Os EUA de perto

Por Andre Araujo

Um outro olhar : depois de tres semanas nos EUA. A crise existe mas não é linear. O desmprego de 7,2% nos EUA é um recorde mas nos estamos no Brasil (pesquisa Fundação Seade) com 12,8% nas 13 regiões metropolitanas, um otimo resultado para desembro/2008, contra mais de 14% em 2007. Restaurantes de Dallas, de 2ª a domingo, lotados com espera mesmo para quem fez reserva. Das 500 corporações da Lista FORTUNE, 80 estão com desequilibrios financeiros, 6 em situação critica (entre as quais tres montadores, uma de autopeças e duas de aviação) mas 420 estão capitalizadas e não dependem de financiamento. A Exxon Mobil está com US$415 bilhões em caixa. A elte das corporações não financeiras, Procter & Gamble, IBM, Johnson & Johnson, Pfizer, Eli Lilly, Caterpilllar, Kraft Foods, Chevron, Coca Cola, Microsoft, não estão derretendo e nem quebrando, estão atoladas em liquidez. Na Florida os parques estão entupidos de gente, falta carro para alugar.

Mesmo com 11 milhões de desempregados, falta muito para derreter.

É claro que a crise existe mas a mídia, que é 90% Democrata, pinta o quadro o mais tétrico possivel para levantar a bola para o novo Presidente cortar e sair como salvador. Há tambem pressão de setores para conseguir apoio governamental, pintando um quadro mais negativo do que a realidade.

Não se esperam milagres de Obama mas a economia americana costuma se recuperar de forma rápida, é uma especie de locomotiva que para mas acelera e pega velocidade em menos tempo do que a economia europeia ou japonesa porque não tem as camisas de força da legislação trabalhista e os sindicatos estão enfraquecidos. Em 1939 a economia americana estava com um desemprego residual da Grande Depressão em torno de 12%. Dois anos depois, já na Guerra, o desemprego era zero.

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De 1897 a 1982 foram sete grandes crises, é uma economia yo-yo, tipo gangorra, sobe e desce com muita rapidez. Já japoneses levaram quinze anos para sair da recessão e os europeus levam décadas.
Essa é uma crise que não comporta analises simplistas.

Por Indio Tupi

Aqui do Alto Xingu, os índios citam alguns números sobre o epicentro da catástrofe que assola a economia mundial, os Estados Unidos da América. Em 2008, o M1 cresceu 16,5%, o M2 e o M3 cerca de 10% cada um, a Base Monetária nada menos que 40%, as obrigações totais do governo atingiram US$ 67 trilhões, em comparação com o PIB, de US$ 14 trilhões.

COMPARATIVAMENTE, SÃO NÚMEROS QUE SÓ SE REGISTRAVAM NO PASSADO NA ÀFRICA E NA AMERICA LATINA! A recessão, que está se deteriorando rapidamente, está caminhando para a pior depressão desde a dos anos 1930. (continua no comentário)

Por Marcos Doniseti

É verdade que a crise norte-americana não comporta análises simplistas.

Por isso mesmo é que eu pergunto em qual crise anterior que:

1) o sistema financeiro norte-americano quebrou, como ocorreu na atual crise?

2) as 3 maiores montadoras dos EUA tiveram que recorrer à ajuda estatal para não quebrar (o que significa que já quebraram)?

3) 2.600.000 trabalhadores ficaram desempregados num único ano?

4) o Estado norte-americano teve que aprovar um pacote de ajuda de US$ 700 Bilhões (cerca de 5,5% do PIB) para salvar instituições financeiras privadas falidas e especuladores financeiros que acumularam imensos prejuízos?

Leia também:  Natalia Pasternak: 'Saco cheio' é compreensível, mas a pandemia ainda não acabou

5) Durante vários anos a taxa de desemprego nos EUA oscilou em torno de 4,5%. Agora, já está em 7,2%. Isso já representa um aumento de 60%. E como a crise ainda está longe de terminar, já se prevê que a taxa poderá atingir os 10%. Além disso, a taxa de desemprego do Brasil, calculada pelo IBGE, é de 7,5% e não de 13,8%. (continua nos comentários)

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56 comentários

  1. Considero análise simplista
    Considero análise simplista tomar a atual crise como parte integrante de um ciclismo natural da economia americana. E quem vê cara não vê coração. Balanços não expressam o futuro.

  2. de onde é que ele tirou que a
    de onde é que ele tirou que a mídia americana é 90% democrata? os caras passaram os oito anos apoiando cada ato ignóbil dos republicanos, tecendo loas ao mercado, apoiando o presidente Bush nas guerras do Iraque.

    Se esta imprensa era de oposição ao Bush, a daqui do Brasil é inimiga jurada do Lula.

  3. E ainda tem a questão do
    E ainda tem a questão do tempo: a recessão americana começou em 2007 (possivelmente, em 2006, de acordo com análises mais radicais), e a bolha imobiliária que gerou toda essa face visível da crise só ocorreu porque a economia já estava desacelerando há um bom tempo. Trabalhei com internet na época da “bolha”, no começo do século, e quando ocorreu a crise do setor, no começo de 2001, todos já sabiam que o melhor momento havia sido em 1998 e 1999 – por exemplo, a Editora Abril e outros latecomers investiram pesado em portais de conteúdo só em 2000, quando já se poderia prever a retração. A tendência agora é a economia americana iniciar novamente a expansão; o crescimento é certo, a partir de agora, já que a base de comparação será medíocre. Em pouco tempo, o ciclo será de expansão, novamente.

  4. Creio que isto é que mais
    Creio que isto é que mais assusta, tudo parece absolutamente normal, exceto para a indústria automobilística, esta já esta na depressão.

    Precisamos de alguma forma de evitar contaminação total da economia e o aprofundamento da recessão. As ferramentas da política monetária já foram usados nos seus limites, mas a economia mundial continua marchando em direção a depressão.

    Agora estão sendo iniciadas ações mais efetivas na área fiscal com ampliação dos gastos governamentais e aumentos dos créditos fiscais para recuperar os empregos e principalmente a confiança dos consumidores.

    Creio que a ampliação ao acesso das informações e a rapidez com que elas se propagam, em parte é responsável pela forte queda de confiança dos consumidores.
    Parece que correu uma grande percepção coletiva de que o próprio sistema capitalista estava desaparecendo por parte de uma boa parte dos consumidores que restringiram muito os seus impulsos.

    A crise no sistema financeiro por certo foi a causa desta queda da confiança coletiva dos consumidores, mais particularmente a lentidão com que os governos reagirão inicialmente, dando a impressão que deixariam as leis do livre mercado resolver a questão.

    Creio que antes de mais nada é preciso que os governos deixem claro que farão tudo para impedir a depressão. O impossível, o inimaginável e drástico. Para restabelecer a confiança dos consumidores.

    Para o Brasil ainda resta um grande espaço para a atuação das políticas monetárias, mas é preciso usá-las e rápido.
    Aqui é o Brasil, onde a renda, as proteções sociais e principalmente as reservas acumuladas com a venda da mão-de-obra são muito pequenas, em relação a Europa, Japão e principalmente em relação aos EUA.

    É preciso agir rápido.

    Em função da lentidão do COPOM, invertemos a situação e já estamos usando as ferramentas da política fiscal, antes mesmo de sequer a começar a utilizar as ferramentas da política monetária.

  5. Ao Radical Livre : A mídia
    Ao Radical Livre : A mídia escrita e eletronica americana consolidou seus vinculos com o Partido Democrata a partir da Guerra do Vietnã. Foi o Washington Post quem derrubou o Republicano Richard Nixon em 73, ao revelar o escandalo Watergate.. Das quatro redes nacionais de TV (CBS, ABC, NBC e Fox), apenas a Fox apoia os Republicanos. Os grandes jornais formadores de opinião, New York Times e Washington Post tradicionalmente apoiam os candidatos Democratas declaradamente, nesta eleição o outrora conservador The Chicago Tribune tambem aooiou Obama, não sobrou nada para os Republicanaos. Vc esta confundindo os temas de interesse nacional americano, aonde os dois partidos raramente divergem, como foi com a Guerra Fria, a defesa do predominio estrategico americano e o apoio incondicional ao Estado de Israel. Nesses caso, a mídia tem uma só voz. A clivagem existe na politica interna americana, especialmente nas eleições presidenciais. O apoio da imprensa ao candidato Obama foi esmagador nesta eleição, é fato de conhecimento publico.
    A Luiza : Não é nenhuma marolinha, a crise é real e grande, o que expus foi uma percepção mais marizada, fora dessa visão linear simplista do “está tudo quabrado”. Basicamente Wall Street e a finança globalizada implodiram mas na economia produtiva a crise é menor. O ruim para o Brasil é que estamos mais ligados à Wall Street do que à economia produtiva americana.

  6. É verdade que a crise
    É verdade que a crise norte-americana não comporta análises simplistas.

    Por isso mesmo é que eu pergunto em qual crise anterior que:

    1) o sistema financeiro norte-americano quebrou, como ocorreu na atual crise?

