Para combater a educação inclusiva, APAEs boicotam PNE

Do blog da Cidadania

Apaes atrasam PNE para combater a Educação Inclusiva

Em um momento em que se vislumbra a entrada de uma fortuna incalculável nos cofres públicos do Brasil para ser aplicada em Educação – a fortuna oriunda da exploração do pré-sal -, vamos chegando a 2014 sem que o Plano Nacional de Educação do país tenha sido aprovado pelo Congresso, sancionado pela Presidência da República e posto em prática.

O primeiro Plano Nacional de Educação, vale explicar, surgiu em 1962. Foi elaborado já na vigência da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1961. Não foi proposto na forma de um projeto de lei, mas apenas como iniciativa do Ministério da Educação e Cultura.

De lá para cá, além de o PNE ter virado lei, a cada dez anos o país formula outro projeto. O último foi aprovado em 2000 para viger até 2010, quando seria aprovado um novo PNE para o decênio seguinte (2010-2020). Pois bem, estamos quase em 2014 e o PNE ainda se arrasta no Congresso – atualmente, tramita no Senado.

Vale explicar que é com base no PNE que os Estados, o distrito federal e os municípios elaboram os seus planos decenais correspondentes, o que torna crucial para a combalida Educação brasileira que a cada década, religiosamente, o país tenha esse documento legal aprovado em tempo.

O PNE 2010 deveria viger até 2020, mas já não vai dar mais. O plano decenal, na hipótese de que fosse aprovado pelo Congresso e sancionado pela Presidência neste ano, teria vigência de 7 anos, de modo que teria que valer até 2024, ou seja, um “pequeno” atraso para uma Educação que vai de vento em popa – modo ironia ligado.

Mas o que é que vem atrasando um texto legal tão crucial para um país que, apesar de todos os seus avanços, ainda tem um dos piores sistemas educacionais (público e privado) do mundo? Resposta: interesses comerciais e políticos.

A quantidade de interesses sectários em jogo na aprovação de um Plano decenal para uma área que em cerca de cinco anos receberá uma quantidade imensurável de recursos públicos é o que está atrasando a sua conclusão. Mas se você pensa que essa é a parte mais dolorosa, leitor, ainda não viu nada.

Há um aspecto ainda mais revoltante nesse caso: a meta 4 do Plano Nacional de Educação se refere à Educação Inclusiva, ou seja, deficientes físicos e mentais em idade escolar (4 a 17 anos) poderem frequentar a escola regular junto a crianças ditas “normais”. Com base em interesses comerciais e políticos, porém, a inclusão vem sendo sabotada.

Como diz a jornalista especializada Meire Cavalcante, integrante do Fórum Nacional de Educação inclusiva, incluir crianças e adolescentes “especiais” em escolas regulares é uma medida civilizatória que, inclusive, é preconizada pela própria ONU no âmbito da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em Nova York em 30 de março de 2007, aprovada pelo Congresso brasileiro em 2008 e sancionada pela Presidência da República em 2009, quando se tornou um preceito constitucional.

Apesar da determinação constitucional de estender a Educação inclusiva a toda a rede pública de ensino, seja federal, estadual ou municipal, e apesar de durante a era Lula a inclusão ter pulado de 10% para 70%, essa medida civilizatória que vigora em praticamente todos os países desenvolvidos, como Estados Unidos, Canadá etc. vem sendo combatida duramente no Brasil.

À frente dos combatentes estão as ditas “escolas especiais”, lideradas pelas Apaes, que atualmente abocanham a parte do leão das verbas públicas, prestam serviço a poucos e, ainda assim, combatem por todos os meios a inclusão, pois com ela perderiam muito dinheiro – público.

As Apaes e as demais instituições congêneres defendem a “educação especial” – ou seja, deficiente estudar exclusivamente junto a outros deficientes. Essa, porém, é uma velharia educacional, um atraso para essas pessoas com necessidades especiais.

Se não tivesse começado a ser implantada a Educação Inclusiva no Brasil, aliás, não veríamos hoje jovens com síndrome de Down entrando na faculdade – aliás, antigamente não se via porque não havia educação inclusiva de porte e as escolas “especiais” não ensinam de fato, constituindo-se em meras clínicas de terapias disfarçadas de escola.

Mas as Apaes e as escolas “especiais” em geral são, também, excelentes currais eleitorais e assim, como toda corporação rica e poderosa, conseguem mobilizar políticos para defenderem seus interesses no Congresso.

No caso da guerra à Educação inclusiva, essas instituições contam com o apoio do PSDB, que luta com unhas e dentes para barrar uma medida civilizatória. Luta como? Não aceitando, nas Comissões do Congresso que preparam o novo PNE, medidas que tornem inescapável a Educação Inclusiva. Luta por que? Porque as “escolas especiais” são seu curral eleitoral.

No Senado, por exemplo, o combate vem sendo dado pelo tucano do Paraná Álvaro Dias.

Nessa guerra contra a Educação Inclusiva, então, vale tudo. Por exemplo, espalhar mentiras sobre o que os membros do Fórum Nacional de Educação Inclusiva conseguiram inserir na meta 4 do PNE. O que seja, que, em uma década, 100% das escolas públicas de todos os níveis sejam OBRIGADAS a oferecer vagas para crianças e adolescentes especiais com toda estrutura, como cuidadores, rampas de acesso e demais equipamentos, além do treinamento de professores.

Que mentiras estão espalhando? Pasme, leitor: estão dizendo que o governo federal pretende “acabar com as Apaes”.

É mentira! Às Apaes e às outras “escolas especiais” ficaria designado o Atendimento Educacional Especializado (AEE), ou seja, primordialmente o atendimento clínico – fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional etc., etc., etc. Não seriam extintas nem deixariam de receber dinheiro público, mas não teriam o papel que têm hoje, que é perverso para quem precisa.

Por que? Simplesmente porque há Apaes e outras “escolas especiais” em menos da metade dos municípios brasileiros, de modo que essas ONGs recebem fortunas imensuráveis do governo e os lugares onde não atuam ficam sem nada, pois o grosso dos recursos acaba ficando em suas mãos

No âmbito dessa luta desesperada e civilizatória que pais de crianças e adolescentes especiais como este que escreve travamos pelo instituto civilizatório que é a Educação Inclusiva, peço a você que lê que ajude a combater essa mentira que espertalhões que lucram com a miséria humana estão espalhando.

E, se possível, deixe aqui sua mensagem de apoio à Educação Inclusiva. Quem pede é o pai de uma adolescente “especial” de 15 anos que, por falta de inclusão e graças ao “filtro” da Apae – que a rejeitou por seu caso ser “muito grave”, pois só aceita casos “fáceis” para mostrar “resultados” –, teve seu desenvolvimento mental tragicamente comprometido.

