Judeus ultranacionalistas invadem mesquita de Al-Aqsa

Cerca de 3 mil policiais foram levados a Jerusalém Oriental antes de marcha extremista que comemora captura ocorrida em 1967

Mesquita de Al Aqsa, na cidade velha de Jerusalém. Foto: Andrew Shiva / Wikipedia

Centenas de judeus ligados a movimentos de extrema-direita entraram no complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, antes de marcha dos colonos ligados a movimentos extremistas. Cerca de 3 mil policiais israelenses foram mobilizados para a região.

Itamar Ben-Gvir, líder de um pequeno partido de oposição ultranacionalista no Knesset, entrou no complexo no início do domingo, junto com dezenas de simpatizantes.

Segundo informações da Al Jazeera, as forças israelenses chegaram a ocupar o telhado da sala de oração no complexo e sitiaram os fiéis dentro dele, para que os colonos extremistas pudessem passar sem dificuldades.

Alguns judeus tentaram rezar dentro do complexo da Mesquita de Al-Aqsa tentaram rezar, sendo que a adoração judaica não é permitida no complexo da Mesquita de Al-Aqsa pela lei israelense, e também é proibida pelo Rabinato Chefe de Israel.

Ao mesmo tempo, israelenses impediram que jornalistas e fotógrafos palestinos entrassem na Mesquita de Al-Aqsa e os ameaçaram de prisão. As forças israelenses dispararam balas de borracha contra manifestantes palestinos no complexo, em um esforço para dispersá-los.

As forças israelenses também ergueram barreiras de metal e impediram o acesso palestino ao Portão de Damasco, a entrada principal da Cidade Velha.

Pelo menos 18 palestinos foram presos na Cidade Velha de Jerusalém Oriental ocupada, disse a polícia israelense. A Sociedade Palestina do Crescente Vermelho disse que os colonos atacaram uma equipe de ambulância afiliada a ela na Cidade Velha enquanto tentavam alcançar uma pessoa ferida no bairro de al-Wad.

Todos os anos, grupos israelenses de extrema-direita participam de desfile realizado no bairro muçulmano da Cidade Velha, agitando bandeiras israelenses e cantando canções para comemorar a captura de Jerusalém Oriental na guerra de 1967. Israel anexou a área posteriormente, em um movimento que não é reconhecido internacionalmente.

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1 Comentário

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Fábio de Oliveira Ribeiro

- 2022-05-29 09:06:40

Essa provocação gratuita só tem uma finalidade. Acirrar o conflito entre palestinos e judeus para legitimar a violência nazista praticada sistematicamente pelas forças armadas de Israel contra uma população desarmada, desamparada e desprezada pela comunidade internacional.

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