Sobre metas e resultados das obras no setor privado

Por Ugo

Comentário ao post “Uma análise do pronunciamento de Dilma

Na minha atividade profissional, sempre nas empresas privadas, os prazos inicialmente estabelecidos para execução e termino das obras eram mais cabalísticos que científicos. No decorrer do projeto, contratação etc. as datas reais finalmente se consolidavam. Era esta a estratégia de pressão, nada de folga todos na canga diretores e operários.

Acredito que a Dilma teve que usar a mesma estratégia, não existe outro método para trabalhar no privado e com muitas mais razões no publico notadamente mais burocratizado e lento.

Fiz e fizemos muitas instalações funcionando no que era o essencial, mas inconclusas na maquiagem e apesar destes detalhes inauguradas com a presença das maiores autoridades e testemunhadas pelos tapumes.

A minha pergunta é: quantos aviões deixarão de pousar pela existência de tapumes, falta das indicações em inglês, quantos estádios não sediarão jogos por torneira de banheiro vazando? Talvez uma vistoria no paraíso da perfeição sediado nos aquários dos globões, folhões, estadões, poderá nos apresentar uma visão da antessala do inferno.

 

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23 comentários

  1. Os projetos do primeiro mundo

    Os projetos do primeiro mundo como o 787 da Boeing e o 380 da Airbus atrasaram anos.

    O F35 estourou o orcamento faz anos.

    Quando o projeto eh complexo, sempre atrasa. Nao sei de quem eh a culpa, mas eu acho que pra vender bem tem que dar prazos e custos irrealisticos.

  2. Também passei de certa

    Também passei de certa maneira por essa experiência. Não como empreendor ou gestor de obra pública, mas financiador(preposto de banco). Em obras civis dificilmente, mas dificilmente, prazos e orçamentos são, podem, ser cumpridos. Os entraves vão desde a burocracia, destaque para os orgãos ligados ao meio ambiente, até eventos aleatórios(climáticos,acidentes de trabalho, reposição de equipamentos etc). 

    No frigir dos ovos até que não fomos tão ruins nas obras previstas para a Copa. Poderíamos ter sido melhor? Sim. Mas fica a experiência.

  3. Quais serão a manchetes na

    Quais serão a manchetes na sexta-feira? Dilma é vaiada, quero-quero põe em risco a integridade de torcedores, acabou o papel toalha nos estádios, bailarina da abertura sofre tontura, a bola estava murcha e por aí vai. Dúvido que haja uma manchete positiva na sexta, mesmo que a festa ( que eu acredito) seja linda.

  4. Não é bem assim.
    Ontem em

    Não é bem assim.

    Ontem em seminário no MPT em Belo Horizonte, um gestor da TransBetim (empresa municipal) afirmou aos sindicalistas que os terminais/pontos foram inaugurados sem banheiro para os trabalhadores por causa da Copa, mas que havia banheiros nos projetos.

    O trabalhador é invisível hoje em dia. Tem estatuto subhumano.

    Não é só tapume em obra por aí não o problema.

      • O dado está com o MPT.
        Acho

        O dado está com o MPT.

        Acho que não ficou claro o que escrevi. Foi o próprio gestor da TransBetim que disse que obra foi inaugurada sem banheiro para os trabalhadores do transprote por causa da Copa.

        Escreva para o sindicato dos rodoviários de Betim e pergunte se duvidas.

        • Sempre pegando carona

          Leo V não cadastrado,

          Ao invés de tentar sair pela tangente ( se você menciona notícia e fonte, é você quem deve trazer o fato gerador), e supondo que o fato seja verdadeiro, que tal a prefeitura terminar a construção dos tais banheiros ?

          MG já está formando tradição em pegar carona nas obras do governo federal, mas nem concluir meia dúzia de banheiros consegue.

  5. Ugo,
    Tinha lido este seu

    Ugo,

    Tinha lido este seu comentário, e Nassif  fez muito bem em pinçá-lo para post.

    Para te ajudar- você parece ter dado sorte, ao não ter enfrentado a turma do meio-ambiente, os Tribunais que, na maioria das vezes só fazem atrapalhar ou encarecer as obras.

