Tropas brasileiras conquistam o Vale do Rio Serchio, por André Araújo

Tropas brasileiras conquistam o Vale do Rio Serchio

por André Araújo

Há 72 anos, 26 de setembro de 1944,  tropas de combate do Exército Brasileiro, sob comando dos Generais Mascarenhas de Morais e Zenóbio da Costa, constituída em unidade parte do V Corpo de Exército dos EUA, conquistam o Vale do Rio Serchio, perto de Lucca na Toscana, completando uma importante ultrapassagem da LINHA GÓTICA alemã no Norte da Italia. 

Uma Divisão completa do Exército Brasileiro, com artilharia própria e aviação, participou do avanço aliado no norte da Itália, onde a Werhmacht NÃO estava em fuga, ao contrario, ofereceu tenaz resistência desde a invasão da Sicília em julho de 1943 até a RENDIÇÃO NEGOCIADA em boa ordem celebrada em 30 de abril de 1945  assinada do lado alemão pelo General das Waffen SS Karl Wolff que rendeu um milhão de soldados alemães, que estavam em perfeita formação, municiados e com todo seu equipamento.

A rendição foi negociada por dois dias em Ascona, na Suiça, onde o General Wolff compareceu em trajes civis acompanhado de seu staff, do lado dos Aliados presentes oficiais americanos, ingleses e russos.

O Brasil enviou uma Divisão de Infantaria completa e já tinha outra pronta para envio quando acabou a guerra. As tropas brasileiras receberam a rendição de 143 oficiais alemães, incluindo dois Generais e combateram como uniidade.

No teatro europeu o Brasil foi um dos oito Aliados a participar do conflito, tenso sido oferecida ao Exército Brasileiro a ocupação da Áustria, oferta recusada pelo Governo  por razões logísticas e econômicas. Pela recusa do Brasil os EUA e Inglaterra a contragosto solicitaram a URSS que ficasse como potência ocupante da Áustria de 1945 a 1951.

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14 comentários

  1. O Brasil realmente não é pra

    O Brasil realmente não é pra amadores, disse Tom Jobim. Um exército lutando pela democracia na Europa enquanto aqui o chefe desse exército era um ditador, Getúlio Vargas. Fico imaginando se o Brasil tivesse ocupado a Aústria por 6 anos. Misturar samba e valsa, carnaval e Freud, Egon Schielle e Di Cavalcanti rss

     

     

     

    • Lutando pela democracia?

      … depois se tornaram agentes do governo americano e de suas empresas até completarem o golpe militar de 1964 e tornarem-se num exercito de ocupação contra o povo brasileiro.

      O generaleco Golbery e a DowQuimica não me desmentem.

      • O Exercito Brasileiro foi

        O Exercito Brasileiro foi aliado do Exercito americano, qual o problema? Não poderia ser? Seria então aliado de quem em uma guerra mundial? Dos alemães, dos japoneses?

        O Brasil é aliado NATURAL dos EUA em toda sua historia como nação,  cabe ao Brasil saber OPERAR essa aliança como Getulio Vargas operou, no grau e nos termos que interessam ao Brasil.

    • Nada a ver. Ninguem estava

      Nada a ver. Ninguem estava lutando pela democracia, a começar pelo Exercito Vermelho, lutava-se contra o dominio alemão na Europa. Foi uma guerra GEOPOLITICA e não ideologica. No Extremo Oriente uma China ultra ditatorial governada pelo Genaralissimo Chiang Kai Shek lutava contra o dominio do Japão, governado por um grupo militarista-fascita, não há nem um fiapo de democracia em jogo.

  2. A recusa brasileira como ocupante da Austria

    Escassa é qualquer notícia sobre esse tema. De fato, há uma vies “REALISTA” da recusa de o Brasil em se engajar na ocupação da Áustria. A entrevista abaixo coaduna com tal perspectiva. No entanto, pode-se inferir também que foi uma oportunidade não concretizada do país em fortalecer a sua posição política internacional que, caso participado, certamente, poderia derivar em reflexos até os dias de hoje.

