Por Motta Araujo
Nenhum governo pode se escusar por ingenuidade no Poder. O PT cometeu erros em sequencia, a fatura desses erros chegou agora no martirio desse processo de Kafka, uma catarse para os reus e uma tragicomedia felliniana pela
absurdidade do conjunto da obra, exaltada pela transmissão ao vivo, algo inédito no mundo juridico do planeta.
1.Nomear um “”amigo”” sem ideal politico para o Ministerio da Justiça, uma pessoa “nefasta”, vocacionada apenas pelo ego, pela vaidade e pelo ambição de ter ligações para inflar seu papel de advogado criminalista mais caro do Pais.
Quando chegou a Ministro disse que “estava adorando ser Ministro”, frase vulgar e frivola, ninguem é Ministro para “adorar” o usufruto do cargo e sim para prestar serviços ao Pais. Depois disse que estava aposentado e não iria mais advogar, disse publicamente. Mal deixou o cargo voltou a advogar até para o Carlinhos Cachoeira e para quem mais lhe pagasse. Depois do estrago que legou para o PT continua desfilando por festas, coqueteis, etc. como se nada houvesse acontecido e como se o mensalão não fosse come ele, que já faturou direta ou indiretamente seus honorarios que são estratosfericos.
2.Por ter um Ministro da Justiça sem visão e muito menos estrategia politica, esse personagem essenciamente negativo para o projeto do PT deixou passar frangos inacreditaveis para cargos chaves da governabilidade, dois Procuradores Gerais e tres Ministros do STF que só agiram contra o PT, nunca a favor, nem para disfarçar.
Um dos Ministro sem vida pregressa conhecida, cheio de cursos no exterior mas sem experiencia de juiz, de perfil incognito e sem que alguem conhecesse mesmo superfilciamente sua personalidade nebulosa.
Roosevel nomeou 7 juizes da Suprema Corte de sua absoluta confiança, frequentadores de sua casa de campo em Hyde Park, como Felix Frankfurter. Foi inacreditavel Lula nomear Ministros do STF sem que ele nunca tivesse conversado com eles, quer dizer sem ao menos ve-los face a face, o que uma patroa faz até antss de contratar uma
cozinheira.
Pior ainda foram os Procuradores Gerais, os maiores carrascos do PT, a manobra de juntar 37 sem foro privilegiado a 3 com foro foi uma rasteira que o PT (a partir do Ministro da Justiça) deixou passar batido. È esse o DNA da condenação. Naquele momento o “”Deus”” (só se for de confraria de vinhos) tinha força politica para impedir essa loucura e não o fez. Mais ainda, depois do Procurador Geral montar a arapuca inda foi reconduzido ao cargo.
Na bisecular democracia americana o Procurador Geral é de ABSOLUTA confiança do Presidente, que pode demiti-lo a qualquer instante, não só ele como qualquer um dos 75 Procuradores Fderais. Bush demitu 8 em um só dia e quando lhe perguntaram porque respondeu “”Porque eu quis. Posso nomea-los e demiti-los”” E ninguem contesta que os EUA são uma democracia, de tal forma solida que elegeu um fulano filho de muçulmano do Kenia e não branco.
3.O PT chegou ao poder em 2003 sem conexões ou relações do meio juridico. Se tivesse não teria feito essas nomeações sem logica, fiou-se exclusivamente nesse MTB que levou os melhores lideres do PT para um alçapão.
O PT tinha que noemar Procuradores Gerais e Ministros do STF alinhados com o PT, como fazem todos os Presidentes dos Estados Unidos e da França. É prerrogativa de governos preencherem esses cargos com nomes de sua confiança MAS o inefavel homem das meias de seda suiças, sua marca registrada (e que recomendou a Lula) inventou uma bobageira de que ele se orgulhava “”o republicanismo” para nomear titulares de cargos-chaves como Diretor da PF, Procuradores e Ministros de Tribunais Superiores, ” ah, eu sou republicano” se gabava enquanto preparava a corda para o PT com o tal republicanismo fajuto de surfadores da “Democracia da Constituição de 88”, aquela que impede o Brasil de ter governabilidade e que saiu dos corredores da OAB( que ele presidiu) em combinação com o MDB.
NÃO EXISTE REPUBLICANISMO, isso é uma falacia. Governo existe para governar, não para escolher gente sem compromisso algum com quem o nomeou, em homenagem de um teórico REPUBLICANISMO, de que se orgulhava esse Zé Colmeia sem noção e que inventou os personagens que crucificaram o PT com prisão de seus maiores lideres.
4.A conta dos erros chegou, com um julgamento-show de péssimo gosto onde poucos se salvam, alguns por papeis
de carrascos, outros por omissão e falta de coragem para enfrentar aberrações juridicas.. E o show vai continuar mesmo na execução das penas, a Globo passando horas a fio sobre o embarque dos presos em um avião, uma coisa de virar o estomago pela estupidez e mau gosto, convocando “”professores de direito”” sempre os mesmos dois para falar obviedades, a linha-merval é de sempre domonizar o PT e nunca contestar o absurdo das penas e da destruição de pessoas laterais como Simone Vasdconcelos e Katia Rabelo, esta uma fragil bailarina condenada a pena muito pior do que o assassino Pimenta Neves, mas será que ninguem vê o absurdo disso? Qual o imenso perigo que Simone Vasconcellos e Katia Rabelo representam para a sociedade? Katia passou a dirigir o banco pela morte trágica da irmã Junia, que foi estraçalhada pelas pás de um helicoptero, precedida pela morte do pai, Sabino Rabelo, um respeitado empresario. Qual imenso erro ela praticou?Dirigentes dos bancos que provocaram a crise de 2008 não tiveram esse tipo de pena.
Simone é uma funcionaria da agência, nem sócia menor é, condenada a uma pena que nem Stalin daria a um personagem secundario, como passou batido por 11 sumidades do Direito? Traficantes, estrupadores, contrabandistas, receptadores de carga, assaltantes a mão armada, não tem penas tão longas, como isso não ressalta aos olhos? Ou será que o meda de enfrentar o bullying forense foi maior? Quando TODOS foram chamados de chicaneiros, porque não individuado o xingamento, porque ficaram todos quietos? Essa questão é muito maior e muito mais grave do que o proprio julgamento do mensalão, em que mãos o PT nos colocou?
E o processo-simbolo vai servir como exemplo para ACABAR COM A CORRUPÇÃO? Aonde? Na India? Francamente.








Os critérios de Lula
Só a título de acrescentar ao ótimo post
[video:http://www.youtube.com/watch?v=iqMstbPOhRI%5D
verdade!tudo verdade!uma
verdade!tudo verdade!uma analise fria e incontestavel…O PT errou e continua errando…medo ou masoquismo?
“Porque eu quis. Posso
“Porque eu quis. Posso nomea-los e demiti-los”” E ninguem contesta que os EUA são uma democracia, de tal forma solida que elegeu um fulano filho de muçulmano do Kenia e não branco.
nojento.
Pra quem jamais consegue
Pra quem jamais consegue mencionar Morales sem mencionar “indio”… concordo.
Que comentario mais bobinho, Andre!
Eu trato da REALIDADE apenas,
Eu trato da REALIDADE apenas, mesmo que ela seja nojenta. O que eu descrevo é o mundo tal qual ele é.
Fulanizando como de costume
Perón: “A única verdade é a realidade”.
Tua analise é bastante verdadeira e nojenta, pois a política é nojenta… um personagem de Sartre diz: “Não se faz política sem meter a mão na merda”.
Mas é nojento também esse teu costume de “fulanizar” quem não reza pela tua cartilha.
Obama é “fulano” por ser presidente dos EEUU ou é “fulano” porque é negro?… que epíteto terias para o o Bush filho, digo, Jr?… borrachão?
Obama é o Presidente elito
Obama é o Presidente elito dos EUA e como tal deve ser visto. Mas numa analise politica é fora do padrão um cidadão com a biografia dele ser Presidente dos EUA. Isso é real.
1.Um ano antes dele ser eleito nem 1% dos americanos tinhm ouvido falar dele.
2.Não é um negro americano, nascido nos EUA de pais negros, como há milhões. É filho de uma mãe branquissima com um pai negro estrangeiro do Kenya e mussulmano. Isso não lhe parece completamente fora do padrão das eleições americanas ? Isso é realidade, não estou inventando, quem poderia imaginar um personagem com essa estoria pessoal ser Presidente dos EUA?
3.Por outro lado ele é um homem muito culto e com excelente educação, ao contrario de um tipo como Marion Barry, que foi Prefeito de Washington, a capital do Pais, por duas vezes, preso em um hotel fumando maconha pelado e com duas prostitutas, foi cassado e depois reeleito Prefeito de Washington, com pessima administração nas duas vezes.
4.Obama está tentando fazer uma boa administração e seu sistema de saude é uma proposta séria, necessária e excelente. Por dessas ironias da vida suas relações com o Brasil são pessimas e as de BUsh Jr., que era um traste, eram excelentes, ele e Lula se davam muito bem.
Veja como a vida não é simples e não pode ser analisada por clichês.
Eh, e tudo isso eh
Eh, e tudo isso eh irrelevante quando quem te fala da a nitida impressao que pensa que a zelite fez um grandicissimo favor de deixar eleger um preto muculmano meio-keniano pra presidencia.
Ou um indio colaleiro de franja.
Quem sabe faz agora….!
A análise é muito sombria e desqualifica qualquer espaço para a ética, vocação de serviços ao país, etc. Não tiro razão ao comentarista acima, mas, rotula de ingenuidade qualquer forma republicana de governar e, sinceramente, se o PT tivesse seguido um caminho mais pragmático não acho que isso iria resolver o problema, mas apenas legitimaria um jogo de interesses paralelos, ao jogar da mesma maneira.
O fato de indicar juízes de péssima qualidade ou procuradores vinculados ao poder paralelo sem voto, que manda há séculos neste país, não é apenas sinal de ingenuidade de quem escolheu, mas indica que, na sua maioria, essa turma é mesmo corrupta ou alienada pelo poder econômico global, pelos EUA ou pelo PIG. Aí está a raiz do problema.
Apenas o povo, com maior educação e informação, poderá tirar o Brasil deste circulo vicioso. O PT e o governo parecem apostar nessa reação popular e, nesse ponto, é a nossa responsabilidade cumprir esse papel, na urna e nas ruas.
Por ter um Ministro da
Por ter um Ministro da Justiça sem visão e muito menos estrategia politica.
Que pérola (entre tantas)! Pelo menos vai direto ao assunto. O que interessa são os interesses do partido!
Na mosca!
Assino embaixo, e grifando essa indagação capital: “em que mãos o PT nos colocou?”
É isso aí, porque daqui uns poucos anos os governos petistas talvez acabem, mas essas tristes figuras — corrigindo, sinistras, que triste figura era o adorável Dom Quixote — vão continuar na mais alta corte do país.
MInistro do STF bom é aquele
MInistro do STF bom é aquele que ajuda o PT (pelo menos pra disfarçar), nao aquele que cumpre a lei.
Parei de ler esse lixo amoral bem aí.
Gostaria de perguntar aos que
Gostaria de perguntar aos que ficam dizendo que foram Lula e Dilma que indicaram a maioria da atual composição do STF, o que querem dizer com isso? Será que entendem que a mais Alta Corte de Justiça do País, deve movimentar-se com base em coloração partidária ou em função de indicações? Ou melhor, aceitariam, de bom grado, a condenação de inocentes de outras tendências ideológicas, usando o Direito como instrumento de vingança? Querem culpar a vítima pelo crime, assim como acusam as mulheres violentadas de provocarem a violência?
Alô, comunidade jurídica brasileira, o mico, caso a Itália, absolva Pizzolato, não é só do JB e do STF, não. É de toda uma comunidade jurídica, covarde, omissa, interesseira e elitista do Brasil. Podem ir se preparando para serem expostos ao mundo como a fraude acadêmica que vcs, são. Quero só lembrar ao pessoal das demais áreas que o que foi abandonado nesse julgamento não foi qq tese ou aspecto complexo ou polêmico. Nada disso, o que foi negado aos réus, qq estudante, daqueles bem vagabundos de PRIMEIRO período sabem. Sabe aquelas questões que TODOS os alunos acertam nas provas; que os professores mais legais colocam só para o aluno não zerar? Pois é, foi isso e só isso que foi negado aos réus da AP 470 e a comunidade jurídica inteira fingiu não perceber. Assim como nossos magistrados, nossos operadores de direito tb são uma fraude. A quantidade de internautas, reclamando, princípios elementares de Direito, baseados em sua própria experiência de vida, já seria suficiente para constranger os que se colocam como grandes juristas. E que nem venham posar de estrategistas com frases feitas, do tipo, só dá para entender o que aconteceu, com a passagem de tempo que esfria os ânimos pq, fosse assim e os processos só deveriam ter início, décadas após os crimes e as condenações, com muito mais razão,deveriam aguardar o momento histórico, adequado. Portanto, não procurem justificar sua omissão e covardia pq ficará pior.
Eles querem dizer que o PT
Eles querem dizer que o PT devia “aparelhar” o STF com “cumpanheros”, assim eles terão provas de que o Brasil é um país bolivariano-comunista-totalitário.
Por definição o STF não
Por definição o STF não deveria ter “companheiros” mas mesmo que tivesse, como já explicou o A. A., seria para casos extremos e jamais para expor a Nação dessa maneira. QQ um deles, indicado por quem quer que fosse, deveria responder a uma exigência muito maior do que a simples lealdade às indicações..Minimanente, deveriam ser capazes de fazer suas teses, soarem críveis, juridicamente. Foram incompetentes TODOS e não só os indicados por Lula ou Dilma, Os únicos Ministros que trataram de fundamentar, tecnicamente, seus votos, foram Teori ( deu um vacilo ), MAM, ( um vacilo ) e Lewandowski ( um vacilo ).
Vamos lá: MAM qdo embracou na quizila pessoal com Barroso ao alegar pressão popular em seu voto; isso não tem nada a ver com direito e muito menos com o temperamento do Ministro MAM.
Teori qdo amarelou com relação ao caráter infringente dos declaratórios e, por conta disso, acabou por legitimar a prisão, Antes do trãnsito em julgado por mais que, mais tarde, tentasse reverter isso.
Ministro Lewandowski, e aqui é mistério, qdo não apreciou as provas apresentados pela defesa de Pizzolato.
Esses três ministros, não são obrigados a acertar todas e um deles, sequer, foi indicado por nosso Governo mas, guardam a preocupação em manter a integridade da Corte, o que para o resto, não faz qq diferença.
Sabe qual a diferença? É que min. MAM, diz, eu ouço a voz das ruas, mas na hora de mandar para a prisão os réus, eu voto contra.
