Ambev na remoção de famílias no Rio

Denúncia:

“A Prefeitura do Rio de Janeiro está prestes a finalizar o processo de remoção de aproximadamente 60 famílias que vivem na comunidade vizinha do Sambódromo.”

“Os moradores acusam a Ambev – maior cervejaria do país – de ser dona do projeto, conforme relata o integrante da Rede Contra a Violência, Maurício Campos.”

“Embora seja apresentada como obra pública, ela será bancada na maior parte pela AMBEV, que é uma das empresas que mais lucram com o Carnaval oficial no Rio de Janeiro. Na prática, é uma obra privada que utiliza o poder público para pressionar as famílias e retirá-las ao menor custo possível.”

“Para viabilizar a obra, a Ambev abriu mão de um prédio da cervejaria Brahma, tombado pelo patrimônio Histórico em 2002. Uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa desfez o tombamento. No primeiro trimestre do ano, a AmBev apresentou um lucro líquido de mais de R$ 2 bi.”

Da Rádioagência NP

Cervejaria Ambev tenta expulsar comunidade vizinha do Sambódromo

Sudeste | moradia

09/05/11

A Prefeitura do Rio de Janeiro está prestes a finalizar o processo de remoção de aproximadamente 60 famílias que vivem na comunidade vizinha do Sambódromo. A área será usada para a ampliação do espaço onde é realizado o desfile das escolas de samba. Os moradores acusam a Ambev – maior cervejaria do país – de ser dona do projeto, conforme relata o integrante da Rede Contra a Violência, Maurício Campos.

“Embora seja apresentada como obra pública, ela será bancada na maior parte pela AMBEV, que é uma das empresas que mais lucram com o Carnaval oficial no Rio de Janeiro. Na prática, é uma obra privada que utiliza o poder público para pressionar as famílias e retirá-las ao menor custo possível”.

A Prefeitura alega que o espaço do Sambódromo deverá ser adaptado para receber competições dos Jogos Olímpicos de 2016. De acordo com Maurício, os moradores se recusam a deixar o local. A maioria será transferida para unidades habitacionais que ficam até 60 quilômetros distantes.

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“Ali perto estava prevista a construção de um conjunto habitacional popular, com mais de 2,5 mil unidades. Mas há pouco tempo o Governo do estadão anunciou que voltou atrás, que houve uma valorização muito grande do terreno e o programa habitacional foi suspenso. Ao mesmo tempo, se investe contra comunidades que estão há muito tempo ali na área central, oferecendo como única alternativa a ida para lugares distantes”.

Para viabilizar a obra, a Ambev abriu mão de um prédio da cervejaria Brahma, tombado pelo patrimônio Histórico em 2002. Uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa desfez o tombamento. No primeiro trimestre do ano, a AmBev apresentou um lucro líquido de mais de R$ 2 bi.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo

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