IGP-DI acelera e atinge 1,63% em junho

Preços ao produtor influenciaram desempenho mensal

Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) ganhou força e chegou a 1,63% em junho, ante 1,13% em maio, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em junho de 2015, a variação foi de 0,68%. Com isso, a taxa acumulada ao longo do ano é de 6,02%. Em 12 meses, o IGP-DI acumulou alta de 12,32%.

Ao longo do período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu de 1,49% em maio para 2,10% em junho. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 2,68%, ante 0,18% no mês anterior, puxado pelo desempenho do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 0,41% para 16,07%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 1,24%, ante 0,29%, no mês anterior.

O índice do grupo Bens Intermediários chegou a 1,36%, ante 1,08% no mês anterior. Os números foram puxados pelo subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa de variação passou de -0,53% para 0,40%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, totalizou 1,51%. No mês anterior, a variação foi de 1,32%.

No estágio das Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação desacelerou de 3,58%, em maio, para 2,22%, em junho. Os destaques no sentido descendente foram minério de ferro (de 2,88% para -7,45%), milho em grão (de 9,61% para -0,23%) e laranja (de 8,33% para -6,15%). Em sentido ascendente, os destaques foram os itens bovinos (de -2,25%para 1,22%), aves (de -2,67% para 3,43%) e suínos (de -0,64% para 18,20%).

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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) perdeu força e atingiu 0,26%, ante 0,64% no mês anterior. O núcleo do IPC registrou taxa de 0,49%, ante 0,61%, apurada no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 44 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 23 apresentaram taxas abaixo de 0,14%, linha de corte inferior, e 21 registraram variações acima de 0,85%, linha de corte superior.

Seis das oito classes de despesa componentes do índice reduziram suas taxas de variação no período, com destaque para o grupo Alimentação, que passou de 0,77% para 0,07%, influenciado pelo comportamento do item frutas, cuja taxa passou de 1,03% para -11,75%.

Outros grupos que perderam força durante o período de análise foram Despesas Diversas (de 3,65% para 0,41%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,36% para 0,54%), Habitação (de 0,77% para 0,63%), Vestuário (de 0,65% para 0,37%) e Comunicação (de 0,29% para 0,11%). Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens cigarros (de 8,70% para -0,06%), medicamentos em geral (de 2,83% para 0,11%), tarifa de eletricidade residencial (de 2,20% para 0,44%), roupas (de 0,71% para 0,15%) e tarifa de telefone móvel (de 0,46% para 0,25%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos que perderam força foram Transportes (de -0,42% para -0,22%) e Educação, Leitura e Recreação (de -0,13% para 0,26%). Nestas classes de despesa, os destaques foram etanol (de -7,06% para -2,24%) e passagem aérea (de -3,33% para 6,55%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) chegou a 1,93% em junho, resultado acima do visto no mês anterior, quando o total foi de 0,08%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços mostrou variação de 0,23%. No mês anterior, a taxa foi de 0,07%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 3,43%. No mês anterior, este índice variou 0,09%.

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