Voz do povo por melhores condições está sendo ouvida, diz Dilma

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jornal GGN – Durante o lançamento do Plano Safra Semiárido, em Salvador, BA, a presidente Dilma Rousseff voltou a falar que, em meio a tantos protestos, as vozes das ruas estão sendo ouvidas e que essas vozes devem nos orgulhar pois são a prova de que estamos vivendo em uma democracia, enquanto outros países estão lutando para ter acesso à democracia. “Sou de uma época que havia imensa dificuldade de se expressar nas ruas. Nós lutamos pela redemocratização do nosso país”, ressalta.

Aplaudida por diversas vezes durante sua fala, Dilma ressaltou que, no Brasil, o caráter das manifestações é diferente. “Aqui as ruas falaram por mais direitos e essa presidenta ouviu claramente as vozes das ruas”, afirmou, apontando para o fato de que essa voz da população é legitima e que a luta por mais direitos faz parte da nossa democracia.

A presidente afirmou que, tanto no governo do ex-presidente Lula quanto em sua atual gestão, o olhar é voltado para aqueles que mais precisam. “E, portanto, mesmo sendo presidenta de todos os brasileiros, tenho que ouvir e me preocupar com aqueles que mais sofrem e que menos tem e com aqueles que mais têm problemas, como o nordeste”, enfatiza. “A indústria da seca não é necessária, nem o sofrimento e situação de quase miséria que por muitos anos a população dessa região passou”, disse.

Dilma apontou para o fato de que o governo está lançando, pela primeira vez no país, um plano para que a seca que se enfrenta nas regiões semiáridas não vire catástrofe. A presidenta deu, como exemplo, o fato de que os países do norte vivem casos extremos de inverno, o Brsil não precisa encarar a seca como sendo uma catástrofe, ela “pode ser perfeitamente controlada e podemos com ela conviver; para isso é preciso determinação, vontade política e ação conjunta”, afirmou.

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Dilma reafirmou que o plano possibilitará que a produção não seja abalada pela seca. “Sabemos que vamos precisar de ações emergenciais para melhorar a convivência com a seca e esse plano tornará isso possível”, enfatizou.

A presidente enumerou alguns pontos que melhorarão a região do semiárido. Entre eles a garantia de oferta estável de água com barragens subterrâneas e a renegociação das dívidas agrícolas. “Ouvimos todas as vozes de todos os brasileiros e brasileiras e as demandas dos produtores rurais da região; e quando ouvimos, reconhecemos que, para retomar a produção é necessário que olhemos a situação dos endividamentos passados”, ressaltou.

A presidente apontou para o fato de que, com o Plano, começamos a construir uma política para mudar nossa capacidade de convivência ao estimular a produção agropecuária. “Não vou oferecer a ilusão de que os resultados serão colhidos amanhã, mas garanto que eles virão. Esse é o nosso compromisso”, declarou.

Dilma propôs aos senadores alguns pactos para tornar melhor e mais eficiente a gestão do governo.  Os pactos propostos pela presidente englobam o da responsabilidade fiscal de cada parlamentar, assim como escutar vontade política das ruas e lideranças e viabilizar uma reforma política.

Com relação ao plebiscito, Dilma afirmou que é importante ouvir a voz do povo e enumerou os temas que deverão ser abordados, como o financiamento público ou privado de campanha; o sistema eleitoral (voto proporcional, distrital ou distrital misto); a suplência para senadores; o regime de coligações partidárias; e o fim do voto secreto em deliberações do Congresso. “Não sou daqueles que acreditam que o povo não é capaz de entender as perguntas que foram passadas. Mas esse país é formado por criatividade, inteligência e visão de mundo que devem ser passadas às representação políticas”, ressaltou.

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Com relação à destinação dos royalties do petróleo para a educação (outra medida proposta pela presidente) ela enfatizou que só haverá melhoria, efetivamente, se houver investimentos na área. “Precisamos oferecer uma educação de qualidade para todos os brasileiros com igualdade e pagar bem aos professores para transformar essa profissão em algo que todos irão almejar. Esses professores tem que ser os melhores”, aponta.

Dilma reconheceu que há cidades no Brasil que necessitam de reforma urbana – que passa pela construção de infraestrutura, transportes, etc. “Essa questão é séria e o investimento será grande”, conta.

A presidente comentou também a questão dos médicos “Escutei bastante os médicos e, dentro das nossas responsabilidades, reconhecemos que o governo deve assumir pagamento de salário e os custos decorrentes das transferências”, aponta. E finalizou: “eu desejo que juntos sejamos capazes de estar à altura do desafio que temos pela frente. É agora que cada um de nós deve agir. Não descansarei enquanto os resultados dessas ações não vierem”.  

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