Empresários do setor de construção mostram menos pessimismo

Alta ociosidade da indústria segue inibindo os investimentos

Jornal GGN – A atividade e o emprego na indústria da construção tiveram nova queda em fevereiro, embora de forma menos intensa que em janeiro. Enquanto o índice de evolução do nível de atividade passou de 33,6 pontos em janeiro para 35,2 pontos em fevereiro, o indicador de número de empregados variou de 33,8 pontos para 35,5 pontos no período.

Os dados são da pesquisa Sondagem Indústria da Construção divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice varia de zero a cem e valores abaixo de 50 pontos sinalizam retração da atividade e do emprego.

O nível de atividade se afastou ainda mais do usual. O indicador de atividade em relação ao usual atingiu o menor nível da série histórica, 25,3 pontos, queda de 1,2 pontos em relação ao observado em janeiro. O reduzido nível de atividade também pode ser verificado pela baixa utilização da capacidade de operação (UCO).

Na passagem de janeiro para fevereiro, a UCO manteve-se estável em 56%, mas encontra-se 4 pontos percentuais abaixo do registrado em fevereiro de 2015 e 10 pontos percentuais abaixo de sua média histórica.

Pelo segundo mês consecutivo, houve redução do pessimismo dos empresários do setor. Em março, o índice de expectativas para o nível de atividade registrou 40,6 pontos. Em fevereiro, foi de 39,8 pontos. O índice de perspectivas para compra de insumos e matérias-primas subiu de 38,1 pontos em fevereiro para 39,3 pontos neste mês. O indicador de expectativas para o número de empregados foi de 38,5 pontos para 39,2 pontos no período. O único índice que se manteve estável foi o de expectativas de novos empreendimentos e serviços, em 38,1 pontos. Valores abaixo de 50 pontos sinalizam pessimismo.

Ainda que as expectativas estejam menos pessimistas em relação a fevereiro, a alta ociosidade da indústria da construção continua inibindo os investimentos. A intenção de investimento do mês de março atingiu 23,5 pontos, menor nível da série histórica iniciada em novembro de 2013. Ainda que as expectativas estejam menos pessimistas quando comparadas ao mês anterior, a alta ociosidade da indústria da construção inibe a intenção de investimento, o que explica a contínua queda deste indicador.

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