A ilusão da erradicação do ISIS [Análise de Thierry Meyssan]

 

Enviado por Eduardo L.M

A ilusão da erradicação do ISIS [Análise de Thierry Meyssan]

A queda do Califado e a dispersão dos jiadistas do Daesh (E.I.) abriram um período de reciclagem deste pessoal. Considerados, segundo os casos, como combatentes fanáticos ou simples psicopatas escondidos atrás de uma ideologia, eles são cortejados pelos Estados e pelas sociedades multinacionais que indirectamente os tem empregado. Thierry Meyssan traça o ambiente da sua segunda “chance” e avisa para a complacência de que os Ocidentais dão provas em relação à ideologia do Daesh, quer dizer da dos Irmãos Muçulmanos.

https://www.youtube.com/watch?v=xGfE8Jn55rQ align:left

 

 

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2 comentários

  1. A esquerda europeia tem dificuldade em interpretar …….

    A esquerda europeia tem dificuldade em interpretar de que se compõe o Daesh.

    Começando a crítica já pela denominação do Daesh como um estado, mostra uma parte da incompreensão do que vem a ser este movimento e que tentar colá-lo aos nazistas é um grande erro.

    Primeiro, o Daesh, apesar de ter sido criado pelos próprios ocidentais, USA e Europa, não pode ser estabelecido um vínculo ideológico da mesma forma que um movimento de extrema-direita como o nazismo, pode e deve ser vinculado a ideologia já existente tanto na Europa como nos USA anterior ao nazismo.

    O livro de  Edwin Black em “A guerra contra os fracos”, que diretamente não trata do assunto nazistas-USA, mostra claramente que toda a ideologia genocida, racista e xenofóbica já existia em países como os USA e Inglaterra antes mesmo de existência do NSDAP na Alemanha, a própria luta de Roosevelt para que os norte-americanos entrassem na segunda grande guerra é uma amostra clara e fragrante do fato, A existência de personagens icônicas na cultura norte-americana claramente pró nazistas com Henry Ford e Charles Lindbergh, são um reforço importante de que grande parte dos norte-americanos se aliavam aos nazistas.

    O parágrafo anterior é importante, pois a possibilidade de aliança do governo norte-americano aos nazistas, não é uma aliança que saia do nada, mas sim uma recuperação de parte de uma cultura forte e arraigada em imensos setores do establishment norte-americano. Por outro lado, temos que considerar que o Islã era um TRADICIONAL adversário do ocidente, negar isto e transformar estes sentimentos em meras formulações economicistas é negar a verdade.

    Em resumo podemos dizer uma parte do erro da análise deste texto do Thierry Meyssan, esteja baseado na tentativa de achar coincidências mais profundas do que meramente estratégicas entre os países do ocidente e com o Islã mais de raiz.

    Outro problema que impede que Thierry Meyssan tenha uma visão clara do que possa haver com os resíduos do Daesh é a sua própria formação completamente distanciada do Islã, apesar de ter claramente os traços físicos que o identificam numa sociedade que começa a se tornar islanofóbica, as origens do mesmo são de uma família burguesa e católica francesa. A sua formação que chegou a ingressar na seleta e elitizada Sciences po francesa o colocou num verdadeiro limbo social que transita com facilidade em alguns meios de esquerda francês, mas não é aceito como tal no momento, nem mesmo aceito nas comunidades extremamente conservadoras e religiosas do mundo islâmico. Esta dualidade não permite que ele reconheça que há uma forte comunidade proletária de origem muçulmana, que como o próprio Thierry que está dividida entre suas origens magrebinas e sua educação francesa.

    Esta qualificação do autor é importante para que o mesmo não entenda por completo que o Islã tem uma forte cultura, que por alguns séculos foi mais avançada e tolerante do que a europeia, mas que sofreu uma queda no seu nível geral frente a longa dominação colonial europeia. Tudo isto o impede de ver até que ponto a imensa propaganda dos meios de massa ocidentais destorcem para menos e para mais a realidade do mundo muçulmano da África do Norte e do Oriente Próximo.

    A visão e a cooperação do mundo muçulmano com grupos diversos, desde o próprio USA até grupos totalmente contrários a este, sempre está baseado numa espécie de pragmatismo político do tipo, inimigo do meu inimigo é meu amigo, ou seja, aceitam alianças esporádicas com forças que em outros períodos foram ou serão inimigos.

    Porém no artigo há uma espécie de reducionismo a aspectos puramente econômicos esquecendo que o ocidente foi durante séculos um inimigo hostil ao mundo muçulmano, e mesmo que algumas décadas tenha havido alguma aliança, estas são colocadas para trás quando a realidade muda.

    Também há quase uma tentativa de ignorar as diferentes linhas do Islã, que na sua visão de mundo tem diferentes posturas ao mundo não islâmico.

     

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