As crianças e adolescentes especiais deste país contam com o seu apoio. Milhões sofrem hoje uma degeneração mental que a Educação Inclusiva ajudaria a mitigar. E isso, repito, acontece pela razão mais repugnante que se possa imaginar: para que ONGs espertalhonas encham os bolsos e para que políticos igualmente espertalhões disponham de currais eleitorais.

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33 comentários

  1. Pegam a grana mas não aceitam

    Pegam a grana mas não aceitam todos os tipos de casos, ai fica muito fácil.

    Educação tem que abranger a todos. Se elas não dão conta, devem mesmo perder estes recursos prioritários.

    • Puxa Daniel que conclusão

      Puxa Daniel que conclusão espetacular

      Agora voltando ao bom senso, acho minimamente razoavel supor que nao da para simplificar a questao rotulando todos os que sao contrarios a isso como tendo má fé não é?

      ate pq montar, manter e ampliar curral eleitoral atraves da educaçao nao parece ser ( nem de longe ) um vicio do PSDB …rs

    • Daniel,
       
      A verdadeé que as

      Daniel,

       

      A verdadeé que as APAE’s não são substitutivas da Escola Regular, a “grana”, que você se refere épara fazer atendimento educacional especializado, que é complementar a Educação regular. Na APAE atendesse pessoas com deficiência intelectual. Assim como existem Instituições que atendem cegos, surdos.

       

      Atenciosamente,

       

      Luciana Feltmann

  2. “Em um momento em que se

    “Em um momento em que se vislumbra a entrada de uma fortuna incalculável nos cofres públicos do Brasil para ser aplicada em Educação – a fortuna oriunda da exploração do pré-sal -, vamos chegando a 2014 sem que o Plano Nacional de Educação do país tenha sido aprovado pelo Congresso, sancionado pela Presidência da República e posto em prática”:

    O segredo:  BASE ALIADA DE TRAIRAS.

  3. Depois de ler seu depoinmnto,

    Depois de ler seu depoinmnto, mudei de opinião :

     

    Educação Inclusiva Já !

     

     

  4. Eu não concordo e achei o

    Eu não concordo e achei o texto preconceituoso politicamente.

    Eu odeio o PSDB mas não a ponto de dizer que eles são contra isso ou aquilo porque são maus.

    O comentário usa o posicionamento do PSDB como argumento. Se eles pensam isso, então o correto é/deve ser o outro lado. 

    Comigo isso não cola não, ok.

     

    “É mentira! Às Apaes e às outras “escolas especiais” ficaria designado o Atendimento Educacional Especializado (AEE), ou seja, primordialmente o atendimento clínico – fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional etc., etc., etc.”

    A função da APAE será prestar serviço clínico? É para isso que ela foi criada?

    Se for pra prestar serviço de saúde,  É de fato o fim das APAES.

     

    Quando eu era da quinta série, na minha turma tinha um aluno com paralisia celebral. Era meu amigo mas o fato é que ele não conseguia falar.

    O tempo do professor dedicado a ele exclusivamente era muito maior do que o dedicado a qualquer outro aluno.

    Ele tem direito a mais atenção do que outra cirança porque é deficiente? Onde termina o direito dele e começa o dos outros?

    Resumo da ópera é que atrasava a turma toda.

     

    Temq ue ser separado sim com professores especializados.

    Num futuro distante, quando tivermos no máximo 20 alunos por turma. Quando tivermos instalações decentes em todas as escolas… enfim…num futuro MUITO distante, poderemos considerar em modificar isso.

    Mas não agora.

    Colocar estes DEFICIENTES que carecem de atenção ESPECIAL no sistema comum, é ceifar toda e qualquer chance que eles tem de se desenvolver.

    Uma coisa é direito. Outra é o que vai acontecer de fato se isso se tornar realidade. Se  forem pra rede normal, eles vão entrar pelo cano.

    Um mínimo de pragmatismo por favor!

     

    Nem vou entrar no mérito de GRANA porque isso é cortina de fumaça.

    • INCLUSÃO

      Olá Athos,

       

      concordo com voce e já vivi esta experiência ! os demais ficam prejudicados com toda a atenção necessária para somente um…

       

      Abraço

       

      Paulo

    • Voce tem certa rezão, mas a

      Voce tem certa rezão, mas a questão é que as Apaes não garantem atendimento a todos, esse é o problema. Tem que ser obrigação do Estado garantir atendimento a todos, independente do problema.

      • Para ser sincero minha

        Para ser sincero minha ignorância sobre as APAES é TOTAL. Eu tive que editar meu comentário porque achava que era do Ministério da Educação, hehehe.

        Só não acho válido dizer que porque as APAES não funcionam, coloquem todo mundo no sistema comum.

         

        Tem que ter sim um sistema dedicado. Se não for a APAE, que seja outra coisa então.

        Agora querer colocar cego ou quem não consegue falar em turma normal é sabotar o futuro deste jovem deficiente.

        Cego tem até outro alfabeto…como é que mistura isso é que eu gostaria de saber.

        • Cegos podem ser colocados, salvo na alfabetizaçao; surdos nao…

          Cegos podem ser colocados em turmas mistas, fora do período da alfabetizaçao, que é especial porque tem que ser em braille. Depois disso podem usar máquinas especiais, sem problemas. (O professor teria que ter auxílio, material adequado, livros em braille; e o uso do quadro negro nao poderia ser feito, o que atrapalha bastante; isso nao poderia ser feito em turmas com 40 alunos, etc., mas nao é impossível de todo). 

          Agora, surdos NAO FALAM  e NAO SABEM PORTUGUÊS! Têm que ter aulas em LIBRAS! Intérprete nao é professor! Podem ser educados em escolas comuns, mas em turmas especiais. Conviveriam com os outros no recreio, o que ainda teria a vantagem de que os colegas aprenderiam LIBRAS. 

          Crianças apenas com problemas motores só exigem — salvo casos de paralisia total — soluçoes de arquitetura, dá para resolver.

          Crianças com Down dá para serem postas em turmas mistas? Depende da gravidade do Down, e do número de alunos da turma, e de se eles sao capazes de acompanhar o ritmo dos outros; nao seria justo atrasar a turma inteira para acompanhá-los. 

          E há crianças com déficits cognitivos muito mais sérios que os típicos das pessoas com Down, e que simplesmente nao têm condiçoes de seguir ensino regular. 

          CADA CASO É UM CASO DIFERENTE! Nao dá para fazer esse discurso demagógico de colocar tudo no mesmo saco. 

      • Há coisas duras de admitir

        Mas pode estar certo, Daniel, que um caso que as APAES dizem que nao podem resolver seria ainda menos resolvível na escola comum… 

        Tenho um primo nessas condiçoes. Ele está numa escola especializada, pode aprender coisas como se vestir sozinho (já é difícil, ele nao sustenta a cabeça). NAO FALA. Vai ser posto numa turma comum, aprenderá o quê? Iria ficar jogado lá. 

        Se é apenas para conviver com outras crianças nao precisa de ser na escola, até porque as outras crianças estarao tendo aula. Poderiam talvez participar dos recreios. No caso do meu primo, mesmo isso seria muito difícil, uma criança que nao fala, nao tem domínio pleno do próprio corpo. Mas há verdades que as pessoas nao querem ver, dói demais. 

    • Athos, vc é contra a inclusão na escola regular

      Sob que ponto de vista?

      Voce é educador?

      Voce é pai/ mãe ou portador de alguma necessidade especial?

      Ou só um mero espectador dos acontecimentos?

       

      Ps.: Minha experiência no assunto é: sou mãe social numa casa lar mantida pela APAE, para portadores de deficência intelectual que são idosos e perderam os pais.

       

  5. Caro Nassif,
    agradeço muito a

    Caro Nassif,

    agradeço muito a publicação do texto. Os mais frágeis entre os frágeis agradecem.

    Comento, porém, que é muito doloroso o comentário do Athos. Como disse a minha amiga militante da educação inclusiva Meire Cavalcante, hoje os que batalhamos por essa política civilizatória enfrentamos o senso comum erigido durante décadas por uma mistura de preconceito, egoísmo e ignorância sobre essa forma revolucionária de Educação. 

    Estará errado o Canadá, estarão errados os EUA e todos os outros países desenvolvidos da Europa que incluem o deficiente? 

    Os resultados da educação inclusiva, como diz o artigo, estão aí. Quando, no passado, vimos jovens com síndrome de down entrando na universidade? Isso só ocorre, hoje, porque a educação inclusiva sob Lula pulou de 10% para 70%. 

    O comentário do Athos, porém, é o verdadeiro senso comum. Por isso as Apaes e os tucanos estão espalhando a mentira de que o governo quer “acabar com as Apaes”, para atingir gente como esse comentarista, que se encarrega de fazer o trabalhinho pouco edificante.

    Não entende nada do assunto, mas opina como um expert. Queria ver se tivesse um filho especial se diria as coisas que disse. Mas esse é o problema do Brasil: o egoísmo. 

    Não conhece nada. A educação inclusiva forma o caráter dos outros alunos ditos normais, ajuda-os a conviver com a diferença, prepara melhor os professores e não atrapalha ninguém porque os cuidadores que têm que estar na escola que oferece educação inclusiva cuidam dos incluídos. 

    A leitura pouco atenta do texto pelo Athos também revela a grande dificuldade de vencer o senso comum que venda as suas vítimas. Ele não se dá conta de que a meta 4 do PNE prevê que os 100% de inclusão ocorram em uma década. 

    Provavelmente, o indivíduo, aí, nem sabe que a Constituição determina a educação inclusiva, apesar de o texto explicar. E desconsidera que a Convenção da ONU preconizou a inclusão para todos os Estados-parte.

    É muito doloroso, Nassif. O egoísmo das classes sociais mais altas fez deste país o mais socialmente injusto do mundo, olhando pelo ângulo de que os mais desiguais que nós têm nível de desenvolvimento, riqueza e recursos muito inferiores. 

    Enfim, meu caro Nassif, civilizar o Brasil, pelo visto, ainda vai demorar muito. Por sorte, porém, no Senado tudo caminha bem. O texto que saiu da Câmara e que abria portas para não universalizarmos a Educação Inclusiva foi reformado no Senado e, agora, apesar da luta contra do PSDB e das Apaes, acho que a inclusão total em uma década pode vingar, sim.

    Haverá que civilizar essa parcela egoísta e alienada deste povo na marra, ou seja, vencendo eleições e implementando políticas públicas que façam o que deve ser feito para que o Brasil, um dia, seja um país de todos, mas, sobretudo, que inclua os mais frágeis entre os frágeis, como são as crianças deficientes.

    Um grande abraço e mais uma vez, em nome da educação inclusiva, agradeço o seu imprescindível apoio. 

    Eduardo

     

     

     

     

    • Acho que o trabalho das APAEs

      Acho que o trabalho das APAEs e a existência da educação inclusiva não são incompatíveis. Fiz uma leitura rápida em seus portais e as APAEs não são contra a inclusão, mas defendem que permaneçam como complementares.

      Eu conheço um caso em que a própria família decidiu tirar o filho de uma escola tradicional, pois concluiu que seria melhor em uma entidade especializada.

      Fiquei com uma dúvida em relação a esse último comentário do Eduardo Guimarães, nestas partes:

      “Por isso as Apaes e os tucanos estão espalhando a mentira de que o governo quer ‘acabar com as Apaes'”

      “Ele não se dá conta de que a meta 4 do PNE prevê que os 100% de inclusão ocorram em uma década.”

      Ora, como é possível a existência das APAEs e 100% de inclusão??? Se houver 100% de inclusão, não haverá APAEs, obviamente.

    • Acho que o trabalho escolar

      Acho que o trabalho escolar das APAEs e a existência da educação inclusiva não são incompatíveis. Fiz uma leitura rápida em seus portais e as APAEs não são contra a inclusão, mas defendem que permaneçam como complementares.

      Eu conheço um caso em que a própria família decidiu tirar o filho de uma escola tradicional, pois concluiu que seria melhor em uma entidade especializada. Entendo que este é o melhor caminho: a família tem que decidir, e não o governo.

      Por fim, fiquei com uma dúvida em relação a esse último comentário do Eduardo Guimarães, nestas partes:

      “Por isso as Apaes e os tucanos estão espalhando a mentira de que o governo quer ‘acabar com as Apaes'” (Edu)

      “Ele não se dá conta de que a meta 4 do PNE prevê que os 100% de inclusão ocorram em uma década.” (Edu)

      Ora, como é possível a existência das APAEs e 100% de inclusão??? Se houver 100% de inclusão, não haverá APAEs na forma concebida hoje, como entidade educadora. Pelo que li, a intenção é que as APAEs prestem apenas o atendimento clínico, e não mais escolar.

  6. Inclusão que incomoda

    A luta contra a inclusão escolar, e por que não dizer social, de pessoas com deficiência é financiada pelo preconceito. Algumas iniciativas motivadas pela necessidade de se oferecer respostas às angústias familiares, acabaram se transformando em mecanismos de enriquecimento financeiro e de visibilidade social para muitas pessoas que pouco se importam com a condição da pessoa com deficiência. Não aprecio as generalizações, mas sou testemunha (profissional da área há 31 anos) do quanto a diversidade humana, em vez de promover melhoria significativa em nossas relações, é utilizada ilegitimamente.

