Uma sugestão a Alckmin: túnel de armazenamento de chuvas

Túnel de armazenamento das águas pluviais. Uma obra bem ao gosto do estado de São Paulo.

Parece que os paulistanos estão desconectando cada vez mais, processos de dessalinização são caros para implantar e mais caros ainda para operar, mas como os paulistas gostam de grandes obras vou colocar uma sugestão que talvez encham os olhos do povo paulistano, os túneis de armazenamento de águas pluviais!

Em Paris para resolver os problemas de alagamento os franceses construíram o TIMA 1, um túnel de 6,80m de diâmetro e 1,86km de comprimento que tem a capacidade de armazenar 80.000m³ (oitenta mil metros cúbicos) de água da chuva. Estes túneis poderiam ser construídos com maiores dimensões em São Paulo como uma forma de diminuir as cheias da cidade e também para bombear esta água para tratamento da água da chuva diminuído o consumo dos reservatórios tradicionais.

Por exemplo, ao longo do verão, quando as chuvas são intensas fazendo uma programação correta os túneis de armazenamento seriam cheios durante as chuvas e bombeada a sua água para as estações de tratamento, quando chegasse o inverno seco os reservatórios convencionais estariam mais cheios.

O uso deste tipo de estrutura não é feito somente em Paris a cidade de Kuala Lampur ainda foi mais longe, com o projeto S.M.A.R.T., Storm Water Manegement and Road Tunnel Project usou uma concepção mista de túnel rodoviário e de estocagem de água da chuva com um volume surpreendente de 740.000m³, ou seja, dez vezes mais do que Paris. Ou seja, quando começa a chover o túnel é esvaziado de automóveis e cheio de água. O túnel tem 9,7 km de comprimento sendo que 2.8km com rodovias.

Por exemplo, abaixo das marginais, poderiam ser construídos estes túneis e durante a época de seca eles serviriam para desviar todo o tráfego, quando houvesse previsão de chuvas fortes, se bloquearia a passagem dos carros e se encheriam os túneis. Como o consumo de água em São Paulo é da ordem de 5m³/s, um túnel deste tipo permitiria o abastecimento de um mês, com três ou quatro chuvaradas durante o verão o sistema de abastecimento público ganharia três meses a mais de água no inverno!

Se for para fazer um projeto megalomaníaco os túneis é algo já testado em grandes cidades além de Paris e Kuala Lampur como Washington, Chicago e outras. Ou seja, basicamente para aliviar as cheias e transporte urbano, no caso de São Paulo teria três utilidades, amortecer cheias, transporte urbano e armazenamento de água para o uso público.

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47 comentários

  1. Dois milhoes de reservaforio

    Dois milhoes de reservaforio de 1m3 casa, distribuidos para a populacao coletar e armazenar agua dos telhados, custaria pouco mais de 1 bi e garantiriam muito mais agua para uso domestico e menos alagando as ruas. sem gastos  com caros sistemas de bombeamento. esse foi o “milagre nordestino”: as cisternas!

    • O princípio é exatamente o mesmo, o custo deve ser menor!

      Edmar, o princípio das cisternas e dos túneis de armazenamento é exatamente o mesmo, com a diferença que em países em que o superfaturamento não é a regra absoluta, fazer um túnel custa menos do que cisternas isoladas.

      O TIMA 1, que os dados estão postos custou na França 70 milhões de Euros, ou seja, 224 milhões de reais. Se compararmos com os 6 BILHÕES de REAIS previstos para a dessalinização de água seriam 26 TIMAS, fazendo uma proporção meio besta, poderia se ter com este custo um armazenamento de 26*80 milhões de litros, 2 bilhões de litros!

      Se o sistema fosse bem planejado, se resolveria o problema das cheias de São Paulo, da falta de água e com sorte de grande parte dos engarrafamentos.

      Se é para fazer MEGA-OBRAS (que no fundo sou contra) pelo menos que se faça com inteligência.

      • Só ajuda, mas não resolve.

        O conceito é muito interessante, e deveria ser pelo menos estudado, mas os volumes não estão batendo.

        2 bilhões de litros é o consumo de um dia de metade de são paulo. (200 lts/dia x 10 milhões de pessoas)

         

    • Edmar, reservatório de 1m³

      Edmar, reservatório de 1m³ por casa dá apenas para 1 dia de consumo, considerando 200l/pessoa/dia e população de 5 pessoas por casa.

