Indústria fecha dezembro em queda de 2,7%

Jornal GGN – O setor industrial encerrou dezembro de 2014 com queda de 2,7% na comparação com igual mês do ano anterior, com resultados negativos nas quatro grandes categorias econômicas e em 18 dos 26 ramos, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias (-11,5%), produtos alimentícios (-6,1%), metalurgia (-11,3%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-22,6%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria.

Outras contribuições negativas relevantes vieram de máquinas e equipamentos (-7,4%), de produtos têxteis (-14%), de produtos de metal (-5,8%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,3%), de produtos de minerais não-metálicos (-2,6%), de outros produtos químicos (-1,7%), de produtos de borracha e de material plástico (-2,8%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,7%). Por outro lado, entre as oito atividades que aumentaram a produção, o principal impacto foi observado em indústrias extrativas (9%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital (-11,9%) e bens de consumo duráveis (-9,7%) assinalaram as quedas mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os setores produtores de bens intermediários (-1,5%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-1,3%) também apontaram resultados negativos nesse mês, mas com intensidade menor do que a média nacional (-2,7%).

O setor produtor de bens de capital mostrou queda (-11,9%) no índice mensal de dezembro de 2014, décimo resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e mais intenso do que o verificado no mês anterior (-11%). O segmento foi influenciado pelo recuo observado na maior parte dos seus grupamentos, com destaque para a redução de bens de capital para equipamentos de transporte (-17,6%). As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital agrícola (-24,7%), para construção (-35,9%) e para energia elétrica (-6,8%), enquanto os grupamentos de bens de capital para fins industriais (1,7%) e de uso misto (0,1%) apontaram os resultados positivos em dezembro de 2014.

O segmento de bens de consumo duráveis recuou (-9,7%) em dezembro, décima taxa negativa consecutiva no índice mensal, mas em ritmo menos intenso do que a verificada em novembro (-11,4%). Nesse mês, o setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis (-7,7%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (-47,2%). Outros impactos negativos importantes vieram de móveis (-4,0%) e de outros eletrodomésticos (-3,3%). Por outro lado, as principais influências positivas foram observadas em motocicletas (7,8%) e eletrodomésticos da “linha branca” (9,8%).

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A queda na produção de bens intermediários (-1,5%) em dezembro de 2014 foi a décima taxa negativa consecutiva na comparação com igual mês do ano anterior, mas com intensidade menor do que a observada em novembro último (-6%).

O resultado foi explicado principalmente pelos recuos nos produtos associados às atividades de produtos alimentícios (-13%), de metalurgia (-11,3%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,4%), de produtos de metal (-8,6%), de produtos têxteis (-13,7%), de outros produtos químicos (-2%), de produtos de borracha e de material plástico (-3,3%) e de produtos de minerais não-metálicos (-2,7%), enquanto as pressões positivas foram assinaladas por indústrias extrativas (9%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,3%), celulose, papel e produtos de papel (2,2%) e máquinas e equipamentos (0,2%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo semi e não-duráveis (-1,3%), também mostrou resultado negativo em dezembro de 2014, após registrar -0,2% em outubro e -3,7% em novembro. O desempenho foi explicado principalmente pelos recuos observados nos grupamentos de carburantes (-9,9%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-2,0%). Por outro lado, os índices positivos foram assinalados pelos subsetores de não-duráveis (2,9%) e de semiduráveis (1,7%).

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