Kássio Marques nega plágio em dissertação de mestrado, em nota

O desembargador do Tribunal Regional Federal da Primeira Região afirmou que não há "que se falar de plágio, pois são produções doutrinárias opostas"

Foto: Samuel Figueira/TRF 1ª Região

Jornal GGN – O indicado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), desembargador Kássio Nunes Marques, teria cometido plágio em sua dissertação de mestrado à Universidade Autônoma de Lisboa. Mas Kássio nega os trechos inteiros que teriam sido copiados de artigos publicados na internet.

Em nota divulgada nesta quarta (07), o desembargador do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) afirmou que o seu trabalho “é diferente do posicionamento do professor Saul Tourinho”, autor de trechos reproduzidos em sua tese.

Ele alega que Tourinho é “defensor do ativismo judicial” e que, portanto, não há “que se falar de plágio, pois são produções doutrinárias opostas”.

“A coincidência das citações apontadas provavelmente decorra da troca de informações e arquivos relacionados a um dos temas abordados a partir de palestra em seminário que participaram em 2012”, continuou.

De acordo com publicação da revista CrusoÉ desta semana, Nunes teria usado trechos idênticos ao do autor em sua tese de mestrado, em 2015. Ainda, segundo a nota divulgada por Kássio, o texto foi apresentado após ter passado pela “melhor ferramenta antiplágio de Portugal” e avaliada pelo programa dentro do padrão exigível da instituição.

“Vale ressaltar que a titulação acadêmica nunca trouxe nenhuma vantagem financeira para o desembargador, pois não exerceu a docência após a obtenção do título e jamais proferiu nenhuma palestra remunerada, tendo apenas buscado o aperfeiçoamento do exercício da magistratura”, continuou, na explicação.

 

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