Investigação contra Assange ficaria em sigilo até que ele fosse preso, pediam autoridades

Aos fazer duas coisas ao mesmo tempo, promotora sem querer copiou trecho do caso contra Assange em outro processo não relacionado, o que tornou pública a acusação. A promotoria pedia ao juiz que a investigação contra o fundador do Wikileaks deve “permanecer confidencial até que Assange seja preso”
 

Foto: Getty Images
 
Jornal GGN – “Furo: o Departamento de Justiça ‘acidentalmente’ revelou a existência de acusações confidenciais (ou um rascunho para elas) contra o editor do WikiLeaks Julian Assange”, divulgou o WikiLeaks, nesta sexta-feira (16).
 
 
O fundador da instituição, que ficou conhecida por revelar centenas de documentos confidenciais da CIA e do governo dos Estados Unidos em 2010, está sendo investigado por promotores norte-americanos, que sem querer revelaram a existência da acusação, que até então tramitava em segredo de Justiça.
 
Não se sabe, contudo, o conteúdo das acusações, porque o caso permanece em sigilo. A revelação foi feita após as autoridades dos Estados Unidos “acidentalmente” copiarem e colarem a referência ao indiciamento – ou a um “rascunho” de denúncia, informou o Wikileaks – em outro processo que não tem relação com Assange. 
 
A promotora adjunta Kellen Dwyer arquivava um caso separado, ao mesmo tempo que solicitava a um juiz que mantivesse o arquivo da acusação como confidencial. Sem querer, a promotora colou o parágrafo do arquivo confidencial neste outro caso.
 
A única informação que se sabe sobre o indiciamento é o seguinte parágrafo: “sevido à sofisticação do acusado e da publicidade ao redor do caso,é improvável que outro procedimento possa manter confidencial o fato de que Assange foi acusado”.
 
 
Este trecho foi divulgado pelo jornal The Washington Post, que informou, ainda, que Dwyer escreveu ao juiz que a acusação deve “permanecer confidencial até que Assange seja preso”.
 
 
A íntegra do documento anexo pela promotora, acidentalmente, pode ser conferido abaixo. A menção a Assange está no primeiro parágrafo da segunda página:
 
 
 

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