       

       

       

       

       

       

       

      • A solução dos túneis proposto

        A solução dos túneis proposto por Maestri é que se pode armazenar muito mais água aproveitando-se as galerias de águas pluviais existentes nas ruas e avenidas e ao mesmo tempo sendo bombeada para as estações de tratamento. Com isto, teremos maior aproveitamento das águas oriundas das chuvas de verão.

        • Webster, só se deve ter muito

          Webster, só se deve ter muito cuidado quando se utiliza os próprios condutos de escoamento como reservatório, olhe lá em cima os interessantes vídeos que coloquei. São os chamados Geisers Urbanos, que podem até ser fatais.

          • Maestri, me referi aos dutos

            Maestri, me referi aos dutos de águas pluviais existentes em ruas e avenidas apenas como coletores que descarregariam nos túneis de armazenamento de água para serem bombeadas para as estações de tratamento. Óbviamente que os túneis devem está numa cota bem abaixo das galerias de águas pluviais. Geralmente as tubulações de águas pluviais que coletam água de chuva de ruas e avenidas despejam em canais a céu aberto que despejam em córregos, rios ou no mar, dependendo da situação geográfica de cada cidade. Não falo em usar as tubulações de águas pluviais existentes como reservatório para armazenar água, até porque o diâmetro desses coletores não ultrapassam a 1m.  Vi agora os vídeos que vc postou acima sobre os Geisers Urbanos.  

  2. Falta d’água em São Paulo

    Começam aparecer as possíveis medidas contra o desabastecimento de água em São Paulo. Mas, só agora? Se a água não é um bem renovável, não há como atender a demanda se não se armazenar água suficiente para uma população que não para de crescer. Ou seja, a falta d’água não deveria pegar ninguém de surpresa, bastava, para isso, planejamento. 

    Então, como muitos dizem, o problema não é falta de chuvas, mas de planejamento. Independentemente de questões partidárias, porém temos quem convir que se um grupo político governa um estado a tanto tempo, não seria nenhum absurdo cobrar uma atitude desse governo antes que o mal acontecesse. Se não foi feito nada substancial nesse aspecto, o que ocorreu foi, no mínimo, negligência. Embora eu considero que houve foi incompetência!

  3. e quando a chuvas voltarem e

    e quando a chuvas voltarem e houver todo um mecanismo de reserva/reuso de água implantado. Como a SABESP vai ganhar dinheiro, se o consumo de seus reservatórios diminuir?  :S

  4. a ideia pode até ser boa, mas

    a ideia pode até ser boa, mas se for no ritmo de ampliação do metrô, com seus desvios e super faturamento, é mais fácil termos um novo dilúvio antes que a obra sia do papel

    • Há uma diferença significativa entre os túneis!

      Quanto ao superfaturamento não posso dizer nada, porém furar um túnel para depósito de água tem uma vantagem em relação a um túnel de um metrô, o túnel do metrô tem que ser feito de um ponto para o outro, já um túnel de armazenamento se fura onde as condições geológicas são melhores!

      Esta escolha leva a uma diminuição significativa dos custos, por exemplo, se ao lado das marginais exista um solo fácil de furar se utiliza esta região, se a geologia não for favorável se escolhe outro local!

  5. Não vá com muita sede ao pote…

    Pelas medidas informadas, um túnel de 6,80m de diâmetro tem um raio de 3,40m. Considerando a área transversal, esse túnel teria PI*r*r=36,2984m2 de área em um corte reto. Multiplicando esses 36m2 por 1860m lineares, teríamos a capacidade do túnel, aproximadamente 67,5 mil metros cúbicos, ou 67,5 milhões de litros d’água. Acho que não cobre o consumo diário da cidade de São Paulo, mas seriam excelentes para conter as enchentes, pois enchentes não são resultado direto da quantidade de chuvas e sim o resultado dessa mesma quantidade por unidade de tempo. Uma chuva de 50mm em 60 minutos seria uma tragédia em qualquer área urbana do mundo. Mas se diluída ao longo de 30 horas, talvez não provocasse enchentes. Tóquio tem um sistema de túneis para evitar alagamentos. Mas se passarem carros nesses túneis, a água de chuva seria gravemente afetada pelos gases expelidos dos escapamentos, principalmente o SO2, quase toda gasolina tem um certo teor de enxofre, que combinado com H2O, poderíamos ter H2SO4, ácido sulfúrico. Não seria bom de beber…