    Da mesma forma que houve (e ainda há) um exercício reflexivo muito relevante acerca da possibilidade, no passado, de o país ter se tornado um sexto membro permanente do Conselho de Segurança (a competentíssima obra do diplomata Eugênio Garcia dá fôlego a esse tema http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/muralinternacional/article/view/6395), mereceria também um maior detalhamento, por parte dos historiadores, sobre esse epsódio “austríaco”.

    http://www.dw.com/pt-br/eua-queriam-que-brasil-participasse-da-ocupação/a-18421978

     

    • Vai alem

           A idéia de tropas brasileiras participarem da ocupação da Austria, em conjunto com as americanas ( região de Salzburgo ) foi idéia de Marck Clark e Crittenberg, apoiada pelo Comando do Teatro do Mediterraneo ( Alexander ), comunicada a Leitão da Cunha e Oswaldo Aranha, que a apoiavam, mas renegada pelos militares brasileiros, não apenas por motivos economicos, até irreais, mas sobretudo pelo planejamento politico referente a desmobilização imediata das forças brasileiras que combateram na Europa – este sim um assunto pouco ou nada debatido no Brasil.

            Quanto ao CS-ONU, existiu uma idéia “rooseveltiana” durante a Conferencia de São Francisco, sobre a futura participação do Brasil neste conselho, mas parte do Dept of State era contraria, assim como os soviéticos, e já sob o governo Truman, tal proposição, apesar de apoiada pelo War Dept ( Pentagono ), foi desconsiderada.

            Uma das origens sobre a necessária participação do Brasil no CS-ONU, pela ótica americana, foi o Relatório Ingram ( Almirante Jonas Ingram – comandante da 4a Frota ), que previa um imenso fornecimento de navios a MB, incluindo 2 porta aviões ( Classe Princeton ), visando que o Brasil fica-se a cargo da defesa do ATL-Sul, liberando a US Navy para outros teatros.

             E meu caro Eden SP, já que vc. se interessa por estes assuntos, já deve ter ouvido sobre o SATO ( South Atlantic Treaty Organization ) e a ZOCAPAS, então de uma olhada em um texto, desclassificado em 2000, sobre em :

            http://www.dtic.mil/dtic/tr/fulltext/u2/b067944.pdf

              É interessante

  3. Exercito Brasileiro???

    Isso “ecziste”??

    Quando eu fui obrigado a “servir a pátria” contra a minha vontade, o que encontrei foi um pelotãozinho de taifeiros a serviço do US ARMY.

    Um ano martelando em nossas cabeças contra os “comunistas” contra Cuba, e contra a URSS.

    Só nos ensinaram tecnicas de combate de guerrilha e controle de disturbio civil.

    Em nenhum momento os ví ao menos comentando sobre a defesa nacional contra as investidas americanas em solo brasileiro, no que tange os minérios existentes no sub solo.

    Isso não é um “Exército” e sim, uma força de ocupação e dominação a serviço do “grande irmão do norte”…

    Definitivamente, não me representa.

    E creio que as ufanistas histórias do teatro de operações na Itália, não passam de ESTÓRIAS pra boi ir dormir…

  4. MNNA

      Um acronimo em inglês que poucos sabem o significado, mas que foi ofertado ao Brasil varias vezes nas ultimas administrações norte-americanas, de Clinton a Obama.

       Major non – NATO Allies , que no contexto do “cone sul “, oficialmente temos a Argentina (classificada no governo Menen, por Clinton, e não renegada por Kirchner ), e dois estados MNNA “não oficiais”, mas no esquema : Chile e Colombia, e um “desejado” : Brasil, que tambem esta no esquema, só que não tornou esta situação publica ainda.

        Mas é só possuir um pouco de discernimento para notar esta situação, que estará sendo mais clara no decorrer do tempo, ou sendo prático, analisar os contratos oferecidos pelo DSCA/FMS – não apenas os equipamentos, mas principalmente a liberação deles e a forma de pagamento – alem da proximidade com a industria européia de defesa, e principalmente, aliás fatalmente, com a israelense – cuja industria de defesa raramente, no Hemisfério ocidental, dá um passo sem a anuência da “Matriz”.

