Trump cogita seriamente uso da força na Venezuela

"As pessoas precisam entender e acreditar quando Trump diz que todas as opções estão na mesa. Ele fala muito sério sobre isso", disse o assessor de Segurança Nacional, John Bolton

Do Sputnik Brasil

Trump cogita ‘uso da força’ e Rússia e China não devem interferir na Venezuela, diz Bolton

O presidente dos EUA, Donald Trump, não está brincando quando diz que “todas as opções” para derrubar o líder venezuelano Nicolás Maduro estão abertas, garantiu o assessor de Segurança Nacional, John Bolton, enquanto Caracas acusa um aliado do presidente autoproclamado Juan Guaidó de comandar uma célula terrorista.

“O próprio presidente Trump tem sido claro neste ponto em várias ocasiões, quando diz que todas as opções estão na mesa. Eu acho que as pessoas precisam entender e acreditar nisso. Ele fala muito sério sobre isso”, disse Bolton ao site direitista Breitbart.

Juan Guaidó, opositor venezuelano
Foto: Reuters
Apesar de se recusar a confirmar ou negar explicitamente se os EUA estão dispostos a armar a oposição ou está pensando em uma invasão total do país, Bolton realmente enfatizou que os EUA não têm “maior tarefa internacional” do que proteger até 50.000 americanos que vivem em uma Venezuela de “violência e intimidação”.

Uma preocupação semelhante envolvendo cerca de 800 estudantes norte-americanos na Escola de Medicina da Universidade St. George, administrada pelos Estados Unidos em Granada, foi usada como desculpa para invadir a nação insular em 1983, para expulsar o governo esquerdista do país. O pequeno paraíso tropical está localizado a apenas 160 km ao norte da Venezuela.

Referindo-se novamente à notória Doutrina Monroe, Bolton basicamente admitiu os planos dos EUA de impor sua hegemonia à Venezuela e impedir que a Rússia e a China tentassem ajudar Caracas a superar sua crise econômica — que o governo socialista sustenta ter sido causada pelas sanções dos Estados Unidos, em um esforço global liderado por Washington para isolar o país financeiramente e politicamente.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro,
Foto: Agência Brasil
“Nosso objetivo é garantir que essas influências estrangeiras não estejam controlando a Venezuela e afetando negativamente os Estados Unidos e nossos interesses em nosso hemisfério”, declarou. “Então, estamos falando aqui sobre arrancar o controle de uma autocracia socialista e manter viva a Doutrina Monroe no Hemisfério Ocidental para que poderes fora do hemisfério não ditem o que acontece aqui”.

7 comentários

  1. É verdade. O problema não é o Trymp cogitar seriamente em usar a força bruta contra a Venezuela, o problema é se as forças que ele quer usar, Brasil e Colômbia, estão dispostos a se deixar usar por ele e em benefício exclusivamente dele.
    Se dependesse do Bolsonaro, o Guaidó ja seria o Maduro e este já estaria morto.

  2. Diferente do Brasil, onde a recolonização com a utilização de aventureiros e corporações apátridas (aecio, temer, cunha, Aloísio, grupo globo, etc) funcionou, a Venezuela e seu povo resistem contra o sequestro pelos americanos de suas riquezas, de seus ativos e de sua soberania .
    Então, o país que se diz humanitário e “defensor da democracia” mas que na realidade comporta-se como uma nuvem de gafanhotos famintos da qual resulta uma terra arrasada, busca se utilizar de suas colônias, neste caso Brasil e Colombia, para, a distância e sem sacrificio de seus cidadãos, se beneficiar. Primeiro, das necessidades logisticas da guerra, depois do espólio do povo venezuelano.
    Ciente da incompetência, da subserviência e, como já descreveu Nassif, da falta de noção, do grupo político que logrou êxito nas últimas eleições, deposito minhas esperanças no sentimento nacionalista do comando das forças armadas e da parcela não apodrecida (certamente a maior parte) das demais instituições (Congresso, STF, MPF), para impedir que aventureiros ávidos de poder e dinheiro, nos manobrem e nos façam esquecer da nossa capacidade, como imensa nação que somos, de assumir o protagonismo em nosso continente e mediar, nao incendiar, conflitos.
    Sejamos mensageiros da paz. Filhos e netos sul-americanos merecem usufruir da mesma paz e liberdade que nós, pais e avós, de modo geral, usufruimos nas últimas décadas em nosso continente.

  3. O Guaidó, entre outras cadelas no cio do capital Imperial, putrefez-se antes de amadurecer.
    Ele se parece com um Presidente ao ponto de confundir seu predador, que o devora mas não é por ele alimentado, definhando

  4. Trump não invadirá a Venezuela e isto é óbvio, pois Rússia e China têm muitos interesses e, principalmente, investimentos no país latino americano. Isto está claro desde o começo e não sei a razão da mídia insistir nesta possibilidade. Caso os EUA invadam a Venezuela é com estas duas potências que ele terá de “guerrear” e, por mais lunático que o presidente norte americano seja, ele sabe que isso não é bom para ninguém. Na verdade, o pilantra do Guaidó foi afoito e megalomaníaco e colocou os EUA em uma situação delicada ao se autoproclamar “presidente”. É nele que o Trump gostaria de dar uns cascudos!

  5. Se Trump ousar essa aventura por conta de um nada como o Guaidó Rússia e China vão reagir e não é só na Venezuela. Haverá mexidas em outros tabuleiros como as fronteiras com a Europa e na Ásia.
    Os planos de Trump vão acabar por derrubá-lo e a vários governos subservientes dos americanos.
    Esse é o grande erro do Bolton.

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