  6. Alckmin se lava a seco.

    Claro, independentemente da coloração partidária, Alckmin foi um péssimo jogador. Não quis prevenir a cidade e o estado de uma seca, blefou muito mal. Afinal, São Paulo é uma conhecida área de enchentes. Nossa proximidade com a Serra do Mar faz com que a nossa seja  uma das cidades de maior pluviosidade do mundo, comparada a outras de seu porte (mais de 5 milhões de habitantes, somos 11 milhões). Como o governo tem a média de consumo dos últimos 70 anos, sabe até quantas gotas são usadas para um banho na Vila das Mercês, que eu nem sei onde fica, só ouvi falar. O governo do estado sabe de quantos bilhões de litros precisamos durante um ano astral. Sabe a média das chuvas, mas não pode prever uma determinada seca. Então, precisa estar prevenido, se chover muito, ótimo, se chover pouco, a água armazenada durante o verão dará conta do recado. Mais incompetência, impossível.

  7. Outra vez a historinha de “um

    Outra vez a historinha de “um grupo político que governa o estado HÁ tanto tempo”… O povo de São Paulo escolheu, assim como o do Brasil escolheu a Dilma. Ou você quer dar um golpe também…

      • Eles só pensam naquilo!

        Ato falho?!

        Que nada!

        Eles só pensam naquilo.

        Agora o PSDB deveria ir governar a Lua, que foi feita para os sonhadores:

        É água no mar, é maré cheia ô
        Mareia ô, mareia
        É água no mar……

        Grandes idéias, grandes negócios.

        Já vi este filme antes.

        Água do mar?

        Vamos vender água do mar.

        Of course!

    • Além do ato falho do “golpe também”…

      Note que as críticas ao seu governador são baseadas em atos e fatos conhecidos publicamente por todos e não em promoção golpista e farsesca de sua derrubada.

      Pelo contrário, a ênfase é exatamente em considerar que “o povo o ELEGEU”, ou seja algo democrático.

      O que não impede de estranhar-se o estranho fenômeno antropoilógico. né?

      Portanto, as diferenças de abordagem são enormes, vc não acha, Zuretta, digo, Zanchetta?

      Um dia vc vai ter um “eureka” na sua percepção.

      É a nossa  esperança!

  8. Severino: Diretoria que Fura Poço, Tucanos Obras que Fura Bolso

    E nada de Proteger mananciais, córregos e nascentes com duas soluções tipoi Nova York:

    Comprar as terras onde estão as águas e/ou pagar por serviços ambientais os Produtores que seriam obrigados a cuidar das margens reflorestadas. Gasariam menos pra limpar a água e nem precisaria da água de esgoto pra bebet

    Mas tucano não gosta de projeto onde o dinheiro vai para os Pequenos, eles gostam mesmo é de Grandes Empreiteiras.

    Dinheiro vai pro ralo por soluções mais caras e por sobrepreço, roubo mesmo!

  9. Severino: Diretoria que Fura Poço, Tucanos Obras que Fura Bolso

    E nada de Proteger mananciais, córregos e nascentes com duas soluções tipoi Nova York:

    Comprar as terras onde estão as águas e/ou pagar por serviços ambientais os Produtores que seriam obrigados a cuidar das margens reflorestadas. Gasariam menos pra limpar a água e nem precisaria da água de esgoto pra bebet

    Mas tucano não gosta de projeto onde o dinheiro vai para os Pequenos, eles gostam mesmo é de Grandes Empreiteiras.

    Dinheiro vai pro ralo por soluções mais caras e por sobrepreço, roubo mesmo!

  10. Que legal! Em 2038, quando

    Que legal! Em 2038, quando Serra for presidente (FHC vice), eles irão prestigiar a inauguração dess importantíssima obra para o povo de SP.

  11. Tenho sugestão melhor

    Tenho sugestão melhor e mais barata: fazer da avenida 23 de Maio um imenso reservatório.

    Bastaria construir 2 barragens: uma no início da avenida (Anhangabaú) e outra no final (Parque Ibirapuera).

    Serviria para o abastecimento de água, lazer (barquinhos), transporte fluvial, acabaria com os congestionamentos e diminuiria a poluição.

    Pena que o Maluf já está velhinho para tocar a obra.

  12. o faoro  teria dito ao mino

    o faoro  teria dito ao mino carta que a ironia pode ser usada mas com cuidado,

    pois os tucanos  numa dessas podem acreditar e

    realizar uma llicitação internacional – com propinas, claro –

    para a realização de obras faraonicas.

    mesmo sabendo que logo ali tem um rio…

    • A existência do rio não garante nada, mas…

      Altamiro, a existência do rio não garante nada pois o solo da cidade foi impermeabilizada e o chamado leito maior dos rios que correm em São Paulo foram ocupados por residências, a capacidade de transporte da água da chuva destes é altamente insuficiente.