    • Trabalho na area e sei do que fala

      Não ataco as entidades em si, mas pessoas que trabalham nas entidades e usam como trampolim p/ determinadas conquistas sociais.

      O mesmo pai que de repente pergunta: “Porque o governo não cuida dos nossos filhos” (com necessidades especiais), diz da inclusão; ‘que absurdo querem nos obrigar a colocar nossos filhos numa escola regurar” e muitas vezes este proprio pai é envolvido engajado numa entidade específica para além de obter facilidades p/ seu filho, obter vantagens pessoais.

      mesmo assim temos que lutar tanto pela inclusão como por estas entidades que proporcionam visibilidade aos portadores de necessidades especiais..

  7. APAES

     

    MEU CARISSIMO,

    ACREDITO QUE AO ESCREVER  SEU ARTIGO, VC TENHA VISUALIZADO UM MUNDO LINDO, DE SONHOS, ONDE AS CRIANÇAS ESPECIAIS, SÃO TODAS FOFAS, OU CADEIRANTES, COM SUAS FUNÇÕES COGNITIVAS PERFEITAS. 

    POIS BEM, SAIBA QUE EXISTEM  UMA CRIANÇA QUE NÃO TEM CONDIÇÕES NENHUMA DE TER UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA, POIS SÃO  DEFICIENTES INTELECTUAIS . NÃO SEI SE VC CONHECE O TERMO, MAS ESTÃO INCLUIDAS NELE “OS AUTISTAS”, ESSAS CRIANÇAS EM SUA MAIORIA NÃO TEM CONDIÇÕES DE INCLUSÃO, POIS SÃO HIPERTIVAS NÃO TEM AUTO CONTROLE, SÃO AGRESSIVAS, IMPULSIVAS E OUTROS PROBLEMAS QUE NÃO PERMITEM QUE ESTEJAM PRATICANDO A INCLUSÃO. 

    SERIA MARAVILHOSO QUE ESTVESSEMOS NESSE NIVEL DE EDUCAÇÃO NO BRASL, ONDE AS ESCOLAS ESTIVESSEM PREPARADAS PARA RECEBER ESSE TIPO DE TRANSTORNO. PORÉM, A EDUCAÇÃO NAO ESTÁ SENDO DESENVOLVIDA E APLICADA CORRETAMENTE NEM PARA AS CRIANÇAS DITAS “NORMAIS”. 

    AS ESCOLAS PARTICULARES ONDE EXISTE ESSA INCLUSÃO PARA CRIANÇAS COM ESSA PATOLOGIA, CUSTAM EM MEDIA 2,5 MIL MENSAL.  ME DIGA QUAL BRASILEIRO HOJE PODE PAGAR POR ISSO, SEM COMPROMETER SEU ORÇAMENTO? ALEM DE SEREM POUQUISSIMAS E EM LOCAIS ESTRÁTEGICOS.

    A APAES OFERECEM ESSE SERVIÇO GRATUITAMENTE A POPULAÇÃO, PELO  CONVENIO QUE TEM COM O GOVERNO PARA OFERECER ESSE SERVIÇO ESPECIAL. SERIA JUSTO, APÓS ESSAS CRIANÇAS JÁ  ESTAREM EM UMA SITUAÇÃO CONFORTÁV EL TIRAR ESSA GARANTIA DE CIDADANIA DELES??? ACREDITO QUE A QUESTÃO É MAIS SÉRIA E AMPLA DO QUE VC COLOCA EM SEU ARTIGO. A FEDERAÇÃO DAS APAES, SÓ ESTÁ DEFENDENDO UM DIREITO, QUE NENHUM SETOR DA SOCIEDADE SE PREOCUPA. ELAS DEFENDEM CRIANÇAS POBRES, FAMILIAS CARENTES, GENTE QUE NÃO TEM COMO FAZER UMA AUTO DEFESA, POR FALTA DA TAL  EDUCAÇÃO NORMAL QUE VC DEFENDE E  PROPOSTA PELO GOVERNO. ATUALMENTE ELAS ALÉM DA ASSISTENCIA Á CRIANÇA, ELAS ASSISTEM AS FAMILIAS ENVOLVIDAS. PESSOAS QUE NÃO PODEM DEIXAR SEUS FILHOS SOZINHOS NEM PARA IR AO TRABALHO, MÃES QUE NÃO TEM VIDA PRÓPRIA, QUE DEIXARAM A MUITO DE SEREM MULHER.

     HÁ 13 ANOS ATRÁS, A  ESTATISTICA DE NASCMENTO DE  AUTISTAS  ERA DE 1 – 500 , HOJE ESTAMOS COM 1-50.  PENSE QUE DAQUI HÁ 10 ANOS TEREMOS 1 EM CADA FAMILIA, E ESSA FAMILIA PODE SER A SUA. PENSO QUE SE HÁ TANTO DINHEIRO EM JOGO COMO VC DIZ, QUE SEJA DESTINADO ENTÃO  A ESSA FRAÇÃO DA POPULAÇÃO, JÁ QUE O DESTINO DE TANTO DINHEIRO NO BRASIL SEMPRE VAI PARA OS COFRES PARTICULARES E INTERNACIONAIS DE NOSSOS POLITICOS. 

     

    • Espero que minha reposta a sua colocação não pareça agressão

      Mas a luta pela inclusão passa pela escola, e o fato do governo assumir isto como uma bandeira, não quer dizer que é imediata.

      Pelo seu comentário sobre autistas em escolas regular me pareceu que vc não conhece o autismo, e não sabe que o cognitivo deles não é pior do que o nosso, é diferente, enquanto o nosso cerebro trabalha em 3 dimensões, o do autista trabalha em 4 dimensões.

      Gostaria de dizer que aqui no estado de Sta Catarina , as prefeituras e o gov, estadual tem propiciado a maioria das  escolas a figura do prof. auxiliar p/ acompanhar aos portadores de necessidades especiais que necessitam de maior atenção, justamente p/ que não haja prejuízo ao demais alunos a experiência tem tido excelentes resultados.

      Gostaria de dizer que faço questão de falar sobre o assunto, pois faz 10 anos que passei a trabalhar na APAE como mãe social, numa casa lar que mantém deficientes intelectuais idosos que perderam os pais, minha convivência com eles é de 24 horas, e tive a oportunidade de conviver com todos os espectros de deficiência intelectual.

      EDUCAÇÃO INCLUSIVA, JÁ, SEMPRE E CADA VEZ MELHOR!

