Petrobrás chama fura-greves. Aposentados respondem: Não somos traidores, nem pelegos

Enquanto mente para imprensa dizendo que greve é fraca, Petrobras muda estratégia e chama até aposentados para furar a greve, coisa que nunca fez

Quando a greve dos petroleiros e das petroleiras, que começou no dia 1º, já atingia mais de 90 unidades em 13 estados, na última sexta-feira (7), os diretores da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e de sindicatos filiados começaram a receber ligações de companheiros que se aposentaram recentemente dizendo que estavbam sendo procurados pelos gerentes da Petrobras para que substituíssem os trabalhadores em greve. Eles disseram não.

A convocação de aposentados nunca havia sido feita pela estatal. A Petrobras se limitava a enviar petroleiros fura-greves de um estado para outro para substituir os operadores.

Os sindicalistas afirmam que os aposentados estão revoltados com a atitude da Petrobras e não estão aceitando furar a greve.

Para a FUP e seus sindicatos, é possível afirmar que desde o movimento paredista de 1995, essa é a greve mais forte realizada pela categoria petroleira. Prova disso é a decisão da gestão da Petrobras de abrir processo de recrutamento e seleção para contratar, por dois meses, pessoas para substituir os grevistas.

Na avaliação dos dirigentes, isso explica a decisão da Petrobrás de mudar a estratégia para manter as unidades funcuionando ao mesmo tempo em que  mente para a sociedade e para a imprensa tentando minimizar o movimento,  dizer que ele é fraco. Uma contradição que mostra grande distância entre o que se fala e o que se faz.

Não seja traidor e nem pelego

Ao convocar os aposentados a retornar ao trabalho de forma temporária, a atual gestão da Petrobrás tenta dividir e enfraquecer a categoria.

Leia também:  Cristina Kaway Stamato: Eu apoio a greve dos petroleiros!

A FUP e seus sindicatos fazem um apelo aos aposentados e aposentadas para que não atendam ao chamado da empresa. Não traia a sua categoria. O lugar dos traidores é o lixo da história. Ajude a construir, a defender a Petrobrás.

Essa luta não é só dos trabalhadores da ativa, não é só contra as demissões e descumprimento do ACT. Ela diz respeito também aos aposentados, ao Brasil e aos brasileiros. Todos serão prejudicados se a estatal continuar desfalcando as unidades e fechando as portas para privatizar. Você, aposentado, voce, brasileiro, tem tudo a ver com a luta contra o desmonte da Petrobras.

A atual gestão da Petrobras está utilizando vários artifícios para acabar com a AMS para os aposentados e vem atacando a Petros. Saiba que se você contribuir para enfraquecer essa luta terá de arcar também com sérias conseqüências.

Os terceirizados devem agir da mesma forma. A resistência e a união são as nossas  mais fortes armas nesse momento.

A greve é um direito do trabalhador. Mas a vitória depende mais da categoria do que da FUP e dos Sindipetros.

Ajude a divulgar a greve

A imprensa tradicional está praticamente ignorando a greve dos petroleiros. O movimento paredista está sendo divulgado nas redes socais por blogs, jornalistas, políticos e profissionais com visão à esquerda.

Precisamos dar mais visibilidade à greve da categoria e você pode ajudar. Para isso, basta compartilhar nas redes sociais todas as publicações da FUP e do Sindipetro Bahia.

Leia também:  Milhões de trabalhadores devem ir às ruas em defesa do serviço público de qualidade

Envie também as matérias, vídeos e fotos para a sua família e amigos através do WhatsApp.
Acompanhe a cobertura pelas redes sociais da FUP e dos seus sindicatos.

Twitter @FUP_Brasil

Facebook @fupetroleiros

Instagram @fupbrasil

Divulguem as hastags:

#PetroleirosPelaSoberania

#PetrobrasÉdoBrasil

#FafenResiste

#GreveDosPetroleiros

[Edição Secom CUT com apoio da FUP e da Imprensa do Sindipetro-BA

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

1 comentário

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome