Produção industrial fecha fevereiro com perda de 2,5%

Variação acumulada em 12 meses segue com menor resultado desde 2009

Jornal GGN – A produção da indústria brasileira recuou 2,5% em fevereiro frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, revertendo o avanço de 0,4% registrado em janeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na série sem ajuste sazonal, o confronto com igual mês do ano anterior mostra que o total da indústria caiu 9,8% em fevereiro de 2016, registrando assim sua 24ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas menos elevada do que a observada em janeiro (-13,6%).

Assim, o setor industrial acumulou redução de 11,8% nos dois primeiros meses de 2016. Já a taxa acumulada nos últimos 12 meses mostrou queda de 9% em fevereiro de 2016, e repetiu a magnitude do recuo verificado no mês anterior, prosseguindo não só com a perda mais intensa desde novembro de 2009 (-9,4%), mas também com a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (2,1%).

O recuo na passagem de janeiro para fevereiro de 2016 teve predomínio de resultados negativos, alcançando três das quatro grandes categorias econômicas e 13 dos 24 ramos pesquisados. Entre os setores, a principal influência negativa foi registrada por veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 9,7%, eliminando o avanço de 7,2% acumulado entre novembro de 2015 e janeiro de 2016.

Outras reduções no período foram assinaladas por máquinas e equipamentos (-6,7%), produtos alimentícios (-1,7%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,2%). Outras contribuições negativas importantes sobre o total da indústria vieram das atividades de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,5%), metalurgia (-1,5%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-2,6%), produtos de borracha e de material plástico (-1,6%) e outros equipamentos de transporte (-3,3%).

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Entre os dez ramos que aumentaram a produção em fevereiro, o desempenho de maior importância para a média global foi assinalado por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que avançou 1,4%, terceira taxa positiva consecutiva, acumulando nesse período expansão de 8,1%. Outros impactos positivos importantes foram observados nos setores de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (1,3%), indústrias extrativas (0,6%), produtos têxteis (3,4%) e bebidas (1,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao recuar 5,3%, mostrou a redução mais acentuada em fevereiro de 2016, intensificando a perda de 3,3% registrada no mês anterior, influenciada principalmente pela menor produção de automóveis e de eletrodomésticos, ainda afetados pela concessão de férias coletivas em várias unidades produtivas. Os setores produtores de bens intermediários (-2%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,6%) também apontaram resultados negativos nesse mês. Por outro lado, o segmento de bens de capital (0,3%) mostrou o único resultado positivo em fevereiro de 2016, após também avançar no mês anterior (2,1%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou recuo de 1% no trimestre fechado em fevereiro de 2016 frente ao nível do mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em outubro de 2014.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de capital (-2,3%) mostrou a queda mais acentuada nesse mês e permaneceu com a sequência de taxas negativas iniciada em outubro de 2014.

Os setores produtores de bens de consumo duráveis (-0,3%) e de bens intermediários (-0,2%) também assinalaram resultados negativos em fevereiro de 2016. Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não-duráveis (0,0%) repetiu o patamar registrado no mês anterior.

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