Ministro Lewandowski, não conhece dos embragos mas na hora de mandar para cadeia, vota contra
e, Ministro Teori, concorda com tudo mas abre divergência e é acompanhado, pela maioria, numa hora em que tudo conspira a favor do punitivismo.
Não é uma questão de ideologia ou companheirismo; é uma questão de responsabilidade com o seu ofício. Eles sabem que tem poder e sabem que esse poder pode significar a diferença entre a liberdade e o encarceramento de uma pessoa e não usam isso para sacanear os outros ou para mostrar serviço aos titereiros.
Só numa viagem de ácido vencido, alguém poderia imaginar que pessoas com tamanho poder sobre nossas vidas pudessem ser chamadas de companheiros, mesmo que estejam a nosso favor. Uma canetada e a vida de qq um de nós está desgraçada; esses são seus companheiros? Boa sorte…Mas meus companheiros não tem o poder de acabar com a minha vida, por mais legais que eles possam parecer. Não viaja, cara. Nós não temos companheiros, ali.
Puxa! Diogo Costa e Cristiana
Puxa! Diogo Costa e Cristiana Castro em 3 minutos. Concordo como sempre em 100%. O caso Pizzolato vai deixar a comunidade jurídica brasileira em maus lençois.
E nós com Genoíno e Dirceu… somos milhões, e vamos enfrentar essa farsa.
Quanto a ser republicano sou favorável. Mas Aires Brito, Tófoli, Barbosa… concordo com o AA não é republicanismo…é ingenuidade.
Cristiana, assino embaixo. O
Cristiana, assino embaixo. O duro é que a vergonha vem para todo o país….se fosse só para o STF e para o todo poderoso….mas não, iremos juntos na vergonha!! Agora, os que ficam aplaudindo….quero só ver amanhã ou depois quando tiverem seu direito de ampla defesa negado e, sentença antes de transitar em julgado. Lembrando de Pagliacci…..Ri palhaço….ri palhaço……ria da sua própria desgraça.
De certo acham que o PT deveria ter aparelhado o STF….como faz e fez outro partido que não se deve dizer o nome.
Devagar com o andor
DEVAGAR COM O ANDOR – Márcio Thomaz Bastos foi peça chave, fundamental, de grande valia e de grande abrangência para barrar as inúmeras tentativas de golpe que houveram contra Lula em 2005 e 2006.
Foi uma das mais destacadas figuras do governo federal, atuando ao lado de Dilma Rousseff, Ciro Gomes, Luiz Inácio Lula da Silva e do próprio José Dirceu para impedir, por exemplo, que um pedido de impeachment contra Lula vingasse no Congresso Nacional.
A não inclusão de Lula na denúncia do MPF, feita em abril de 2006, teve a ingerência direta de Márcio Thomaz Bastos. Se Lula fosse incluído naquela denúncia, seu governo acabaria ali mesmo e sua reeleição restaria deveras prejudicada.
Também é bom sempre relembrar que a OAB teve uma reunião tensa e decisiva para o futuro da democracia brasileira, em maio de 2006. Nesta reunião foi arquivado o pedido de impeachment que alguns de seus integrantes solicitaram contra o presidente Lula. E porque foi arquivado?
Justamente porque a denúncia feita pelo MPF, menos de um mês antes, não tinha o nome do presidente! Mais uma vez Marcio Thomaz Bastos se utilizou de todas as suas ferramentas, enquanto Ministro da Justiça, para abortar a tentativa de golpe. Isto sem falar da Câmara…
A oposição e a mídia venal elegeram Severino Cavalcanti (PP-PE) presidente da Câmara em 2005, com a articulação direta e decisiva de FHC. Derrotaram o então candidato do PT, Luiz Eduardo Grennhalg, da seção paulista.
Pois bem, quando estourou o “mensalão”, a oposição se viu diante do quadro mais maravilhoso do mundo! Todos sabemos que qualquer processo de impeachment só tem sequência com a anuência do presidente da Câmara dos Deputados, que pode arquivar ou dar sequência a qualquer pedido desta natureza.
Acontece que Severino Cavalcanti, eleito pela oposição, traiu a oposição e cerrou fileiras em apoio ao presidente Lula logo em seguida (na negociação o PP recebeu o Ministério das Cidades, que comanda até hoje…).
O que fizeram os fracassados oposicionistas diante da mudança de posição de Severino, que eles mesmos elegeram presidente da casa contra o candidato do PT?
Logo arranjaram um jeito de destituí-lo da presidência, com aquela história do “mensalinho” do Severino, relativo à cantina da casa!
A oposição então tratou de bancar a eleição de José Thomaz Nonô (PFL-AL) para a presidência da casa, esta era a última esperança da oposição para entrar com o pedido de impeachment de Lula.
Ocorre que o vencedor, por escassa margem, foi Aldo Rebelo (PC do B-SP), e ali se abortou definitivamente (no Congresso Nacional) mais uma tentativa de golpe.
Abortado o golpe no Congresso, FHC, cínico como sempre, surge com a ‘tese do sangramento’, ou seja, quando viu que o golpe que pretendia fazer contra Lula fracassou, saiu pela tangente dando uma de “magnânimo”…
O que pretendo dizer com tudo isso?
Pretendo dizer que o governo federal, Lula e o PT fizeram o que era possível ser feito naquela altura dos acontecimentos. As pessoas não se dão conta de que a interrupção do governo Lula esteve por um fio!
Não foi feita por detalhes minúsculos, não foi feita porque todas a máquina do governo federal se movimentou para barrar o impeachment de Lula e a tentativa de golpe branco. É uma falácia, uma rotunda mentira dizer que o governo federal e o PT não se mobilizaram naquela época para defender o governo. Isso não é verdade!
Foi mobilizado meio mundo para garantir a não inclusão de Lula na denúncia do MPF (poderosíssimos setores oposicionistas pressionaram para que isto acontecesse), foi mobilizado meio mundo para que a presidência da Câmara não caísse nas mãos da oposição em 2005, foi mobilizado meio mundo para que a OAB não entrasse com um pedido de impeachment contra Lula em maio de 2006, etc, etc e etc.
É uma sonora e rematada bobagem dizer que as pessoas do governo federal e do PT ficaram vendo a banda passar quando da eclosão desses acontecimentos. E, por tudo isto que acabei de escrever, repito mais uma vez, Márcio Thomaz Bastos foi peça fundamental, crucial para que o governo Lula pudesse sobreviver àqueles intensos bombardeios de 2005 e 2006.
Por fim, cumpre destacar que traição não vem de fora, vem de dentro. Se viesse de fora, não seria traição! Esqueceram-se de Augusto Pinochet e de Salvador Allende?
Ninguém em sã consciência poderia imaginar, até o início do julgamento farsesco da AP 470, em agosto de 2012, que estaria prestes a assistir a um circo de horrores fraudulento de tamanha monta.
Ninguém imaginava isso, nem mesmo a quadrilha máfio-midiática!
A “sacada” de Barbosa, ao defender o estupro da nazista teoria do “domínio do fato” para estiolar réus sobre os quais não pesava nenhuma prova esculhambou com todo mundo, pegou todo mundo de surpresa.
O mundo jurídico brasileiro jamais esperava que o STF fosse se afastar de sua jurisprudência majoritária e nunca imaginaria que a sanha condenatória dos verdugos togados os levasse até mesmo a torturar a nazista teoria do “domínio do fato” para fazê-la ‘confessar’ que alguns dos réus eram culpados!
O Tribunal de Exceção esmerou-se para que todos os que tem mais do que dois neurônios pudessem chamá-lo de Tribunal Inquisitorial, de Exceção e Medieval.
Valeria bem mais a pena estudar o mundo das traições na história da política do que centrar fogo, erroneamente, em Márcio Thomaz Bastos. Os traidores geralmente estão próximos, muito próximos daqueles que um dia, mais cedo ou mais tarde, irão trair.
Antes de tudo, os traidores traem as suas próprias consciências, alguns por dinheiro, outros por fama, poder, etc… Existe, por exemplo, alguém que tenha sido mais traidor nessa história toda do que Carlos Ayres Britto?
Réu preso, dinheiro solto…
Jargão vulgar e batido nos meios criminais…Claro que MTB foi de grande valia, pois ele vendeu a imagem da “grande valia” após deixar o caldo desandar…
Motta Araújo não é o predileto de titia, pelos motivos óbvios, mas o fato é que seu texto vai na ferida, sem retoques!
O erro MTB não foi aprendido, olha só o Cardozão (vide caso “rosemary”) aí…
Um desastre…
O PT tem um deslumbramento e um problema histórico para se articular em dois setores cruciais: o meio jurídico, e dentro do aparato de segurança pública…
No caso do meio jurídico, é um deslumbramento que leva o estamento petista a “abanar o rabinho” a todo picareta com anel de doutor…
Herança da memória dos anos de chumbo, onde as relações de dependência dos presos, a sua fragilidade frente ao arbítrio, levou os quadros mais proeminentes a adotar uma postura de “adoração” a todo bacharel que se aproxima…
No caso dos “meganhas”, o recalque é outro, fruto da violência a que foram submetidos,e por razões até justificáveis, mas que na medida em que se tornam gestores do Estado, acabam por meter os pés pelas mãos: ou cedem aos apelos autoritários das corporações (reproduzindo a lógica classista da polícia) ou partem para encurralar estas forças retirando-lhes de forma inadvertida a autoridade….
O texto é muito bom…
Meu caro Diogo, suponde-se
Meu caro Diogo, suponde-se que vc tenha feito um relato acurado (e lhe dou todo credito) sobre os riscos de impeachment de Lula, ainda assim continuam pendentes as más escolhas para a PGR, com recondução duas vezes e para tres cadeiras do STF. Não é possivel escolher juizes que votam contra quem os escolheu. Democracias ficam ingovernaveis com a retaguarda descoberta. Essa situação não existe nem em democracias solidas. O Chefe de Governo dos EUA, França, Alemanha, Grã Bretanha, democracias tradicionais, esperam dos juizes que eles indicam completa fidelidade, Roosevelt fez manobras pesadissimas contra a Suprema Corte para mudar composição e conseguir colocar membros favoraveis a ele. Ninguem o acusou de ditador, é parte legitima do campo de manobra do Presidente.
Quanto ao Procurador Geral nem se discute, é um funcionario do Presidente, não é em nenum lugar um poder independente não eleito, aliás eleitos dentro da corporação, só nós aqui no Brasil inventamos essa anomalia, assim como eleição de Reitor de Universidade pelos alunos, não tem em Pais algum do mundo.
No Brasil parece que não gostamos de governos fortes, os unicos capazes de governar.
O MTB não foi acusado de
O MTB não foi acusado de traidor. Apenas o autor do post alerta p/ ingenuidade do Lula de nomear um advogado medalhão mais preocupado com o bolso que em servir ao projeto de governo do Lula e o PT. O que se discute não é a atuação formal à frente do MJ mas a fraca assessoria para nomear cargos discricionários colocando personagens sem compromisso não com o PT, mas sim com o projeto do governo do PT. É só contrastar com as nomeações do FHC: Gilmar Mendes e o Engavetador Geral da República. Penso que o caso pior é na PGR, pois como disse o autor este cargo deve pertencer a uma pessoa de absoluta confiança do presidente. Esse idealismo que você defende fatalmente levará o PT a uma derrota, senão nas urnas, no judiciário e os processos de impeachment vão se suceder um atrás do outro. Se no ano que vem o PSDB ganhar a eleição (acho pouco provável mas não impossível) o Lula pode ir reservando uma vaguinha na Papuda, junto a Delúbio, Dirceu e o Genoíno (se o Barbosa não o mata antes).
“os personagens que
“os personagens que crucificaram o PT com prisão de seus maiores lideres.”
Certissimo André. Marcio Thomaz Bastos foi uma infeliz escolha para a Justiça e foi omisso no decorrer das investigações. Mas eu tenho um palpite. Medo da imprensa. Não somente dele, mas do governo em geral.
Se tivessem feito a menor pressão que fosse sobre esse inquérito, pode ter certeza que Antonio Fernando de Souza ou Gurgel teriam gritado para a imprensa. Lembra da historia vulgar que criou Gilmar Mendes em conivência com a Veja ?
Quanto as escolhas… foram feitas da maneira mais democratica possivel. Gilmar Mendes e MAM não são muito melhores que os que vieram depois. Acho que os ministros do STF refletem uma certa face do judiciario brasileiro. Eis a questão.
Sobre os Estados Unidos serem uma democracia. Nem por um segundo acredito nessa propaganda enganosa.
Hate speech full mode on
Hate speech full mode on.
Post lamentável, principalmente na parte que fala do Ministro da Justiça do Governo Lula. Márcio Thomaz Bastos agora é culpado pelos atos que os outros praticaram. Esse cara não pode estar em seu normal.
Protesto por esse ataque mais do que lamentável contra o grande advogado, a grande pessoa que é Márcio Thomaz Bastos.
A crítica por ele ter sido advogado de Cachoeira é de um primitivismo absurdo.
Lamentável esse texto. Mal consegui chegar à metade. Mas fui adiante. Devia ter desistido.
Ok, também concordo que a bailarina pegou uma pena exagerada. Mas ela confessou a participação em vários delitos!
Cometeu crimes, fazer o quê?
Não adianta reclamar com os petistas quanto a isso. Eles não estão nem aí para ela. Nem para os outros condenados. Só importa Genoíno, Delúbio, João Paulo Cunha e Zé Dirceu. O resto que se exploda. Inclusive Valério, que eles, constrangidos, não defendem. Eles sabem quem é Valério. Basta ver os comentários sobre o mensalão tucano de Minas Gerais.
Engraçado que, no mensalão mineiro, Valério é um “corrupto”, “branqueador de capitais”. Mas não no mensalão do PT, onde ele aplicou os mesmos métodos de lavagem de dinheiro que foram usados antes a serviço do PSDB mineiro, como bem notou o delegado Zampronha no inquérito do mensalão tucano de Minas Gerais.
No mensalão do PT, em que agiu com grande liberdade, Valério não fez nada demais, ainda que nenhum dos defensores dos petistas tenha a coragem e a coerência de defender isso aberta e expressamente.
Não adianta se esconder atrás do mensalão mineiro
Se houvesem culpados no PT haveriam provas, com todo esse empenho na condenação não é possível que não consigam uma provazinha. Não era mesalão nem aqui nem em minas, não houve compra de votos como diz a denúncia, isso não tem pé nem cabeça , não existe correlação entre votações e pagamentos não é possível que haja alguém tão cego a ponto de não ver isso. Valério não passa de uma clara tentativa de comprometer o PT com os velhos esquemas de financiamento de campanha usados pelos tucanos, era uma importante salvaguarda da turma que Roberto Jeferson jogou por água abaixo, quem não ver isso está por fora ou está por dentro de coisas que não sabemos e são inconfessáveis.
O Argolo tem o péssimo hábito
O Argolo tem o péssimo hábito de tentar trasnferir para os outros aquilo que ele mesmo é. Dia destes me acusou de me contrapor aos valores democráticos, quando, em verdade, quem defende valores e fórmulas antidemocráticas aqui neste blog, desde há muito, é ele. Agora, acusa o Motta Araújo de primitivismo em seu texto, quando, em verdade, o primitivismo quem comete é ele em seus textos, e primitivismo de caráter colonial. O sentido do receituário do Argolo é semelhante ao dos sermões dos padres que prestavam serviços ideológicos aos senhores de engenho no Brasil colonial. Estes, buscavam convencer os escravos de que todo tipo de suplício pelo que passavam nas mãos dos seus senhores era bom e merecido, ou porque eram pagãos, ou porque eram demônios, ou porque não eram gente ou porque, simplesmente, dentro da ordem social em que estavam inseridos, aquele era o papel que cabia a eles desempenhar sem contestar, uma vez que não cabia a pagões e pessoas inferiores contestar os mandos e desmandos dos homens bons, representantes do senhor Deus na terra. Na mesma direção vai os argumentos do Argolo sobre os réus do Mensalão. Sua reza e seus sermões são baseados na leitura lassa da lei e dos princípios juridicos. Ele não discute o conteúdo das denúncias, ele não se atém à inexistência de provas, ele não debate sobre todos os atropelos jurídicos que foram cometidos pelos senhores a quem ele presta serviços.
Puro delírio. Falácia do scarecrow
Ou no bom português, boneco de palha.
O sujeito autor deste post pegou uma suposta referência histórica que ele deve ter lido em algum lugar nos últimos dias e, com a forçação de barra dos com pouca inteligência e nenhuma vergonha na cara, comparou-me aos padres que, segundo ele, davam sermões aos escravos, arrumando um jeito de culpá-los de alguma forma pelo sofrimento.
Isso não tem absolutamente nada a ver com o meu comentário. Os reus do mensalão não são escravos, ninguém aqui é réu no mensalão para que seja possível comparar com um imaginado diálogo entre um padre e escravo, eu não quero subverter nenhuma “injustiça”, sabendo conscientemente que estou fazendo isso, como aparentemente os padres citados faziam. A comparação é completamente improcedente, portanto. Não faz nenhum sentido. É clichê moralista de gente sem intelecto, que gosta de florear os textos com subjetivismos históricos descontextualizados. Enfim, papo lacrimoso furado. Nada além disso.
O primitivismo ao qual eu me reportei é quere culpar o Márcio Thomaz Bastos por advogar para Carlinhos Cachoeira ou por ser um advogado criminalista bem remunerado.
No mais, o trecho abaixo é puro desvario de alguém que não tem o que fazer a não ser inventar coisa que não existe:
Ele não discute o conteúdo das denúncias, ele não se atém à inexistência de provas, ele não debate sobre todos os atropelos jurídicos que foram cometidos pelos senhores a quem ele presta serviços.
É o que eu mais tenho feito, o que seja, discutir o contéudo das denúncias, ater-me à existência de provas, debater sobre os acertos jurídicos que foram praticados.
Eu poderia mandar você para a pqp. Estaria de bom tamanho para responder a uma sandice dessas, cheia de clichês e com o típíco moralismo tosco que marca as babações de ovo da pelegada de sempre.
Mas limito-me a dizer que sinto decepcioná-lo, mas eu não sou escravo para ter senhor a quem prestar serviço, debilóide de frases feitas.
Mais uma para a lista!
Cada vez que Argolo abre sua enorme boca para zurrar alguma coisa sobre Lógica, solta uma nova pérola que vai para a lista. Não li o comentário todo, claro, porque as asneiras analfabetas do Argolo são ilegíveis. Mas vi logo no começo o Jumento falar em “Falácia do scarecrow”. Aí vem a brilhante tradução: “BONECO DE PALHA”.
Isso demonstra duas coisas. A primeira é que Argolo nunca leu um único livro sobre Lógica em sua vida inteira, o que se encaixa perfeitamente com seu perfil analfabeto. Não há outra explicação possível para o ignorante não saber que o nome da falácia em português é espantalho, isso pode ser encontrado em qualquer manual de lógica. A outra consequência da burrice é demonstrar que ele também não sabe inglês, apesar de usar frases em inglês em 95% dos seus comentários, aliás quase sempre com erros de ortografia e sintaxe (a última maravilha que eu li foi “ops, I did again”, que aliás também vai para a lista).
Um idiota que se acha tanto quanto esse animal traduzir “scarecrow” como “boneco de palha” ao invés de “espantalho” significa que estamos diante de um analfabeto que não sabe uma palavra em inglês e está mais uma vez tentando se mostrar falando de coisas que não sabe, com a consequência de que acabam saindo besteiras que as pessoas com algum grau de alfabetização percebem. É patético.
“Falácia do Scarecrow. Ou, no bom português, Boneco de Palha.” – Alessandre de Argolo.
Falácia do espantalho ou
Falácia do espantalho ou falácia do boneco de palha ou do homem de palha são expressões sinônimas, fake vagabundo hehehe.
É claro que eu sei o que significa scarecrow.
A falácia do scarecrow é justamente o que em português TAMBÉM chamamos da falácia do boneco de palha.
Mas você, um fake vagabundo de Internet que emporcalha os debates e que deveria há muito tempo ser chutado deste espaço junto com os outros perfis fakes que ostenta (Daytona e outros), não sabe disso.
O básico para você, um rematado imbecil, charfurdar em sua burrice sem comparações:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia_do_espantalho
http://omeubau.net/boneco-de-palha/
Em primeiro lugar, a
Em primeiro lugar, a lista:
“Minha fonte é a Wikipedia.” – Alessandre de Argolo.
Aliás, para variar, Argolo mente em sua resposta iletrada. O que acontece é que a Wikipedia em português é editada também por portugueses, que incluíram o termo “homem de palha” (não boneco) que é como chamam os espantalhos por lá. Ou seja, desculpa esfarrapadíssima do Xandy para tentar esconder mais um escorregão em que novamente demonstrou não ter o menor domínio daquilo que está dizendo, como já demonstrei por a+b em dezenas de comentários, particularmente na lista que compilei com suas merdas. Qualquer um pode procurar um livro alfabetizado de Lógica e verificar por conta própria, não é preciso perder tempo com os latidos desse desclassificado.
A outra ilusão interessante é o delírio que o infeliz apresenta de que eu “debato” com ele. Tentei ter um diálogo razoável com o Argolo uma única vez, quando ele demonstrou sem deixar qualquer margem para dúvida que não preenche o requisito necessário para participar de um debate pela internet, que é apresentar um grau mínimo de alfabetização. Não há razão para perder tempo tentando dialogar com um cidadão que é claramente incapaz de formular um único pensamento racional ou qualquer raciocínio com uma nesga que seja de coerência. Tudo o que Argolo escreve são burrices, bobagens, palavrões e falácias. Nunca li uma linha dele que me fizesse pensar, é tudo pura besteira. Jamais tentaria “debater” com um sujeito desse nível.
PT seguindo os AAs dá nisso
Foi tudo o que o PT procurou fazer, toffoli(chamado de gilmar do lula), ayres britto, barbosinha por indicação do frei beto, O PT TEM QUE SE BASEAR SOMENTE NA HISTÓRIA dos indicados, não confiar simplesmente em indicações de terceiros, lobies, acordões sem garantias, o PT não sabe jogar o jogo dos malandros, Tinha que botar a Ela Wiecko, tinha que chamar o De Sanctis, tem o protógenes, tem o Paulo Lacerda, gente que não aceitaria ser chamada pra nenhum acordo com o PT e nenhum outro, os malandrões vão lá e dizem que matam no peito levando facinho as indicações, não pode mais ser assim, bastavam indicar candidatos sérios que afundavam essas armações de PGR e STF que não se sustentam em nada, isso é que é ser republicano, não precisa por um amigão lá, o PT ou o governo tem que montar um núcleo de inteligência eficiente que vasculhe a vida desses indicados, sua história profissional, suas ligações, tem que denunciar as articulações de gilmar mendes botando um araponga dentro do STF tendo colegas como empregados, podendo influir no voto alheio, espionagem, não só a tão falada da NSA como a interna tem muito a ver com que que tá acontecendo.
Se não tá dando certo a “convivência” com a direita tem que desligar o modo bonzinho e começar a chamar as pessoas que fazem esses bandidos tremerem de verdade.
O ótimo Bandeira de Mello também errou
MTB não foi um único a errar em suas indicaçãoes, tambem o Bandeira de Mello, que indicou Ayres Britto, o problema é a falta de juristas dignos de fazerem parte da Suprema Corte de uma das maiores economias do mundo, alguma coisa está errada:
“Enquanto não houver censura, teremos essa violência”
Por Elton Bezerra
Dita por qualquer outro advogado, a frase poderia indicar contradição ao vir de alguém que tem por dever de ofício defender a liberdade. Mas é conhecida a aversão do célebre professor pelos principais veículos de comunicação do país. É para a imprensa que ele aponta o dedo ao falar sobre o mensalão. Sua interpretação é que houve um conluio dos órgaos da grande imprensa para derrubar o então presidente Lula. É a mesma culpada, segundo ele, da influência deletéria sobre o Supremo Tribunal Federal. “Acho muito ruim decidir de acordo com a imprensa”.
Bandeira de Mello já deixou sua marca no Supremo. A ele é atribuída a indicação do sergipano Carlos Ayres Britto para a vaga de ministro aberta com a aposentadoria do também nordestino Ilmar Galvão. Sobre seu papel na sucessão, ele faz mistério, mas não esconde a amizade de 40 anos com o atual presidente do STF, deixando transparecer que o amigo chegou à mais alta corte do país por sua indicação e pela do professor Fabio Konder Comparato, da Faculdade de Direito da USP, outro conhecido acadêmico de esquerda.
Ácido, o professor há quase quatro décadas na PUC-SP atira contra a formação dos advogados, que em sua avaliação sofrem com a formação deficiente, fruto da expansão desenfreada dos cursos de Direito. “Quando se incorpora uma grande multidão, perde-se em sofisticação.”
Leia a entrevista:
ConJur — Como o senhor vê o processo do mensalão?
Celso Antônio Bandeira de Mello − Para ser bem sincero, eu nem sei se o mensalão existe. Porque houve evidentemente um conluio da imprensa para tentar derrubar o presidente Lula na época. Portanto, é possível que o mensalão seja em parte uma criação da imprensa. Eu não estou dizendo que é, mas não posso excluir que não seja.
ConJur − Como o senhor espera que o Supremo vá se portar?
Bandeira de Mello − Eu não tenho muita esperança de que seja uma decisão estritamente técnica. Mas posso me enganar, às vezes a gente acha que o Supremo vai decidir politicamente e ele vai e decide tecnicamente.
ConJur − O ministro Eros Grau disse uma vez que o Supremo decidia muitos casos com base no princípio da razoabilidade e não com base na Constituição. O que o senhor acha disso?
Bandeira de Mello − Pode até ser, mas eu acho que muitas vezes quem decide é a opinião pública.
ConJur – E o que o senhor acha disso?
Bandeira de Mello – Péssimo. A opinião pública é a opinião da imprensa, não existe opinião pública. Acho muito ruim decidir de acordo com a imprensa.
ConJur – E como o senhor avalia a imprensa?
Bandeira de Mello − A grande imprensa é o porta-voz do pensamento das classes conservadoras. E o domesticador do pensamento das classes dominadas. As pessoas costumam encarar os meios de comunicação como entidades e empresas cujo objetivo é informar as pessoas. Mas esquecem que são empresas, que elas estão aí para ganhar dinheiro. Graças a Deus vivemos numa época em que a internet nos proporciona a possibilidade de abeberarmos nos meios mais variados. Eu mesmo tenho uma relação com uns quarenta sites onde posso encontrar uma abordagem dos acontecimentos do mundo ou uma avaliação deles por olhos muito diversos; que vai da extrema esquerda até a extrema direita. Não preciso ficar escravizado pelo que diz a chamada grande imprensa. Você pega a Folha de S.Paulo e é inacreditável. É muito irresponsável. Eles dizem o que querem, é por isso que eu ponho muita responsabilidade no judiciário.
ConJur – O que o Judiciário deveria fazer?
Bandeira de Mello − Quando as pessoas movem ações contra eles, contra os absurdos que eles fazem, as indenizações são ridículas. Não adianta você condenar uma Folha, por exemplo, ou umaVeja a pagar R$ 30 mil, R$ 50 mil, R$ 100 mil. Isso não é dinheiro. Tem que condenar em R$ 2 milhões, R$ 3 milhões. Aí, sim, eles iriam aprender. Do contrário eles fazem o que querem. Lembra que acabaram com a vida de várias pessoas com o caso Escola Base? Que nível de responsabilidade é esse que você acaba com a dignidade das pessoas, com a vida das pessoas, com a saúde das pessoas e fica por isso mesmo? Essa é nossa imprensa.
ConJur − O senhor é a favor da diminuição da maioridade penal?
Celso Antônio Bandeira de Mello − Não consigo ser porque a vida inteira eu fui contra, mas hoje eu balanço. Eu era firme como uma rocha, achava um absurdo, achava que era necessário dar boas condições de vida para as crianças. Claro que devemos fazer isso, mas enquanto existir televisão e não for permitida a censura, nós vamos ter a continuidade dessa violência e as crianças vão assistir violência.
ConJur − O senhor é a favor da censura na TV?
Bandeira de Mello − Sou absolutamente a favor. Sou contra a censura ideológica. Essa eu sou visceralmente contra. Mas a censura de costumes eu sou a favor.
ConJur − Como seria essa censura de costumes?
Bandeira de Mello − Todo mundo é [a favor], só que não tem coragem de dizer. Você é a favor de passar filmes pedófilos na televisão? Eu não sou. Mas se passasse você se sentiria como? Você é a favor de censurar. As pessoas não têm coragem de dizer, porque depois do golpe virou palavrão ser a favor da censura. Você é a favor que passe um filme que pregue o racismo, não importa que tipo de racismo, nem contra que povo? Todo mundo é a favor da censura, mas as pessoas não têm coragem de dizer por que não é politicamente correto.
ConJur − E a quem caberia exercer essa censura?
Bandeira de Mello − Não precisa ser de funcionário público. Um corpo da sociedade escolhido por organismos razoavelmente confiáveis, como a OAB e certas entidades de benemerência.
