Fechamento de vagas na indústria paulista perde força em maio

Indústria registra o fechamento de 41 mil vagas ao longo do ano, diz estudo

Jornal GGN – O nível de emprego na indústria de São Paulo sofreu recuo de 0,33% em relação ao mês de abril (dados sem ajuste sazonal), o que equivale ao corte de 7,5 mil postos de trabalho no período, segundo dados do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). No acumulado do ano até maio, foram registradas 41 mil demissões.

A pesquisa mostra que 16 setores dos 22 pesquisados tiveram queda no índice de emprego, cinco se comportaram positivamente e um ficou estável. Dos setores que mais registraram queda nos postos de trabalho estão Confecção de Artigos de Vestuário e Acessórios (-1.519 postos); Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (-1.330 postos) e Produtos de Borracha e Material Plástico (-1.043 postos). O destaque das contratações ficou para os setores Produtos Alimentícios (852 postos de trabalho), Produtos Diversos (243 postos) e Coque, Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (180 postos).

Doze regiões do Estado ampliaram o nível de emprego, dentre elas Matão (3,20%); São Carlos (1,36%) e Jaú (0,92%). Os destaques para as demissões, por sua vez, foram as regiões de Araraquara (-1,60%), Araçatuba (-1,36%) e Bauru (-1,20%).

Em nota, o gerente do Depecon, Guilherme Moreira, explica que ainda não há nenhum sinal de uma retomada do emprego no Estado. Em sua análise, a perda de vagas em maio foi ruim, mas que não é o pior maio da série e está abaixo das demissões registradas no início do ano no setor. “Janeiro, que é um mês em que normalmente se contrata, tivemos 14.500 demissões e em fevereiro, 13 mil. 

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A projeção para este ano é a eliminação de 165 mil vagas de trabalho, contra perda de 235.500 vagas em 2015. De acordo com Moreira, apesar da esperança de que o ritmo das demissões perca força, ainda não será suficiente para que parem as demissões este ano. “O índice de confiança do empresariado tem melhorado, mas transformar isto em contratações leva um bom tempo ainda, porque o emprego é a última variável a reagir. Primeiro retoma a produção, o investimento, e por último será o emprego”, conclui.

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