Odebrecht deverá sair do consórcio do aeroporto do Galeão

Jornal GGN – Investigada na Operação Lava Jato e negociando um acordo de delação premiada, a construtora Odebrecht deve sair da gestão do aeroporto do Galeão. Atualmente, o aeroporto é administrado pelo consórcio Rio Galeão, com 49% de participação da estatal Infraero, 30,6% da construtora e 20,4% do operador Changi Airport, de Cingapura.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a Odebrecht deve sair do consórcio por pressão do governo. As negociações em cursos deverão colocar um novo sócio privado no negócio, possivelmente estrangeiro.

O sócio de Cingapura pretende continuar no consórcio e o presidente do grupo foi a Brasília na semana passada para conversar com os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e dos Transportes, Maurício Quintella.

Por outro lado, Quintela disse que a Infraero não tem como pagar a taxa de outorga, sendo que o aeroporto precisa recolher R$ 933 milhões, sendo que R$ 457 milhões seria provenientes da estatal. Se a Infraero não fizer o aporte, o pagamento terá de ser feito pelos outros sócios, o que diluiria a participação da estatal no consórcio.

Outro fator que influencia a saída da Odebrecht é a liberação de um financiamento do BNDES, que havia sido prometido no início, mas que ainda não saiu. Os executivos do consórcio acreditam que a Lava Jato influenciou na recusa para a obtenção do financiamento.

O consórcio também negocia mudanças no contrato, apresentando proposta para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que prevê uma suspensão temporário do pagamento das taxas de outorga. 

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5 comentários

    • Cingapura não é China. Aliás,

      Cingapura não é China. Aliás, se a gente estudasse mais Cingapura, talvez o Brasil não estivesse como está.

      • O capital

          Não estudamos mesmo, até vc. não estudou, pois Singapura é uma das pontas de lança do capital chinês quando atua no Ocidente, o caso da Changi é tipico, pois o grosso da expansão desta empresa foi alavancado no pricnipio deste século, e ainda continua do mesmo jeito, através de aplicações chinesas, tanto estatais como privadas, tanto que o Changi Corporate, ou Changi Airport International, controla mais de 10 aeroportos na China metropolitana, assim como varios na Russia.

           É como quando contratamos estaleiros de Singapura, para operações off – shore, o contrato “mãe” é com eles, mas dependendo da capacidade dos estaleiros da peninsula, no prórpio contrato é estabelecido que a entrega será por lá, mas a construção dos módulos, ou até da reconfifguração dos cascos ( tipo um FPSO ), será realizado por empresas chinesas, associadas aos estaleiros de Singapura.

            Singapura não fica na China, é obvio, geografia básica, mas o capital chinês circula pesadamente lá, ele manda até nos bancos, os sustenta, então quando vc. lê : investimentos de Singapura, tenha certeza que chineses, privados ou paraestatais e até mesmo estatais, estão operando em conjunto.

             Um exemplo próximo a nós, é o Porto de Mariel ( Cuba ), nós o construimos, mas quem ganhou a operação do porto ( o que na real dá dinheiro ), foi uma empresa de portos cingapuriana, a sede é lá, mas o capital é chinês, até quem esta vendendo areas na Zona Livre de Mariel, adjacente ao porto, são empresas chinesas.

  1. Aditivo e alteração de contrato é roubosocialização do prejuiso

    Em nossa legislação não existe “redutivo” ,ou seja, as condições encontradas pelo empreendedor com custo bem menor que o avaliado poderia resultar em redução do preço pago , mas nunca isso acontece.

    Os absurdos valores dos contratos de concessão das estradas estaduais pauistas , feitas por governos tucanos que ferram os masoquistas pauistas por 25 anos, não alteram uma vírgula. Mesmo com lucros exorbitantes os reajustes continuam fieis ao contrato que os desgovernos do PSDB assinaram.

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