      Agora quanto ao problema de mega-obras com mega-propinas estou plenamente de acordo.

      Por outro lado é uma solução que tem sido adotada em grandes cidades do mundo que fazem estas mega-obras com micro-proprinas (não sou bobo para achar que em Paris, Luala-Kampur, Washington, Chicago, e outras não corre por baixo também uma proprininha), porém uma só obra, com acompanhamento social da sua implantação esta taxa de proprina é menor do que milhares de pequenos reservatórios ou obras menores.

      O problema não é a engenharia empregada, o problema é que quem negocia as obras não são quem as constrói!

  13. Excelente texto

    Excelente, mas é bom lembrar que várias obras combinadas poderiam ter mais efeito do que uma só. Sempre quando se pode não por todos os ovos em uma só cesta, o risco diminui.

    Alguns comentaristas comentaram que se poderia recorrer ao aquifero guarani, ou que o Brasil é um dos países com maior volume de bacias hidrográficas do mundo, etc.

    O aquífero guarani não passa por São Paulo, por mais inacreditável que possa parecer. Ele começa em Ribeirão Preto em direção ao interior, Ribeirão Preto fica há 300 Km da capital, e tem um desnível grande, pois são Paulo fica bem mais alta do que Ribeirão. A água teria de ser bombeada para cima, com altos custos.

    As outras bacias, como a amazônica (há 3000 km de distância, e com grande desnível, pois a amazônia é uma planície ao nível quase do mar, e SP está há 700 metros de altitude) tabém seriam caras demais.

    Sem deixar de lembrar, que agora que “descobriram” que SP é vulnerável à estiagem, muitas empresas podem pensar duas vezes antes de investir milhões no estado e depois correr o risco de ficar sem água. SP tem tido queda expressiva do PIB porque seu clima é um investimento de risco. Oscila entre chuvas diluvianas e secas desertificadoras.

    Podiam combinar várias fontes, como o túnel alagável, os sistemas tradicionais do Cantareira, a água de reuso ( esgoto tratado) e a dessalinização ( que é a mais cara, mas a mais confiável, no caso de uma seca mais severa). Mesmo obras grandes e caras, podem ser parceladas e feitas em muitos anos, ou décadas, o que seria melhor do que que esperar pela próxima estiagem, que não se sabe quando virá.

  14. Piscinão

    Aqui no Rio o Paes-palho já construiu contra os alagamentos tradiocionais, um piscinão na Praça da Bandeira e está terminando mais 2 piscinões: Praça Vanhargen e Praça Niteroi…só que a água será depois jogada ao mar por tunel , que já estão em fase final de construção e neles se nadam de caminhões fácil, fácil.e são muito maiores que o da França.

     

    • É exatamente o mesmo princípio, porém …

      Os túneis tem exatamente o mesmo princípio, porém com diferenças básicas e importantes.

      Para as bacias de acumulação ou de retenção (não há uma notação única) vulgarmente chamadas de piscinões a acumulação é feita a superfície livre (superfície livre não quer dizer que tem que ser a céu aberto, mas sim a pressão atmosférica), logo estas obras necessitam imensas áreas livres (parques ou praças) para serem implantadas, já os túneis não, eles trabalham como condutos forçados (condutos sob pressão). Os túneis se escavados a grande profundidade, no caso de Paris a trinta metros, não há necessidade de áreas especiais, eles podem progredir abaixo de ruas, praças e até em condições muito especiais de geologia, abaixo de prédios.

      Outra diferença está no custo de escavação, conforme o projeto e o solo adotado bem como a não necessidade de intervenção na cidade (desapropriações, desvios de tráfego…) e o método de escavação propriamente dito, estes túneis podem se tornar muito mais baratos! Lembre-se, é possível escolher um local para o início do trabalho da tuneladora que cause o mínimo transtorno e a partir deste local começar a escavar.

      Ainda tem mais uma vantagem, como os túneis necessariamente não tem um trajeto de implantação pré-definido pode-se escolher onde é mais barato fazer a escavação, o que não acontece por exemplo em túneis de metrô.

      Confundir um túnel com um piscinão pode causar problemas sérios, eles são diferentes.

  15. 3 milhões de paulistanos
    3 milhões de paulistanos descemos pelo Tietê. 3 milhões seguem pelo velho Chico ate chegar em Pernambuco. 3 milhões seguem pelo Paraíba. Os nordestinos ficam para ajudar os demais. A grande seca. Que seca!