    2) as 3 maiores montadoras dos EUA tiveram que recorrer à ajuda estatal para não quebrar (o que significa que já quebraram)?

    3) 2.600.000 trabalhadores ficaram desempregados num único ano?

    4) o Estado norte-americano teve que aprovar um pacote de ajuda de US$ 700 Bilhões (cerca de 5,5% do PIB) para salvar instituições financeiras privadas falidas e especuladores financeiros que acumularam imensos prejuízos?

    5) Durante vários anos a taxa de desemprego nos EUA oscilou em torno de 4,5%. Agora, já está em 7,2%. Isso já representa um aumento de 60%. E como a crise ainda está longe de terminar, já se prevê que a taxa poderá atingir os 10%. Além disso, a taxa de desemprego do Brasil, calculada pelo IBGE, é de 7,5% e não de 13,8%.

    Além disso, de que adianta aos norte-americanos saber que a taxa de desemprego em outros países é maior? Nada, é claro. O que interessa, para os norte-americanos, é que o desemprego nos EUA está aumentando rapidamente.

    As grandes corporações norte-americanas estão em boa situação financeira? bem, diziam isso também dos grandes bancos norte-americanos… Deu no que deu. Sem falar que as grandes corporações dos EUA já tem uma longa tradição de falsificar seus balanços. A Enron e assemelhadas que o digam…

    Dizer que a mídia norte-americana é 90% Democrata é equivocado, pois foi essa mesma mídia que divulgou as mentiras do governo Bush sobre o Iraque a fim de justificar a Guerra contra o miserável país do Oriente Médio. E Bush é Republicano, como é do conhecimento de todos.

    Além disso, os EUA já estão em guerra (contra os ‘poderosíssimos’ Iraque e Afeganistão) e o seu orçamento militar já passa dos US$ 800 Bilhões anuais, o que representa 6% do PIB.

    Portanto, qualquer estímulo econômico que poderia vir do setor bélico já está acontecendo e, mesmo assim, o país enfrenta a sua pior crise financeira e econômica em várias décadas.

    E uma guerra mundial, hoje, é inviável, pois seria nuclear e resultaria na destruição de grande parte do planeta.

    E o fato de que a economia norte-americana tem capacidade de superar crises com facilidade, não significa que isso irá acontecer agora. E por vários motivos:

    1) o déficit externo supera os US$ 800 Bilhões (6% do PIB, o que é altíssimo, até mesmo para um país rico como os EUA) e isso já ocorre há vários anos;

    2) o déficit público irá superar US$ 1 Trilhão anuais nos próximos anos. Isso representa 7,7% do PIB/ano, o que é um patamar gigantesco para qualquer país. Na União Européia, por exemplo, o teto para o déficit público é de 3% do PIB anuais. No Brasil, em 2007, o déficit público foi de 2% do PIB. Esse déficit superior a US$ 1 Trilhão/ano já foi anunciado e reconhecido até mesmo por Barack Obama;

    3) as estatizações da F.Mac, da F.Mae e de outras instituições financeiras, bem como os pacotes de ajuda econômica e de estímulo à economia, farão com que a dívida pública do país dispare nos próximos anos, o que irá limitar a capacidade de endividamento do Estado norte-americano, sob o risco de provocar uma aceleração da ‘fuga do dólar’, que já está em andamento;

    4) grande parte do parque industrial norte-americano foi transferido para o exterior (China, Índia, México, etc). Logo, os pacotes de estímulo econômico podem acabar resultando num aumento dos já imensos déficits comercial e externo, que passam de US$ 800 Bilhões anuais, fragilizando ainda mais a situação financeira do país;

    5) o dólar está perdendo espaço na economia mundial, seja como reserva de valor, seja como moeda que é utilizada nas atividades comerciais e financeiras globais. A participação do Euro é cada vez maior, até pelo fato de que a economia européia tem finanças muito mais sólidas do que a norte-americana.

    Caso a UE consiga criar uma autoridade política que fale em nome de todo o Bloco, esse processo de substituição do dólar pelo Euro irá se acelerar ainda mais.

    E inúmeros países criaram ‘Fundos Soberanos’, que são utilizados, justamente, como mecanismos de fuga organizada do dólar. Até o Brasil já criou o seu. Nem a Gisele Bundchen aceita dólares mais em seus contratos, apenas Euros. Sabe tudo de economia, essa Gisele…

    E o fato de que restaurantes estejam cheios não serve como termômetro para dizer que a economia norte-americana vai bem, até porque quem os frequentam são pessoas que integram grupos privilegiados da sociedade, os mais ricos, e que são sempre os que menos sentem os efeitos de uma crise econômica.

    São os assalariados e a classe média ‘remediada’ os que são os mais afetados pelas crises e não os mais ricos. Estes, sempre tem ‘gordura’ para queimar, ao contrário das classes ‘menos abastadas’, e podem continuar frequentando seus restaurantes prediletos, mesmo que seja somente para manter as aparências de que estão numa boa situação econômica e financeira.

    Todos os dados mais recentes e importantes da economia norte-americana mostram que uma significativa recessão começou no país. As vendas de veículos e de imóveis (2 importantes segmentos da economia dos EUA) despencaram. Nem as vendas do Natal escaparam da crise e também caíram.

    Outra coisa: nas crises anteriores, os EUA ainda eram a potência mundial incontestável e não tinham, de fato, nenhum concorrente sério a ameaçar a sua liderança global.

    Hoje, no entanto, a China e a Índia (bem com a Rússia, o Brasil e inúmeros outros países emergentes) crescem muito mais do que os EUA e isso irá continuar nas próximas décadas, pois tais países ainda tem um grande potencial de mercado para desenvolver internamente.

    A UE continuará o seu processo de expansão. A Rússia já superou o pior momento da crise provocada pela extinção da URSS e está crescendo cada vez mais e atua de forma cada vez mais intensa no cenário internacional, mesmo contra a vontade dos EUA e da UE, como se viu na guerra contra a Geórgia, pela qual nem os EUA e nem a UE nada puderam fazer.

    Na América Latina, a influência norte-americana é cada vez menor, com a ALCA sendo abandonada e governos nacionalistas, reformistas anti-imperialistas (Chávez, Evo, Corrêa, Ortega, etc) se consolidando no poder, vencendo todas as eleições.

    Até mesmo o governo Lula repudiou a ALCA, denunciou todos os subsídios agrícolas dos EUA na OMC, articulou reuniões entre países latino-americanos das quais nem os EUA e nem o Canadá participaram e dá um apoio decidido aos governos nacionalistas da região.

    O recente acordo militar assinado pelo Brasil com a França é outra demonstração desta perda de poder dos EUA na região. E tal acordo foi motivado, em grande parte, pela reativação da IV Frota norte-americana, e visa proteger a Amazônia e o petróleo do pré-sal, principalmente.

    Além disso, fica cada vez mais claro a impossibilidade de qualquer vitória norte-americana nas Guerras do Iraque e do Afeganistão, dois dos países mais miseráveis do mundo. Se os EUA não conseguem derrotar o Iraque e o Afeganistão, irão vencer guerras contra quem? a China? a Rússia? a Índia?

    Portanto, todos estes dados permitem concluir, sem sombra de dúvida, de que a crise norte-americana é muito mais profunda do que se pensa, de que ela não será superada com tanta facilidade, assim (o que até Barack Obama já admitiu) e que os EUA perdem, cada vez mais, influência e poder no Mundo. E este processo irá se desenvolver durante todo o século XXI.

    Os EUA continuarão sendo um país rico e poderoso, mas será apenas mais uma potência em meio a várias outras.

    Portanto, a Era em que os EUA diziam ao Mundo o que fazer terminou, gostem ou não os norte-americanos e os seus admiradores.

  7. Ou seja, André Araújo, o
    Ou seja, André Araújo, o neo-liberalismo e sua crise não passam de uma farsa que mantém a estrutura da matriz intacta e busca levar de arrastão a economia dos países periféricos, como sempre. Ou não?
    Nesse contexto, quem preconiza cortes de gastos, livre ingresso de capitais e manutenção de juros elevados pretende apenas manter o vínculo com Wall Street e a concretização da rapina.
    Dessa forma, é esclarecedor seu post sobre pintar o diabo mais feio do que é erguendo a bola para Obama…
    Sendo assim, o mundo, Brasil incluso, não precisam temer uma catástrofe duradoura, apenas não acreditar mais que o mercado se auto-regula, base da farsa.