      PS.: Em relação ao portadores de deficiência intelectual que acompanham disturbíos de transtornos psicológicos há cada vez mais medicamentos modernos que ajudam no convívio social, e todos fornecidos pelo SUS.

  8. Nunca lí tanta bobagem em um texto

    As APAES DEFENDEM INCLUSÃO DESDE QUANDO ISSO NÃO EXISTIA, desde quando o Estado civilizado, colocava pessoas com Síndrome de Dow junta com doentes mentais que eram abandonados em maniconios.

    Se não fosse o trabalho de inclusão das APAES não existiria tais jovens estudando em Faculdades, se não fosse o movimento APAEANO não haveria aplicação dos Direitos Civís, Moráis a estas pessoas que são atendidas.

    O movimento APAEANO não é capaz de abandonar os seus atendidos, mesmo que não tenha verbas, porque a muitos e muitos anos fazemos festas, eventos para conseguir suprir nossas nescesidades financeiras.

    Temos voluntários que trabalham para que isso realmente funcione.

    Sr. Nasiff o Sr. é muito cara de pau, porque escreveu este artigo, sendo pago para fazer o mesmo… pois deveria conhecer as APAES do Interior de São Paulo e do Interior do Brasil. Porque a maioria das Escolas Públicas neste lugares sequer possuem atentimento aos que ja assisitem. Imagina como seria terrivel atender também os seres humanos especiais que as APAES ARTENDEM.

    PARA DE ESCREVER BOBAGENS SR JORNALISTA!!!

    • Olá Maxwell

      Procure ler a íntegra, acima do texto o seu autor, e o blog de origem, o artigo não é do Nassif.

      E a proposta do artigo é a discussão de posturas de algumas entidades em relação ao PNE, que entre tantas outras coisas trata d einclusão.

      • É desproposital a forma como foi descrito?

        DEVE SER!!!

        Porque veja bem, eu relí o texto agora e pela forma como foi descrito, foi escrito por uma pessoa que não conhece a realidade das APAES que trabalham pela Inclusão, mas não essa que querem que é a RADICAL.

        A Inclusão Radical é um nefasto a toda história entretecida com tantas lutas, por seres humanos especias que o Estado Brasileiro abandonou a tanto tempo. Inlcusão de verdade é feita com trabalho justo e perfeito. No Estado de São Paulo a Federação das APAES esta prestes a ser sertificada com ISO 9001 e esta sendo implantado um sintema integrado de Gestão, visando estabelecer padrão administrativo de atendimento e administração dos recursos destinados as APAES.

        É interesante que eu jamais ví algum jornalista falando a respeito disto, será que é pelo fato de somente as notícias negativas conseguirem a atenção da sociedade?

        Para ser justo este blog precisaria ter a opinião de ambas as partes como resultado de boa pratica jornalistica e não manisfestar um posição tão infama que pretende ESTABELECER A INCLUSÃO RADICAL a qualquer custo. Mesmo que isso deturpe a história da mais respeitada marca (Segundo a Revista Seleções) de ONG no Brasil.

  9. Seria bom, Nassif, que

    Seria bom, Nassif, que rolasse um debate com mais vozes, como psicólogos, pedagogos, professores, além das APAEs e de depoimento de pessoas como o autor do texto, pai, que convive diretamente com essa realidade. Esse debate é complexo e, conforme corretamente informa o autor, geralmente calcado pelo senso comum (ou preconceito, como quiserem chamar).

    Sua palavra é importante, porém me pareceu reducionista o discurso sobre o PNE. Eu desconheço os entraves para esse atraso de um novo plano decenal, o que é um desastre no planejamento de políticas públicas, de fato, porém a questão da Inclusão é somente um dos pontos.

    Demonizar as instituições como as APAEs pode ser uma generalização exaltada. O debate político merece um pouco mais de angu e farinha, pois nota-se nos comentários que a coisa acaba descambando para o achismo puro, raso e inconsistente. Nesses momentos, aparece especialista em tudo, de merda a bomba atômica.

    O apoio baseado puramente pelo fato de outros países “desenvolvidos” aplicarem tal política de inclusão não faz sentido sem uma análise que transcende o discurso. Da mesma forma, envolver o PSDB no assunto –  craque em fazer oposição com fim em si mesma, sem qualquer projeto ou identidade clara de partido, é bem verdade – não acrescenta em nada o debate (argumentos) e só reforça a briga retórica entre gato e rato.

     

    O “senso comum” não está só lá fora, nas ruas, onde vive o povo “ignorante”. Essa plataforma de discussão pela internet – por mais que possa parecer envolver uma minoria de “vanguarda”, “intelectual”, ou qualquer nome que quiserem utilizar – é também habitat para o tão aclamado “mais-do-mesmo”.

  10. Educação inclusiva

    Sou mãe de um deficiente de 25 anos. Tem deficiencia mental severa, não fala, é um bebezão de 1,90 m de altura. Acompanho essa polêmica e li a medida proposta na Meta 4. Todos os alunos das escolas especiais seriam compulsóriamente transferidos para as escolas públicas em, no máximo em 2018. Alguém em sã consciencia acredita mesmo que teríamos profissionais capacitados para tratar com pessoas com deficiencias severas, nas escolas públicas? Vocês sabem o que são pessoas com deficiencias neuro-psico-motoras severas? Nenhuma mãe quer muito mais do que o que as abnegadas pessoas que trabalham pelas Apaes fazem, com muito sacríficio, com as parcas verbas que chegam à essas escolas. Queremos apenas manter uma conquista que ajudou e ajuda milhares de famílias carentes, com informações, orientações, de várias áreas, informações prestadas por profissionais especializados e capacitados, que dúvido estejam presentes nas escolas públicas em 2018. Não se tira um benefício conquistado ao longo de 60 anos de luta, das Apaes, por exemplo, e de outras escolas especiais, que fizeram isso, enquanto o governo não dispunha de lei e condições para fazê-lo. Que o governo faça então um modelo nas escolas públicas, submeta esse modelo aos interessados, que são os deficientes e seus familiares, e se aprovado o modelo, todos nós iremos para a escola pública mais próxima de nossa residencia, com certeza. Mas não é isso que está sendo proposto. O que está certo, por enquanto é o fim das verbas(poucas por sinal) para as escolas especiais até 2018. O resto, planejamento, organização, direção, controle, os quatro pilares de uma administração, não existem. Só é citada uma vaga promessa de capacitar as escola públicas para isso. Você pai, você mãe, irmã, avó, acredita sériamente que em 4 anos esse nosso espetacular governo, esse nosso espetacular ministro da Educação, farão essa capacitação, de forma adequada e sem prejuízo para nossos deficientes? Estamos lutando sim e continuaremos, porque precisamos do preto no branco, de algo concreto, porque nossos deficientes, meu filho, por exemplo,  não tem voz nem vez, e se lhe forem tirados os minimos direitos de sociabilidade, acompanhamento psico pedagogo e outros, não lhe restará muito mais do que vegetar. Repito, apresentem algo que seja igual ou superior ao tratamento dispensados pelas Apaes e outras escolas especiais, antes de acabar com as verbas para elas e nós levaremos nossos filhos com certeza. Só promessas não aceitamos, nossos filhos são especiais e precisam mais que isso. A única verdade que salta aos olhos nessa reforma é o corte de verbas, é puramente uma questão de verbas, mesquinharias de um governo totalitarista, mesquinho, pra dizer o mínimo. Governar para o povo, não é tirar benefícios, é aperfeiçoar e ampliar benefícios para todos os cidadãos e especialmente para os que mais necessitam e proporcionalmente pagam mais impostos, principalmente em se tratando de um país onde se paga a mair taxa de imposto do mundo. Lamentável essa materia distorcida e tendenciosa!!!