ConJur – Mas a censura não é vedada pelas leis do país?
Bandeira de Mello − Você diria que é proibido. Eu diria que não é tão proibido assim. Pegue a Constituição e veja o que ela diz a respeito da defesa da criança, inclusive na televisão. Portanto, seria perfeitamente possível, mas a palavra ficou amaldiçoada.
ConJur – Por que deveria haver censura?
Bandeira de Mello − A imprensa escolhe o que noticia e usa uma merda de argumento que diz o seguinte: “Nós não somos responsáveis por essas coisas, isso existe, são os outros que fazem isso. Só estamos contando, nada mais.” Se fosse por isso, a humanidade não teria dado um passo, porque a humanidade adorava ver os cristãos sendo devorados pelos animais ou os gladiadores se matando. A humanidade adorava ver as supostas feiticeiras sendo queimadas. A humanidade sempre gostou de coisas de baixo nível e vis. Dizer que tem gente que gosta de assistir esses programas ordinários não é argumento válido. Você diz esse mesmo argumento para passar e acabou. A imprensa poderia dar notícias de coisas maravilhosas. Existe muita gente boa, que fazem coisas excelentes. Não. Ela noticia só o que há de pior, e você fica intoxicado por aquilo no último grau.
ConJur − O senhor acha que a imprensa deveria ser obrigada a noticiar outras coisas?
Bandeira de Mello − Acho que não dá para tolher a liberdade das pessoas nesse nível. Deveria haver uma regulamentação da imprensa importante.
ConJur − Em todos os meios: impresso, eletrônico?
Bandeira de Mello − Todos. De maneira que os que trabalham, os empregados, deveriam ter uma participação obrigatória e importante. O dono do jornal, da televisão tem direito ao dinheiro daquele lugar, mas não às opiniões. Porque do contrário não há mais a liberdade de pensamento. Há liberdade de meia dúzia de caras. O pensamento é dos que produzem o jornal, é dos jornalistas. Não é um problema de censura, é um problema de não entregar o controle a uma meia dúzia de famílias. Abrir para a sociedade, abrir para os que trabalham no jornal, ou na rádio ou na televisão, para que eles possam expressar sua opinião. E haver, sim, um controle ético de moralidade e impedir certas indignidades.
ConJur − Algum exemplo de uma indignidade cometida pela imprensa?
Bandeira de Mello − Mostrar crianças sendo torturadas ou mostrar corpos dilacerados. Isso incentiva [a violência], sim. O ser humano não é bonzinho. Você não tem que incentivar a maldade. Porque os EUA são desse jeito? Eles exportam para nós tudo o que há de pior. A boa imagem dos EUA no mundo quem dá é o cinema. Porque o cinema deles tem coisas muito humanas, muito boas também. Para cá vem o lixo, o povo gosta do lixo.
ConJur − Como o senhor vê as relações entre os homens?
Bandeira de Mello − O fato de ser racional não faz o homem diferente dos animais que vivem em manada, que têm um cabeça que guia e os outros vão atrás. Na sociedade humana é igual, há os que pensam, e eles são poucos; os outros parecem que pensam, mas não pensam, repetem. Eles não têm coragem de pensar. E se cada uma resolvesse pensar, já imaginou o caos que viria a ser? O mundo tem que ser assim, alguns pensam e os outros acompanham o pensamento. Nós vivemos um período em que é a escória que pensa, que dirige. Mas claro que sempre existem seres notáveis que lutam contra a escória e dizem o que deve ser feito. São seres humanos maravilhosos.
ConJur – Como o senhor vê a advocacia hoje?
Bandeira de Mello − Na hora que se incorporou uma grande multidão é evidente que você vai perdendo sofisticação. Na verdade são dois raciocínios: você pode dizer que da quantidade sai a qualidade, o que também é verdade. Ao mesmo tempo em que você baixa [a qualidade] de certo lado, você propicia o surgimento de expoentes que não seriam vistos se não tivesse sido ampliada em muito a oportunidade.
ConJur − E a OAB?
Bandeira de Mello − Eu não sou encantado com a atual gestão.
ConJur − Algum motivo?
Bandeira de Mello – Talvez seja injusto dizer isso. Se for comparar com homens como Seabra Fagundes, que já foi presidente, com Raymundo Faoro, fica difícil, certo? Foram homens notáveis. Foram pessoas que tiveram oportunidade de liderar porque o país passou por momentos difíceis e precisava de homens extraordinários. Agora vivemos momentos de normalidade. Talvez eu não esteja sendo justo com o nosso atual presidente, porque precisa ver o momento histórico em que ele está exercendo a presidência.
ConJur − A OAB pode ser considerada uma autarquia?
Celso Antônio Bandeira de Mello − É uma autarquia.
ConJur − Por quê?
Bandeira de Mello − É uma autarquia especial, que deve ter muita liberdade e é tratada de maneira muito diferente de qualquer outra autarquia. Veja que em um dos poderes do Estado, o Judiciário, obrigatoriamente membros da OAB fazem parte da banca examinadora. A OAB tem legitimidade ativa para ações diretas de inconstitucionalidade. A OAB é considerada por lei um serviço público. Entre as finalidades dela está defender a ordem democrática. A OAB é uma autarquia muito especial. Tem que ter muita independência para cumprir muito bem o papel dela.
ConJur − E em relação ao Supremo? Como o senhor vê a atuação da mais alta corte do país?
Bandeira de Mello – Nosso atual Supremo é melhor que o anterior. Não que eu não veja grandes problemas no Supremo porque em tudo isso há um erro: o fato de os ministros serem vitalícios.
ConJur − Isso é um problema?
Bandeira de Mello − Grave. Uma vez eu ouvi de um membro do supremo a seguinte frase: “Professor, tantas vezes nos chamam de excelência que a gente acaba pensando que é excelência mesmo”. Oito anos de mandato seria mais que o suficiente. O supremo devia ter um mínimo de [ministros] provenientes da magistratura de carreira. E não tem praticamente ninguém. Agora cresceu com a escolha dessa senhora [Rosa Weber], que é de carreira. Mas na verdade, tem muita gente do Ministério Público, da Advocacia. Tem que ter, mas não pode ser maioria. Porque diga−se o que quiser dos juízes, eles são treinados desde o comecinho para pelo menos tentar ser imparcial. Você não precisa ter simpatia pelos votos daquele juiz, mas você reconhece que ele é sério, dedicado, esforçado, conhece aquilo que está falando, e você respeita. Há juízes no Supremo que são absolutamente independentes, assim como há uns que você diz: que lástima, como é que está lá?
ConJur − O senhor poderia indicar quem são?
Bandeira de Mello − Claro que não.
ConJur – O STF legisla?
Bandeira de Mello − Essa é uma maneira reacionária de encarar. Ele [STF] não tem posição de legislador nenhum. Agora se o legislador não faz a lei e o STF tem que decidir, ele vai fazer o que? Tem que decidir seguindo os princípios da Constituição e as normas constitucionais, é o dever. Se cabe alguma crítica a isso é ao Legislativo. Não sei qual é o pior dos Poderes da República, mas eu penso que é o Legislativo. O Legislativo é uma lástima pela péssima qualidade dos seus membros, sem prejudicar figuras notáveis lá dentro.
ConJur − Recentemente o seu nome foi citado em algumas reportagens colocando-o como intermediário de um encontro entre o ex-presidente Lula e o ministro Ayres Britto.
Bandeira de Mello − Isso é coisa típica da imprensa. O Lula nunca foi íntimo meu, nunca foi. Em segundo lugar, se alguém pensasse que eu iria fazer a cabeça do ministro Ayres Britto é porque é tonto. O ministro Ayres Britto é um homem absolutamente independente, inteligente e muito culto. Vê lá se eu conseguiria fazer a cabeça do Carlos? E vê lá se eu ousaria tentar fazer a cabeça do Carlos? Se você respeita um amigo, você tem que saber qual é o seu limite. Você não pode falar para o cara fazer isso ou aquilo. No entanto, a Folha de S.Paulo disse que eu fui contratado para aliciar o ministro Carlos Britto no caso daquele italiano…
ConJur − Cesare Battisti?
Bandeira de Mello − Cesare Battisti. [A Folha] Teve a petulância de dizer isso de mim. Eu diria: que lixo. No meu pensamento eu diria: que merda de jornal é esse que duas mulherezinhas escrevem isso de mim? Como se eu fosse capaz de fazer isso. Ainda disse que eu fui contratado. Eu não fui contratado, eu dei gratuitamente um parecer. Gratuitamente. O advogado, que era o Barroso, me telefonou e falou: “Celso, você daria um parecer sobre um caso, você se sente à vontade, você está de acordo com a tese? Só que eu não vou ter dinheiro para te pagar por ele”. Falei que não era caso de dinheiro. Devia ser visto como consciência cívica. Esse homem na Itália corria um risco terrível, se levassem esse homem para lá. Ele foi julgado à revelia praticamente. Aquele julgamento foi uma vergonha, foi na base da delação premiada que os outros caras o acusaram. No tempo do golpe, quando os militantes eram torturados eles procuravam apontar para alguém que estava fora do país, para não correr risco. Ele [Battisti] estava fora do país e disseram que foi ele que atirou. Ele estava na França naquela época, e os caras disseram que foi ele.
ConJur − Como o senhor viu a decisão do Supremo no caso?
Bandeira de Mello − Não terminou tão bem quanto eu gostaria. Mas acabou reconhecendo que é o presidente quem deveria decidir, que era a decisão correta. E justamente o ministro Carlos Britto, que eles disseram que eu tinha sido contratado para aliciar, foi o que votou contra.
ConJur − Vocês são amigos ainda hoje?
Bandeira de Mello – Muito. Nós somos amicíssimos, não só amigos. O Carlos é meu amigo há mais de quarenta anos, e foi meu aluno também.
ConJur − O senhor foi consultado quando ele foi indicado ao Supremo?
Bandeira de Mello − Ele mesmo diz a quem quiser ouvir que fui eu quem indicou ele. Fomos duas pessoas, Fabio [Konder] Comparato e eu. Nós fomos falar com o presidente da República na época.
ConJur – Em relação ao direito administrativo, que é a sua área, como que o senhor vê a Lei de Licitações hoje?
Bandeira de Mello − Ela está sendo dilacerada. Eles juntam um pedaço daqui com um pedaço de lá. Mas ela foi um grande progresso. A Lei de Licitações não é tão ruim quanto dizem. Ruim é essa lei feita para contratos de emergência para a Copa. Aliás, eu sou absolutamente contra a Copa no Brasil e a Olimpíada.
ConJur – O senhor se refere ao RDC, o Regime Diferenciado de Contratações?
Bandeira de Mello − Isso.
ConJur − Ele foi estendido recentemente para as obras do PAC. Como o senhor vê isso?
Bandeira de Mello − Acho um absurdo. É duro eu dizer isso porque a eleição da Dilma foi algo muito importante. Estou satisfeito com ela. Mas no governo dela foram feitas coisas muito… Por exemplo, as tais Parcerias Público Privadas. Isso no governo Lula é uma catástrofe. É um aprofundamento das privatizações. E essas medidas da Dilma são aprofundamentos de desmandos típicos do governo Fernando Henrique. É necessário dinheiro para coisas mais importantes: saúde e educação acima de tudo.
ConJur − O senhor então não acha necessário rever a lei de licitação?
Bandeira de Mello − Já estava na hora de fazer uma costurada nisso. Eu não vou dizer que está na hora porque a hora não é boa.
ConJur − Mas ela deveria ser revista em alguns pontos?
Bandeira de Mello − Ela precisava ser revista. Sabe que eu acho porque ela melhorou tanto? O pregão, que eu era contra, é uma coisa excelente.
ConJur − Por quê?
Bandeira de Mello − Dificulta o conluio dentre os participantes. Favorece uma coisa mais séria, é tudo feito ali, em voz alta, em público.
ConJur − O senhor inicialmente era contra?
Bandeira de Mello − Totalmente. Era um conservantismo inconsciente. Era uma novidade, fiquei meio suspeitoso.
ConJur − E em relação ao RDC, o que o senhor critica nele?
Bandeira de Mello − Tudo, acho que está tudo errado.
ConJur − A começar por onde?
Bandeira de Mello − A começar por permitir que alguém faça o próprio projeto base e depois participe da licitação. A começar por isso.
ConJur − Qual a diferença em relação à Lei de Licitações?
Bandeira de Mello − Na Lei de Licitações, quem faz o projeto não pode disputar a licitação. Ele pode ter disputado a licitação para fazer o projeto, mas não para fazer a obra.
ConJur − O senhor tem uma definição para o que é interesse público?
Bandeira de Mello − Interesse público é o interesse que os cidadãos têm enquanto membros da sociedade. Por sermos membros da sociedade, nenhum de nós tem interesse de ser desapropriado, mas todos nós temos interesse que exista o título da desapropriação. Nenhum de nós tem interesse em ser multado, mas cada um de nós tem interesse que existam as multas de trânsito, por exemplo.
ConJur − Na época do governo FHC havia um grande número de ações por improbidade administrativa, e de certa forma, durante o governo do PT isso deu uma diminuída. O senhor acha que o Ministério Público amadureceu, houve alguma mudança?
Bandeira de Mello − No governo do Fernando Henrique houve muita corrupção, e essas ações eram uma demonstração disso. Houve corrupções confessadas, por exemplo, foi gravado o senhor Fernando Henrique dizendo que podia usar o nome dele numa licitação. O que aconteceu com ele? Nada. Ele está endeusado pela imprensa. Nada. O senhor Menem andou uma temporada na cadeia, o senhor Fujimori está [na prisão] até hoje, e com ele [FHC] nem isso aconteceu. Não estou dizendo que era para ele ir para a cadeia ou não. Mas foi um crime e não aconteceu nada. Olha os dois pesos e duas medidas. Pegaram aquele italiano [Salvatore Cacciola] e meteram na cadeia. Ele ficou algum tempo e agora está solto.
ConJur – E no governo Lula?
Bandeira de Mello − As pessoas podem dizer o que quiserem a respeito dele, mas só não se podem renegar fatos: 30 milhões de pessoas foram trazidas das classes D e E para as classes B e C. Basta isso para consagrar esse homem como o maior governante que esse país já teve na história. Mas não só isso. Foi, portanto, a primeira vez que começaram a ser reduzidas as desigualdades sociais, que a Constituição desde 1988 já mandava. E veja outro fenômeno tão típico: olha o ódio que certos segmentos da classe média têm deste governante, deste político. É profundo, visceral. É o ódio daqueles que não suportam alguém de origem mais modesta estar equiparado a ele.
ConJur − Como o senhor vê a sucessão no STF, com a proximidade da aposentadoria dos ministros Ayres Britto e Cezar Peluso?