  8. A U6, que mede o desemprego é
    A U6, que mede o desemprego é o semi-emprego, pulou de 8,6% no ano passado para 13,5% este ano. E vai aumentar mais, basta ver a tendência em curso. Enquanto ao Brasil, basta ver os resultados dessa taxa de desemprego elevadíssima: favelas e favelados. Só porque a metade dos brasileiros vivem em condições paupérrimas há décadas, não quer dizer que estamos bem. A depressão econômica convive com a expansão e o crescimento desde sempre. Ou acaso as crianças sujas e descalças que pedem esmola na rua vivem no Brasil que cresce? Essas vivem na maior depressão econômica há anos, e essa depressão vai continuar por muito mais tempo.r.
    O argumento dos restaurantes e parques é ridículo. Uma recessão, ou uma depressão, não atinge todos por igual. Alguns inclusive lucram bastante nessas épocas, seja adquirindo bens a preço de banana, vendendo a descoberto nas bolsas, ou simplesmente indo bem nos seus negócios. Recessão não é significa paralisação total das atividades.
    Como a pressão dos setores ineficientes tem sido bem sucedida (veja o TARP e outros acrónimos do Fed para esconder a farra de “resgates”) a tendência é que a economía piore ainda mais no futuro.
    O argumento da guerra como locomotiva do crescimento económico dos EUA é o mais parcial de todos, e o pior é que muitos economistas ainda batem na tecla da guerra como motor do crescimento! Esse “crescimento” deu-se a custa de milhões de trabalhadores e civis mortos na Europa, e de uma destruição da riqueza mundial incalculável. O mundo “ganhou” com a guerra em termos econômicos? Meu Deus!
    Desde 1971, quando o padrão ouro foi definitivamente enterrado, e o dólar passou a ser a primeira moeda de troca internacional sem lastro da história, os EUA tem financiado os resgates das suas crises simplesmente imprimindo mais e mais dólares, como por um passe de mágica. O pior é que o genuíno esforço dos países exportadores não consumido, acumulado na forma de reservas, foi transformado em… dólares! Veja a seguinte conta: se os dólares representam o compromisso dos EUA de resgatar dívida (já que para cada dólar novo o Tesouro emite dívida), e se o limíte da dívida americana foi elevado de 8 trilhões para 11 trilhões este ano, nossos 200 bilhões, que antes representavam 2,5% da dívida americana, agora representam 1,8% somente! E isso aconteceu no meio a uma redução da capacidade de pago dos EUA, já que numa recessão se produz menos, e não mais. Isso no meio a uma recessão que leva décadas do Japão e da UE! De onde vai sair o dinamismo para reiniciar o ciclo de crescimento mundial? O mundo está numa sinuca de bico. A China perde o apetite pelos Treasuries. Concordo plenamente numa coisa: essa é uma crise que não comporta análises simplistas

  9. Não entendo de economia, mas
    Não entendo de economia, mas desconfio de uma analise que toma como um dado importante para entender a crise as filas de espera nos restaurantes de Dallas…
    É isso aí!
    Descubro agora que o PIG já chegou aos States….

    ( ou terá vindo de lá???)

  10. Andre Araujo,
    Nem tanto ao
    Andre Araujo,
    Nem tanto ao ceu nem tanto à terra. Há um artigo muito interessante do Paul Krugman intitulado “L-ish Economic Prospects” de 18/07/2008 em que ele prevê que a crise americana seria em forma de L e não de V. É importante observar que não se vai dizer que ele previu a crise de outubro (O Paul Krugman é apontado como alguém que previu a crise dos Tigres Asiáticos em 97, quando ele apenas disse que os Tigres Asiáticos cresciam porque havia muito investimento, mas isso tinha um limite (Os fatores de produção são limitados), pois não era crescimento por aumento de produtividade esse sim contínuo). Em relação ao artigo de julho ele não estava prevendo a crise de outubro. Ele estava apenas antecipando que os Estados Unidos já se encontravam em recessão, como mais recentemente o órgão técnco americano NBER e dela demoraria a sair. No artigo ele dizia que a crise seria em forma de L porque para ser em forma de V ela precisaria de uma bolha que relançasse a economia americana e não havia nenhuma bolha à vista. Pode até ser que a crise de outubro com a injeção sem tamanho de dnheiro na economia seja essa bolha, mas penso que é muito cedo para acreditar nisso.
    Indio Tupi,
    Em 2002, Delfim Netto fazia os artigos dele, na Folha de São Paulo e no Valor Econômico, instruíndo o PT sobre as camas-de-gato que estavam preparando para o governo Lula. Um dos mais interessantes artigos saiu no Valor Econômico e eu já o mencionei no blog do Nassif, mas não sei quando (Fazendo consulta encontrei a referência a seguir que eu fiz ao artigo para um comentário que coloquei no blog do José Paulo Kupfer junto à chamada “Uma lógica para as taxas de juros” de 26/04/2008 às 21:14 em que ele (o José Paulo Kupfer) apresentava o texto do blogueiro MAC intitulado “Entendendo Política Monetária”. A referência é a seguinte: “Bem, eu mencionei o Delfim Netto porque em 10/12/2002, também no Valor Econômico, página A2, no artigo “Moedas, preços e câmbio” ele faz referência ao trabalho de Carlos Robalo Marques e Joaquim Pina, Do Departamento de Pesquisas Econômicas do Banco de Portugal, denominado “Does Money Granger Cause Inflation in the Euro Área?” em que se mostra que, segundo o texto do Delfim, “a moeda de fato granger causa inflação e que leva um ano e meio para que as variáveis da taxa de crescimento da moeda comecem a passar para a taxa de inflação”. Para quem quiser ver o artigo do MAC (Marco Aurélio Garcia) ou o meu comentário o endereço na internet é: (http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/2008/04/26/uma-logica-para-as-taxas-de-juros/)). No artigo Delfim Netto comenta pesquisa de dois técnicos portugueses que constataram que o crescimento da base monetária em um ano repercute na inflação nos 5 anos seguidos. Pode ser que esse crescimento da base monetária tenha repercussão no futuro causando inflação e assim tirando a economia americana do marasmo em que ela se encontra.
    Sou leigo, se você puder explicar o que é “a moeda de fato granger” eu ficaria agradecido. O artigo dos portugueses pode ser baixado, pelo título, na internet.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 09/01/2009

  11. Aqui do Alto Xingu, os índios
    Aqui do Alto Xingu, os índios citam alguns números sobre o epicentro da catástrofe que assola a economia mundial, os Estados Unidos da América. Em 2008, o M1 cresceu 16,5%, o M2 e o M3 cerca de 10% cada um, a Base Monetária nada menos que 40%, as obrigações totais do governo atingiram US$ 67 trilhões, em comparação com o PIB, de US$ 14 trilhões.

    COMPARATIVAMENTE, SÃO NÚMEROS QUE SÓ SE REGISTRAVAM NO PASSADO NA ÀFRICA E NA AMERICA LATINA! A recessão, que está se deteriorando rapidamente, está caminhando para a pior depressão desde a dos anos 1930.

    Por enquanto, não há preocupação com o impacto dos maciços gastos (para reavivar a economia) sobre o déficit público — estimado em US$ 2 trilhões (incluindo o pacote do Obama) para 2009 — e a dívida pública — que chegara neste ano a US$ 12 trilhões — nem com a inevitável hiperinflação que emergirá no futuro.

    Com a economia em queda estrutural — o PIB deve registrar taxa negativa de 4%-5% em 2009 — e o governo FALIDO, não haverá recuperação rápida nem normal. A depressão inflacionária poderá evoluir rapidamente para uma grande depressão hiperinflacionária.

    Esse processo foi deflagrado recentemente pelas ações do Federal Reserve e do Tesouro norte-americanos para lidar com a sistêmica crise de solvência. Vários bancos centrais já reduziram as taxas de juros para níbvel próximo de zero e seus balanços, com as operações inusitadas de socorro, estouraram de há muito.

    Esse processo será acelerado pelos dispendios do governo Oba-Oba-Ma agora em 2009. Agora, estamos no epicentro do maior aperto de crédito da história. As perdas do setor financeiro ficarão acima dos US$ 2 trilhões.

    O sistema financeiro mundial está praticamente paralizado e só funciona com injeções na veia por parte de muitos bancos centrais, que assumiram o papel de bancos comerciais e de tomador de papéis empresariais. As repercussões sobre a economia mundial não serão desprezíveis, visto que os Estados Unidos respondem por 1/4 da economia mundial.

    Refletindo esses fatos, todas as bolsas mundiais caíram em níveis superiores aos da queda de 1929! E ninguém pode afirmar que já atingiram o fundo do poço. Mas, uma coisa é absolutamente certa: NUNCA O MUNDO ASSISTIU UM CENÁRIO TÃO NEGRO COMO ESSE.

    Os índios estão espantados com duas coisas: (1) o fato de que ainda possam existir pessoas que se recusam a ver DIANTE DE UMA REALIDADE TÃO ACACHAPANTE! (2) o fato de que, nesta conjuntura extremamente difícil, o Nassif dê realce a mensagens panglossianas!

  12. Marcos Donisete!!!!!
    Marcos Donisete!!!!! Perfeito! PARABENS!!!!!!! mas os chicago boys e assemelhados ou admiradores, ainda vão encher muitos sacos com a istoria da onipotencia do deus mercado.

