos aniversários de 35 e de 40anos. Estiveram presentes Bill, Sherry, Brad e Michelle – Sherry informou ao THR que Bill, 83, estava frágil e perigosamente perto da morte. Mesmo assim sobrou veneno: Bill entrou com uma ação judicial de US$100 milhões por difamação contra o advogado dos tutores, Gelblum, que então demandou que o advogado de Bill fosse impedido no tribunal.

Entre outras contendas, a equipe legal de Brad perguntou: Por que, à luz da concessão de US$ 20 milhões a uma viciada em drogas, Victoria, os tutores se recusaram a entregar a parte de Brad, conhecido por sua frugalidade? E afirmaram que os administradores fizeram isso para obterem lucros. Por que Michelle recebeu sua parte do fundo e Brad não? “A resposta é simples”, disseram os advogados de Brad. A parte da irmã foi para o mesmo banco que já administrava o dinheiro, o First Republic Trust Co. (FRTC), “ostensivamente para ser gerida profissionalmente”, disseram eles – o que significa que FRTC continuaria a receber mais de US$ 675.000,00 anuais em taxas de administração dos fundos fiduciários. Brad nunca forneceu um programa de gerenciamento de ativos para seu quinhão, podendo assim recusar o FRTC.

Quanto aos próprios tutores, sua remuneração é baseada, em parte, pela quantidade de dinheiro das partilhas, o que obviamente é maior com a fortuna de Brad do que sem ela. “Os tutores são bem recompensados​​, como eu também fui, por muitos anos”, disse Bill. “Era algo entre US$450.000 a 1 milhão/ano [cada um] e, em alguns anos, foi muito mais”. (É interessante notar que, quando ele era um dos tutores, o próprio Bill votou contra a entrega da parte de seu filho no seu aniversário de 35 anos, só vindo a reconhecer como injustiça quando não mais participava da renda dos tutores).

No julgamento, o depoimento de Gifford, gerente financeiro da Disney e tutor, ressaltou a crença de que Bill exercia uma má influência sobre seu filho, principalmente se levar em conta a história da partilha de Michelle. “No aniversário de 40 anos, ficou evidente que Brad dependia quase exclusivamente de Bill Lund para a assistência financeira”, disse Gifford. “Ali estava uma pessoa que não era apenas o pai de Brad, mas também seu confidente financeiro. Eu apresentei provas de que ele teve lucros, e quando ele tentou justificar, o fez com um documento fraudulento e forjado.” Gifford também afirmou, “Brad tinha deficiências consideráveis ​​que eram evidentes”. Durante os processos judiciais anteriores, o médico de Brad apresentou um relatório atestando que ele tinha “deficiência cognitiva crônica com dois anos de progressiva severidade e comportamento instável” e também “visão limitada”. O tribunal solicitou uma investigação médica que chegou à conclusão de que suas condições necessitavam supervisão (Sherry diz que eles já consultaram outros quatro médicos que julgaram Brad competente).

Como prova de que Brad nada entende de dinheiro, Wilson testemunhou sobre uma viagem da família em 2004 na Suécia a fim de verificar um grande avanço na pesquisa de câncer. “Em uma loja de presentes, nós estávamos olhando para algumas miniaturas de comboio de trem”, disse Wilson. “Havia um vermelho, um azul e um verde, e ele não conseguia decidir qual queria. Eu disse, ‘Brad, por que você não compra todos os três? Eles custam US$ 15,00.” E ele respondeu, “Oh, eu não posso pagar tudo isso”. Wilson continuou: “Na noite seguinte, nós estávamos em uma loja de presentes no navio, onde vendia esses ovos russos que custavam em torno de US$ 500,00 ou mais cada um. Eu perguntei: ‘Brad, o que você comprou?”. Ele respondeu: “Veja, eu comprei esses três ovos russos”.