  5. Monte Prano

       Hoje dia 26/09, em 1944 foi o batismo do 6o RI, em Mt. Prano – Camaiore – Castelnuovo, onde foram confrontadas divisões alemãs de “elite”, como a 42a ligeira e a 16a SS Pgd Montanha.

       E meu caro, nesta ocasião a FEB estava com a 92a ” Buffalo Soldiers “, uma unidade de infantaria leve, mas depois com a 10a Mountain, que existe até hoje, e se algum dia vc. estiver passando pelo estado de Nova York, proximo a fronteira do Canadá, visite o museu do Fort Drum, onde vc. verá até bandeiras brasileiras, tinha até legendas em portugues, hj. não sei se tem mais, pois nossos diplomatas e a Comissão Militar Brasileira em Washington, as vezes falha neste sentido, não apenas em relação ao Drum, mas no USAF Museum ( Wright -Patterson AFB ), em Dayton – Ohio, onde existe um monumento do 350 th FG, inaugurado em 1988, onde as vezes falta a bandeira brasileira para o 1st Brazilian Fighter Squadron – uma das poucas unidades não americanas PCU ( Presidential Citation Unity ).

  6. Expedicionários, pracinhas

    Em março de 2015, canalhas, coxinhas e fascistas desfilaram juntos na Paulista contra Dilma, para defenderem a democracia, exaltando o golpe militar de 1964. O desfile contou inclusive com a presença do notório assassino e ex-torturador vulgo ”Carlinhos metralha” ou ”Carteira Preta”, marginal covarde que integrou a equipe do Fleury. Vale notar o contradição de defender a ditadura e ser contra a corrupção.”Na ditadura, casos de corrupção eram censurados ou não geravam qualquer consequência – como as mordomias no escalão federal reveladas pelo ‘Estadão’ e a negociata, publicada pela ‘Folha’, que envolveu o grupo Delfin e o Banco Nacional da Habitação (terrenos no valor de Cr$ 10 bilhões quitaram uma dívida de Cr$ 60 bi junto ao BNH). Quem defende a ditadura defende o direito de quem quer roubar sem ser punido.” como notou Fernando Molica   —  http://www.fernandomolica.com.br/blog/2015/03/o-ato-os-golpistas-e-o-tortura.php

    A Globo, desafiando o Estado democrático, promoveu e deu total cobertura a eles. Como sabemos, aqueles manifestantes representam a elite mais expressiva na renda e na escolaridade. Foi revoltante ver a burguesia cantando a ”Canção do Expedicionário” como trilha sonora daquela manifestação. Para recordar aos brasileiros quem foi — exatamente — o ”Pracinha”, segue um trecho de ”A Guerra e o Golpe da FEB”, Joel Silveira, Editora Civilização Brasileira, RJ, 1968:

    ”Uma coisa, porém era a FEB do decreto ditatorial, e outra bem diferente a FEB que, antes do embarque, teria que se transformar numa tropa treinada, armada, vestida e em boas condições de saúde. E o soldado brasileiro de então pouco se enquadrava naquelas exigências, e em nenhuma delas se enquadrava o grande número de brasileiros que foram compulsoriamente recrutados, principalmente em Minas, São Paulo e no Nordeste, para completar a divisão expedicionária.”  —  Palavras do general F. de Paula Cidade: ” Os apelos das autoridades militares, chamando para as fileiras da tropa expedicionária a todos os homens aptos, ficaram sem eco entre as elites mais expressivas. A fôrça expedicionária brasileira teve de ser organizada com a juventude pobre do Brasil”. […]

    ”Homens que haviam sido arrancados do seu lar, no interior de Minas, São Paulo e do Nordeste, que há perto de dois anos estavam fora de casa e muitos com quase um ano de Itália, foram sumariamente devolvidos à sua cidade de origem. Traziam consigo suas feridas, seu corpo mutilato, suas doenças, uma ou duas medalhas e a passagem de volta. A portaria ministerial determinava que, desmobilizados, os elementos que não pertencessem ao efetivo do Exército deveriam retornar às atividades de Paz. Mas, para muitos, tais atividades não mais existiam. Muitos não encontraram o trabalho abandonado. E muitos outros não tinham mais condições físicas para qualquer espécie de trabalho.”

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