  13. Indio, sou ignorante na
    Indio, sou ignorante na matéria, mas quando os estados unidos acabaram com o padão ouro não foi um imenso golpe? Quem diz que não vai haver algo deste tipo só que agora mais “collor ido”?! Quem Diz que não vai haver uma engenharia POLÍTICO financeira onde a banca mela o jogo?Se é como vc diz que já batemos 29 em termos de índice de catástrofe e ainda não temos nenhuma guerra mundial, as coisas mudaram e as crises já não afetam o mundo da mesma maneira.
    No final, a maioria acaba querendo é o pão na mesa, o resto se dá um jeito, esse defict vai parecer a piramide do Maddoff….
    Depois da Porshe comprar a WV na mesa de pocker, nada mais dá para assustar. Na hora de pagar, o tesouro Americano vai mandar esperar…é o que eles ainda tem como fazer e provavelmente já estão fazendo e ninguém vai contar para ninguém. é que nem o audio do Gilmar, existe enqunato é útil.

  14. Concordo com o Andre Araujo.
    Concordo com o Andre Araujo.

    Historicamente, a economia americana sempre vai mal nos governos republicanos e melhora bem nos governos democratas.

    O inverso ocorre com os novos candidatos a lideres hegemonicos. Nos anos 80, se falava na vitoria da URSS, na supremacia economia do Japao. Nos anos 90, a bola da vez era a Uniao Europeia. Agora e a China.

    A respeito da Uniao Europeia, eu vejo muito mais desafios pro bloco do que pros Estados Unidos. Na Europa, onde estive recentemente, so vi carros pequenos e feios, gente mal vestida, casas apertadinhas, um sistema de metro de dar do, predios antigos e cidades sujas e mal iluminadas. E eu estou falando de Londres, Berlin e Milao.
    Nenhuma destas cidades tem shoppings ou supermercados como os de Sao Paulo. Nenhuma delas.

    A Europa me parece uma grande ilusao. Amigos medicos que trabalham la dizem que atendem de 60-90 pacientes em 6 horas de jornada. Media de um paciente a cada 4-6 minutos. Da tempo de perguntar o nome. E so.
    Muitos profissionais europues querem mesmo e trabalhar nos Estados Unidos. O mesmo com indianos. A questao e por que? Por que alguem trocaria a maravilhosa europa pelo decante estados unidos?

    A resposta e simples. Porque nos Estados Unidos (e tambem no Leste da Asia, em menor proporcao) e facil encontrar bons empregos. Em Houston, Orlando, Minneapolis e outras cidades estao abrindo varios centros de pesquisa, universidades, biotechs e outros lugares onde profissionais estrangeiros (inclusive eurpoeus) encontram bons empregos. E na Europa, o que tem?

    Andre Araujo, meus parabens por ver a realidade como ela e. Um milhao de vezes melhor, morar no decante Estados Unidos e andar de carrao, morar em casas amplas e fazer cruzeiros nos finais de semana do que ser tratado como gado nos sujos, feios e confusos metros da europa, os quais estao longe, muito longe, do lindissimo metro da capital paulista.

    A Europa e uma grande ilusao.

  15. Que texto esse do Marcus
    Que texto esse do Marcus Donizeti! Parabéns pelo volume de informações e pela organização dos dados. Excelente!

  16. Gosto dessas análises “in
    Gosto dessas análises “in loco” sem mídia profissional intermediando.
    Por exemplo, estive em SC no entrechuvas, e a única unanimidade a respeito dos estragos é que o Jornal Nacional exagerou no drama da notícia, informou mal a respeito dos lugares, e prejudicou a temporada e os moradores. Isto eu ouvi igual em Joinville, Florianópolis, e, em balneário Camboriú, da boca de um morador humilde, nascido em Blumenau e que tem família por lá.
    Aliás, aqui nós também podemos dizer que a mídia também é “Democrata”. É só ver a quantidade de senador dono de repetidora da TV Globo. Até ministros das Comunicações são propriedade deles. Claro, “Democrata” em sentido amplo: Abrange PTSDB & Dem.

  17. Luis Nassif,
    há mais tempo
    Luis Nassif,
    há mais tempo fiz um comentário abordando a repercussão do mundo financeiro no cálculo do PIB. Quando se faz o cálculo do PIB pela renda, os salários e outros rendimentos de todos envolvidos com o mundo financeiro vai ser agregado ao PIB e também vai ser uma boa fonte de receita para o Estado via imposto de renda (Há ai uma explicação para o imposto de renda ter alta participação no total da recadação nos países mais desenvolvidos.
    Esse mundo financeiro em grande parte saiu do mercado e isso vai repercutir no cálculo do PIB e na receita tributária via Imposto de Renda. Sem dúvida, o mundo vai ficar mais complicado em 2009.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 10/01/2009

  18. Parabens ao Indio Tupi pelo
    Parabens ao Indio Tupi pelo comentario de 11:52.

    Quanto aos comentarios panglossianos quisera que fossem apenas isso, com toda carga de ingenuidade que uma postura com esta caracteristica carrega.
    Não são panglossianos, ilustrado silvicola. Nada tem de tolos ou de alheios à realidade. São comentários espertíssimos!!!!

    PS- nada tem a ver ( ou será que tem…?), mas achei o Presidente muito triste na entrevista pra Revista Piaui. Quase amargo!

  19. O caso da queda das venda de
    O caso da queda das venda de automóveis no mundo ainda é um caso isolado, mas um prenúncio do que pode acontecer com toda a economia se nada for feito e rápido.

    A maioria consumidores de deixaram de comprar os automóveis tem o crédito ou o dinheiro, não está comprando por falta de confiança, o que é assustador é a dimensão.

    O Caso da Chrysler, 50% de queda nas vendas, é mais do que evidente
    não correu uma queda desta a nível de renda e do emprego nos EUA, nem do nível de crédito.
    A única coisa que desapareceu na mesma magnitude, foi a confiança do consumidor americano. Muitos deles continuam morrendo de vontade comprar uma Chrysler Aspen MSRP* Starting At: 2009 por US$35,580.

  20. Luis nassif,
    No meu
    Luis nassif,
    No meu comentário sobre a participação do mundo financeiro no cálculo do PIB e da receita tributária eu esqueci de dizer que os valores envolvidos nas transações financeiras não entram no cálculo do PIB, embora por circulem trilhões e trilhões de dólares. Ou seja, lá não há valor agregado, a menos dos salários e rendimentos obtidos pelos participantes do setor e que é levado em conta quando se calcula o PIB pela renda.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 10/01/2009

  21. Índio Tupi,

    você bem que
    Índio Tupi,

    você bem que poderia prestar um enorme serviço a todos nós (assim como já fez o Doniseti) e abrir um tópico sobre a crise internacional na Comunidade do Nassif!

    não precisa elaborar muito. pode ser apenas compliar seus diversos comentários. já estaria, no meu entender, excelente.

    o João Carlos é outro que tem muito a contribuir. assim como o André Araújo. o Ricardo São Paulo. o Rubens.

    algumas das melhores informações e análises publicadas estão aqui neste blog (seja nos post do Nassif ou nos comentários).

    poderia ter um Dossiê (ou qualquer coisa semelhante) na Comunidade para acompanhar a crise. compilando os diversos post e comentários aqui do Blog.

    os comentários aqui ficam dispersos. é difícil acompanhar a continuidade. acabam se perdendo na dinâmica do dia a dia do Blog.

    vocês tem comentários de alta qualidade (abrem perspectivas diferentes, e, muitas vezes, complementares). seria ótimo se pudéssemos ter um forma de acompanhar, de consultar, de discutir de modo mais estruturado.

  22. explico melhor:

    não se trata
    explico melhor:

    não se trata de esvaziar o blog em prol da Comunidade.apenas fazer na Comunidade um repositório dos comentários e principais discussões sobre a crise.

    comentários no blog elevam o nível da discussão, agregam ao post principal, estimulam o debate coletivo e a reflexão pessoal.

    repositório na Comunidade propiciaria consulta, aprofundamento e continuidade.
    .

    RENATA: arkx, de fato a Comunidade (que vai se chamar Portal Luís Nassif em breve 🙂 ) não exclui nem substitui o blog, só complementa. Os comentários aos posts do blog não apenas são bem vindos, são parte integrante e essencial deste blog! O Portal é para: servir de repositório, para que possamos integrar as diversas publicações de LN, para que a participação dos colegas se dê de forma mais ampla e pessoal (através de suas páginas). Beijo e Feliz Ano NOvo!

  23. O fato de a mídia ter
    O fato de a mídia ter apoiado a candidatura do Obama não os faz automaticamente Democratas. Definitivamente não estarão fechados com o novo presidente durante o governo apesar do apoio nas eleições.

    Também gostei da expressão “estão atolados em liquidez”. Não sei se meu xará Araújo teve consciência ao escrever de que há uma certa ironia ai.