Wilson contou que foi nesta viagem que ficara sabendo, através do advogado original que elaborou o testamento de Sharon, da raiz de toda a luta, a discórdia sobre “competência” foi “especificamente para Brad; Sharon não queria destacar que Brad era diferente ou que fosse tratado diferentemente de suas irmãs. Isso soou como palavras de código que Brad nunca receberia seu quinhão”.

Michelle ficou ao lado dos tutores, testemunhando sobre seu crescente isolamento com seu irmão desde sua mudança para o Arizona. Wilson já havia descrito que Brad desde o inicio estava infeliz em sua nova casa. “Ele dizia: ‘Tirem-me deste inferno”, e depois da mudança a comunicação com Brad tornou-se mais difícil; “podem rastrear as chamadas para confirmar” disse ele.

Perto do fim do longo julgamento, o próprio Brad foi depor. Antes do julgamento, na fase dos depoimentos, Gelblum questionou Brad se ele teve relações físicas com a filha de Sherry, sua meia-irmã, Rachel, que mora com ele. Brad negou, e em seguida, passou dois dias fechado em seu quarto, de acordo com Sherry. Questionado sobre se a sua condição havia melhorado desde 2006, Brad afirmou que sim, e explicou: “Bem, há várias razões. Número um, eu tenho óculos. Número dois, novo aparelho auditivo. Número três, eu estou livre de medicação. E número [quatro], eu não fico mais agitado facilmente. Eu tenho uma memória muito melhor”.

Brad falou sobre os vários trabalhos que ele realizou, por que ele fechou a loja UPS que ele havia comprado, e como ele se considera agora aposentado. Ao longo do depoimento, ele citou termos como “guardião ad litem” e disse que ninguém se preocupou em pegar o telefone e dizer-lhe que haviam negado sua partilha de aniversário. Ele também explicou por que ele não quer mais a FRTC gerindo seus bens: “Eles mantêm refém a minha partilha, e se recusam a me entregar o que é meu por lei e por direito”.

Em 25 de março de 2014, o juiz Beckloff emitiu uma decisão proposta, deixando claro que os tutores não negaram a Brad o seu dinheiro para obterem mais lucros para si mesmos. “O tribunal está convencido de que os tutores acreditam sinceramente que o Sr. Lund não tem a maturidade e capacidade financeira para gerir e utilizar uma quantia substancial, como é sua partilha. Os tutores estão legitimamente preocupados com a capacidade do Sr. Lund em se proteger daqueles, ao seu redor, que desejam tirar proveito financeiro dele”.

A equipe de Brad pode até reivindicar uma pequena vitória. O juiz concordou que devem ser tomadas medidas adequadas para remover o FRTC como o administrador institucional em favor do Mutual of Omaha Bank. “Quanto ao fato de Bill Lund e Sherry Lund alimentarem a antipatia e desconfiança de Brad em relação à FRTC, o tribunal considerou a antipatia e a desconfiança sinceras”, observou Beckloff.

Embora o julgamento tenha acabado o ranço continua. “Nós já ouvimos falar sobre outros tutores que atacam famílias”, disse Sherry em sua casa no Arizona. “Nunca pensamos que iria acontecer conosco. Quando isso acontece, é devastador e irresistível. Michelle e Brad foram separados um do outro”. Gelblum se negou a comentar.

Questionado sobre por que sua filha testemunhou contra seu próprio irmão em favor dos tutores, Bill respondeu: “Síndrome de Estocolmo”.

Com certeza a luta jurídica não acabou. No caso de a decisão de Beckloff ser final, Sherry promete recurso. Além disso, a petição da tutela sobre Brad ainda está pendente. E logo virá outro grande aniversário: No próximo ano, os gêmeos farão 45 anos de idade e os tutores mais uma vez votarão se entregarão as dezenas de milhões de dólares aos netos de Walt Disney. E tudo que aconteceu até aqui pode ser um prelúdio da batalha sobre as centenas de milhões que Brad não recebeu. Poderá ele legar tudo para sua meia-irmã, Rachel? É por isso que os tutores acreditam que Sherry esteja tentando adotar Brad. Seja onde for o local do próximo tribunal que eles se encontrarão, estará longe de ser o lugar mais feliz da Terra.