    Entendo os dois “grupos” citados como bem mais nocivos do que a burrocracia. Quanto às inúmeras obras ligadas ao evento Copa do Mundo, nunca existiu algo semelhante, além de praticamente todas terem sido entregues no prazo previsto.

    Negar-se a reconhecer este fato inédito e de enorme vulto é atitude digna de vira-latas da pior espécie, de pessoas fadadas ao fracasso caso não contassem com ajuda externa – é aquele tipo de gente que o de lá de cima temn que tomar conta o tempo todo, pois se forem ao banheiro sozinhos, podem ser chupados pelo vaso.

    Cabe lembrar que o enorme canteiro de obras não exclusivo prá Copa, tem o MCMVida, a transposição do Rio São Francisco, obras no setor elétrico, são diversas obras e serviços em andamento. O patropi NUNCA viveu experiência como esta.

    Um abraço

  6. Mídia: lá fora é 100%…. sei.

    Pois é. Até parece que obras de e para a iniciativa privada não sofrem atrasos. São perfeitas e etc. Até parece que no exterior é tudo 100%!

     

    Eu trabalhei/o com projetos que foram executados em todo o mundo. Alguns se arrastam anos e anos após a data prevista sem ao menos começar a entregar/operar. Em todo o mundo. Para todo tipo de empresa / fim.

     

    Os motivos e as implicações são diversas. Dos motivos podemos falar que nem sempre são lícitos (assim como nas obras públicas).

     

    Agora, no caso das obras públicas, somem os fatos de que temos ingerências políticas externas; procuradores querendo aparecer; órgãos de fiscalização engessados que obrigam paralisações quando “um prego está fora do lugar” e legislação exigindo-lhes mais ações que as necessárias; burocracia desnecessária; empreiteiras pilantras que aproveitam burocracia e engessamento para conduzir obras a situações extremas de atraso para poderem se locupletar mais e mais (pesquisem a fundo o estádio do Engenhão, por exemplo!).

     

    Agora vejo neste e naquele portal brasileiro (brasileiro???) que os tablóides ingleses estão reclamando disso e daquilo. Chorar é de graça. Repercutir é para os manés. Digo: fosse a imprensa brasileira altiva responderia à altura. E, tivesse eu a oportunidade de responder colocaria manchetes garrafais com algo parecido:

     

    “OS SÚDITOS ESTÃO ESTRESSADOS? VÃO PASSEAR E ESPAIRECER NA PONTE DO MILLENIUM!!!”

     

    E como sub-manchetes:

    “Faz bem para lembrar que vocês também entregam obras inacabadas e não estão em condições de “arrotar” essa fleuma aqui não.”

    “A  Millenium Bridge poderia ter causado uma tragédia sem precedentes!”

     

    Para quem não sabe detalhes: a Millenium Bridge foi inaugurada com falhas terríveis em sua concepção. É um dos casos de erros de engenharia (no caso engenharia estrutural) mais rumorosos da História – responsabilidade de uma das maiores projetistas do mundo (inclusive projetista de estádios das copas).

     

    Ahh… Mas, aqui ninguém ficou sabendo nem na época de lançamento. Na mídia brasileira, erro de engenharia que merece destaque só os da engenharia brasileira.

     

    Unidos através dos oceanos. Lá e cá: Cretinos!

     

    Ass.: engenheiro civil / brasileiro

  7. Perfeito!

    Concordo!

    Mas a quetão é que a grande mídia tem que se apegar a qualquer coisa, a mínima que seja para desqualificar e manter o complexo de vira lata vivo, se estivesse tudo bem e um desses “jornalistas” passasse o dedo sobre o balcão de informações de um aeroporto e suja-lo de poeira, ai Jusuisss… 

  8. Acabei de asistir vários

    Acabei de asistir vários turistas dando opiniões sobre os estádios, nenhum reclamou. Mas o interessante foi o repórter chateado pq ningue´m reclamava perguntou: mas o que o senhor acha das obras ainda para serem  concluídas fora dos estádios? O italiano respondeu: se tiver cadeiras e um gramado tá bom, obras fora do campo não tem importancia… e depois começou a cantar o lepo lepo e tentando sambar rindo de alegria. kkkkkkkkkkkk

     

    Será desastroso se os convidados se divertirem muito mais que os anfitriões.