  24. Ao prezado Marcos Doniseti :
    Ao prezado Marcos Doniseti : Resposta aos comentarios;
    1. A crise bancaria de 1933 foi infinitamente pior do que a de 2008. Fecharam 5000 bancos após corridas bancárias genralizadas, , o Emergency Banking Act de 9.3.1933 decretou feriodo bancario nacional para reorganizar o sistema. Em 2008 qubrou o Lehman Bros, um banco de investimentos e mais cinco savings and loans, abosrividas por outras, sem fechamento de guichês.
    2.Já houveram outras crises com montadoras que exigiram intervenção de governo. A Chrysler em 1977 pediu e obteve aval do Congresso para um endividamento de 3 bilhões de dolares por sete anos, que pagou depois de 3 anos. A Ford em 1947 quase fechou quando o Henry Ford fundador ficou senil e deu poder aos seus seguranças pessoais, chefiados por Harry Bennet que iriam liquidar com a empresa. O neto Henry Ford III pediu apoio do Governo americano, que interviu e salvou a montadora.
    3.O desemprego em 1933 era de 14 milhões, equivalentes a 37% da força de trabalho. No Brasil a taxa do IBGE não é aceita (e nunca foi) pelos sindicatos porque considera empregado um ferramenteiro que faz bico pintando um muro. Não há como falar em estatistica de padrão internacional quando da população economicamente ativa de 81 milhões, somente 23,7 milhões tem carteira assinada e portanto estão no mercado formal.
    Como medir desemprego em 57,3 milhões que trabalham informalmente?
    A estatistica de desemprego de pouco mais de 7% para o Brasil é uma piada.
    4.O New Deal, em proporação ao PIB, custou quatro vezes mais do que os US$700 bilhões do plano Paulson.
    5.O desemprego nos EUA, onde não há lei trabalhista, flutua muito de mês a mês, se não houvesse emprego não haveriam lá 40 milhões de imigrantes que só correm o risco da vigaem porque o mercado americano absorve a oferta de mão de obra que migra para lá, basicamente da America Latina.

  25. Agradeço os elogios ao meu
    Agradeço os elogios ao meu texto. Abri um tópico na comunidade do blog com os 2 textos que escrevi sobre o assunto, até o momento. Fiquem à vontade para fazer comentários lá, pois eles sempre enriquecem a discussão, abrindo novas perspectivas sobre o tema.

  26. Notícia ineressante sobre a
    Notícia ineressante sobre a crise norte-americana:

    Economistas vêem maior recessão nos EUA desde 2ª Guerra

    A recessão nos Estados Unidos provavelmente será a mais longa desde a Segunda Guerra Mundial e pode se agravar se o governo não investir para driblar seus efeitos, mostrou uma pesquisa com economistas divulgada neste sábado.

    A sondagem, feita com 52 economistas de grandes empresas e instituições financeiras, mostrou que a maioria espera uma morna recuperação que começará no final deste ano, com o crescimento retornando aos níveis normais em 2010.

    A maioria dos entrevistados acredita que a recessão irá se encerrar oficialmente no terceiro trimestre de 2009, o que pode torná-la a maior desde a Segunda Guerra Mundial.

    Entretanto, mais da metade crê que o pico de desemprego pode não vir antes de 2010, sugerindo que a crise econômica possa durar um pouco mais mesmo depois que a recessão estiver tecnicamente encerrada.

    http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200901101526_RTR_1231601202nB199492

    Obs: como se percebe pelo texto, o pior momento da crise ainda não chegou.

  27. Notícia importante sobre o
    Notícia importante sobre o plano econômico de Obama para reativar a economia norte-americana:

    Obama divulga detalhes do plano econômico na internet

    Depois de enfrentar muitas críticas, o presidente eleito dos Estados Unidos Barack Obama decidiu hoje tornar público seu plano para recuperar a economia do país, que prevê o aporte de US$ 775 bilhões em cortes de impostos e aumento dos gastos para criar cerca de 3,5 milhões de postos de trabalho nos próximos dois anos. A expectativa inicial de Obama era que o plano fosse aprovado antes mesmo de sua posse.

    http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/10/obama+divulga+detalhes+do+plano+economico+na+internet+3272057.html

  28. Resposta ao Andre
    Resposta ao Andre Araujo:

    1) Mas, na época, nos anos 1930, não tivemos as estatizações que ocorreram agora, e nem os pacotes de ajuda econômica governamentais que foram adotados na época atual.

    Sem a intervenção estatal (que na crise atual foi muito mais rápida e muito mais intensa do que na Grande Depressão) é claro que a crise de 1929 acabou se agravando e gerou uma Depressão econômica.

    Hoover pensava que o mercado se ajustaria sozinho, não fez o que deveria ter feito no momento certo e, quando percebeu o equívoco, a economia já havia mergulhado na Grande Depressão. Veja que a crise começa em 1929 e você mesmo citou uma Lei de 1933 em seu texto, sendo que o Presidente em 1933 já não era Hoover, mas Roosevelt.

    Agora, na crise atual, a reação governamental à crise foi muito mais rápida e mais intensa e se uma nova Depressão for evitada, então isso se dará em função das grandes intervenções feitas pelos Governos do mundo inteiro a fim de evitá-la.

    Porém, não há como negar que, depois da Grande Depressão, a crise atual é a pior de todas.

    2 – Mas nenhuma destas crises anteriores derrubou com as 3 grandes montadoras dos EUA ao mesmo tempo. A crise atual, que fez isso, é a pior de todas, portanto, para as montadoras.

    3 – Eu disse, claramente, no meu texto, que a taxa de desemprego dos EUA em 1945 (e não em 1933, como você citou agora) era maior do que a de hoje, até porque a PEA da época era bem menor do que a atual. Mas, deixei claro que esse desemprego de 1945 não foi provocado por uma crise financeira, mas pelo fim da 2a. Guerra Mundial.

    E estou comparando as taxas de oficiais de desemprego dos EUA e a do Brasil. E você compara a taxa oficial dos EUA com outra taxa brasileira que não é a oficial e que usa uma metodologia diferente da oficial. Eu considero isso como totalmente contraditório da sua parte. Se é para usar a taxa oficial de desemprego dos EUA, então temos que fazer o mesmo em relação ao Brasil.

    Mas, o ponto principal da minha crítica não era esse mas, sim, o fato de que a taxa de desemprego norte-americana já aumentou cerca de 60% em 2008 e que para os norte-americanos pouco importa qual é a taxa de desemprego de outros países, mas a dos EUA.

    E o grau de formalidade no Brasil já supera os 50%, tendo crescido de forma considerável nos últimos anos.

    Além disso, um trabalhador brasileiro formalizado tem acesso a mais benefícios do que um trabalhador norte-americano pois, como você mesmo disse, lá nos EUA não existe lei trabalhista. Então, é como se nos EUA todos os trabalhadores fossem informais, certo?

    4 – Mas, a minha comparação não foi com a Grande Depressão, que levou Roosevelt a adotar o New Deal, mas sim com a crise de 1945, que foi aquela que você comentou em seu texto.

    Mas, o próprio fato de que a única comparação possível da crise atual ser com a Grande Depressão já mostra a gravidade da crise atual.

    E o próprio Barack Obama já anunciou um plano de estímulo econômico que deverá chegar a US$ 800 Bilhões. Alguns falam em até US$ 1 Trilhão em 2 anos (2009 e em 2010). O pacote do governo Bush, aprovado em 2008, já tem um custo de US$ 700 Bilhões que, somado ao pacote de Obama, já passa de US$ 1,5 Trilhão, cerca de 11,5% do PIB norte-americano, que é de US$ 13 Trilhões.

    Portanto, trata-se da mais vultosa e cara intervenção estatal na economia desde o New Deal.

    5 – Tal flutuação na taxa de desemprego não aconteceu nos EUA nos últimos anos, não, Andre. Muito pelo contrário. Nos últimos anos a taxa de desemprego caiu para um patamar bastante baixo, em torno de 4 a 4,5%. Agora, já está em 7,2% e a tendência é que aumente ainda mais, pois 2009 será um ano de recessão nos EUA. Já se fala que a taxa poderá chegar a 10%. Quando foi que isso aconteceu, nos EUA, pela última vez? em 1945, logo depois do fim da 2a. Guerra Mundial, há mais de 60 anos, portanto.

    Logo, os norte-americanos que nasceram depois de 1945 não sabem o que é viver num país com uma taxa de desemprego tão elevada, assim.

    E os imigrantes que foram para os EUA, fizeram isso na época da bonança, do crescimento econômico norte-americano. Quero ver o que irá acontecer agora, que a recessão está fortemente instalada na economia norte-americana.

    É mais do que óbvio que se os imigrantes continuarem indo para os EUA em grande número, mesmo com toda essa crise, isso irá gerar um movimento muito forte de reação dos norte-americanos contra a entrada destes imigrantes.

    Para mim, Andre, você claramente subestima a gravidade da atual crise enfrentada pelos EUA. Veja que postei 2 notícias aqui neste tópico, agora ha pouco, a respeito deste assunto, e que mostram que nem nos EUA se está tão otimista, assim, com a possibilidade da crise ser superada. Os economistas norte-americanas consideram que a atual recessão da economia norte-americana será a mais grave desde o final da 2a. Guerra Mundial e que somente em 2010 a taxa de desemprego deverá começar a cair.

