Clima econômico global melhora um pouco, segundo estudo Ifo/FGV

 

A percepção para a trajetória da economia global seguiu melhorando e ultrapassou a média histórica dos últimos 10 anos, mas ainda não se pode afirmar que a atividade econômica esteja entrando em recuperação, segundo levantamento elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o instituto alemão Ifo. O ICE (Índice de Clima Econômico) mundial subiu de 5,2 para 5,4 pontos, um aumento de apenas 0,2 ponto percentual entre janeiro e abril deste ano. 
 
Na União Europeia, a melhora foi discreta (4,6 para 4,7 pontos) e o clima econômico continuou na zona desfavorável (abaixo de 5). Fatores como a baixa demanda, desemprego e elevados déficits públicos foram apontados pelos especialistas como os principais problemas da região. Nos Estados Unidos, desemprego, déficit público e falta de confiança nas politicas governamentais impedem uma melhora na avaliação do clima econômico, que permaneceu no mesmo nível de janeiro de 2013.
 
Assim, o relatório deixa claro que a melhora global do ICE é puxada pelo desempenho da Ásia, com destaque para o Japão, onde o ICE passou de 4,8 pontos para 6,3 pontos, uma vez que as políticas monetárias de redução de juros podem ter sido interpretadas como um sinal do compromisso do governo japonês com o crescimento econômico.
 
“Observa-se que na avaliação dos especialistas, nenhum dos problemas que fazem parte da lista dos possíveis entraves ao crescimento (confiança nas políticas do governo, demanda insuficiente, inflação, desemprego, déficit público, falta de capital, falta de mão de obra qualificada, baixa competitividade, barreiras às exportações e dívida externa) foram considerados muito importantes na região asiática”, diz o levantamento.
 

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