Diretor do BNDES deixa o cargo e reclama de “ditadura” dos órgãos de controle

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Foto: Ascom/CGU

Jornal GGN – Ricardo Baldin, diretor das áreas de Controladoria, Gestão de Riscos e Tecnologia da Informação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) decidiu deixar seu cargo no banco. 
 
Ele é o terceiro executivo a sair da instituição na gestão de Paulo Rabello de Castro, que assumiu a presidência do BNDES no lugar de Maria Silvia Bastos Marques, há pouco mais de um mês. 
 
Em entrevista para o Estadão, Baldin reclamou de um alto nível de estresse e de uma “ditadura de controle” sobre o banco, imposta por órgãos como o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União. 
 
“A ditadura do controle está perseguindo (o banco) e fazendo coisas que poderiam ser feitas de forma diferente”, afirmou Baldin, dizendo também que o país “não pode ficar a reboque dos órgãos de controle”.

 
O executivo também disse que uma das motivações para sua saída foi a Operação Bullish, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga fraudes em aportes concedidos para a JBS através de sua subsidiária de participação acionária BNDESPar.
 
 “Tudo que eu vi sendo feito sem comprovação, sem indícios efetivos.É um absurdo as conduções coercitivas”, afirmou. 
 
Baldin negou que sua saída tenha relação com eventuais discordância com Rabello de Castro, afirmando que o presidente “tem capacidade de ajudar o BNDES”. 
 
Segundo o Estadão, o executivo não fazia parte do debate sobre a Taxa de Longo Prazo (TLP), a nova taxa de juros proposta pela equipe do governo Temer para substituir a atual TJLP. 
 
Baldin pediu para deixar o banco no último dia 17, mas deverá continuar trabalhando até meados de agosto. Ele também já trabalhou para o Itaú Unibanco e para a PricewaterhouseCoopers (PwC).
 
Antes, Claudio Coutinho, ex-diretor das áreas financeira, de crédito e internacional, e Vinicius Carrasco, ex-diretor da área de Planejamento e Pesquisa, haviam pedido demissão do banco. 
 
Eles saíram depois que Rabello de Castro fez críticas à TLP. Depois, o presidente do BNDES voltou atrás e, ontem, assinou nota defendendo a criação da nova taxa junto com Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, Dyogo Oliveira, do Planejamento, e Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central. 
 
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2 comentários

  1. BNDES é a chave p/entender guerra Globo vs Temer:

    Globo vs. Temer: o exemplo mais ilustrativo da tragédia brasileira

    Por Romulus

    A Globo nunca ficou do lado perdedor…

    Assim, em constatando a derrota final dos Procuradores, não hesitará 2 segundos antes de jogar o PGR Rodrigo Janot e o MPF ao mar…

    À Globo, no curto prazo, basta que siga a Lava a Jato de ~Curitiba~…

    (que visa exclusivamente a Lula e ao PT!)

    É verdade que o “passo maior que as pernas” – a guerra total contra ~toda~ a classe política tocada pela Lava a Jato de ~Brasília~ – animou a Globo (e a Finança) num primeiro momento…

    Afinal, a implantação da “Noocracia (escamoteada!)/ “‘Democracia’ à iraniana” no Brasil – seu projeto de longo prazo – estava a apenas um passo…

    Mas aí…

    Chegou o Ortega y Gasset e estragou a “festa”:

     

    “Entre o ser e o crer que já se é…

    … vai a distância entre o sublime e o ridículo”

     

    – Certo, Globo/ MPF/ Janot??

     

    LEIA MAIS »

    http://bit.ly/GLOBOxTEMER

     

     

  2. O que o ex-diretor externou

    O que o ex-diretor externou publicamente é exatamente o mesmo que quase todo mundo que passou por algum órgão executivo tem pra reclamar em off: os órgãos de controle se tornaram sufocantes e impeditivos.

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