  16. Eu acho que a Dessanilização

    Eu acho que a Dessanilização como é uma obra mais cara da para favorecer as empreiteiras e desviar mais recursos e os dutos caem nas contas dos paraísos fiscais. Como a assembleia legislativa e o TCE esta dominado, fica fácil fazer mais um propinoduto.

  17. Esta ideia ou qualquer ou….

    Esta ideia ou qualquer outra de armazenamento das águas da chuva é relativamente simples, mas muito importante! pois, somente ter que chover em cima da represa para acumular água chega a ser “piada”, pois, já foi se o tempo da terra da garoa, mas chuva vem,  e sendo que causas alagamentos, por que não represar essa água e transferir para a estação de tratamento??

    Esta ideia como qualquer outra de armazenamento como talvez os piscinões devem funcionar.

  18. .

    Estes tipos de retensão não precisam ser de mega túneis centralizados, mas sistemas de tubulações descentralizados com fluxo controlado que também teriam uma função impotantíssima quando combinados como prevenção de enchentes em periodos de muita chuva. A capacidade de armazenar e a capacidade de controlar o fluxo são fundamentais e primordiais em áreas urbanas, como se vê não apenas em São Paulo, mas em todas capitais brasileiras. 

    O problema é que são obras que ficam embaixo da terra e não servem para enganar os olhos do eleitorado.

        • Correto a premissa, porém o

          Correto a premissa, porém o dimensionamento de condutos médios de esgoto pluvial como reservatório de armazenamento, tem muita chance de gerar transientes hidráulicos nestes condutos, e poucos engenheiros estão acostumados a calcular e previnir este tipo de fenômeno. Diria mais, poucos modelos matemáticos conseguem previr este fenômeno principalmente quando se trabalha na transição de conduto a superfície livre e conduto forçado.

          É fácil dizer, qualquer obra exige um dimensionamento correto, porém se as pessoas não sabem como as dimensioná-las como farão um dimensionamento correto?

  19. Cálculo correto!

    70 milhões de Euros = 70.000.000,00*3,19 = 223.300.000

    Dessalinização 6.100.000.000,00 para uma vazão média de 6,5m³/s

    Quantos TIMAS com o custo da instalação da usina de dessalinização. = 6.100.000.000./223.300.000,00=27,3 TIMAs

    Volume dos 27,3 TIMAs= 80.000m³ * 27,3=2.184.000m³

    Tempo equivalente a operação da dessalinização = 2.184.000/(6,5*60*60*24)=3,88 dias

    Ou seja, os túneis armazenariam num evento pluvioso o equivalente a 3,88 dias da usina de dessalinização, tendo os seguintes diferenciais.

    1) O recalque seria da ordem de 50 a 70 m enquanto a dessalinização seria em torno de 750m (altura geométrica mais perdas).

    2) Excetuando o recalque (dez vezes mais barato) não haveria custo nenhum de dessalinizar a água.

    3) As cheias de São Paulo seriam em muito minimizadas.

    4) Alguns dos túneis poderiam servir de túneis rodoviários.

    5) Desses 6,1 bilhões não se mandaria royaties para o exterior.

    Querem mega-obras, que ganhem as sua proprinas com as melhores!

    Se há algum hidrólogo paulista, poderia fazer a conta quantas chuvas intensas em São Paulo existem nos períodos de verão e quanta água poderia ser colocada no sistema cantareira.

    EU NÃO SOU HIDRÓLOGO.

    • A VERDADE. Em todo o mundo se toma água com MERDA tratada!

      A VERDADE. Em todo o mundo se toma água com MERDA tratada!

      A opção de tratamento do esgoto e lançamento em grandes meios hídricos como as represas do sistema Guarapiranga é a melhor solução para a crise hídrica do estado de São Paulo, tuneis de armazenamento são soluções múltiplas que servem para diversos objetivos, como por exemplo, o combate a cheias urbanas, mas em cidades onde este problema não é preocupante a primeira solução sempre é a mais eficiente.

      No artigo “Especialistas defendem uso de água de esgoto tratada para combater crise” de Fernanda Távora do Jornal do Brasil edição digital do dia 9 do corrente mês, está muito bem colocada à questão, inclusive com o auxílio do Prof. Antônio Carlos Zuffo, especialista em recursos hídricos e professor da FEC – Unicamp que faz uma excelente discrição do problema.