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9 comentários

  1. reizinhos vagabundos… “elite” ignóbil e facínora.

    A humanidade assiste passivamente a vida mansa destes miliardários vagabundos, agraciados com fábulas nababescas de riqueza acumulada, sem nada terem produzido na vida.

    Enquanto isso, bilhões de trabalhadores ralam dia e noite para sustentar o planeta… e vivem a mingua. 

  2. Herança

    Brigas familiares atrapalham a maior doação de obras de arte já feita no Brasil

    Em 1999, o milionário Paulo Geyer doou mais de 4 mil peças ao Museu Imperial de Petrópolis. Após sua morte, seus parentes passaram a reivindicá-las de volta

    MARCELO BORTOLOTI |23/05/2014 07p0

    SOLIDÃO
    Maria Cecília, a viúva de Paulo Geyer. Aos 92 anos, ela vive sozinha na mansão do casal
    (Foto: Arquivo Agência O Globo)

    O Museu Imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, recebeu em 1999 a maior doação de uma coleção de arte já feita no Brasil. O milionário Paulo Geyer, do ramo da indústria química, e sua mulher, Maria Cecília, decidiram doar todo o seu acervo de livros antigos, móveis raros e obras de arte reunidos ao longo de décadas, além da mansão onde o casal vivia, no bairro carioca do Cosme Velho. Com mais de 4 mil peças, incluindo pinturas de artistas viajantes, como o alemão Johan Moritz Rugendas, o francês Nicolas-Antoine Taunay e o austríaco Thomas Ender, a coleção Geyer é uma das mais completas do país sobre temas brasileiros. O gesto de generosidade rendeu ao casal elogios da alta sociedade carioca, além do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade e da Ordem do Mérito Cultural, concedidos pelo Ministério da Cultura. O casal Geyer continuou morando na mansão. Ela deveria se transformar em museu depois da morte de ambos.

    Paulo Geyer morreu em 2004, com a glória de ser um dos grandes mecenas brasileiros. Deixou cinco filhos e uma herança milionária, que incluía o grupo Unipar, gigante na área petroquímica. A partir de então, as coisas começaram a desandar para o clã. Os filhos se dividiram em sucessivas brigas pela herança. O grupo Unipar passou por diferentes comandos e mergulhou numa crise, depois da qual foi obrigado a vender praticamente todos os seus ativos e a encerrar uma história de seis décadas no setor. A doação ao Museu Imperial fora uma medida do casal para que a coleção de arte não se dispersasse pela briga entre os filhos. Em 2008, numa atitude que surpreendeu a todos, a viúva Maria Cecília entrou com uma ação na Justiça contestando a lista das obras doadas. Ela pedia que 220 peças fossem retiradas do conjunto. Ao mesmo tempo, fechou a casa e não deixou mais nenhum técnico do museu entrar. Entre os quadros que ela não quer doar estão obras importantíssimas. É o caso de uma paisagem carioca de Thomas Ender, cujo valor de mercado supera R$ 1 milhão, e de uma vista da Baía de Guanabara, do alemão Emil Bauch, de valor semelhante (as imagens no final da reportagem). O Museu Imperial recusou o pedido. “A retirada de qualquer um dos itens é inaceitável, pois feriria um princípio básico do colecionismo, a unidade do conjunto”, diz o diretor, Maurício Ferreira.

