IPCA em 12 meses pode atingir 6,5% em junho, diz Itaú

Jornal GGN – A variação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15) chegou a 0,47% em junho, segundo dados divlgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice havia registrado variação de 0,58% no mês anterior e de 0,38% em junho do ano passado. Com isso, a taxa em 12 meses subiu para 6,41%, ante 6,31% até maio.

Segundo avaliação dos economistas do Itaú Unibanco, a variação ficou acima da mediana das expectativas de mercado (0,41%), muito por conta da variação apresentada pelos preços administrados, em função de uma queda menor da taxa de água e esgoto em São Paulo e do resultado acima do esperado de telefonia fixa (havíamos considerado uma parte da queda da assinatura básica da Telefônica, mas o efeito ainda não foi incorporado). “O resultado do IPCA-15 foi marcado por pressões de alguns serviços que podem estar associadas à realização da Copa do Mundo, tais como alimentação fora do domicílio, passagem aérea, excursão e hotel”, diz a instituição, em relatório assinado pelo economista Elson Teles.

Os preços livres subiram 0,52% em junho, com a taxa em 12 meses subindo para 7,1%, enquanto os preços administrados variaram 0,32%, com a taxa em 12 meses em 4,1%. Dentre os preços livres, os bens transacionáveis subiram 0,57% (6,7% em 12 meses), enquanto os bens não transacionáveis, 0,48% (7,5% em 12 meses).

As maiores contribuições altistas no mês vieram dos grupos despesas pessoais (0,12 ponto percentual – p.p), transportes (0,09 p.p.) e saúde e cuidados pessoais (0,08 p.p.). No grupo despesas pessoais, destaque para a contribuição do item recreação (0,09 p.p.), tendo em vista as altas de jogos de azar, excursão e hotel. No grupo transportes, destaque para a contribuição de passagem aérea (0,09 p.p.), em função da alta de 22%, após queda de 21% no mês anterior. 

No grupo saúde e cuidados pessoais, o destaque ficou com as contribuições de plano de saúde, produtos farmacêuticos e higiene pessoal. O grupo alimentação e bebidas ainda foi impactado pela alta da alimentação fora do domicílio (1,1% e contribuição de 0,09 pp.), mas já contou com alívio da alimentação no domicílio (-0,2% e impacto de -0,04 p.p.), com destaque para a queda dos alimentos in natura (-4,6% e impacto de -0,10 p.p. ). Outras contribuições baixistas vieram da taxa de água e esgoto (-4% e impacto de -0,06 p.p.) – em parte refletindo o desconto nas contas da Sabesp – e dos combustíveis para veículos (-0,9% e impacto de -0,05 p.p.), diante da queda sazonal nos preços do etanol e da gasolina.

O levantamento da instituição ressalta que os núcleos da inflação subiram um pouco em relação ao mês anterior. Na média das três medidas mais utilizadas (média aparada com suavização, dupla ponderação e exclusão de itens mais voláteis), a taxa atingiu 0,60% (0,58% em maio), com a variação em 12 meses subindo para 6,5%. A inflação de serviços acelerou para 0,97% (ante 0,24% em maio), com a taxa em 12 meses subindo para 9,1% (8,8% no mês anterior).

“Este movimento refletiu a reversão da queda nos preços da passagem aérea no mês anterior, assim como pressões adicionais de alimentação fora do domicílio e recreação”, diz o Itaú Unibanco. O índice de difusão – que mede a proporção de produtos com taxa de variação positiva – baixou para 66,6% (67,7% em maio). Excluindo-se o grupo alimentação, o indicador subiu para 73,5% (66,4% no mês anterior). Com ajuste sazonal, a difusão total recuou para 68,5% (68,9% em maio).

Com base nos dados do IPCA-15 e de outras informações correntes, a projeção do banco para o IPCA do mês fechado chegou a 0,38% (0,46% em maio). Com este resultado, o IPCA atingiria alta de 6,5% nos últimos 12 meses.

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