IGP-DI ganha força e fecha maio em 0,32%

Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) encerrou o mês de maio em alta de 0,32%, revertendo a deflação de -0,06% apurada em abril, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Apesar do avanço, o resultado ficou abaixo do total visto em maio de 2012, quando a variação foi de 0,91%. Com isso, o total acumulado até maio de 2013 chega a 1,08%, enquanto o total em 12 meses variou 6,20%. O IGP-DI de maio foicalculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência.

 

O destaque do período ficou com o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que passou de -0,39% em abril para 0,01%, em maio. Entre os componentes do indicador, destaque para o avanço no estágio das Matérias-Primas Brutas, cuja taxa de variação passou de -1,50%, em abril, para -0,22%, em maio. Os destaques no sentido ascendente foram soja em grão (de -4,52% para 6,87%), milho em grão (de -11,18% para -6,28%) e arroz em casca (de -2,44%para 4,13%). Em sentido descendente, menção para os itens minério de ferro (de 7,90% para 3,21%), bovinos (de 0,65% para -1,15%) e laranja (de -7,72% para -15,73%).

 

Já o índice do grupo Bens Intermediários apresentou taxa de variação de 0,13%, ante -0,26%, no mês anterior. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de -0,36% para 0,29%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou variação de 0,19%. No mês anterior, a variação foi de -0,22%.

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O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 0,08%, abaixo do total de 0,40% contabilizado no mês anterior, devido ao subgrupo medicamentos e artigos para residência, higiene e limpeza, cuja taxa passou de 2,13% para 0,24%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 0,13%, ante 0,19%, no mês anterior.

 

No caso do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o percentual caiu de 0,52% no mês anterior para 0,32% em maio. O núcleo do IPC registrou variação de 0,41%, em maio. Em abril, a taxa foi de 0,45%.

 

Cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, sendo que a contribuição de maior magnitude para o recuo partiu do grupo Alimentação, que caiu de 0,95% para 0,36% afetado pelo comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 5,48% para -2,71%. Outros grupos que apresentaram decréscimo em suas taxas de variação foram Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,26% para 0,72%); Transportes (de 0,13% para -0,19%); Habitação (de 0,47% para 0,39%); e Despesas Diversas (de 0,23% para 0,20%).

 

Os itens que contribuíram para estes movimentos foram medicamentos em geral (de 2,68% para 1,16%), tarifa de ônibus urbano (de -0,07% para -1,34%), tarifa de eletricidade residencial (de -0,29% para -1,11%) e serviço religioso e funerário (de 0,59% para 0,26%), respectivamente.

 

Em contrapartida, os grupos que ampliaram suas taxas foram Educação, Leitura e Recreação (de -0,49% para 0,28%); Comunicação (de -0,35% para 0,10%); e Vestuário (de 0,82% para 0,91%). Para estas classes de despesa, destaque para os itens passagem aérea (de -13,01% para  -1,49%), tarifa de telefone residencial (de -1,48% para -0,49%) e roupas infantis (de 0,28% para 1,30%), nesta ordem.

 

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O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 2,25% em maio, acima do resultado do mês anterior, de 0,74%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 0,64%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,50%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 3,77%, em maio. Na apuração referente ao mês anterior, o índice variou 0,95%.

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