NYT: Trump ‘devorou establishment’ republicano

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Sucessivas vitórias nas primárias mostram que ex-presidente e aliados estão com o destino do partido em suas mãos

Foto de Jon Tyson na Unsplash

A elite do Partido Republicano chegou a ter um respiro após a vitória de Ron DeSantis na eleição para governador na Flórida, mas as prévias para as eleições presidenciais mostram que o ex-presidente Donald Trump e seus aliados se encontram mais fortes do que nunca.

Editorial do jornal The New York Times diz que nem mesmo os megadoadores enviando recursos para Nikki Haley (como a rede Koch) foram suficientes para reverter a tendência de vitória de Trump.

Para a publicação, Trump e seus aliados contarão o sucesso nas primárias como “uma vitória sobre um establishment republicano com o qual esteve em desacordo por anos”. Contudo, vale lembrar que agora Trump é o establishment republicano, e o destino do partido parece cada vez mais ligado ao do ex-presidente.

“O ex-presidente controla o Partido Republicano através de praticamente todas as medidas concebíveis”, afirma o NYT, ressaltando que Trump lidera as pesquisas e a arrecadação de fundos, além de ser referência para a maioria dos conservadores do partido e ter seu apoio disputado por qualquer político republicano.

“Neste ciclo eleitoral, Trump recebeu o apoio de 130 membros da Câmara e 31 senadores, a maioria de ambas as bancadas republicanas, de acordo com uma análise da FiveThirtyEight. Haley, sua única oponente remanescente, recebeu apenas um endosso do Congresso, de um membro da Câmara de seu estado natal, a Carolina do Sul”, diz o The New York Times.

A partir disso, entende-se que as ideias conspiratórias de Trump tem ganho cada vez mais corpo dentro do partido principalmente após sua eleição à Presidência norte-americana, quando realizou uma reformulação expressiva no partido, endossando seus aliados e punindo aqueles que o desafiaram de alguma forma.

“A grande maioria dos candidatos não titulares que Trump apoiou alinhou-se estreitamente com as suas causas favoritas e deu crédito às suas teorias da conspiração”, lembra a publicação, citando como exemplo a radicalização na questão migratória e até mesmo as eleições de 2020, as quais o republicano diz que foram roubadas mesmo sem provas.

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

1 Comentário

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  1. O bipartidarismo dos caras faz água, o Sistema não comporta mais a complexidade da coisa, deveria ter umas duas ou três versões de cada dos atuais partidos.

    Outra coisa é o Colégio Eleitoral do tipo tudo ou nada sem uma proporção de votos.

    Meio pretencioso eu querer “resolver” o sistema dos caras mas acho isto.

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