Implantes ósseos biodegradáveis podem ser realidade em breve

Jornal GGN – Um grupo de cientistas está desenvolvendo uma técnica que permite criar ossos de material biodegradável para serem usados em implantes customizados de acordo com as necessidades de pacientes. A técnica pode ajudar pessoas que foram vítimas de acidentes graves, com deformidade ou perda de massa óssea.

Para a realização dos implantes, os médicos precisariam fazer a varredura digital da área afetada e criar um arquivo digital com o osso customizado a partir da comparação com o osso íntegro, criando uma peça única que se encaixa perfeitamente na região que precisa ser recuperada.

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Após essa etapa, é criado um arquivo digital 3D e enviado a uma impressora que faz a impressão da peça camada por camada. O material usado para a geração do osso personalizado é feito de um tipo de material biodegradável – ao contrário de peças plásticas, por exemplo, que permaneceriam na natureza após a morte do paciente.

A impressão, na verdade, é de uma técnica diferente das atuais impressoras 3D. No caso da pesquisa, feita na companhia Fraunhofer, a geração da peça acontece por meio de um raio laser que esculpe o osso personalizado a partir de um bloco completo do material. O material restante do processo pode ser reutilizado em outras impressões.

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O sistema criado na Europa permite a fabricação de ossos completos em série, já que as propriedades mecânicas impostas ao material podem ser replicadas. O grupo de pesquisas não informa em quanto tempo o método deve começar a ser inserido em larga escala na medicina.

A companhia, que também é a responsável pelo desenvolvimento de um radar 3D para monitorar detritos no espaço, esteve no Brasil para apresentar seus produtos no evento internacional Pavilhão Amanhã, promovido pela Associação Nacional de Empresas de Tecnologia da Informação e Eletrônica de Portugal (ANETIE).

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2 comentários

  1. No Brasil já existe há muitos

    No Brasil já existe há muitos anos, um polímero a base da óleo de mamona, que é absorvido pelo organismo.

     O desenvolvimento foi feito pela Poliquil, em Araraguara. Por sinal, foi primeiro aprovado pelo FDA, bem antes da aprovação acontecer no Brasil.

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