     

  11. Inclusão sim, para todos, não!

     

     

    Não sou contra inclusão em hipótese alguma, no entanto vale salientar que cada caso é um caso, não vou entrar no mérito poliítico da questão, mas não posso deixar de relatar sobre o que tenho vivido nos ultimos anos que atendo crianças deficientes dos mais diversos tipos em um centro de reabilitação, não só atendo as crianças como também famílias e professores da rede pública e privada para dar orientações.

    O que tenho contato direto é com profissionais desesperados por não saber o que fazer com alunos especiais em sala de aula regular, sem cuidadores, auxiliares especialistas e tecnologias adequadas para proporcionar o mínimo de desenvolvimento destas crianças.

    Há vários tipos de downs, nos mais diversos graus, e isso também acontece com os autistas,como também com outras centenas de síndromes.  O sucesso que é passado na televisão infelizmente são casos isolados, muitas vezes quando o deficiente é muito comprometido ele vai perder na escola regular, uma vez que só estará socializando, e não terá estimulação adequada, ao passo que se estivesse em escola especial poderia ter algum desenvolvimento.

     

  12. Uma observação deste autor do

    Uma observação deste autor do texto publicado: sou pai de Victoria, de 15 anos, portadora de Síndrome de Rett, que, do ponto de vista leigo, pode ser entendida como “paralisia cerebral”. Duvido que algum dos que comentaram meu texto possam conhecer as Apaes mais do que a minha esposa – e eu mesmo, mas em bem menor medida. 

    As Apaes negaram tudo – que não pude pagar – à minha filha. Só as usei pagando. Negam, negam e negam. Não constituem alternativa alguma. Servem a poucos, consomem muitos recursos públicos, quase esgotando-os. E só estão presentes, na melhor das hipóteses, na metade do Brasil – e, assim mesmo, atendendo a poucos onde estão.

    É dolorosa a ignorância da realidade do deficiente no Brasil vertida pelos que deram decretos sobre o assunto. Eu vivo essa realidade. Eu, como milhões de outros país de crianças deficientes deste país, sabemos, sim, o que são e o que não são as Apaes. Por isso, revolto-me com a insensibilidade e a irresponsabilidade de certos comentaristas.

    Mas, enfim, esses comentaristas, mais uma vez fica provado, constituem-se em subproduto do senso comum que citei no artigo. São filhos da desinformação praticada pelo poder midiático que as Apaes exercem com mão-de-ferro. Lamentável.

  13. Comentário

    Entendo que para escrever sobre um assunto, deve-se fazer uma boa pesquisa para se inteirar na matéria. É de extrema falta de bom senso colocar na mídia um texto cheio de achismos, onde tem um pai que, ou foi mal atendido ou interpretou mal o que lhe foi dito. Conheço duas APAES em cidades diferentes e posso afirmar que a realidade é a mesma. Os recursos infindáveis do governo que é afirmado no texto, é tão irrisório que se não fosse pelas promoções e ações para arrecadar dinheiro, todas as APAES estariam fechadas. Minha filha é pedagoga, portanto professora, poderia dar aula na rede de educação para os ditos “normais” mas preferiu ir para uma APAE, onde os recursos são tantos que ela tem certeza que vai receber seu salário mas não sabe se no dia, de tanto dinheiro que tem, se não fosse o excelente gerenciamento financeiro feito naquela instituição, provavelmente ela estaria com salários atrasados. Todos que trabalham lá é porque amam o que fazem. Na equipe tem enfermeiros, nutricionistas, psiquiatras, psicologos, fisioterapeutas entre os professores e serventes e cozinheiras. Temos então uma equipe multidiciplinar em cada unidade o que dificilmente conseguiriamos na rede, pois o maximo que o governo pode oferecer é o apoio da rede de saúde. Os professores que trabalham nas APAES tem que ter pós-graduação em educação especial, portanto são especializados no que fazem.

    Inclusão sim, mas não radical. nada que é radicalizado tem sucesso. As ações tem que ser ponderadas e feitas com muito bom senso. Espero que o jornalista em questão visite uma APAE e converse com no minimo 5 pais diferentes para ter uma leve idéia do todo. Acesse os sites de transparência dos diversos governos e veja o valor destinado a estas instituições e que o pai da entrevista conheça outras instituições ou visiteuma escola pública com inclusão para saber da realidade, pois como ele mesmo afirmou, ele mesmo não conhece muito, quem sabe é sua esposa, então senhor visite pessoalmente uma instituição e tire suas próprias conclusões, pois nunca vi uma APAE pedir um tostão sequer para oferecer serviços, pois na minha região, a maioria que lá frequentam são crianças, jovens e adultos de familias de baixa renda.

  14. APAE

    Carrissimo,

    Ao ler o texto me reportei a vários momentos da Educação. E pode se dizer que a Educação Inclusiva nunca foi uma dificuldade de realização das APAE’s. Entendo que a referência ao PNE é extremamente necessária, porém, é preciso alertar que a própria LDB e Resolução nº 4/2009  permitem a pernanência do AEE (Atendimento Educacional Especializado) de contra turno em Instituições especializadas, ou seja, não estamos falando do Ensino substitutivo, estamos falando de complementação. Pois, Ensino escolar, esse cabe a Escola regular na obrigatoriedade compreendida entre 4 e 17anos.

    Mas não distante, é verificado que grande parte da população de pessoas com deficiência intelectual chegam ainda bebês nas Instituições e é a Instituição que incentiva a família na caminhada para Escola Regular. Porém, se não for possível repasse de verba para o AEE nas Instituições, me pergunto onde fica o direito de escolha da família, que já foi cerceado quando da obrigatoriedade da escolarização na escola regular.

