Crimes racistas crescem com aumento de refugiados na Alemanha

A polícia acredita que, pelo menos, 85% dos crimes foram cometidos por grupos de extrema direita. Um dos principais países de abrigo de refugiados acredita chegar ao recorde de 750 mil pedidos de asilo este ano
 
Á esquerda, casa de abrigo incendiada em Remchingen. À direita, grupo extremista NPD com cartaz "Pare com o abuso do asilo, contra refugiados", em DresdenÁ esquerda, casa de abrigo incendiada em Remchingen. À direita, grupo extremista NPD com cartaz “Pare com o abuso do asilo, contra refugiados”, em Dresden
 
Jornal GGN – O aumento no número de pedidos por abrigos em países europeus também fez crescer, paralelamente, a violência e crimes racistas contra refugiados. Na Alemanha, dados divulgados hoje (18), do Ministério do Interior, mostram que os crimes xenofóbicos aumentaram quase 40%, no Leste da Alemanha, em 2014.
 
São ataques contra imigrantes ou contra cidadãos alemães de origem estrangeira, que também revelam uma diferença de tratamento entre a população do Leste e do Oeste do país, reunificados há 25 anos. Mesmo que a minoria da população alemã (um quinto) esteja no Leste, quase metade dos crimes racistas (61 de 130) foi cometida nessa região.  
 
Em 2013, foram cometidos 43 crimes xenofóbicos no Leste da Alemanha. Apesar de os dados referirem-se até o ano passado, em 2015, a imprensa local noticiou vários casos de incêncio em casas ou abrigos para refugiados. 
 
De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, “desde o início de 2015, praticamente não houve um dia na Alemanha sem o registro de algum incidente envolvendo estrangeiros em busca de asilo”. Em julho, um campo de acolhimento da Cruz Vermelha, em Dresden (no Leste), que abrigava 800 refugiados sírios, foi atacado com fogo.
 
A violência xenofóbica tornou-se mais evidente com a popularidade do movimento anti-islâmico Pegida, criado no Leste da Alemanha, que chegou a reunir 250 mil manifestantes no início do ano. 
 
A polícia acredita que, pelo menos, 85% dos crimes foram cometidos por grupos de extrema direita, em um momento em que há o maior número de requerimentos de asilo desde 1995. E a previsão é crescente. Um dos principais países de abrigo de refugiados acredita chegar ao recorde de 750 mil pedidos de asilo este ano.
 
Recentemente, uma jornalista manifestou o cenário de racismo vivido hoje na Alemanha, em editorial de um canal televisivo. “Se eu disser aqui publicamente que eu acho que a Alemanha também deve aceitar refugiados de países com problemas econômicos, o que você acha que aconteceria?”, questiona.
 
“É só uma opinião, posso expressá-la”, prontamente defende-se a jornalista, preocupada com a reação. “Bom seria se pudéssemos discutir objetivamente a respeito. Mas não transcorreria assim. Eu receberia uma avalanche de comentários cheios de ódio”, manifestou.
 
Assista ao editorial completo da jornalista:
 

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Atendendo a pedidos:

Posted by Carina Campagnani on Sexta, 7 de agosto de 2015

 

7 comentários

  1. Depois reclamam das mentiras alheias…

    “Asylmissbrauch stoppen!” só significa “Parar com o mau uso de asilo”. Nada a ver com “contra refugiados”.

     

    • É de fato, apesar das peças q

      É de fato, apesar das peças q estao segurando o faixa nao serem das melhores, n~ao tem explicitamente dizendo que sao contra os imigrantes. É transparencia é uma coisa complicada.

      Abs

  2. O problema e que 9 mil

    O problema e que 9 mil Alemães são mortos por imigrantes ao ano, e a reação a isso nunca é boa.

     

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