  29. Caro senhor das bandas do
    Caro senhor das bandas do Xingu

    poderia informar aos não iniciados o que seria
    M1
    M2
    e
    M3?
    OU melhor, quando escrever sobre, faça por extenso, ok?
    Bjs

  30. O Andre estah certo sobre a
    O Andre estah certo sobre a forca relativa da economia americana. Sim, existe uma crise. Sim, eh a pior de muitas decadas. Mas eh muito mais assustador sobre o que pode acontecer no resto do mundo do que nos EUA porque… os EUA eh os EUA. Quem nao conhece nao tem como entender. Hoje mesmo, os mais criativos, ambiciosos do mundo inteiro continuam chegando ao EUA.

  31. Outra notícia que demonstra a
    Outra notícia que demonstra a gravidade da crise nos EUA:

    Crise: Califórnia fecha repartições para economizar

    Com déficit orçamentário de US$ 42 bilhões para os próximos 18 meses, o Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, vai fechar as portas dos escritórios estaduais na primeira e terceira sextas-feiras do mês a partir de fevereiro. A medida, segundo o governo estadual, deve proporcionar uma economia de US$ 1,3 bilhão. As informações são do The Wall Street Journal.

    A medida foi comunicada aos chefes de agências na sexta-feira por meio de memorando e deve afetar provavelmente órgãos como o departamento de veículos motorizados. Trabalhadores de repartições que não podem fechar, como prisões e hospitais, vão tirar dois dias de folga por mês ou em tempo posterior, apontou o documento.

    “O Estado vai ficar sem dinheiro em semanas se não tivermos uma solução para o orçamento”, disse Aaron McLear, porta-voz do governador Arnold Schwarzenegger. “O governador tem a responsabilidade de economizar dinheiro onde puder”, completou.

    http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200901101738_RED_77745580&idtel=

    Obs: A Califórnia é o estado mais rico dos EUA. Seu PIB é maior do que o da maioria dos países mundo afora. E está nesta situação? nem aqui no Brasil eu me lembro de algo assim e olha que já enfrentamos inúmeras crises nas últimas décadas.

  32. “Além disso, um trabalhador
    “Além disso, um trabalhador brasileiro formalizado tem acesso a mais benefícios do que um trabalhador norte-americano pois, como você mesmo disse, lá nos EUA não existe lei trabalhista. Então, é como se nos EUA todos os trabalhadores fossem informais, certo?”

    Errado. Lei trabalhista nao ajuda ninguem desempregado, apenas faz mais dificil arrumar um emprego novo. O que ajuda o desempregado eh o seguro-desemprego, acessivel para 100% dos americanos e, dependendo do estado ateh para imigrantes ilegais, e apenas para uma fracao de formalizados no Brasil

  33. Aqui do Alto Xingu, os índios
    Aqui do Alto Xingu, os índios esclarecem a Julieta: (1) M1 = indicador que mensura, grosso modo, os meios de pagamentos. Inclui moeda detida pelo público, mais cheques de viagens, depósitos à vista, outros depósitos em cheque, ordens negociáveis de saque, contas de transferência automática e saldos em contas de uniões de crédito; (2) M2 = meios de pagamentos que incluem o M1 mais as contas de poupança e depósitos a prazo em pequenos valores, contas à vista no mercado monetário e participações em fundos mútiuos do mercado monetário detidas por investidores individuais; e (3) meios de pagamentos que incluem o M2 mais depósitos a prazo de alto valor, acordos de recompra de alto valor, participações nos fundos mútuos do mercado monetário detidas por investidores institucionais (fundos mútuos, fundos de pensão, seguradoras, bancos de investimento, etc.) e certos depósitos em eurodólares em agências no exterior de bancos norte-americanos.

  34. Meu caro Marcos Doniseti :
    Meu caro Marcos Doniseti : Parabens pela sua excelente exposição. Reparo todavia que na Grande Depressão houve grande intervenção governamental na economia, principalmente através da Reconstruction Finance Corp., criada por Hoover mas muito expandida por Roosevelt. A RFC emprestou ou investiu US$9, 465 bilhões de 32 a 41, valores nominais gigantescos para a época, continuando de 42 a 45 com mais US$12 bilhões. A RFC criou muitas subsidiarias, como Rubber Reserve Co., Metals Reserve Co., U.S.Commercial Co., Petroleum Reserve Corp. e Rubber Development Corp. (do qual meu saudoso pai foi um dos primeiros funcionários no Brasil). Alem da RFC, dissolvida em 1946, Roosevelt criou a Tennessee Valley Authority. o Eximbank, etc. A intervenção estatal na economia é uma antiga pratica nos EUA, lembrando que foi o Governo que dividiu o truste Standard Oil em 1901, em seis pedaços, e na decada de 80 dividiu a AT & T em sete pedaços, alem de ter bloqueado centenas de negocios e fusões pelo Departamento de Justiça. Mais proximamente foram dados avais à Chrysler em 1977, às quatro grandes aereas em 2002, ao Continental Illinois Bank nos anos 80, etc.

  35. “Muitos deles continuam
    “Muitos deles continuam morrendo de vontade comprar uma Chrysler Aspen MSRP* Starting At: 2009 por US$35,580”: Certamente! Eh um carro espetacular. Mas…

    Lobistas…

    Antigamente a gente ia visitar outras cidades -ou ate mesmo notava na propria cidade- que haviam aqueles carros velhinhos, fudidinhos, tudo enferrujados e batidos, que o dono nao tinha dinheiro pra consertar. Eles desapareceream. Hoje os carros batidos que a gente ve sao todos novos porque os seguros nao pagam a maioria das batidas e acidentes que acontecem. Pagam uma minoria pequeninissima dos acidentes, e mesmo assim -pra quem nao sabe- aumentam os precos do seguro de uma maneira tao absurda e ilogica que quem tem acidente nao reclama com seguro, paga do proprio bolso. Sim, nos EUA de hoje, voce somente vai ao seguro em caso de acidente se policia tiver envolvida porque eles fazem os relatorios automaticamente.

    Pera la, o golpe nao eh so nos seguros, de maneira alguma. Quem comprou carrao nos ultimos 5 ou 6 anos simplesmente… sifu. A bolha da gasolina. Mais trabalho de lobistas.

    Lobistas sao espioes de sabotagem da populacao. Va atraz do que eles fizeram no Brasil pra ver, agora e ja: so tem burrada, roubo, e sabotagem.

    Agora que tudo passou e esta fresco na cabeca de todo mundo, quem vai comprar carro se a compra de um carro em si eh uma porta aberta aa armadilha economica? Nao da! Isso, pra deixar no assunto “carro” porque se passar pra “casa” voce nao quer nem saber, e nem sequer imagina.

    (Ainda bem que comprei um hibrido! Foi acidental, mas ate hoje olho pra traz e noto a sorte que tive!)

  36. Puxa quanta vida inteligente
    Puxa quanta vida inteligente neste blog!!!

    Penso que tanto o Marcos e o André tem suas razões.

    Porém, o mais importante dessa crise é que ela irá quebrar paradigmas.

    Todos aqueles que achavam que o Deus-Mercado tudo resolvia e agora???

  37. De fato a economia
    De fato a economia norte-americana é, mesmo com essa crise, muito robusta e possui muitos recursos internos para se reerguer. O problema é: até que ponto os donos do poder (e o próprio Obama) estarão dispostos a empregar os mecanismos anticíclicos que a situação exige e na profundidade que são necessários?
    Pra nós, no Basil e resto do mundo, o desafio será resistir à tentativa (que os EUA sempre tentam impor) de socialização dos custos da recuperação. Essa é que deve ser a preocupação de qualquer chefe de estado de nação verdadeiramente soberana. É preciso saber dizer não aos “americanos” domésticos que se escondem nos COPOMs da vida!

    Se antes era: “Bush, resolve a tua crise meu filho!” Agora é: ” Companheiro Obama, cuida do teu povo, mas não pede nada do meu, tá?”

  38. “Antigamente a gente ia
    “Antigamente a gente ia visitar outras cidades -ou ate mesmo notava na propria cidade- que haviam aqueles carros velhinhos, fudidinhos, tudo enferrujados e batidos, que o dono nao tinha dinheiro pra consertar. Eles desapareceream. Hoje os carros batidos que a gente ve sao todos novos porque os seguros nao pagam a maioria das batidas e acidentes que acontecem. Pagam uma minoria pequeninissima dos acidentes, e mesmo assim -pra quem nao sabe- aumentam os precos do seguro de uma maneira tao absurda e ilogica que quem tem acidente nao reclama com seguro, paga do proprio bolso. Sim, nos EUA de hoje, voce somente vai ao seguro em caso de acidente se policia tiver envolvida porque eles fazem os relatorios automaticamente.”

    Absurdo. Nunca tive problema nenhum com seguro de carros nos EUA. Semana passada mesmo, fui duas vezes e fui pago imediatamente, na primeira tinha atropelado um veado, na segunda um vagabundo bateu no meu carro.

  39. Creio que o que pode impedir
    Creio que o que pode impedir que está crise econômica internacional é justamente a depressão de causada pela crise de 1929.

    A atuação do FED e dos govenos desde do ínicio da crise está totalmente diferente, apenas ocorreu uma lentidão do BCE e dos governos da Europa.

    No Brasil a Autoridade Monetária comete os mesmo erros do FED cometeo na crise de 1929, que aumentou os juros ao invès de diminuir, e foi muito lento em função da defesa do livre mercado para responder as demandas da crise econômica que avanã dia após dia.

