Israel anuncia 7 semanas de combate

Por Marco Antonio L.

Do Opera Mundi

Defesa civil israelense pede para prefeituras se prepararem para “7 semanas de combate”

As recomendações foram especialmente para as áreas entre 40 e 75 quilômetros de distância da Faixa de Gaza

Informações veiculadas pelo jornal israelense Yedioth Ahronoth nesta sexta-feira (16/11) indicam que a operação “Pilar Defensivo”, iniciada essa semana por Israel, deve se prolongar. De acordo com o site do periódico, a Defesa Civil israelense pediu para as prefeituras e autoridades locais no centro e no sul do país se prepararem para um “período de combate de sete semanas”.

Efe

Soldados israelenses reunidos em base do exército na cidade de Sderot, na fronteira com a Faixa de Gaza

O jornal, no entanto, não explicou como as autoridades chegaram a essa estimativa de tempo. As recomendações foram especialmente para as áreas entre 40 e 75 quilômetros de distância da Faixa de Gaza. Mas, de acordo com o jornal, o governo israelense acredita que o Hamas tenha condições de lançar foguetes a uma distância ainda maior.

Israel aprovará nesta sexta-feira a mobilização de 75 mil reservistas como parte da ofensiva “Pilar Defensivo”, em um aparente passo em direção a uma invasão terrestre a Gaza, informou a imprensa local. O ministro da Defesa, Ehud Barak, havia aprovado horas antes, após a queda de foguetes perto de Jerusalém e Tel Aviv, um pedido especial do exército de ampliar o alistamento de reservistas acima de 30 mil combatentes, aos quais tinha dado sinal verde ontem.

O canal 10 da televisão israelense informou que até agora foram mobilizados cerca de 20 mil reservistas, mas que é esperada a chegada de milhares de combatentes até amanhã. Uma soldado entrevistada pela Efe disse que “bases inteiras ficaram vazias” para deslocar forças à fronteira.

O comentarista militar do canal 10, Alon Ben David, explicou que “não vê uma situação com 70 mil soldados israelenses dentro de Gaza”, número que segundo ele seria necessário em caso de tentativa de derrubar o governo do movimento islamita Hamas, no poder na faixa desde 2007. Por enquanto, advertiu, “este não é um dos objetivos definidos para a operação”.



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