Leilão da ANP atrai investimentos de R$ 6,9 bilhões

A 11ª rodada de licitação da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizada nesta terça-feira (14), no Rio de Janeiro, teve previsão de investimentos do Programa Exploratório Mínimo de R$ 6,9 bilhões. A arrecadação recorde do bônus de assinatura (valor pago pelas empresas na assinatura do contrato) chegou a R$ 2,8 bilhões. Este resultado supera em R$ 700 milhões a arrecadação da 9ª rodada, em novembro de 2007, a última de grande porte.

O maior bônus de assinatura bateu recorde, com uma arrecadação de R$ 345.950.100,00, foi oferecido no bloco FZA-M-57, da Bacia da Foz do Amazonas, pela Total E&P Brasil, operadora da área com 40% de participação em consórcio com a Petrobras (30%) e com a BP EOC (30%). A concessão dos oito blocos ofertados na região arrecadou mais de 750 milhões de reais.

A OGX, do empresário Eike Batista, marcou forte presença no leilão arrematando 13 blocos, três deles sem parceiros. Os blocos em águas ultraprofundas nos Estados do Pará, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte, foram arrematados por gigantes como Chevron, Exxon, BP, BHP Billiton e a própria Petrobras.

Na rodada, foram arrematados 142 blocos em 23 setores distribuídos em 11 bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano Sul.

Segundo a ANP, o período de concessão às empresas é de 5 a 8 anos para desenvolvimento e pesquisa e 30 anos para exploração.

Ao todo, 39 empresas de 12 países participaram do leilão, que arrematou uma área de 100,3 mil Km2, das 30 vencedoras, 12 são nacionais e 18 de origem estrangeira: Austrália (1), Bermudas (1), Canadá (4), Colômbia (2), Espanha (1), Estados Unidos (2), França (1), Guernesei (1), Noruega (1), Portugal (1), Reino Unido (3). Petrobras, OGX, Petra Energia, Ouro Preto, Queiroz Galvão e as estrangeiras Total, BP, BHP Billiton, Galp e BG foram as principais vencedoras da rodada. As empresas vitoriosas ofereceram ágio de até 800% no mínimo exigido pela ANP, o que, segundo as autoridades do setor, demonstrou o grande interesse gerado pela licitação.

O conteúdo local médio da 11ª. Rodada foi de 62,32% para a Fase de Exploração do contrato de concessão e de 75,96 % para a Fase de Desenvolvimento.

A realização da 11ª rodada foi aprovada em 2011 pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e aguardava, desde então, autorização da presidente Dilma Rousseff, o que ocorreu apenas em janeiro de 2013.

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2 comentários

  1. Leilão ANP

    Bom dia

    O tucano Sadenberg fez hoje, em seu comentário diário da CBN, uma clara propaganda do governo FHC, ao dizer que o método utilizado para este atual leilão foi o mesmo praticado pelo governo FHC e que, por isso, é que deu certo e foi este sucesso todo.

    Disse ainda que, por ter tentado alterar as regras das concessões, o atual governo perdeu 5 anos sem praticar leilões deste tipo. Foi só retornar ao método do FHC e voltou a ter sucesso.

    Como não foi explicado a diferença entre um método e outro, o GGN teria como esclarecer isto, por favor?

    Sds

    Tim

     

  2. Leilão ANP

    Taí mais uma acusação do tucano ReiCALDO AzeZEDO a respeito deste tema. Pode comentá-lo?

     

    15/05/2013

     às 6:01

    As mentiras oficiais no leilão bem-sucedido para a exploração de petróleo. Ou: O PT provocou um atraso de cinco anos no setor

    Oposição faz falta às democracias. Sem aquela, estas vão virando ditaduras do consenso ou da mentira. O governo comemorou com foguetório o sucesso do leilão de novas áreas para a exploração de petróleo. “Recorde”, gritou-se. Sem dúvida! Leiam o que a VEJA.com informou. Volto em seguida.

    Após cinco anos sem fazer nenhum leilão, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) começou nesta terça-feira a 11ª Rodada de Licitações. Em seu primeiro dia de licitações, a agência já arrecadou 2,8 bilhões de reais, um novo recorde. O valor supera o recorde anterior, de 2,1 bilhões de reais, da 9ª rodada de concessões realizada em 2007, e superou com um dia de antecedência a meta inicial de que o montante somasse entre 2 bilhões de reais e 2,5 bilhões de reais. A ANP já licitou áreas nas bacias de Parnaíba, Foz do Amazonas, Barreirinhas, Potiguar, Espírito Santo, Ceará e Pará-Maranhão.

    Empresas como Petrobras, OGX, Petra Energia, Ouro Preto, Queiroz Galvão e as estrangeiras Total, BP, BHP Billiton, Galp e BG apareceram como as principais vencedoras das disputas. O maior lance na primeira parte do leilão foi feito pelo consórcio formado pela francesa Total, a britânica BP e a Petrobras, por um bloco na Foz do Amazonas: 345,9 milhões de reais. A concessão dos oito blocos ofertados na região custou, no total, mais de 750 milhões de reais.

    Na avaliação do governo, o intervalo de cinco anos desde a última licitação de áreas de exploração fez com que houvesse uma valorização das áreas que estão sendo ofertadas. “Nunca vimos nada parecido”, disse o secretário de Petróleo do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, em entrevista à Reuters, durante o leilão.

    Voltei
    Pois é… E por que o governo ficou cinco anos sem fazer leilão nenhum? Ah, porque a palavra de ordem era substituir o antigo modelo de concessões pelo de partilha, que passou a vigorar no caso do pré-sal. E o país ficou parado, sem fazer leilão nenhum. Agora fez. E, por incrível que pareça, seguiu o mesmo modelo que vigorava no governo FHC: o de concessão. As empresas se interessaram e pagaram um ágio grande. Essas áreas licitadas ontem não têm nada a ver com o pré-sal, mas um modelo contaminou o outro.

    E como a governo justifica esses cinco anos sem fazer contrato nenhum? Ah, diz que foi até bom porque, assim, as áreas de valorizaram. É embromação! O sucesso do leilão de ontem esconde cinco anos de atraso.

    Por Reinaldo Azevedo

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