  40. Sera que a economia americana
    Sera que a economia americana é tão robusta a ponto de se reerguer rapidamente como esta colocado aqui?

    Não me parece que seja assim.

    É preciso lembrar que os Estados Unidos sofreram um processo de perda de postos de trabalho em areas fora do setor de serviços severa na ultima decada.

    Não eram poucos os que já colocavam que os Estados Unidos caminhava e talvez ainda caminhem para se tornar um país extremamente desequilibrado quanto a seus setores produtivos, com um gigantesco setor terciario.

    Esse desequilibrio não é tão ruim quando não há crise, mas quando há crise ele pode ser catastrofico, já que o setor terciario é o primeiro a ser atingido quando se começa a falar de crise e o ultimo justamente a sair dela.

  41. Nos EUA e na Europa se achou
    Nos EUA e na Europa se achou o caminho correto para se evitar a depressão, mas como nada na vida está garantido, é preciso aguardar,
    mas tudo indica que escaperemos da depressão econômica.

    Mas no Brasil o COPOM persiste nos mesmos erros do passado, em função de não perceber a gravidade da atual crise econõmica, a ponto de projetar crescimento econômica e inflação convergindo para a meta, caso os juros da selic se mantenham em 13,75%.

    Os modelos adotados pelo COPOM não conseguem prever a ruptura nas relações econômicas ocorrida em setembro de 2008, por trabalhar com desvio padrão, derivadas, mediana e média.
    O que estamos precisando agora é justamente de conhecimento histórico e dos fundamentos da economia.

    Quando o modelo do COPOM perceber já será tarde, em função disso já perdemos 4 longos meses para ativar a Poítca Monetária e evitar o inferno da recessão e do desemprego.

    A situação são não está pior em função do Ministro Guido Mantega tem percebido a gravidade da atual crise econômica e ativou as políticas anti-cíclicas, mas se a Políticca Monetária não for ativada na luta contra a recessão, a dor e o iferno do desemprego será sentido por milhões de brasileiros.

    O que o COPOM está aguardando é simplesmente que a queda da renda que está ocorrendo na produção, com preços, produção e horas trabalhadas menores se manifestem no comércio, mas aí já se tarde em função dos elos da economia terem se rompido, e de forma muito rápida.

    A atual queda da atividade econômica, não é de 1%, 2% ou 3% e sim de 10%,20% ou 30%, alguns casos chegam a 50% de queda, é esta magnitude que não permite que os modelos adotados pelo COPOM serviam de base para a atual crise econômica.

    Este é um dos motivos pelos quais a maioria dos analistas econômicos do mercado ou não, estão errando, na maioria dos casos eles usam o mesmo modelo adotado pelo COPOM.

  42. Do Estadão de domingo, 11 de
    Do Estadão de domingo, 11 de Janeiro de 2009

    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090111/not_imp305374,0.php

    Um terço das indústrias pretende demitir
    Márcia De Chiara

    Pressionada por estoques elevados e queda nas vendas, quase um terço da indústria brasileira pretende reduzir o número de empregados até o mês que vem. O índice de empresas que planejam demitir é o maior dos últimos dez anos.No mês passado, 32,5% de 1.086 indústrias que, juntas, têm perto de 1,3 milhão de trabalhadores, informaram à Fundação Getúlio Vargas (FGV) que pretendem demitir até fevereiro.

    Esse índice é superior à média de 15 anos de empresas que planejam cortar pessoal, que foi de 19,5%. O pico mais recente de demissões na indústria ocorreu em janeiro de 1999, quando houve a mudança do câmbio fixo para flutuante e 32,7% das companhias informaram que iriam cortar o emprego.

    “A situação é mais preocupante hoje do que dez anos atrás: a crise é global e não tem para onde correr”, diz o coordenador técnico da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da FGV, Jorge Ferreira Braga.

    Além disso, a situação se deteriorou rapidamente por causa da crise. Há apenas seis meses, a tendência era exatamente inversa.
    Isto é, 35,7% dos empresários consultados previam contratações nos próximos três meses.

    Os dados da pesquisa são livres das influências típicas de cada época do ano……………………………………

  43. Volta Redonda sente efeitos
    Volta Redonda sente efeitos da crise
    Berço da industrialização brasileira, cidade da siderúrgica CSN vive clima de pânico com onda de demissões
    Daniele Carvalho

    No pátio do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense em Volta Redonda (RJ), 100 trabalhadores se aglomeravam na última terça-feira em silêncio. Eles estavam ali para homologar as demissões anunciadas na segunda quinzena de dezembro pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Naquele dia, 175 dos 300 funcionários dispensados oficializariam o comunicado. Outros 3 mil receberam férias coletivas, que se encerram amanhã…………….

    ……..ARREDORES
    A apreensão e o desânimo também rondam os arredores da CSN. O ambulante Samuel Francisco trabalha na passarela que dá acesso à entrada principal da usina e diz que nunca vendeu tão poucos doces, guarda-chuvas e pilhas.
    “Estou aqui há dez anos. As vendas já caíram 30%. Ninguém quer gastar dinheiro com nada.”

    O receio, conta ele, também já afeta o topo da cadeia de vendas. “Não sou apenas eu que estou vendendo menos, não. O atacadista me confessou que está vendendo menos e que, se continuar assim, vai ter de dispensar funcionários.”

    Não muito distante dali, em frente à praça que abriga o monumento em homenagem aos mortos da greve histórica dos funcionários da CSN em 1988,

    o salão de beleza cooperativado Unhas, Cabelos e Cia também sentiu a mão pesada dos cortes e das férias coletivas. “Tivemos um fim de ano muito ruim. O movimento caiu 50%”, narra Giordiana Alves da Silva. Se preparando para o pior, a cooperativa já procura um novo endereço. “Uma sala menor e mais barata para que ninguém seja demitido”, diz ela…………………….

  44. Creio que ainda é possível
    Creio que ainda é possível evitar um desemprego em massa, com aumento dos investimentos públicos, crédito fiscais temporários e alongamento dos prazos de recolhimento de impostos.

    Uma forte redução de juros da selic teria um forte impacto imediato sobre o hot money, capital de giro das empresas, onde as taxas são atreladas a selic, fundamental para permitir um fôlego para retomadas das vendas

    .

  45. Do Estadão de Domingo, 11 de
    Do Estadão de Domingo, 11 de Janeiro de 2009
    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090111/not_imp305380,0.php

    ”O mundo vai financiar nossa infraestrutura”
    Ricardo Grinbaum e Leandro Modé

    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, tem um plano para financiar as obras de infraestrutura e exploração de petróleo no Brasil,……………
    ………………………..O sr. já disse que as obras de infraestrutura, petróleo e gás vão garantir pelo menos 3% de crescimento em 2009. Como isso será possível?

    A robustez dos investimentos é muito alta e eles estão praticamente incólumes.
    Já outro bloco de investimentos, que será inevitavelmente afetado negativamente pela crise, é o privado. Grandes setores exportadores de commodities, como siderurgia, mineração e o agronegócio, devem reduzir seus investimentos. Eles vão ser afetados pela situação internacional. Trabalho com a expectativa de uma crise séria nos EUA em 2009 e um pedaço de 2010. A economia japonesa vai ter crescimento negativo e a Europa vai ficar estagnada.
    A China era um jumbo que vinha descendo e com a crise, caiu e vai ter de arremeter. Isso tudo vai afetar nossos exportadores.

    Há, ainda, um terceiro bloco de investimentos, que são os dos setores que têm um pé lá fora, mas tem como alvo principal o mercado interno. Para esses setores teremos um tremendo desafio: demonstrar que nossas reações à crise e as obras de infraestrutura permitirão que se retome o crescimento à frente.
    A cadeia automobilística e a de construção residencial são dois exemplos que se enquadram nessa situação. Teremos um período de transição desafiador.

    É preciso evitar efeitos exagerados e desorganizadores do emprego. Se o setor privado, o financeiro e o governo se entenderem de maneira harmônica, será possível minimizar os impactos sobre o emprego, defender a demanda doméstica e depois sustentar um novo processo de crescimento……………….

  46. Analise muito simplificada.
    Analise muito simplificada. Recomendo q ele visite New Orleans, Newarj, NJ, Compton – CA, ou west Texas para se interar melhor sobre o assunto.

    Mas nao é tudo tao ruim quanto indio Tupy esta prevendo.

    Alias esse indio é da mesma turma russa da KGB q esta prevendo a divisao dos EUA em 2010. Todos loucos, alguem discorda?

    Juliano – Railegh – NC

  47. Sim, Andre, a intervenção
    Sim, Andre, a intervenção estatal na economia norte-americana não é nova… não esqueça também das ferrovias que integraram a Costa Oeste do país ao mercado nacional e que foram construídas pelo governo no século XIX.

