Eu apoio a greve dos petroleiros, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Os grevistas não estão lutando por salários e sim para conservar um patrimônio que foi conquistado com muito esforço pela geração do meu pai.

Eu apoio a greve dos petroleiros, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Meu pai, João de Oliveira Ribeiro, chegou em São Paulo em 1946 com 18 anos de idade. Após alguns meses fazendo bicos ele foi contratado pela Prefeitura de São Paulo, emprego em que ficou até ser aposentado em 1978. Logo depois de se tornar servidor público ele foi recrutado para a política e se tornou militante do então legalizado partido de Luís Carlos Prestes.

Desde o final da década de 1940 meu pai participou ativamente das lutas do partidão. Ele estava entre os militantes comunistas que engrossaram a campanha “O petróleo é nosso”. Quando eu era criança meu pai me mostrava com orgulho o diploma que tinha dessa campanha assinado pelo general Cardoso (pai de FHC).

Eu apoio a greve dos petroleiros. Os grevistas não estão lutando por salários e sim para conservar um patrimônio que foi conquistado com muito esforço pela geração do meu pai. Ninguém, nem mesmo o mito, tem o direito de privatizar a riqueza petrolífera brasileira.

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