  9. Nâo existe milagre em

    Parabens pelo post.

    Nâo existe milagre em obra, principalmente obra pública.

    Tem que fazer projeto bem feito e liberar dinheiro rápido. Fazendo isso a obra anda o mais rápido possível. Só que, por outro lado, o custo aumenta.

    Então é preciso tomar decisão.

    Se quer obras muita rápidas não adianta reclamar que custara mais do que deveria.

    Quem pensa ser possível fazer rápido e no menor custo possível é quem não entende nada de obras.

  10. Que tal uma campanha no blog

    Que tal uma campanha no blog para que os leitores enviem fotos só das calçadas e fachadas na porta das grandes empresas de mídia por todo o Brasil.

    E repito; só das calçadas e fachadas já está bom.

    A conservação da calçada e fachada é obrigação, para com toda a comunidade, de quem ocupa o imóvel.

    Será que teremos calçadas padrão globo?

    Seja lá o que isto signifique.

     

  11. Atrasos?

    Qualquer denúncia de atraso das obras é hipócrita. Explico porque: em trinta anos de vida profissional em grandes empresas nunca vi nem  uma ficar pronta dentro do prazo. Vai da maior instalação da vale á reforma de um pequeno apartamento. Grandes atrasos são a maioria. Sempre atrasam. Orçamento preciso então, acho que niguem acerta nem no chute.

    Ao contrário, o índice de atendimento a prazo das obras da copa são altamente positivas e, diria, assustador, inédito neste país. Que vire exemplo e prática. Viva!

    O pig bandido e seus jornalistas vassalos amestrados  transformam virtudes em defeitos.

  12. Perguntar não ofende. Qual

    Perguntar não ofende. Qual obra pública relevante neste País foi entregue no prazo previsto e nas condições previstas? Não vale listar aquelas pretéritas, distantes do marco institucional de hoje, com sua lei de licitações “para não deixa fazer”, com o ativismo dos órgãos ambientais, do MP, do TCU, da mídia. Pense em JK. Fosse hoje, gastaria 50 anos para avançar cinco. Vivemos numa época que exige uma espécie de aceleração do tempo e que, ao mesmo tempo, impôs travas de toda ordem para desacelerar a ação do Estado.

  13. Pergunta

    Perguntar não ofende. Qual obra pública relevante neste País foi entregue no prazo previsto e nas condições previstas? Não vale listar aquelas pretéritas, distantes do marco institucional de hoje, com sua lei de licitações “para não deixa fazer”, com o ativismo dos órgãos ambientais, do MP, do TCU, da mídia. Pense em JK. Fosse hoje, gastaria 50 anos para avançar cinco. Vivemos numa época que exige uma espécie de aceleração do tempo e que, ao mesmo tempo, impôs travas de toda ordem para desacelerar a ação do Estado.

  14. Concordando com o Ugo – já

    Concordando com o Ugo – já tive de contruir e reformar casa-  me dou ao direito de reclamar ao ver que minha vida (ir e vir) ficou uma titica por mais tempo que devia e que meu dindin foi utilizado muito alem do programado.

  15. Minha construção…

    …estava estimada em 198.000,00 reais, as quais era o valor do financiamento na CEF. Só que além deste valor gastei mais 100.000,00 reais e um ano de atraso no término da obra.

    Depois disto aí, não reclamo mais de atraso nem gastos a mais de ninguém.

  16. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa…

    A comparação rasa entre os setores público e privado mais atrapalha do que ajuda. 

    São dois universos diferentes com razões de ser diferentes e regras diferentes.

    Eu queria ver qual seria a compliance das empresas privadas se fossem submetidas à lei 8.666…

    Aliás, eu quero ver qual vai ser a compliance dele sobre os programas de compliance estimulados pela lei anticorrupção…

  17. + comentários

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