Bandeira de Mello − Não tenho a menor expectativa a respeito de quem vem e quem não vem. Claro que eu queria um candidato, todo mundo sempre tem um. Mas o que eu penso não interessa.
ConJur − O senhor já leu as poesias do ministro Ayres Britto?
Bandeira de Mello − Claro. Gosto delas. São poesias despretensiosas como ele. O Carlos é uma pessoa maravilhosa, não é só um grande ministro, um grande juiz, um grande constitucionalista. Ele fez mestrado em Direito Constitucional com um ex-assistente meu, Celso Bastos. O Carlos eu já conhecia e fez Direito Administrativo, que era cadeira obrigatória, comigo. Nós já tínhamos um relacionamento pessoal muito bom. À noite em casa o Carlos tocava violão. Ele é um ser humano maravilhoso, e isso é a coisa mais importante que existe. Ele é uma pessoa para se tirar o chapéu. Se eu fosse espírita, diria que o Carlos não reencarna mais. Ele vai direto, de tão perfeito que é.
http://www.conjur.com.br/2012-ago-12/entrevista-celso-antonio-bandeira-mello-advogado-constitucionalista
O PT tem que tomar cuidado até com seus candidatos
Ayres Brito foi filiado ao PT e se candidatou a deputado, é uma prova que mais vale ter uma história fora do partido do que dentro para esses cargos, o toffoli também teve uma trajetória parecida, advogou para o PT mas e daí ? o PT era só o patrão, empregado faz o que o patrão manda, mas esses indicados de fora já davam toda a pinta de que fariam o que estão fazendo, existem juízes exemplares por aí sim, o ideal seria observar a trajetória de juízes sem critérios que não sejam os da própria justiça.
Tenho a impressão que o PT
Tenho a impressão que o PT passam ao largo do livro de Maquiavel . Haja inocência ! Quando Lula evitou investigação no governo anterior pensando que a oposição torna-se-ia civilizados, ledo engano. Parabéns pelo texto Nassif.
Ingenuidade petista também no legislativo!!
Apenas dois presidentes foram mais omissos com o parlamento que o PT (Jânio Quadros e Fernando Collor).
Lula encerrou mandato com um PIB de 7% e uma popularidade de 80%, mesmo assim não aproveitou para fortalecer uma coalizão progressista (importante até para colocar um freio no judiciário).
O PT reforçou sua situação minoritária no parlamento, algo que: Getúlio, Juscelino, João Goulart, Brizola, Itamar, até Sarney e FHC jamais fariam…
Mesmo que Ciro Gomes fosse vice da Dilma, o PMDB jamais iria para oposição (não é bom negócio para eles)…
Os coronéis não soltam a rapadura
Felipe, o atual sistema eleitoral não permite eleição de candidatos progressitas, e pelo andar da carruagem os velhos coronéis não vão soltar a rapadura pq quando eles se aposentarem tem que entrar os filhos, netos, sogra, etc, não vão querer reforma eleitoral de jeito nenhum, advogar a não ser em causa própria não pq
http://www.mst.org.br/Agronegocio-domina-lista-dos-mais-ricos-do-Congresso
Se o sistema brasileiro fosse
Se o sistema brasileiro fosse majoritário ou distrital (curral) concordaria com você, mas não é bem assim…
Muitos conservadores foram eleitos em alianças e coligações com o PT. O grande número de chapões (coligações de dezenas de partidos) torna as eleições para o parlamento cada vez mais majoritárias.
Para mudar o sistema eleitoral de majoritário para proporcional foi necessário um conflito armado (Revolução de 30).
Assim como o sistema
Assim como o sistema eleitoral nós também temos como fonte de manutenção de privilégios o sistema tributário, a comunicação, setores do judiciário etc.. etc.. etc…
Não é possível vocé mudar tudo num tapa. Lógico que não.
Mas é altamente necessário vc INICIAR as mudanças!!!
Entenda isso.
Se vc nao aprova o financimanto publico de campanha, pelo menos aprova o fim da suplência de senador.
Se nao muda a incidência dos impostos do consumo para a renda, taxa as grandes fortunas.
Ou seja, tudo bem que seja aos poucos, mas que SEJA FEITO.
Acordem.
Não tem ninguem pedindo uma revolução…Mas um país mais decente.
Entrei só pra te deixar um abraço
Chico Pedro. Hoje venho pouco aqui.,comentar mais raro ainda. Vejo que continua firme e forte. Me add no facebook. Nao está em sistema de busca, mas me acha fácil através dos amigos aqui do blog, nassif inclusive. Aí, como bons mineiros, “vamos conversar” kikiki. Abraçao
Vera das alterosas
http://www.npr.org/templates/
http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=125789097
O Presidente Roosevelt quando eleito em 1933 em meio a Grande Depressão viu que para implantar sua politica de
relançamento da economia americana iria enfrentar a Suprema Corte muito conservadora. A partir dai começou uma luta incansavel para TER A MAIORIA NA SUPREMA CORTE. Ele precisa ter maioria para garantir que suas leis não fossem derrubadas, QUER DIZER PRECISAVA DE JUIZES NÃO NEUTROS MAS A SEU FAVOR. Está claro?
Ele não queria uma Corte isenta, ele queria uma corte favoravel ao Partido Democrata e ao New Deal.
NUNCA NINGUEM DISSE QUE ROOSEVELT ERA UM DITADOR, ELE ERA UM GRANDE POLITICO.
A Suprema Corte de qualquer Pais é um TRIBUNAL POLITICO, o Presidente tem que fazer o possivel para ter a Corte a seu lado.
ROOSEVELT É VISTO NA HISTORIA COMO UM GRANDE DEMOCRATA, naturalmente ela não era “REPUBLICANO’
uma não politica que significa permitir a criação de ILHAS DE PODER sem controle dentro do aparelho do Estado, como esse defeito grave de governança fosse uma virtude.
Lá vem de novo o “exemplo americano”
A suprema corte dos EUA está deixando o país ir pro beleléu, assinou embaixo da fraude do bushinho na eleição, o começo do fim do império, depois obediente viu a turma de malucos colocar interesses particulares na frente dos nacionais, encheram a burra com dinheiro do petróleo indo para a família bushcapé, ignorou as denúncias contra Dick Cheney, viu toda a máquina repressiva do estado americano se voltar contra seus próprios cidadãos sem fazer nada, hoje esse “exemplo é um país envergonhado por perseguir gente como Assange e Snowden tornando-se um estado policial decadente com um dívida impagável.
A Ingenuidade Petista. Porque o Brabosão?
Boa noite.
Nassif, excelente analista, malgrado, neste Post, a única coisa que concordo convosco seja sobre a ingenuidade do PT. Querer protagonizar a atuação do Ministro Marcio Thomaz Bastos soa pouco honesto. Os erros do PT começaram lá atrás, com uma sucessão de más escolhas. O senhor Thomaz é apenas um causídico comum, querendo enricar. Lugar comum, não?
Senão vejamos dois casos emblemáticos:
• Dirceu, grande brasileiro. Equívoco: queria e achava que seria possível domar e aplacar a Rede Globo; viu-se, de modo bem áspero, que Brizola tinha razão. O câncer pigal é bem mais poderoso;
• para a Suprema Corte, com o voluntarismo de Lula, escolhe-se o afetado Brabosão, o Barbosão. Mimado, melindrado, alertado por assessores de Lula de que não seria “boa escolha”, pois, em seu rol de pitis, já de há muito conhecidos, ele não resistiria a uma Maria da Penha… Lula o guindou, contra todos os indicadores. Deu no que deu. Brabosão, o homem da mídia, “prende e arrebenta”, diante da Platinada, sua tutora.
Depois de tudo, parafraseando o Garoto Propaganda do Detran, eu pergunto:
“Vamu Cunversá”? Ou vós achais, agora, que Marcio Thomaz não é tão protagonista assim?
Morvan, Usuário Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use Linux.
Nada é por acaso. Talvez esse
Nada é por acaso. Talvez esse “sacode” no PT faça com que a Dilma descubra que não é “Alice no país das Maravilhas” e que use suas prerrogativas presidenciais para fazer com que o Ministro da Justiça se mova, tem muita sujeira debaixo do tapete. O DARF da globo, a legalidade da Satiagraha, a Siemens, Alstom.., o ISS e os fiscais do Serra e Kassab, o Mensalão Mineiro…pô tem muita coisa e muita sujeira. As denuncias do Amaury constantes do seu livro Privataria Tucana…a Lei de Médios (midia)…cadê nossa PF republicana…A não ser que a Dilma sofra com a sindrome de Estocolmo…Dilma, por favor, limpeza geral….
Não contem com a presidente
Não contem com a presidente “controle remoto”.
De onde menos se espera é de onde não sai nada mesmo.
Gostaria muito de uma candidatura melhor que a Dilma, mas ela continua sendo a menos pior.
Se fosse só ingenuidade
Se fosse só ingenuidade estaria ótimo. Trata-se na verdade de sonora incompetência.
E conseguiram a proeza de fortalecer seus adversários como nunca na história do país.
Acontece que há essa ilusão infantil de achar que “não era possível” fazer de outra forma porque forças diabólicas derrubariam o governo.
Conversa fiada.
O PT e o Lula não incomodam ninguém porque não sabem o que fazer, e também porque se borram de medo.
O que fazem ao invés de agir é falar, soltar palavras ao vento para deixar as coisas como são.
Prezado,
Quais adversários do
Prezado,
Quais adversários do Governo estão fortalecidos?
A mídia que apostou tudo no “mensalão”? Não renovaram seu público, perdem mensalmente tiragem nas revistas e jornais… se isto é fortalecimento…
A oposição? O DEM sumiu. O PSDB…. Aécio, Serra, Alckmin, FHC… “Vamos conversar?”
Marina e a sua nova forma de fazer política?
Eduardo Campos afagado pela mídia e totalmente sem discurso?
Ah! Tem o Roberto Freire, um prestador de serviços, que ninguém da oposição quer contratar….
Pela esquerda temos também o PSOL, o PSTU, o PCO. Temos? O que propõem para o país objetivamente aém de frases de cartilha?
Desde 2002, o PT tem crescido na área Legislativa. Fato.
Está renovando seus candidatos à Área Executiva. Fato.
Tem o que mostrar aos eleitores. Fato.
Tenho 45 anos e participei e acompanhei todo processo pós abertura.
Uma coisa me marcou. No final do 1o mandato do “Príncipe dos Sociólogos” minha mãe perdeu o emprego.
Pela primeira vez em sua vida, não conseguiu novo trabalho.
Foi para a rua vender bijouterias. Todas as grandes cidades estavam repletas de camelôs.
O sociólogo conseguiu igualar todos: engenheiros, admiistradores, arquivologistas e pessoas de alta qualificação viraram vendedores de rua, taxistas.
Muitas vezes a vi chorando. Isto eu não esqueço prezado.
E minha mãe nunca foi Lulista.
Mas tudo que ela tem hoje (e eu também) é resultado das oportunidades abertas nos governos petistas. Emprego, crédito, plaejamento de futuro..
Então dizer que Lula e o PT não incomodam ninguém beira o discurso de adolescente que acha que vai mudar o mundo ao dizer que odeia a política e que todos os políticos são iguais.
Vemos na política brasileira um exemplo adaptado da Lei de Darwin.
Está´acontecendo. É fato.
Uma certeza basta!
Acredito que o judiciário não vai alcançar a classe C ou a grande massa e de quebra perdeu ou perderá a inteligência progressista, os que se deixaram levar não irão defender o STF caso o veredito da justiça Italiana lhe seja contrária. A mídia os chamarão de incompetentes e serão deixados à margem.
O foco deveria da esquerda ser: o erro da origem e não na justiça ou injustiça das penas ou condenações ou quem são os condenados ou partidos.
O erro da origem LEVOU OS MINISTROS do STF A CRIAR O DOMÍNIO DO FATO que justificasse seus atos e todos os monstros e erros que se sucederam.
A teoria toda foi modelada para caber dentro da mentira inicial!
O lado bom é que o PT incomoda, e se incomoda é por quê os poderosos não estão contentes! E se não estão contentes é por que estão perdendo alguma coisa e essa coisa tenho certeza que é dinheiro! É dinheiro dos impostos, do pré-sal, do BNDES e outros.
E se o PT incomoda é por que ele ainda está certo, apesar de tudo!
O que eu acredito que o poder
O que eu acredito que o poder judiciario seja a pior instituição representativa dos três poderes. Ela é opoca, corporativista e principalmente, elitista. Tanto Lula como Dilma estão pagando o preço caríssimo por não produzir nem sequer um arcabolço referente a qualquer mudança. A presidenta Dilma, dentro da sua política do maior consenso possível, o que mais conseguiu foi tornar a política o mais superficial e rasa possível ao não propor diálogos e propor mudanças. O STF seja simbólico da vida judiciaria do país no sentido da sua mediocridade, superficialidade, pouco apego à consciência judiciaria, contra a democracia e a cidadania isonômica e sim a favor da moralidade, com apego do status-quo e a favor das elites econômicas. Por isso, a mediocridade dos nomes como do juíz Fuks seja simbólico e representativo: sem nenhuma moralidade, populista ao extremo, sem nenhum caráter. O STF seja o retrato do judiciário: o retrato do atraso, despotismo, arrogância e prepotência e alinhado às camadas que o legitima, o proprio status-quo
É por esse post e muito outros
que o A. Motta Araujo é tão importante para este blog.
Sim, existem conservadores inteligentes e construtivos.
Nem por isso temos que abraçar todas as suas opiniões.
Mas fato é que MTB foi muito nocivo a longo prazo: o PT no governo federal paga os preços altos da sua passagem no Ministério da Justiça até agora.
(Concordo plenamente, Lionel,
(Concordo plenamente, Lionel, eu nao tolero nem olhar pra ele. Mas minha ressalva um pouco abaixo era a respeito de outra coisa,claro.)
Mário Vianna dizia: errrrrou…
E periste: Olha o cardozão aí, gente, chora cavaco!
Bateu!
Poucas vezes li um post como esse, e digo: Bateu!!!
Como é que um partido nascido de lutas populares, dos maiores do mundo, se recusou a assumir o poder que o voto lhe deu e enterrou todo esse acervo poderoso sob toneladas de ingenuidade, e até burrice. Não culpo apenas MTB, um janota da elite, sabido e esperto como a maioria dos advogados. A culpa é dos próprios petistas no governo, inclusive Lula, que pareceram sempre intimidados por uma elite massacrante e arrogante, que se acha a tal, imbuída do direito divino a partilhar o Brasil entre seus amigos e parentes.