    No passado, Maria Cecília vivia com seus salões cheios de empresários, embaixadores, bons-vivants e suas respectivas mulheres. Ela comandava recepções memoráveis com bom humor e grande presença de espírito. Apaixonada por pintura e objetos antigos, estava sempre em viagem com o marido, para participar de leilões na Europa ou nos Estados Unidos. Também era ativa nos negócios. Quando Paulo sofreu um infarto, ela assumiu as rédeas da companhia, demitiu diretores e recolocou a empresa nos eixos. Hoje, aos 92 anos, vive sozinha na mansão do Cosme Velho, cercada de enfermeiras, motorista e seguranças. Anda de cadeira de rodas, recebe poucas visitas e quase não sai de casa. Sua memória está fraca, e seu poder de compreensão, comprometido. Pessoas próximas dizem que ela não consegue entender o que se passa à sua volta.

    Seu pedido na Justiça para retirar peças da doação ao museu prosperou. Em fevereiro deste ano, o Ministério Público Federal deu parecer favorável ao pleito de Maria Cecília. A justificativa é que ela foi casada em comunhão de bens e deveria ratificar a lista da doação. O pedido fora negado em primeira instância. Agora, será julgado pelo desembargador federal Reis Friede. Ao mesmo tempo que os advogados brigam na Justiça, movimentos suspeitos começaram a acontecer na mansão. Há sete anos sem ver a coleção, os técnicos do Museu Imperial receberam a denúncia de que alguns quadros já foram retirados de lá e desviados para local incerto. Uma testemunha que visitou a casa recentemente diz que um conjunto de pinturas que estava perto do corredor principal desapareceu. “Nenhuma obra da coleção doada pelo casal foi retirada. Algumas das obras que não deveriam integrar o inventário já haviam sido entregues às pessoas queridas que Paulo Geyer e Maria Cecília Geyer gostariam de presentear. Isso aconteceu quando Paulo ainda era vivo”, diz o advogado Sérgio Terra, que representa Maria Cecília.

    Os advogados do Instituto Brasileiro de Museus, que representam o Museu Imperial, demoraram a agir nesse caso. Somente quatro anos depois de os técnicos serem impedidos de entrar na mansão, eles entraram com uma petição solicitando que os quadros fossem depositados em local seguro ou que o museu voltasse a ter acesso a eles. Esse pedido ainda não foi julgado. Além da possível retirada de algumas peças, o estado de conservação dos quadros e livros antigos também preocupa. A mansão dos Geyers fica num local cercado de mata e extremamente úmido. Por isso, livros de quase 400 anos de idade e pinturas dependuradas nas paredes ou até no teto da casa precisavam de manutenção periódica. “Paulo Geyer morava no pior lugar do Brasil para acondicionar obras de arte. Ele tirava litros de água da sua casa. Se o ambiente não for controlado, e as obras monitoradas por um especialista, a coleção corre risco”, diz o marchand Jones Bergamin, que conviveu com os Geyers.

    O comportamento da viúva Maria Cecília não diz respeito apenas ao imbróglio envolvendo a doação para o Museu Imperial. Nos últimos anos, nem todos os filhos e netos têm acesso a ela  e são barrados na entrada da mansão pelos seguranças. A filha mais próxima é Maria Geyer, de 54 anos, uma espécie de tutora da mãe. Essa proximidade tem feito com que ela seja contemplada com doações generosas. Recentemente, Maria Cecília deu R$ 1 milhão de presente a ela, sem distribuir aos irmãos a mesma quantia. A doação provocou a ira de outra filha, Joanita, que entrou na Justiça pedindo a interdição da mãe. O pedido foi negado na última quarta-fei­ra. Para Joanita, Maria Cecília não tem consciência do que acontece e é manipulada por Maria. Os advogados de Joanita conseguiram um laudo pericial que atesta que a assinatura da viúva na doação de dinheiro à filha Maria foi falsificada. A família diz que o laudo está equivocado. O Ministério Público do Rio de Janeiro requisitou a abertura de um inquérito policial.

