Rombo do governo para 2021 deve ultrapassar R$ 265 bi

Governo calculou máximo de R$ 233,6 bilhões. Mas técnicos do Senado apontam que o déficit orçamentário chegará a R$ 265,3 bilhões em 2021

Jornal GGN – A proposta orçamentária enviada pelo governo Bolsonaro ao Congresso previu que o déficit primário do ano que vem será de R$ 233,6 bilhões. Mas a quantia, que já diverge do informado pelo próprio documento no anexo de riscos fiscais, ainda deverá ser mais de R$ 30 bilhões superior.

Os novos cálculos foram feitos por técnicos do Instituição Fiscal Independente (IFI), ligado ao Senado. O grupo aponta que o déficit orçamentário chegará a R$ 265,3 bilhões em 2021. Na prática, esse impacto se dará nas despesas discricionárias, ou seja, naquelas que o governo pode escolher investir, como os programas sociais.

O próprio Renda Brasil, proposta do governo com o enxugamento de outros investimentos públicos, como o abono salarial e o seguro-defeso, ambos que já foram impedidos de acabar por veto de Bolsonaro.

De acordo com coluna de Ana Flor, do G1, o diretor do IFI, Felipe Salto, informou que o orçamento proposto pelo governo Bolsonaro para o próximo ano “é pouco realista”. Isso porque além de não incluir o Renda Brasil, despesas como a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e outros prováveis gastos com a pandemia foram ignorados do documento.

Em documento publicado pelas Consultorias de Orçamentos do Senado e da Câmara, que analisa a proposta enviada pela equipe de Paulo Guedes, mostra que o governo não está comprometido com a métrica de déficit primário, devendo estrapolar essas quantias no ano que vem.

“O PLOA 2021 incorpora deficit primário de R$ 233,6 bilhões para o exercício financeiro. Tal valor diverge dos R$ 149,6 bilhões de deficit informados no anexo de riscos fiscais do PLDO 2021 e indica, de partida, a implementação da sistemática de ajuste da meta sempre que houver modificação das estimativas das receitas ou despesas primárias, conforme propõe o mesmo PLDO.”

Assim como este ano foi afastada a exigência de atingir os resultados fiscais, devido à pandemia do coronavírus, o próximo ano deve seguir a mesma regra, , o que permitirá o governo a ultrapassar o déficit primário.

 

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