Lembro sempre daquele último debate entre Lula e Collor. Lula, um homem nascido no nordeste, retirante em pau-de-arara, filho de pais pobres de Jó, mas grande mobilizador de massas, um verdadeiro ídolo operário, assustado diante de um Collor arrogante, filhinho de papai, cheio de problemas nas costas de sua vidinha de playboy brasiliense, tudo temperado com uma pitada da certeza de impunidade herdada dos coroneis das alagoas. E dizem que a manipulação do debate, vergonhosamente transmitida de Globo, ganhou a eleição.
Não creio muito nisso não. Não foi Collor que ganhou, foi Lula que perdeu. E perdeu porque amarelou, como diz o povo, ficou intimidado, trouxe à tona seu ancestral respeito pelos donos do poder, aquele mesmo respeito que faz com que milhões de brasileiros ainda se curvem diante dos doutores.
O tempo passou, o líder amadureceu, e conseguiu se eleger presidente, num feito com poucos paralelos na História do mundo moderno. Mas o medo, aquele inimigo infiltrado na alma, que o fez tremer diante de Collor, continou ali. Só isso é capaz de explicar o apreço quase religioso de Lula pelo STF, como se um ministro daquela corte fosse ungido com algum tipo de poder especial, que a suposta cultura acadêmica lhe trouxesse. A crença quase religiosa que alguém tecnicamente preparado para julgar questões jurídicas intrincadas fosse necessariamente um sujeito de carater, um homem de bem.
Houve uma espécie de obnubilação coletiva do PT na escolha de postos chave do governo. Como se temesse sempre a crítica da mídia, que vinha aliás, fosse quem fosse o escolhido. E nesse ponto o autor do texto foi perfeito: o que é esse tal de republicanismo? é mostrar-se grandioso o suficiente para escolher um inimigo e mostrar que pode vencê-lo? Infantilidade, inocência, pode ser tudo, menos discernimento político.
A CF dispõe que a escolha do PGR, dos ministros de estado, dos ministros do STF, etc, são exclusivas do Presidente da República, e, vamos ser claros, isso não é por acaso nem porque os constituintes eram corruptos. Isso é premissa básica do exercício do Poder conferido pelo voto popular, não dá para simplesmente terceirizar a escolha como fizeram Lula e Dilma, por exemplo, com o PGR, que fez o que pode para infernizar-lhes a vida e destruir seus projetos de governo.
São esses os fatos: o PT armou em praça pública a guilhotina que vem cortando-lhes as cabeças uma a uma.
Ou desarma-se essa bomba relógio ou daremos todos com os burros nágua.
O respeito excessivo e
O respeito excessivo e reverencial aos donos do poder não passa de outra coisa a não ser medo.
Também acho e esse traço de inferioridade está em algum lugar, talvez em suas origens.
Outro exemplo de sua resignação vergonhosa é aquele lance do Gilmar Mendes o “chamar as falas”.
Mais um caso de “afinamento” lamentável.
Tudo para dar um coice, o que ele me faz é posar para fotos com cara de menino pego fazendo coisa errada.
Um camarada que age assim nao “despreza o STF”…
Mas a idolatria messiânica tornou o Lula um cara imune a quaisquer críticas.
Fazem contorcionismos absurdos para NAO correrem o risco de “falar mal”.
Mil estrelas para você,
Mil estrelas para você, estupendo!
Mais um post que complementa
Mais um post que complementa e esclarece o do André Araujo. Sem tirar nem por.
A César o que é de César
Esse post é muito bem intencionado, mas erra o alvo e simplifica até não poder mais os acontecimentos tidos e havidos em 2005 e 2006. É necessário repetir o comentário feito anteriormente:
DEVAGAR COM O ANDOR – Márcio Thomaz Bastos foi peça chave, fundamental, de grande valia e de grande abrangência para barrar as inúmeras tentativas de golpe que houveram contra Lula em 2005 e 2006.
Foi uma das mais destacadas figuras do governo federal, atuando ao lado de Dilma Rousseff, Ciro Gomes, Luiz Inácio Lula da Silva e do próprio José Dirceu para impedir, por exemplo, que um pedido de impeachment contra Lula vingasse no Congresso Nacional.
A não inclusão de Lula na denúncia do MPF, feita em abril de 2006, teve a ingerência direta de Márcio Thomaz Bastos. Se Lula fosse incluído naquela denúncia, seu governo acabaria ali mesmo e sua reeleição restaria deveras prejudicada.
Também é bom sempre relembrar que a OAB teve uma reunião tensa e decisiva para o futuro da democracia brasileira, em maio de 2006. Nesta reunião foi arquivado o pedido de impeachment que alguns de seus integrantes solicitaram contra o presidente Lula. E porque foi arquivado?
Justamente porque a denúncia feita pelo MPF, menos de um mês antes, não tinha o nome do presidente! Mais uma vez Marcio Thomaz Bastos se utilizou de todas as suas ferramentas, enquanto Ministro da Justiça, para abortar a tentativa de golpe. Isto sem falar da Câmara…
A oposição e a mídia venal elegeram Severino Cavalcanti (PP-PE) presidente da Câmara em 2005, com a articulação direta e decisiva de FHC. Derrotaram o então candidato do PT, Luiz Eduardo Grennhalg, da seção paulista.
Pois bem, quando estourou o “mensalão”, a oposição se viu diante do quadro mais maravilhoso do mundo! Todos sabemos que qualquer processo de impeachment só tem sequência com a anuência do presidente da Câmara dos Deputados, que pode arquivar ou dar sequência a qualquer pedido desta natureza.
Acontece que Severino Cavalcanti, eleito pela oposição, traiu a oposição e cerrou fileiras em apoio ao presidente Lula logo em seguida (na negociação o PP recebeu o Ministério das Cidades, que comanda até hoje…).
O que fizeram os fracassados oposicionistas diante da mudança de posição de Severino, que eles mesmos elegeram presidente da casa contra o candidato do PT?
Logo arranjaram um jeito de destituí-lo da presidência, com aquela história do “mensalinho” do Severino, relativo à cantina da casa!
A oposição então tratou de bancar a eleição de José Thomaz Nonô (PFL-AL) para a presidência da casa, esta era a última esperança da oposição para entrar com o pedido de impeachment de Lula.
Ocorre que o vencedor, por escassa margem, foi Aldo Rebelo (PC do B-SP), e ali se abortou definitivamente (no Congresso Nacional) mais uma tentativa de golpe.
Abortado o golpe no Congresso, FHC, cínico como sempre, surge com a ‘tese do sangramento’, ou seja, quando viu que o golpe que pretendia fazer contra Lula fracassou, saiu pela tangente dando uma de “magnânimo”…
O que pretendo dizer com tudo isso?
Pretendo dizer que o governo federal, Lula e o PT fizeram o que era possível ser feito naquela altura dos acontecimentos. As pessoas não se dão conta de que a interrupção do governo Lula esteve por um fio!
Não foi feita por detalhes minúsculos, não foi feita porque todas a máquina do governo federal se movimentou para barrar o impeachment de Lula e a tentativa de golpe branco. É uma falácia, uma rotunda mentira dizer que o governo federal e o PT não se mobilizaram naquela época para defender o governo. Isso não é verdade!
Foi mobilizado meio mundo para garantir a não inclusão de Lula na denúncia do MPF (poderosíssimos setores oposicionistas pressionaram para que isto acontecesse), foi mobilizado meio mundo para que a presidência da Câmara não caísse nas mãos da oposição em 2005, foi mobilizado meio mundo para que a OAB não entrasse com um pedido de impeachment contra Lula em maio de 2006, etc, etc e etc.
É uma sonora e rematada bobagem dizer que as pessoas do governo federal e do PT ficaram vendo a banda passar quando da eclosão desses acontecimentos. E, por tudo isto que acabei de escrever, repito mais uma vez, Márcio Thomaz Bastos foi peça fundamental, crucial para que o governo Lula pudesse sobreviver àqueles intensos bombardeios de 2005 e 2006.
Por fim, cumpre destacar que traição não vem de fora, vem de dentro. Se viesse de fora, não seria traição! Esqueceram-se de Augusto Pinochet e de Salvador Allende?
Ninguém em sã consciência poderia imaginar, até o início do julgamento farsesco da AP 470, em agosto de 2012, que estaria prestes a assistir a um circo de horrores fraudulento de tamanha monta.
Ninguém imaginava isso, nem mesmo a quadrilha máfio-midiática!
A “sacada” de Barbosa, ao defender o estupro da nazista teoria do “domínio do fato” para estiolar réus sobre os quais não pesava nenhuma prova esculhambou com todo mundo, pegou todo mundo de surpresa.
O mundo jurídico brasileiro jamais esperava que o STF fosse se afastar de sua jurisprudência majoritária e nunca imaginaria que a sanha condenatória dos verdugos togados os levasse até mesmo a torturar a nazista teoria do “domínio do fato” para fazê-la ‘confessar’ que alguns dos réus eram culpados!
O Tribunal de Exceção esmerou-se para que todos os que tem mais do que dois neurônios pudessem chamá-lo de Tribunal Inquisitorial, de Exceção e Medieval.
Valeria bem mais a pena estudar o mundo das traições na história da política do que centrar fogo, erroneamente, em Márcio Thomaz Bastos. Os traidores geralmente estão próximos, muito próximos daqueles que um dia, mais cedo ou mais tarde, irão trair.
Antes de tudo, os traidores traem as suas próprias consciências, alguns por dinheiro, outros por fama, poder, etc… Existe, por exemplo, alguém que tenha sido mais traidor nessa história toda do que Carlos Ayres Britto?
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Diogo, esse seu comentário merece 10 estrelas e também se elevado a post. Parabéns, como sempre irreparável.
Perfeito
Gostei da abordagem do André, mas os fatos relatados pelo Diogo são esclarecedores. Pois Lula conhecia de longa data o Aires Brito, e esse foi uma marionete. O Jobinzão, tanto criticado, tinha faro desde sempre ao perceber que o Aires Brito não estava à altura do STF.
Esse comentário tem de virar post, precisamos discutir.
Tudo que o Diogo Costa
Tudo que o Diogo Costa escreveu, não anula tudo o que Motta Araujo escreveu sobre essa ingenuidade do republicanismo petista. Em que pese a defesa feita por Diogo a Márcio Thomaz Bastos, o PGR Gurgel foi figura destcada no movimento do golpe branco perpetrado sob forte apoio da oposiçõa, grande mídia e endosso do presidente Joaquim Barbosa. Seria interessante um debate com ambos e suas teses bem fundamentadas. É possível que se salve um pouco da reputação do ex-Ministro da Justiça, mas que seus erros crassos também sejam postos às claras
Os patetas e os patrocinados
Pelo crime de corrupção ativa apenas o Lewandowski e o Toffoli absolveram o Dirceu, no caso do Genoínio para esse crime nem o Toffoli acreditou na sua inocência.
E o Pizzolato então? Tanto o Lewandowski quanto o Toffoli o condenaram por peculato. Aliás foi unânime.
Não acredito que o ministro revisor deixasse passar a inexistência da prova… no caso da Visanet: os R$ 91.994.889,05 pagos pela Visanet ao grupo do Marcos Valério foram executos por instrução e sob a responsabilidade do Banco do Brasil, atendendo aos limites da quota do fundo disponibilizada anualmente para o BB. ERA DINHEIRO DO BANCO DO BRASIL! Se era do Banco do Brasil… o Pizzolato corrupto meteu a mão em grana pública para ajudar o PT.
(…)
As empresas do Grupo Visanet não tem e nunca tiveram nenhum relacionamento direto com a empresa DNA Propaganda. A Visanet, por solicitação do Banco do Brasil, e em conformidade com as regras do Fundo de Incentivo Visanet, efetuou, entre 2001 e 2005, pagamentos para a DNA Propaganda no valor total de R$91.994.889,05
(…)
nem a Servinet, nem a Visanet jamais contrataram com a empresa DNA Propaganda.
(…)
Todos os pagamentos realizados pela Visanet a DNA Propaganda tiveram por origem recursos legalmente obtidos através da execução das suas atividades comerciais e foram executados por instrução e sob a responsabilidade do Banco do Brasil, em conformidade com as regras do Fundo de Incentivo Visanet, atendendo aos limites da quota do fundo disponibilizada anualmente para aquele emissor.’
Genios
É graças a comentários geniais como este que seu blog sobrevive.
Jorge Nogueira faz a gente rir, no meio de tanta austeridade. Palhaços, de vez em quando, são benvindos.
Melindrado pelo companheiro?
Chato né… nem o Toffoli acreditou que o Zé fosse tão Ingenuíno… Aliás aquela pose militante raivoso com a camisa rosa foi uma contradição… será a deixa para a criação do dia do orgulho revolucionário burguês?
Sabichão
Patrão de filho de Barbosa (STF) recebeu da DNA de Marcos Valério
Escrito por Daniel Pearl – Blog da DilmaPor Fernando Brito, no blog Tijolaço:
O Blog de Helena Stepanovitz, na Rede Brasil Atual, acaba de publicar a seguinte matéria. Logo acrescentaria mais informações. RELAÇÕES ESTRANHASEmpresa investigada por receber R$ 2,5 milhões de Marcos Valério contratou filho de Joaquim Barbosa. O grupo Tom Brasil contratou Felipe Barbosa, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para assessor de Imprensa na casa de shows Vivo Rio, em 2010. Até poucos dias atrás, antes de ele ir trabalhar na TV Globo com Luciano Huck, Felipe ainda era funcionário da Tom Brasil. Nada demais, não fosse um forte inconveniente: a Tom Brasil é investigada no inquérito 2474/STF, derivado do chamado “mensalão”, e o relator é seu pai Joaquim Barbosa. Este inquérito, aberto para investigar fontes de financiamento do chamado “mensalão”, identificou pagamento da DNA propaganda, de Marcos Valério, para a Casa Tom Brasil, com recursos da Visanet, no valor de R$ 2,5 milhões. E quem autorizou este pagamento foi Cláudio de Castro Vasconcelos, gerente-executivo de Propaganda e Marketing do Banco do Brasil, desde o governo FHC. Estranhamente não foi denunciado na AP-470 (chamado “mensalão”) junto com Henrique Pizzolato. Outra curiosidade é que um dos sócios do grupo Tom Brasil, Gladston Tedesco, foi indiciado na Operação Satiagraha, sob a acusação de evasão de divisas como cotista do Opportunity Fund no exterior, situação vedada a residentes no Brasil. Ele negou ao jornal Folha de S. Paulo que tenha feito aplicações no referido fundo. Tedesco foi diretor da EletroPaulo quando era estatal em governos tucanos, e respondeu (ou responde) a processo por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público. Pode ser só que o mundo seja pequeno, e tudo não passe de coincidência, ou seja lobismo de empresários que cortejam o poder, embora o ministro Joaquim Barbosa deveria ter se atentado para essa coincidência inconveniente, dada a sua dedicação ao inquérito. Entretanto, não custa lembrar que se o ministro, em vez de juiz, fosse um quadro de partido político, o quanto essa relação poderia lhe causar complicações para provar sua inocência, caso enfrentasse um juiz como ele, que tratou fatos dúbios como se fossem certezas absolutas na Ação Penal 470. Também é bom lembrar que o ministro Joaquim Barbosa já declarou que não tem pressa para julgar o mensalão tucano, no qual Marcos Valério é acusado de repassar grande somas em dinheiro para a campanha eleitoral dos tucanos Eduardo Azeredo e Aécio Neves. PS do Tijolaço: Fez bem Helena Stepanovitz em escrever com todas as ressalvas. Ela não faz qualquer acusação ao Ministro Barbosa, apenas devolve a ele a lição de não acusar sem provas, com base no tal “ele não podia deixar de saber”. Não há qualquer sinal de que esse fato – o pagamento de algo pelo sr. Marcos Valério – guarde relação com a conduta funcional do Ministro. Pode-se discordar de suas posições ou até de algumas de suas atitudes pouco condizentes com a austeridade exigida pelo cargo. Ou, até mesmo, questionar a percepção daquilo que ele próprio chamou de “penduricalhos” remuneratórios, Nada disso, porém, se confunde com atitudes dolosas. O que vale para o Dr. Joaquim Barbosa é o que vale para qualquer pessoa: juiz, ministro ou particular. Mas eu, pessoalmente, não vi jamais a desconstrução tão rápida de um mito público. O que se ergue com mídia, com mídia pode ser demolido. Que dos escombros da vaidade possa o Dr. Joaquim refletir sobre o que é vão e que a máquina de triturar reputações, da qual ele se beneficiou, sem a menor cerimônia volta-se contra ele, usando os métodos que ele próprio validou.