    No final do ano passado, Maria Cecília foi levada de cadeira de rodas à presença de um juiz no centro do Rio. Ele queria ouvi-la no processo de interdição, para verificar seu real estado de consciência. Ela apresentava momentos de confusão mental, trocava nomes de pessoas e confundia valores. Disse que ainda não fizera a doação da coleção Geyer ao Museu Imperial, mas que doaria a casa e as obras de arte. Apesar da confusão aparente, um médico perito acionado pelo juiz emitiu laudo atestando que ela ainda é capaz, embora tenha restrições provocadas pela idade. Joanita, favorável à doação integral da coleção ao Museu Imperial, entrou com outro processo, cobrando do museu mais empenho para ter acesso à coleção. Segundo ela, parte das obras já foi dada de presente a alguns de seus irmãos, e o pedido de Maria Cecília para que 220 peças não integrem a doação foi apenas uma forma de legitimar esse gesto.

    Quando Paulo Geyer morreu, Maria Cecília fez de tudo para que os filhos se mantivessem unidos. Ao perceber o crescimento da hostilidade entre eles na briga pela herança, dividiu as ações do grupo e doou em partes iguais para cada um. O grupo Unipar tinha dez fábricas e mais de 3 mil funcionários. Os irmãos não se entenderam  e logo iniciaram uma era de disputas pelo poder dentro da empresa. Os Geyers começaram a aparecer nos jornais como uma família beligerante. Em 2007, eles se dividiram em duas facções na luta pelo poder. As irmãs Maria, Cecília e Vera se uniram. Assumiram o comando do grupo e alijaram da direção os irmãos Alberto e Joanita. As disputas prejudicaram o andamento dos negócios. O grupo ficou conhecido pelas turbulências de gestão. Em 2008, os irmãos acertaram um armistício para que a Unipar se associasse à Petrobras e criasse uma nova companhia chamada Quattor, a segunda maior petroquímica do Brasil, com faturamento estimado em R$ 9 bilhões por ano. A família colocou seus principais ativos nesse negócio, mas saiu dele sem nenhuma fábrica. Vendeu tudo em 2010 para o grupo Braskem. O valor da venda, R$ 870 milhões, foi considerado baixo pelo mercado.

    Essa operação foi comandada pelo jovem Frank Geyer, de 41 anos, neto de Paulo Geyer e filho de Cecília, que morreu em 2010. Frank se uniu às tias Maria e Vera e dirigiu o grupo sob grande hostilidade dos tios Alberto e Joanita. Esta última entrou com pedido judicial contra a tentativa de Frank de vender a Quattor em 2009. Acabou aceitando um acordo de R$ 80 milhões por sua parte na sociedade. Alberto entrou com uma ação também contra a mesma venda em 2010, mas não conseguiu impedir o negócio. Joanita e Alberto se sentiram prejudicados na condução dos negócios pelos outros irmãos. Agora, a disputa pela herança se volta para os bens privados que ainda ficaram em posse da viúva Maria Cecília. A coleção de quadros faz parte desse conjunto, ainda que o grosso tenha sido doado ao museu. Joanita acredita que os bens são aos poucos entregues à irmã Maria, que manipula a mãe, com o sobrinho Frank.

    Maria tem uma vida social ativa. Suas festas são disputadíssimas e chegam a reunir mais de 1.000 pessoas. Foi ela quem tornou o cantor Latino conhecido na alta sociedade, depois de contratá-lo para um show em seu aniversário. Em 2011, Maria deu uma festa para inaugurar sua nova mansão no Jardim Botânico. A casa tem boate, pizzaria, salão de beleza, piscina estilosa e banheiras acionadas pelo celular. As paredes são decoradas com quadros do século XIX. Espalhadas pela mansão há louças da Companhia das Índias e uma coleção de pinhas de cristal – peças semelhantes a alguns itens da coleção Geyer doada ao museu.