      Como professores são pessoas mais polidas e educadas (excetuando alguns do sul do país!!!), talvez o Professor Zuffo não tenha escrito com todas as letras algo que é importante das pessoas notarem antes de torcer a cara para esta solução.

      Estou falando em torcer a cara para a solução, pois muitos imaginam que a proposta dos técnicos é algo quase que “nojento” e “antigênico”, mas como talvez eu não seja tão elegante como o professor Zuffo, vou escrever com todas as letras a verdadeira realidade de toda a água que consumimos.

      Querendo ou não todo mundo toma MERDA TRATADA em qualquer cidade do mundo!

      Explico melhor, toda a tomada de água superficial em qualquer cidade do mundo, retira água de um rio médio ou grande, por mais que se façam parques e áreas de preservação em torno dos reservatórios, sempre há o influxo de um ou de vários rios que vem de montante (montante quer dizer acima) e nesta região de montante moram pessoas, há criação de porcos, galinhas e vida silvestre. Todas estas pessoas, porcos, galinhas, veados, pacas e cotias, defecam e o produto desta necessidade natural vai para o meio hídrico.

      As pessoas estão acostumadas a olhar os rios em regiões mais “limpas” e não identificarem o produto desta “poluição” de montante, simplesmente porque quando a população que contribui a montante para a poluição é pequena em relação à capacidade do rio ou lago depurar o esgoto! Em resumo, a água pura não é produto de um rio ou lago em que nenhuma pessoa ou animal defecou! Mas sim é produto de um rio ou lago com grande capacidade de depuração em relação ao esgoto lançado.

      Na região de São Paulo, como em outras grandes metrópoles do mundo (civilizado ou não) a carga de esgoto pode ultrapassar a capacidade de autodepuração do meio hídrico, e a água bruta (água não tratada) chega às estações de tratamento de água em condições deploráveis. Porém não se preocupem quanto a isto, nas estações de tratamento de água temos verdadeiros mágicos, os engenheiros químicos e técnicos em tratamento de água, que por diversos recursos tecnológicos transformam esta água imprópria para o uso em água boa e saudável, por exemplo, criei os meus cinco filhos sempre tomando água da torneira e confiando nos colegas engenheiros químicos e seus treinadíssimos assessores.

      A principal proposta que está contida no texto é que a capacidade dos meios hídricos em depurar determinados poluentes é reduzida, e se estes poluentes forem retirados em estações de tratamento de esgoto, a água bruta que vai chegar às estações de tratamento de água será muito melhor, dando bem menos trabalho aos responsáveis pelas mesmas.

      Vamos ao resumo: Primeiro, desde que o homem é homem, já o NEOLÍTICO a tribo que morava mais acima do rio a MONTANTE (em espanhol é mais simples, é aguas arriba) defecava no rio e a tribo que morava a JUSANTE tomava esta água.

      Segundo: Com o advento da população, a quantidade de dejetos das tribos de montante aumentou (já se chamavam cidades), e a capacidade de autodepuração dos rios e lagos permaneceu o mesmo.

      Terceiro: Aumentando a carga de poluição, e não aumentando a capacidade de autodepuração dos rios, organismos patogênicos das cidades de montante começaram a chegar às cidades de jusante e as doenças de veiculação hídrica começaram a aumentar.

      Quarto: Para evitar a mortandade das pessoas das cidades de jusante, se começou a tratar a água por processos físicos-químicos.

      Quinto: Com a sofisticação dos processos de tratamento e o aumento no rigor das normas de qualidade de água, verificou-se que determinados tipos de poluentes seriam mais bem tratados em estações de tratamento de esgoto antes de serem lançados nos meios hídricos.

      Sexto: Que tratando corretamente o esgoto, se reduz em muito a carga de poluentes e se deixa para a natureza o polimento final tornando a água bruta de ótima qualidade.

      Sétimo: Quem acha que tratar esgoto para depois utilizar a sua água como água bruta para o tratamento e consumo desta água é algo nojento ou antigênico é uma BESTA, pois durante milênios seus ancestrais beberam esta água não tratada e desenvolveram uma verdadeira “fauna” intestinal que se deliciava com todos os bichinhos que vinha com a água (tem uns mais espertos que enganavam a nossa “fauna” e produziam doenças).

      Oitavo e último: Tratem os esgotos, lancem nos meios, deixe a natureza agir e tomem a água tranquilamente, o que faz mal mesmo ao organismo é água quimicamente pura (como água bidestilada) e como diria a minha avó, tome a água, pois o maior come o menor.

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