Pizzolato foi incluido de forma errada
Ua rebola, vc sabe mais que o TCU e os peritos da PF
Detalhe 2: Nas últimas páginas do laudo, os peritos responderam os dez quesitos de Joaquim Barbosa. O segundo era este: A quem competia fazer o gerenciamento do Fundo de IncentivoVisanet, repassado à DNA?
Resposta dos peritos. De 1 de junho de 2001 a 19 de agosto de 2002, o gestor era Leandro José Machado. E de 19 de agosto de 2002 a 19 de abril de 2005, Léo Batista dos Santos, que era também funcionário da diretoria de Varejo do BB. Foi nomeado pelo diretor de Varejo do BB à época, Fernando Barbosa, para ser o gestor. Léo Batista sequer foi indiciado no relatório final da CPI dos Correios.
http://www.viomundo.com.br/denuncias/joaquim-barbosa-e-antonio-fernando-de-souza-faltaram-com-a-verdade.html Isso também:
Digo que…
… o seu paralogismo não se sustenta…
O tal laudo apenas demonstra que os pagamentos eram liberados pela Visanet… mas quem ordenava a quem, o quanto e quando pagar era o BB…
Outra coisa: por quê ou para quê o Pizzolato recebeu R$ 326.000,00 da DNA do Marcos Valério?
Não falei que é sofisma, pois considero você apenas um dos patetas e não um dos patrocinados.
A baixaria da ameba
Rebola, a baixaria é um argumento na falta de argumento, só uma cabeça de ameba para tanta imbecilidade
Cada Fonte aumenta um Ponto
O Rebolla traz um monte de textos sem citar a fonte, mas já aproveita para aumentar o valor de 73 para $ 91 (…944889,05!).
Primeiro vamos entender o que é o Fundo de INCENTIVO Visanet (oficialmente denunciado pelo MP e tratado pelo STF até o fim ,nos autos, como de “INVESTIMENTO” Visanet), hoje CIELO, que continua privado como sempre.
1) Este fundo é formado por uma taxa de 0,1% cobrada sobre todos os pagamentos feitos pelos usuários de cartões dos diversos bancos (Bradesco, BB, Santander, etc.). Privadíssimo.
2) Este fundo é 100% criado, fundeado e de propriedade da Visa International, que assim disponibiliza cotas de uso para os participantes fazerem promoção e propaganda de suas bandeiras afiliadas (ex: Bradesco Visa, Ourocard Visa, Santander Visa, etc.).
3) Com isso, eles promovem em conjunto com a Visa, os cartões da bandeira. Cada banco faz a promoção conforme indicado por si, usando sua cota (daí os contratos de propaganda não serem da Visanet).
4) A maior cota disponibilizada de ~39% era para o Bradesco, por ter o maior n. de agências/ postos. Depois, vinha o BB, com ~32% e assim por diante.
5) O valor inicial do fundo foi criado e disponibilizado 100% pela Visa. Nenhum banco afiliado colocou DINHEIRO ALGUM, apenas ganhou o direito de uso de uma cota percentual do fundo em propaganda (com a Visa). Se algum saísse, nada levaria, pois o dinheiro era da Visa International.
Portanto, morre aí a teoria do “dinheiro público”. ZERO!
Vamos ao Pizzolato:
1) Por contrato, quem assinava as liberações das cotas do fundo era um gerente de OUTRA diretoria (varejo), indicado por ela e outro diretor, todos do tempo de FHC.
2) Pizzolato entrou depois de tudo combinado, contratado e já parcialmente usado desde o tempo de FHC.
3) Quem assinou todas as liberações foi o gerente dos tempos de FHC. Pzzolato não assinou nenhuma liberação. Foi aí condenado por “dominio de fato” insinuado, já que nem repsonsável legal (contratos) era.
4) Após um gigantesco esforço de levantamento, comprovou-se documentadamente 85% da execução de todas as liberações (ex: desde a liberação até o anúncio na TV Globo, que recebeu alguns milhões em BV por eles).
Portanto, a única culpa de Pizzolato como diretor do BB foi a de … ser do PT.
Então:
I) Não houve dinheiro público algum.
II) Houve o uso efetivo (comprovado e auditado) do uso da cota, disponibilizada pela Visa, em propaganda
III) Pizzolato não era o responsável legal por tal uso / fundo (mas sim 2 diretores e um gerente da era FHC).
Fonte: cópias de contratos, documentos e assinaturas da Visa e do Judiciário, em ótima reportagem de Conceição Leme em:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/regulamento-do-fundo-visanet-inocentaria-henrique-pizzolato.html
Se isso é público ê verdadeiro e nossa corte suprema ignora tais fatos ou passa por cima (sem sequer juntar todo o mais), esta AP470 é um escândalo gravíssimo, pois de incompetência ou má fé de quem supostamente não pode sequer ser julgado…
AP470: O maior escândalo Judiciário da História da República, Império, Colnia e Nações Índias, hehe
E os R$ 326.000,00?
Aqueles em 2 envelopes que foram retirados no Banco Rural e o Henrique disse que para ele eram documentos a serem entregues ao PT…
1) O aporte inicial pela Visa ocorreu quando? Já estava esgotado quando os pagamentos feitos pelo BB ao Marcos Valério, entre 2003 e 2005, foram efetuados?
2) Se o fundo é referente a uma taxa cobrada dos usuários dos cartões de cada banco, sendo que os do BB proporcionavam ao banco 32% do montante, pergunto-lhe: isto configura uma tarifa paga pelos clientes? No caso das tarifas cobradas pelo banco que é o seu proprietário de fato?
2B) Sendo uma tarifa podemos então considerar que se o desvio ocorresse sobre a taxa paga pela manutenção das contas correntes também não teria problemas?
3) Por quê no governo Lula os pagamentos através da Visanet que antes eram feitos diretamente aos fornecedores do setor de Marketing, dos cartões Visa do BB, foram concentrados na DNA para que ela fizesse os repasses?
4) Por qual motivo o fugitivo Henrique Pizzolato recebeu R$ 326.000,00 em dois envelopes retirados no Banco Rural? Por quê ele acreditava que seriam documentos destinados ao PT?
5) A ligação anterior do grupo do Marcos Valério e do Banco Rural, durante anos, com o PSDB mineiro para o financiamento ilegal e criminoso do partido, mensalão tucano, era desconhecida dos petistas?
Ninguém conseguiu (salvo a
Ninguém conseguiu (salvo a imprensa que não se inteirou do assunto) demonstrar que os pagamentos eram propina e Pizzolato conseguiu demonstrar que entregou o dinheiro ao PT.
Em virtude desse detalhe esses 320 mil não estão no processo e portanto “não estão no mundo”.
A auditoria do BB comprovou que os pagamentos da VISANET correspondem a serviços que ocorreram e notas efetivamente emitidas em 96% dos casos que fez sua testagem. Metade do processo é a tal auditoria, 20 mil páginas confusas e mal organizadas.
A DNA não concentrava pagamentos, ela recebeu 77 milhões e no total foram gastos em publicidade 200 e tantos milhões de reais em 2 anos e com 5 empresas. Por vezes os magistrados mais ferais se confundem e se referem aos 200 milhões, mas o relatório de JB é bem claro nisso.
Os petistas sabem ou adivinham que os tucanos tem esquemas, mas não eram obrigados a saber que Marcos Valério era o pau do galinheiro tucano em 2002.
VISANET faz propagandas para a VISA. Cada banco associado à bandeira tem um percentual para gastar e indica como. os recursos, conforme apurados na auditoria do BB e pelo del. Zamprogna são administrados e de responsabilidade da VISANET. O pessoal do BB aprovava campanha e a VISANET executava. Não faltou dinheiro. A VISANET não ia se deixar roubar de forma tão ingênua.
A auditoria interna do BB foi clara: achou fraquezas contábeis no processo, porque o dinheiro da VISANET era adiantado e as notas não ficavam com o BB. Em 2005 o próprio Pizolatto muda esse esquema com o qual a gestão anterior concordou.
Jack o Estripador
Vamos por partes:
1) Aporte ocorreu quando da criação do fundo.
1b) Como assim já estava esgotado? Todo mês ele era alimentado com 0,1% do dinheiro privado dos usuários de cartões para o fundo privado de incentivo. No public money! E foram comprovadamente usados para propaganda (dentre outras, DNA era coincidentemente uma empresa de … propaganda)
2) Quer dizer que se eu vendo pirulito pros clientes do BB na porta de suas agências, o dinheiro vem do BB, é isso? Ou vc não sabe o que é cartão de crédito? Ou de que eles vivem? Ou das relações contratuais entre as bandeiras e os emissores dos cartões?
2B) Quanto a outras tarifas, são … outras tarifas (!?!), e vão para quem de direito (cartão ou banco). Mas “outras” não foram usadas no processo. Estamos falando das cotas de um fundo de propaganda (incentivo, reciprocidade) mantido por 0,1% da parte que é 100% de propriedade CONTRATUAL da Visa. Desenhando pra voce: Tragam-me cartões e contribuo para a propaganda (que é mutua, da Visa e de CADA banco: Bradesco, Santander, etc.).
3) Não sei exatamente sobre esta sua questão, mas pergunto-lhe: Por que a (digamos) Shell compra carros para executivos da Toyota e antes comprava da GM? Em outras palavras, qual o crime aí? a DNA já era fornecedora do PSDB, via Visanet, némêz?
4) Bem, estes 326 mil do fugitivo (vc não o faria, certo?) são outros 500, não fazem parte das bases farsescas e não provadas da AP470: a) compra de votos; b) desvio de dinheiro público; c) pagamento de mesada a parlamentares. Agora distribuição de sobras (ou dívidas) de caixa 2 de campanha, por diversos movimentos disfarçados, isto todos sabemos que houve. Como há em todos os partidos, em todas as campanhas e em todos os países. E continuará havendo! Naõ posso falar especificamente sobre a origem, o conteúdo ou o destino. Mas nem o MP ou STF podem. Apenas inferir. E vc sabe tão bem quanto eu que uma campanha de várias coligação partidárias coleta um belo caixa 1 e outro caixa 2 que precisam trafegar em dinheiro vivo ou serem esquentados. A AP470 não poderia passar muito disso. Julgar caixa 2. Pra todos os partidos!
Mas os itens principais, (a), (b) e (c) não foram provados. Nem que os 326 mil ficaram com Pizzolato, com a abertura de seiu sigilos bancário e fiscal. Portanto, não dá pra sequer condenar o mensageiro por “peculato”.
Que se processasse cada um dos envolvidos em suas respectivas instâncias, pelos crimes dos quais fossem suspeitos / indiciados. Ponto.
Não esta montagem hollywoodiana (e canastrona) de “Ali Babá e os 40 Ladrões”.
5) O Banco Rural fez um empréstimo que foi quitado e auditado. Bancos costumam fazer isso por aí, não? Para amigos, em condições melhores, pra mortais como eu, em condições acachapantes. Daí a condenar gente pelo dobro ou triplo do que um assassino confesso e covarde pelas costas, vai uma distância estelar.
Que se condene um Delúbio, um Valério por práticas irregulares de caixa 2 (que em partidos, isentos, sequer geram perdas fiscais), em condenações proporcionais, ainda vai. Lembrando que as contas do PT fora aprovadas pela própria Justiça…
Ou seja: uma prática sofisticada (e condenável, mas universal) de caixa 2, criada pelo PSDB, condenou culpados (de crimes diferentes dos que lhes foram imputados) e inocentes a penas duríssimas, com evidentes fins políticos (e golpistas frustrados), trazendo um esbandalho histórico e casuístico à nossa Justiça.
A frase “Foi inacreditavel
A frase “Foi inacreditavel Lula nomear Ministros do STF sem que ele nunca tivesse conversado com eles, quer dizer sem ao menos ve-los face a face, o que uma patroa faz até antss de contratar uma cozinheira” para mim foi de mal gosto, mas tudo bem, é uma questão pessoal e tem coisas que deixamos para lhe desculpar.
Porém apesar de reconhecer os avanços que o partido trouxe ao país, o PT não é o Brasil. Pelo menos ainda não. Pelo seu artigo percebo o prejuízo que tudo isso foi para o PT, ainda não pesquei no que tudo isso foi prejuízo para o país.
Os riscos dos acordos e das alianças políticas.
Creio que para governar o PT fez vários acordos e várias concessões, as indicações para o Banco Central e para o STF são penas algumas delas.
Sem estes acordos nenhuma indicação para o STF ou para o Banco Central seria aprovado pelo senado e/ou pelo congresso.
Em 2002 o PT elegeu cerca de 90 deputados e 13 senadores, em função desde quadro FHC fez uma enorme aposta em “Lula, o breve”.
Creio que isolado e/ou impondo suas condições, o PT há muito teria deixado o poder, se não na crise política de 2005/2006, na certa por golpe militar ou golpe na justiça.
