Dilma expõe golpe e condenação de Lula pela mídia nos Estados Unidos


Foto: Reprodução do vídeo
 
Jornal GGN – Em sua agenda internacional, a ex-presidente Dilma Rousseff expôs no Centro de Estudos Latino-americanos da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, como o golpe ocorreu no Brasil e como as estratégias permaneceram, a ponto de gerar a prisão do ex-presidente Lula.
 
“Meu país vive hoje momentos muitos difíceis. Estamos diante de uma situação crítica. A prisão de Lula é uma evidência de que nós vivemos tempos em que medidas de exceção convivem com o sistema democrático. As medidas de exceção corroem o sistema democrático. Vivemos uma situação em que conquistas por muito aguardadas, alcançadas, e algumas ainda em desenvolvimento, foram suprimidas, foram paralisadas, e retrocessos em conquistas sociais foram impostos”, introduziu.
 
Sobre a candidatura de Lula nas eleições, mostrou que o partido não pretende e não irá apresentar uma alternativa de postulante. “Lula disse que estará nesta eleição, preso ou solto, morto ou vivo, condenado ou absolvido. Isto não e uma bazófia. É a expressão política do seguinte: eu não represento uma pessoa, eu represento uma ideia e uma porção de pessoas”, afirmou.
 
“Por que abriríamos mão da candidatura do Lula e resolveríamos o problema deles? Então, o Lula é o nosso candidato. E nós entendemos que só a liberdade dele pode viabilizar uma eleição democrática em outubro deste ano”, seguiu Dilma.
 
Ressaltando como é a resposta dos brasileiros frente a prisão de Lula e a tentativa de o impossibilitar em sua candidatura, mencionou as últimas pesquisas eleitorais. “Lula é condenado porque acreditam que, com isso, e agora, com a prisão, ele vai sumir das pesquisas de intenção de voto. Pois neste fim de semana, depois de estar preso há alguns dias, fizeram uma pesquisa que mantém Lula com mais do que o dobro dos votos do segundo colocado, o senhor Bolsonaro. Vejam vocês que complicação política quando num país democrático o centro some, explode, é destruído. A inconsequência da política golpista leva ao surgimento da extrema-direita.”
 
Também durante a palestra, a ex-presidente expôs o papel da imprensa no resultado da falta de democracia no Brasil atualmente. “A rejeição a Lula e a nós inicialmente subiu, porque durante um tempo a imprensa brasileira funcionou como uma instância da Justiça. Mas uma instância da justiça inteiramente distorcida. A imprensa julga, tem a iniciativa, não tem regras nem protocolos, não respeita nenhum dos rituais democráticos. Para a imprensa, a presunção de inocência acabou”, disse.
 
Ao concluir sua participação no evento, Dilma, em tom de preocupação, deu um aviso: “Quando os estados e os governos não respondem às demandas de suas populações, a política se torna irrelevante. Torna-se campo fértil para aqueles horrorosos animais que surgiram durante o entreguerras, com o nazismo e o fascismo. E mais: com a intolerância e o desrespeito às pessoas”.
 
“Como a política ficou irrelevante, esta intolerância transforma a democracia, também, em algo muito irrelevante. É aí que começa o perigo. É contra isso que nós temos de nos posicionar. Não interessa qual é a nossa posição no espectro. Mas se somos democratas, não queremos que isto se repita nos nossos países. E eu não quero que se repita no meu país”, concluiu.
 
 
Acompanhe, aqui, a palestra de Dilma no seminário “Desafios para a democracia no Brasil”, do Centro para Estudos Latinoamericanos da Universidade de Berkeley, na Califórnia:
 
 

2 comentários

  1. Ë isso aí

    Nao adianta querer ganhar eleiçoes a qualquer preço, dando aval às ilegalidades e à ilegitimidade do pleito sem Lula. Mais importante é defender a democracia, a volta a uma real normalidade democrática, nao a uma farsa.

  2. Ë isso aí

    Nao adianta querer ganhar eleiçoes a qualquer preço, dando aval às ilegalidades e à ilegitimidade do pleito sem Lula. Mais importante é defender a democracia, a volta a uma real normalidade democrática, nao a uma farsa.

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