    Agora, veja a data em que as ações do governo Hoover começaram: 1932, como você mesmo postou aqui. E a crise começou em 1929. Esse foi o problema do governo Hoover: demorou muito para começar a agir e quando o fez a Depressão já estava instalada na economia. A reação inicial de Hoover foi a do ‘o mercado se ajusta sozinho’, mas isso não aconteceu e a Depressão veio com tudo.

    Daí, foi preciso esperar por Roosevelt e pelo seu New Deal.

  48. “Errado. Lei trabalhista nao
    “Errado. Lei trabalhista nao ajuda ninguem desempregado, apenas faz mais dificil arrumar um emprego novo. O que ajuda o desempregado eh o seguro-desemprego, acessivel para 100% dos americanos”.

    Mas, não foi isso o que eu escrevi. O que eu disse é que, no Brasil, com as leis trabalhistas, o trabalhador brasileiro formalizado tem mais benefícios do que um norte-americano, pois nos EUA não existem leis trabalhistas. E isso você não contestou.

    E a lei trabalhista, além de permitir aos trabalhadores que desfrutem de uma série de benefícios que um trabalhador informal não possui, ela também beneficia os formalizados e por uma razão muito simples: ela torna mais cara a demissão do trabalhador e isso leva os empresários a pensar melhor antes de sair demitindo ‘a torto e a direito’ por aí.

    A demissão é a última das alternativas e não a primeira, que é o que aconteceria se não existissem as leis trabalhistas.

    Se o trabalhador brasileiro formalizado for demitido, não é apenas o seguro-desemprego que ele receberá, mas também o dinheiro do FGTS, acrescido de 40%, por exemplo. Isso ajuda a tornar mais cara a demissão do trabalhador formal e é o que impede que muitas empresas demitam um grande número de funcionários, preferindo conceder férias coletivas, descontar horas a mais trabalhadas (banco de horas) em vez de demitir, que é o que aconteceria se não existissem as leis trabalhistas.

    Além disso, se a economia se recuperar, daqui a poucos meses, as empresas terão que bancar novamente com novos custos de contratação dos funcionários. Então, preferem deixar a demissão de trabalhadores formalizados para último caso, mesmo. E isso acontece porque temos leis trabalhistas.

    Sem falar que, se leis trabalhistas impedissem a criação de novos empregos, o Brasil não teria criado 8,5 milhões de empregos formais entre 2003/2008.O que impede a criação de empregos é a estagnação da economia e não as leis trabalhistas.

    E o seguro-desemprego norte-americano não é tão mais generoso do que o brasileiro, não… ele não é muito elevado e nem é para todo o período que o trabalhador fica desempregado. Na Europa, o seguro-desemprego é muito mais amplo do que nos EUA.

  49. Nassif, até os milionários
    Nassif, até os milionários norte-americanos estão com medo da crise:

    Notícia:

    Com crise, milionários americanos perdem 30% da fortuna

    Os milionários americanos perderam, em média, 30% de sua fortuna devido à crise do crédito subprime. Estudo da consultoria americana Specterm Group, divulgado nesta semana, também indica que 17% dos americanos que possuem US$ 1 milhão ou mais perderam 40% de seu patrimônio devido à crise.

    De acordo com a pesquisa, 90% dos milionários americanos temem a crise do crédito. Já 55% deles estão preocupados em não terem condições de manterem o atual estilo de vida no futuro.

    “A atual crise financeira tem tido um impacto dramático para os milionários americanos, reduzindo substancialmente seu patrimônio líquido e ameaçando sua capacidade de manter tanto seu estilo de vida atual como seus planos para aposentadoria”, afirmou a diretora da consultoria, Catherine S. McBreen.

    http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200901111118_RED_77746216

  50. Marcos Doniseti,
    Seus
    Marcos Doniseti,
    Seus comentários sobre as leis trabalhistas deveriam ser matéria da primeira página do blog. Há uma série de frases, expressões, idéias, cacoetes, etc. que eu tenho combatido como sendo de lobistas e pessoas vinculadas a um determinado interesse ou outro. São idéias equivocadas e disseminadas de tal modo que mesmo pessoas mais isentas acabam incorporando elas no discurso ou ação. O Plano Cruzado, a maior desgraça que nos aconteceu foi feito por que se dizia que com aquela inflação (220% ao ano) o país não podia crescer. Ora, em 1984 o país cresceu cerca de 4% e em 1985 ele cresceu cerca de 7,8%. Quando Lula assumiu o governo, dizia-se que o país não podia crescer com aqueles juros elevados (Fiz em “A complacência com os derivativos” e “O guardião do Mercado” menção a um artigo de Luis Nassif em 2004 expressando esse viés contra os juros), sem uma reforma tributária, sem uma reforma da previdência, sem uma reforma trabalhista e que tais. Tudo equivocado como os anos seguintes provaram.
    Sempre defendi o modelo trabalhista brasileiro mais próximo do europeu. É lógico que ele não é perfeito. A recuperação aqui é um pouco mais demorada, mas o fundo do poço é mais em cima e ele é mais justo e mais humano.
    A grande questão que está sem resposta é o que o Brasil deve fazer para enfrentar a crise. A falta de resposta se deve a dois problemas. Um é a tendência que vem imperando no Brasil de copiar o que se está fazendo lá fora. Ocorre que nossa realidade é totalmente diferente. Lá eles estão injetando dinheiro no mercado e aqui seria isso que deveríamos fazer? Eu penso que não, na medida que no Brasil há muita coisa para ser feita, estradas com suas pontes e viadutos, rede de telecomunicações, redes de energia, urbanização das grandes metrópoles, etc.
    Em relação à urbanização de grandes metrópoles eu preferiria que em cada município brasileiro se fizesse uma minicidade para umas 200 famílias (8.000 municípios *200 famílias *5 pessoas por famílias daria 8.000.000 milhões de brasileiros) com toda a infra-estrutura de água, esgoto, energia e telecomunicações com um centro educacional, um de lazer, um de cultura e um de saúde e um centro administrativo em que se teriam todas as repartições públicas relevantes das três esferas de governo (Receita, Peso e Medida, Marcas e Patentes (Qualquer inventor tem de registrar sua descoberta na cidade onde ele mora), Polícia, Cartórios etc.).
    O segundo problema é que não sabemos como as coisas vão marchar. Não sabemos se tudo será como no último trimestre de 2008, ou se serão como elas parecem que vão ocorrer nos dois primeiros meses do ano: haverá uma certo marasmo como se verifica sempre em todos os outros anos?) E nos semestres que se seguirem, o que teríamos para o Brasil e para o mundo?
    Se as coisas voltassem para os trilhos, pelo menos no Brasil, eu preferiria que continuássemos com uma certa contenção nas despesas públicas, fazendo um esforço para manter o dólar acima de 2,2 de tal modo que com 6 meses o setor exportador comece a fazer a economia andar mais rápido como foi após a desvalorização de 1983, a desvalorização de Márcílio Marques Moreira em 1991, a desvalorização de 99 (Se não fosse a incompetência do apagão e o esforço muito grande para não deixar a inflação corroer a popularidade já baixa de FHC elevando o juros há alturas nunca dantes navegadas – 45% ao ano em 99 – o que fez a desvalorização ficar pequena, o país teria crescido bastante desde então) e a de 2002.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 11/01/2009

  51. “Mas, não foi isso o que eu
    “Mas, não foi isso o que eu escrevi. O que eu disse é que, no Brasil, com as leis trabalhistas, o trabalhador brasileiro formalizado tem mais benefícios do que um norte-americano, pois nos EUA não existem leis trabalhistas. E isso você não contestou.”

    Bobagem. Os tais beneficios (quais?) nao valem os salarios medios serem um quarto do salario medio dos americanos…

    “A demissão é a última das alternativas e não a primeira, que é o que aconteceria se não existissem as leis trabalhistas. ”

    Sim, e quanto mais caro demitir, mais caro contratar, por isso mesmo que o desemprego no Brasil eh estruturalmente mais alto que nos EUA. Qualquer economista do trabalho sabe que restricoes a demissao sao restricoes a contratacao.

    “Sem falar que, se leis trabalhistas impedissem a criação de novos empregos, o Brasil não teria criado 8,5 milhões de empregos formais entre 2003/2008.O que impede a criação de empregos é a estagnação da economia e não as leis trabalhistas.”

    Argumento que nao faz sentido algum. Voce sabe como seria a criacao de emprego se nao houvesse o peso morto das leis trabalhistas?

    “E o seguro-desemprego norte-americano não é tão mais generoso do que o brasileiro, não… ele não é muito elevado e nem é para todo o período que o trabalhador fica desempregado. Na Europa, o seguro-desemprego é muito mais amplo do que nos EUA.”

    E como de se esperar, na Europa, o desemprego eh estruturalmente mais alto e mais longo que nos EUA.

  52. André Araujo: “Reparo todavia
    André Araujo: “Reparo todavia que na Grande Depressão houve grande intervenção governamental na economia, principalmente através da Reconstruction Finance Corp., criada por Hoover mas muito expandida por Roosevelt.”

    A Reconstruction Finance Corporation (RFC) foi criada pelo Governo Hoover apenas em 1932. Ou seja: foram quase 3 anos entre o início da crise e a resposta do Governo…

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