    Seu sobrinho Frank também gosta de dar festas. Ele mora em Salvador, num apartamento luxuoso de 1.000 metros quadrados. As paredes também estão cobertas de quadros antigos, e ele ostenta, como os avós, uma grande coleção de pinhas de cristal. Frank costuma andar de jatinho e vive cercado de seguranças. Seu estilo de vida, como o de Maria, desperta a desconfiança dos outros herdeiros. Eles acham que Frank e Maria tiraram proveito na condução dos negócios da família e de eventuais doações de Maria Cecília. Recentemente, Frank esteve com a ministra da Cultura, Marta Suplicy, numa reunião a portas fechadas, em que apresentou o pleito da família para retirar as 220 peças da doação. Marta confirmou a visita, mas não quis comentar o caso. Frank e Maria, como o irmão de Frank, Alberto Geyer, herdeiros da coleção, também não quiseram falar.

    Em 2007, antes de entrar com a ação pedindo que as peças fossem retiradas da doação ao museu, Maria Cecília abriu sua casa para uma festa com 400 convidados. Na época, ainda entusiasmada com o gesto generoso feito com o marido, disse a um jornalista: “Acho ótimo que vire um museu. Iam dilacerar a casa e a coleção”. Os fatos recentes mostram que seu receio tinha razão de ser.

    VALOR SENTIMENTAL
    O preço estimado de algumas obras que Maria Cecília Geyer quer retirar da doação feita ao Museu Imperial
     

    Vista do Catete e Laranjeiras
    1825
    Óleo de Thomas Ender
    Acima de R$ 1 milhão

     

    Vista da Enseada de Botafogo
    1817
    Óleo de Thomas Ender
    Acima de R$ 1 milhão

    Rua da Gamboa, com vista para a Baía de Guanabara
    1887
    Óleo de Emil Bauch
    R$ 1 milhão

    (Fotos: Coleção Geyer) 

     

  3. A mais rica da Europa

    Liliane Bettencourt é atualmente a mulher mais rica da Europa. 

    A socialite, empresária e filantropa francesa acumulou um patrimônio líquido de 33,2 bilhões dólares americanos a partir de janeiro de 2014.

    Liliane Bettencourt e Françoise Bettencourt Meyers em 2007 | Photo By Patrick Kovarik/AFP/Getty Image

    Filha única do fundador da L’Oréal, Eugene Schueller, herdou a fortuna L’Oréal quando seu pai morreu, tornando-se a principal acionista da L’Oréal, em 1957.

    Uma das maiores empresas de beleza e cosméticos do mundo, a L’Oréal tem mais de 66.620 funcionários em várias regiões da Franaç e em outros países.

    Liliane teve a sua fortuna colocada sob a tutela pela sua filha Françoise Bettencourt-Meyers, em 2011, depois de uma batalha legal, tornada pública, de 3 anos.

    Ela foi forçada a demitir-se do conselho da L’Oréal, em fevereiro de 2012; seu neto mais velho, Jean-Victor Meyers, de 25 anos, tomou o seu lugar. 

    Este é o mais recente capítulo em uma longa linha de processos judiciais opondo as Bettencourts.

    Em 2008, Bettencourt-Meyers pediram aos tribunais para investigaros  supostos US $ 1 bilhão em dinheiro e presentes que a mãe supostamente deu a François-Marie Banier, um fotógrafo bem conhecido, escritor e pintor com quem fez amizade. 

    François-Marie Banier é acusado de abusar da fraqueza pessoal de Liliane Bettencourt, a herdeira da L’Oreal. © MAX PPP

    A fundação familiar, la Fondation Bettencourt Schueller, tem apoiado o desenvolvimento de projetos médicos, culturais e humanitárias com um orçamento anual de £ 160 milhões investidos em filantropia.

    Informações: http://www.therichest.com/celebnetworth/celebrity-business/men/liliane-bettencourt-net-worth/

    Fotos

  4. Uma boa parte dos império

    Uma boa parte dos império familiares, são destruidos pela primeira ou secunda geração dos descendendes dos criadores.

    Muitos não se preparam para dar continuidade ao império construido, que exige muito trabalho e dedicação.

    Uma boa parcelas desses “magnatas” passam a vida em festas, badalações e afins.

    Ao final dá nisso.

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