Imbassahy deixa governo, comprometendo-se a apoiar Temer no Congresso

O desembarque do PSDB, feito aos poucos desde hoje, ocorre sem estardalhaço e de forma a beneficiar os dois partidos: os tucanos também querem aprovar a Reforma da Previdência e estudam não se apresentarem como confronto a Temer de imediato
 

Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN – O ministro de articulação política do governo Temer, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), pediu a exoneração do cargo, nesta sexta-feira (08). Temer estava tentando atrasar a saída do tucano, enquanto não concluía a articulação com o PSDB para a aprovação da Reforma da Previdência.
 
Mas desde o início de novembro, o mandatário estava sendo pressionado pelo PMDB e partidos aliados no Congresso a esvaziar tucanos com cargo no Executivo. Quando o peemedebista trocou o Ministério das Cidades, nomeando o aliado de Rodrigo Maia (DEM-RJ), Alexandre Baldy (GO), a intenção era também fazer a troca e colocar na Secretaria de Governo o deputado Carlos Marun (PMDB-MS).
 
Entretanto, no dia da nomeação, 22 de novemnro, Michel Temer desistiu de empossar Marun, após se encontrar com o próprio ministro Imbassahy e com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), um dos fortes aliados do governo Temer e com presença nas indicações.
 
A nova decisão foi trocar Imbassahy quando o PSDB definisse o desembarque oficial do governo, o que deve acontecer amanhã (09), quando ocorre a convenção nacional do PSDB. Por isso, na data de hoje o tucano pediu para deixar o governo e Temer aceitou o pedido de exoneração.
 
Na carta que oficializa o pedido, foi cauteloso com as informações, disse que irá continuar contribuindo com a gestão de Temer na Câmara dos Deputados. A ideia mostrada por Imbassahy é que mobilize a articulação, até mesmo dentro do PSDB, para a aprovação da Reforma da Previdência ainda neste ano. A data de votação na Casa Legislativa já foi marcada para o dia 18 de dezembro, última semana de atividade parlamentar do ano.
 
“Fazer parte do seu governo foi, para mim, uma honra. Atuar na articulação política em um período de radicalização pós-impeachment, com uma grande fragmentação partidária, em meio a enormes dificuldades econômicas e fiscais, representou um grande desafio”, disse o agora ex-ministro.
 
“Os momentos difíceis a que você alude na carta foram enfrentados todos por mim, mas com seu apoio permanente. A sua ponderação, o seu equilíbrio e a sua firmeza foram fundamentais para que não só atravessássemos momentos delicados, mas especialmente porque o Brasil não parou”, respondeu, em troca, o mandatário.
 
 

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