    Para além dessas questões, fica também, meu questionamento sobre as práticas pedagógicas realizadas nas Escolas regulares, onde é comum receber na APAE alunos que foram para o Ensino regular em algum momento da vida e retornam, em sua grande maioria, com idade referente a entrada no Ensino médio (14/15 anos), com certificação de conclusão do Ensino fundamental, porém, sem habilidades descritas de sua produção acadêmica.

    Penso que o foco com relação ao financiamento do AEE não é apenas o montante repassado as Instituições, e sim a forma como ele é utilizado. Não só pelas Instituições, como pelas Escolas Regulares. Estamos falando de matrícula em duplicidade, verba em duplicidade para Escola Regular, caso o aluno frequente o AEE da Escola. E nenhuma verba para Instituição, caso ele frequente também o AEE da Instituição.

    Temos uma caminhada grande no debate da Inclusão e a certeza de que devemos realizar conquistas que venham a melhorar a vida da pessoa com deficência.

    Atenciosamente,

     

    Luciana Feltmann

     

  15. APAE

    Carrissimo,

    Ao ler o texto me reportei a vários momentos da Educação. E pode se dizer que a Educação Inclusiva nunca foi uma dificuldade de realização das APAE’s. Entendo que a referência ao PNE é extremamente necessária, porém, é preciso alertar que a própria LDB e Resolução nº 4/2009  permitem a pernanência do AEE (Atendimento Educacional Especializado) de contra turno em Instituições especializadas, ou seja, não estamos falando do Ensino substitutivo, estamos falando de complementação. Pois, Ensino escolar, esse cabe a Escola regular na obrigatoriedade compreendida entre 4 e 17anos.

    Mas não distante, é verificado que grande parte da população de pessoas com deficiência intelectual chegam ainda bebês nas Instituições e é a Instituição que incentiva a família na caminhada para Escola Regular. Porém, se não for possível repasse de verba para o AEE nas Instituições, me pergunto onde fica o direito de escolha da família, que já foi cerceado quando da obrigatoriedade da escolarização na escola regular.

    Para além dessas questões, fica também, meu questionamento sobre as práticas pedagógicas realizadas nas Escolas regulares, onde é comum receber na APAE alunos que foram para o Ensino regular em algum momento da vida e retornam, em sua grande maioria, com idade referente a entrada no Ensino médio (14/15 anos), com certificação de conclusão do Ensino fundamental, porém, sem habilidades descritas de sua produção acadêmica.

    Penso que o foco com relação ao financiamento do AEE não é apenas o montante repassado as Instituições, e sim a forma como ele é utilizado. Não só pelas Instituições, como pelas Escolas Regulares. Estamos falando de matrícula em duplicidade, verba em duplicidade para Escola Regular, caso o aluno frequente o AEE da Escola. E nenhuma verba para Instituição, caso ele frequente também o AEE da Instituição.

    Temos uma caminhada grande no debate da Inclusão e a certeza de que devemos realizar conquistas que venham a melhorar a vida da pessoa com deficência.

    Atenciosamente,

     

    Luciana Feltmann

     

  16. POR UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA MAIS HUMANA

    TAMBÉM POR SER MÃE DE CRIANÇA ESPECIAL, APOIO A EDUCAÇÃO INCLUSIVA E A PERMANÊNCIA DAS APAES PARA O ATENDIMENTO  QUE AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NECESSITAM. ENTENDO QUE EXISTE A NECESSIDADE DE ESCOLAS ESPECIAIS PARA ATENDEREM AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES CUJOS COMPROMETIMENTOS ESTÃO ALÉM DAS POSSIBILIDADES DA ESCOLA REGULAR, QUE NÃO TEM AS CONDIÇÕES PARA TAL.. PORQUE A ESCOLA REGULAR NÃO ESTÁ EQUIPADA PARA O ATENDIMENTO DE CASOS MAIS GRAVES, SEI DISTO PORQUE SOU PROFESSORA DE ESCOLA REGULAR E TEMOS MUITAS DIFICULDADES EM ATENDER AS CRIANÇAS ESPECIAIS POR FALTA DE UMA ESTRUTURA PRÓPRIA.

    POR ISSO A EDUCAÇÃO INCLUSIVA PRECISA DE CONSTANTE AVALIAÇÃO EM SUA PRÁTICA, DEVERIAM EXISTIR ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO PERMANENTES, ÓRGÃOS SÉRIOS, COMPROMETIDOS COM A CAUSA DA INCLUSÃO. POIS SE TEM COMETIDO MUITAS FALHAS, MUITAS OMISSÕES PAREA COM OS ALUNOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIAS. AQUI EM BAGÉ – RS, CRIAMOS UMA ASSOCIAÇÃO DE PAIS COM ESTA FINALIDADE. E RECEBEMOS RELATOS DE MUITO DESCASO , HOSTILIDADES E ATÉ INJUSTIÇAS QUE SE COMETEM CONTRA AS CRIANÇAS E FAMILIARES  DA INCLUSÃO.

    TEMOS RECEBIDO OS RELATOS, PRINCIPALMENTE SOBRE A FALTA DE TUTORES PARA OS ALUNOS QUE NECESSITAM E FICAM SEM ATENDIMENTO. INCLUSIVE, SABE-SE DE UM CASO DE UM ALUNO AUTISTA, BASTANTE COMPROMETIDO, PRECISA DO USO DE FRALDAS, SEM TUTOR EM SALA DE AULA.

    HÁ VÁRIOS CASOS DE CRIANÇAS QUE FORAM AVALIADAS POR SEUS NEUROLOGISTAS, QUE CONSTATARAM A FALTA DE AUTONOMIA, OU SEJA , A DEPENDÊNCIA DE UM PROFESSOR AUXILIAR COMO MEIO DE OPORTUNIZAR O PLENO ACESSO NA APRENDIZAGEM. E A SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DESCONSIDERA ESTA AVALIAÇÃO, NEGANDO À CRIANÇA O ACOMPANHAMENTO DO PROFESSOR AUXILIAR.

     

    AQUI EXISTE UM JOGO POLÍTICO, UMA DISPUTA DE PODER. DE UM LADO A CRIANÇA NECESSITADA DE ATENDIMENTO ESPECIAL À QUAL SE TEM NEGADO ATENDIMENTO ADEQUADO; DE OUTRO LADO O PODER POLÍTICO E SUAS INSTITUIÇÕES REPRESENTATIVAS.COMPROMETIDAS COM ESTE PODER E, NÃO COM A EDUCAAÇÃO. ESSAS PESSOAS,  RESPOSNSÁVEIS POR ESTAS INSTITUIÇÕES EDUCACIONAIS, DESCONHECEM A FUNÇÃO EDUCATIVA. ATUAM APENAS COMO REPRESENTANTES PARTIDÁRIOS, POIS ESTÃO NOS SEUS CARGOS APENAS PARA PROTEGER OS INTERESSES DO PODER.

     

    ASSIM NOSSAS CRIANÇAS ESTÃO SENDO , NA MAIORIA, ABANDONADAS ÀS SUAS DIFICULDADES. E NÓS COMO MÃES, FICAMOS IMPOTENTES DIANTE DO PODER INSTIUÍDO, QUE NÃO ZELA PELOS DIREITOS DO CIDADÃO E, SIM, PELO SEUS INTERESSES PARTICULARES. POR AGIREM DESTA FORMA, DEIXAM A ENTENDER QUE A PREFEITURA DETERMINOU UMA ECONOMIA NOS COFRES PÚBLICOS NO QUE DIZ RESPEITO À MANUTENÇÃO DE MONITORES PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA. E ASSIM DETERMINARAM QUE AS CRIANÇAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIAS DESENVOLVERAM, NESTE ANO DE 2013, A SUA AUTONOMIA, E NÃO MAIS DEPENDEM DO ACOMPANHAMENTO DE PROFESSORES AUXILIARES.

    AS “AUTORIDADES” ESTÃO TÃO BEM RESPALDADAS AO PONTO DE DESCONSIDERAREM AS AVALIAÇÕES E DIAGNÓSTICOS DE PROFISSIONAIS DA ÁREA, COMO PSICÓLOGOS, PSICOPADAGOGOS, NEUROLOGISTAS. ESTAS AUTORIDADES ESTÃO REALIZANDO O ATO MÉDICO NA INCLUSÃO ESCOLAR.

    ESTAMOS NESTE IMPASSE. CONTINUAMOS A NOSSA LUTA. NÃAO PODEMOS ACEITAR ESTE ABSURDO QUE ESTÃO FAZENDO COM NOSSOS FILHOS. INFORMAÇÕES COMO ESTAS DEVEM CIRCULAR AMPLAMENTE POR TODOS OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO, COMO DENUNCIA, PARA QUE A JUSTIÇA POSSA IMPEDIR O PROSSEGUIMENTOS DESTAS POSTURAS AUTORITÁRIAS E ARBITRÁRIAS QUE ESTÃO OCORRENDO NA EXECUÇÃO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA.

    DEVEMOS, TODOS, NÓS, QUE TEMOS NOSSAS LUTAS NOS UNIRMOS CONTRA ESTE PODER DESUMANO E INJUSTO. CHEGA DE OPRESSÃO. CHEGA DE CORRUPÇÃO. O POVO NÃO DEVERIA JAMAIS DE DEIXAR AS RUAS!!!!!

     

     

  17. Inclusão com Excelência!

    O que está acontecendo em Pouso Alegre- Minas Gerais ,é algo digno de ser mostrado em qualquer País de primeiro mundo. As crianças que estão incluídas nas escolas Estaduais da minha cidade estão verdadeiramente incluidas sob todos os aspectos e tenho tudo registrado através de filmagens. Pena que alguns profissionais realmente sejam contra a inclusão. Ficam colocando medo nos pais, dizendo que os professores não estão capacitados…Todos os professores de apoio das crianças incluídas tem capacitação para atender as crianças é o critério número um para ser professor de apoio. A inclusão deu um enorme salto se compararmos o ano de 2012 com 2013 apesar de alguns profissionais estarem tentando boicotar a inclusão. E as filmagens são todas autorizadas pelos pais justamente para tentarmos mudar esta história de que os professores não estão capacitados. Isso é uma maneira de tentar mostrar o que é obvio se uma criança seja autista ou outra deficiência quando é bem trabalhada o sucesso é absoluto.

    Caso alguém se interesse tenho enorme prazer em divulgar os nossos casos de inclusão sim. Obrigado.

    Francelôrdes de Matos Coelho.

  18. Educação Inclusiva

    Caros Nassif e Eduardo, 

    Lutamos pro uma educação pública, gratiuita, democrática e que contemple a singularidade de todas as crianças, desde a década de 80 e posso dizer que a resistência a construção de uma escola para tod@s sempre foi muito maior na escola especial do que nas escola comum.

    Existem diferentes APAEs e algumas podem,  efetivamente,  ter se envolvido com a perspectiva inclusiva , lutando por isso. Mas esta não é a lógica da federação das APAEs. Compreendo que quando o Edu fala das APAEs, não fala de uma instituição isolada, mas de um conceito defendido pela Federação, que tem tentado, a todo custo, com conchavos, alianças e costuras, impedir a votação do PNE com seu texto original, construído com a participação social.

    Coordeno as ações com relação à Educação Inclusiva  no município de Juiz de Fora desde 1994 e sou coordenadora do polo de juiz de fora do programa do MEC educação Inclusiva: direito à doversidade desde 2004, confesso que acreditava que já tínhamos superado estas questões. O direito à educação regular é inalienável, não é uma questão de escolha. Este ponto parecia estar consolidado, não discutíamos mais quem podia ou queria estudar na escola comum, discutíamos como fazer, como avançar, como fazer valer este direito para todas as crianças e jovens brasileiros. 

    E avançamos… crescemos e saímos da zona de conforto, nos propusemos a mudar. Lembro-me de ouvir uma amiga contar sobre seu encontro com a mãe de uma criança com deficiência, em que ela – a mãe – teria lhe dito o seguinte:”Enquanto vocês pensam, a minha filha cresce”. Tomei estas palavras como um grande desafio e nunca mais admiti discursos  como ” os professores não estão preparados” … ” A escola não está preparada”. A escola não se preparará enquanto as crianças não estiveremlá, pois esta preparação não acontece no vazio, sem as múltiplas presenças no contexto escolar. Ela acontece no cotidiano, a partir das reflexões sobre nossa prática, na formação em contexto… Ela acontece na/ para/ pela e com a diversidade,

    Tenho a certeza que temos um imenso caminho a trilhar, mas este discurso entoado por aqueles que não querem a transformação, seja lápor que motivo for, nos têm feito voltar e começar todo o trabalho de convencimento novamente. 

    Mas, nós estamos aqui para isto, para lutar por direitos, transformar, fazer acontecer …  pois um ano na nossa vida é muito pouco, mas na vida de uma criança pode ser a vida inteira…

    Por tudo, por tod@s ” começaríamos tudo outra vez se preciso fosse”…

    Se preciso for…

    abraços 

    Margareth

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