Evidentemente que todo acordo ou concessão tem seus riscos, políticos e econômicos, e o que estamos presenciando com os dirigentes do PT é apenas a concretização de um destes riscos envolvidos e assumidos.
Creio que não seja possível comparar a relação democrata e republicanos, que tem muito mais em comum do que diferenças, e fazem parte de uma mesma casta que já estavam, e que ainda estão a mais de um século encrustado no poder no EUA, com a relação do PT com PMDB, DEM e PSDB, com a justiça e com os militares.
Creio que seria ingenuidade pensar que basta apenas vontade para governar, os acordos e concessões políticas são apenas alguns dos itens necessário para exercitar o poder.
Os indicados para a PGR e
Os indicados para a PGR e Supremo foram escolhas CEM POR CENTO do PT, não foram escolhidos por acordos com o Congresso, que aliás em 50 anos só rejeitou dois embaixadores e um ou outro raro indicado por qualquer governo, passam todos sem maiores perguntas, é mera formalidade, não são sabatinas sérias.
Governar é uma negociação constante.
Qualquer indicação que dependa da aprovação do congresso só é feita depois de muitas negociações, inclusive para evitar o desgaste e vexame de ter uma indicação recusada pelo congresso.
Creio que nenhum acordo político para governar um país, deixaria de lado um fator tão importante e decisivo, quanto a escolha para o STF, seria ingênuo demais.
Certamente quando se abre uma vaga no STF, sempre ocorre a uma intensa movimentação dos agentes políticos, o mesmo ocorre quando quando abre uma vaga para o ministério e/ou em vagas do segundo escalão.
Os acordos e concessões políticas envolve vários fatores, e certamente fazem parte as indicações do STF, quer pela sua natureza com pela sua importância, e principalmente considerando a relação do PT com os demais partidos da Aliança política e com os controladores do capital.
Precisamos lembrar que estamos na república, com três poderes, sendo as vagas do STF os mais altos cargos da justiça.
Golpe militar é a desculpa
Golpe militar é a desculpa mais esfarrapada que se pode elaborar para justificativa da inépcia.
As circunstâncias de hoje são absurdamente diferentes daquelas de 60 anos atrás.
Nada que permitia o golpe ontem está presente hoje.
Acho que a única coisa que explica essa “idéia” é a ignorância histórica, com todo respeito.
Porque acham que golpe militar é decisão que se toma da noite para o dia com dá na telha.
Desconhecem que o anterior é construção de décadas a fio, lenta e gradualmente.
Que havia lá seus apoios, dentro e fora.
Que a sociedade era bem menos “aberta” que é hoje, inclusive do ponto de vista urbano.
Então, larguem disso, esqueçam essa possiblidade.
Nao existe.
A propósito, uma grande facilidade da esquerda poder assumir hoje é a impossiblidade de um golpe desse tipo.
Coisa que não havia – como gosta de lembrar Carlos Heitor Cony – quando assumiu o Jucelino.
Este sim teve que governar em circunstâncias realmente adversas.
Toda ruptura provoca uma reação.
A atual postura do PT, com os acordos e concessões é que afastam a possibilidade de um golpe militar.
Creio que se o PT tentasse implementar apenas metade de seu programa político tornariam presente todas as condições que permitiram o golpe de 64 e de tantos outros golpes militares do passado.
Um governo do PT que radicalizasse no coomando do Banco Central, e nas indicações ao STF representaria um ruptura nas relações políticas e econômicas de 2003, o que certamente provocaria grandes reações da elite no Brasil, e bater a porta dos quartéis seria apenas uma delas.
Isto sem falar, que um governo isolado do PT teria minoria no congresso, e provocaria uma união do PSDB e do DEM com o PMDB em 2002, o que já impediria uma serie de mudanças via congresso, principalmente do orçamento federal.
Mas não foi esse o erro do
Mas não foi esse o erro do PT. O PT não indicou ao Supremo Ministros conservadores por medo da elite. Indicou Ministros de perfil petista. Não eram grandes nomes do mundo juridico, eram personagens do mundo petista. Um deles foi nomeado por indicação de Frei Beto, outro era conhecido como juiz muito ligado ao PT, o terceiro foi candidato a deputado federal pelo PT.
Foram escolhas erradas dentro do campo petista e não fora dele. Havia como há no Brasil uma enorme disponibilidade de grandes nomes do Direito, no Brasil de todos os tempos nunca faltaram bons juristas, dos melhores do mundo. Da para fazer de cabeça uma lista de 50 bons nomes para o Supremo, porque o PT escolheu esses? Porque pareciam alinhados com o PT. Foi erro de escolha dentro de casa, não tem nada a ver com a “elite”.
Depende. No caso de Ayres
Depende. No caso de Ayres Bitto você tem toda a razão. Mas o Joaquim Barbosa não era um nome ligado ao PT. Por uma casualidade, conheceu Frei Betto num aeroporto ou coisa parecida e, a partir daí, fez lobby para ser indicado. O erro foi Lula se basear numa mera indicação de Frei Betto e usar critério de cotas raciais para indicar Barbosa, sem procurar conhecê-lo mlehor, se importar com seus antecedentes, inclusive ignorando alertas sobre o fato de aquele ter agredido sua mulher. Foi soberba de Lula, e uma imprudência que custou caro, ao PT e ao país.
E no caso de Lewandoski, a escolha foi mais do que acertada.
Joaquim Barbosa
Então o Lula foi magnânimo e imprudente em elevar, veja só você, um NEGRO para o supremo! Que grandiosidade. Escolheu um negro – que como praticamente todos eles bate em mulher (apesar de que a sindicância mostrou que neste caso foi exatamente o contrário!) para tão alto cargo, e o NEGRO foi ingrato, não incorporou o complexo de inferioridade e não se rastejou, não se submeteu incondicionalmente àquele que pagou a sua “alforria”, nos moldes do que inclusive ficou implícito em algumas declarações de um certo nobre deputado com base em Osasco. Pois é, ele escolheu um NEGRO e não um MAGISTRADO, com uma formação acadêmica de primeira linha, no Brasil e no exterior, impecáveis credenciais como discente e docente, procurador da república evidentemente concursado, em período no qual sequer se falava em cota racial, ou seja por mérito próprio. Ele não entendeu que o LULA estava fazendo algo excepcional, porque afinal, elevar um NEGRO a tal posição, independentemente da sua qualificação, é uma enooorme concessão. Realmente uma grande ingratidão da parte do Ministro Joaquim. Veja você que felizmente há outros ministros que compensam isto demonstrando servilmente a sua gratidão e colocando em último lugar o fato de que foram ELEVADOS a ministro e mantendo a sua fidelidade canina a quem devem submissão, ou seja ao Lula e não à justiça: O douto, provecto e sapiente Ministro Dias Toffoli, ELEVADO pelo indiscutível e notório saber jurídico, devidamente comprovado tanto por seu consistente currículo acadêmico quanto pelo resultado obtido nos dois concursos públicos para juiz de primeira instância em São Paulo, e o Ministro Ricado Lewandowsky, este devidamente qualificado academicamente e ELEVADO pela indiscutível capacidade de articulação política do seu entorno familiar imediato. Pois é, este país está mudando mesmo: hoje em dia, se ELEVA um negro e ele fica pagando de independente, de cumpridor das funções, e até para de abanar o rabo e lamber o seu “dono e benfeitor”. Sinal dos tempos. Ao contrário do que apregoavam certos profetas, 2012 não foi o fim do mundo, mas do jeito que as coisas estão avançando, principalmente em relação a estes NEGROS insubordinados e ingratos que estão surgindo por aí, certamente o fim não está muito distante. Tipos como o Ministro Joaquim são perigosos e imprevisíveis. Já pensou que se de repente ele continua no tribunal e conclui os julgamentos do Collor (retidos há 4 anos pela relatoria de outro membro do tribunal) e do mensalão tucano ?? Ninguém vai entender nada não é mesmo? O sujeito realmente vai ficar parecendo um magistrado….
Não se planeja um golpe
Não se planeja um golpe militar da noite para o dia.
As elites do país hoje estão integradas ao sistema capitalista mundial.
E o governo do PT – mesmo antes de 2002 – já possuía seus apoios junto a eles.
Isso sem contar que há no país – bem ou mal – uma sociedade civil mais madura e consciente.
Não tem ambiente, não tem condições, não tem “clima”.
Lembrando que no auge do Mensalão quando alguns idiotas gritaram impeachmente a coisa soou ridícula.
Ou seja, são circunstâncias totalmente diferentes hoje.
O que você fez foi inventar a própria versão da esquerda para as “forças ocultas”.
Não é capaz de nomear um único grupo, uma única pessoa, uma única força…
A idéia não encontra sustentação em nenhum lugar.
Mas o que realmente chama atenção é NUNCA haver a chance do PT e o Lula errarem.
É o que está logo alí embaixo, mais rápido que poderia imaginar já veio o exemplo.
Fazem contorcionismo incríveis e absurdos mas nao criticam.
UM GOLPE REPENTINO ? NÃO
Sobre isso disse muito bem o ministro Barroso. Disse, falando em tese, que não há um golpe, há uma sucessão de golpes, é um processo. E é isso mesmo que vemos e acompanhamos. Com certeza, este foi um grande golpe. Não o final, o consumador do objetivo, mas um grande avanço nesse sentido. Mas, deve-se avaliar que as perdas não são nunca de um lado só. Neste, houve um desgaste do Judiciário com o qual não contavam. Certamente, imaginavam uma jornada bem mais gloriosa, inquestionada, uma verdadeira demonstração de sabedoria e grandeza, um happy end bem mais comemorado, festajado nas ruas pelas multidões, com o ato _ prisão dos réus: o que não aconteceu. Do regozijo da festa popular nasceria o novo, com a consagração do grande protagonista promotor do evento, o justiceiro, como o presidente tão aguardado para endireitar o Brasil. Frustrou, não houve festa alguma. Bem pelo contrário, viu-se manifestações de apoio aos bandidos, e está havendo uma bagunça, levando essas vítimas de um lado para o outro sem saber onde ficarão. E ainda por cima, a surpresa de que um escapou, e corre-se o risco destes autos serem avaliados em outro país, onde o réu pode ser visto neutramente. Que foi um golpe foi, certamente, que atingiu todos seus objetivos, ainda não.
Não precisava do PT romper
Não precisava do PT romper com a política monetária do Banco Central no 1º dia de governo, mas em Agosto/2004 quando o Banco Central começou a subir os juros mesmo depois do ajuste fiscal podia ter rompido.
Palocci queria uma meta de inflação anual ousada (5,5%), poderia ser 7,5% (como terminou naquele ano). A inflação de 2003 ameaçou terminar o ano em 20% (no fim deu 12%)
O PT teria antecipado a crise de 2008 quando a credibilidade dos mercados financeiros foi abalada, teria conseguido o apoio de alguns empresários e resgatado uma classe cada vez mais minoritária (a Burguesia Nacional).
Sei lá…
Não dá para culpar o ex-ministro, mas quem nomeia um criminalista, um renomado advogado de defesa, para ser seu Ministro da Justiça, deve ter seus motivos. Coisa para se pensar.
Lulismo, Petismo, Psdbismo, Fernandismo … ou Brasilismo?
Embora concorde que sob o ponto de vista POLÍTICO (partidário), um governo deve cuidar de um Judiciário favorável, eu continuo achando que um país maduro precisa ter “instituições que institucionam” de verdade. Neutras, no sentido de diversificadas, equilibradas, plurais, e não monocromáticas, de qual cor seja.
Não é uma simples pelada de casados contra solteiros. Não se trata meramente de torcidas com bandeiras e motes diferentes nas arquibancadas. Falamos da “Federação”.
E sim, política é inerente a todos. Desde a disputa no parquinho infantil até o glorioso “poder fazer”, que geralmente acaba no irresistivel e infame “poder poder”.
Mas o país não é um partido qualquer. Ou outro.
A partir dos resultados de seu governo, tornei-me fã do gigante político Lula, este operário, que estudou muito menos que eu, e cada vez me surpreende (e me ensina) mais. Quanto à Dilma, não há ninguém nem de longe melhor no cenário atual. Sabe fazer política de alto nível, o que é diferente e alguns confundem com politicagem.
Mas não preciso ser lulista, dilmista ou petista. Basta continuar sendo brasilista.
Explico: em visita à Assuã, notei que o guia que falava com orgulho de sua represa, outrora (e pra ele ainda) a maior do mundo, marejou os olhos ao.falar de Nasser (já morto). Não foi a primeira vez que acontecera, mas ali me dei conta que o Egito ficara ” órfão” de seu grande líder. E a sociedade egípcia não conseguiu chegar à maturidade…
Aprendi daí que não precisamos (nem devemos eternizar grandes Lulas e Dilmas como tutores da nação …
Mas sim os seus legados.
Muito menos precisamos, evidentemente, de traidores que desfaçam tudo que se consegue em duras décadas, em um ou dois nefastos mandatos apenas, sugando e negociando a nação. Para estes sim: investigação, processo e condenação.
Alternância no poder não é o mesmo que ir e voltar (isso adolescentes fazem sozinhos trancados).
É caminhar pra frente com, por ex. diferentes pernas.
Nem necessitamos mais de um (grande) Getúlio, que precisou ser ditador para conseguir enfrentar a putocracia (oops, faltou o “L”) para começar a desenvolver o país de todos.
Um “pai dos pobres”? Precisamos chegar em “irmão dos prósperos”.
Precisamos de bons líderes, não de tutores.
E para isso, temos todos que fazer a nossa parte, que é pelo menos amadurecer. O verdadeiro papel final dos líderes de verdade é esse: criar outros!
Afinal este país é feito por nós ou vamos sempre ficar na expectativa de bons governos (para cada um de nós)?
É certo que seria muito melhor se o STF se portasse de forma mais alinhada com a política atual, ao invés de servir à política de ontem (e de quase sempre nos últimos 500 anos).
Desprezo tanto o execrável comportamento de nossa Suprema Corte (e Judiciário em geral) quanto qualquer outro.
Assim como a míRdia, que precisa urgentemente ser diversificada (legal ou naturalmente pluralizada)
Mas há muitas e enormes prioridades neste país, principalmente aquelas voltadas à sua gente. Se não dá pra ser perfeito em tudo, que sejamos ótimos ou bons no que for prioritário.
Se desconfiarmos que podemos perder pelo enfrentamento direto, que usemos de perspicácia política, ainda que dolorosa ou irritante.
E tentar fazer política através do Judiciário, embora lubrifique os objetivos do governo (da vez, sabemos dos bLindeiros engavetadores), não é de forma alguma o que o país precisa. Precisamos, repito, de um Judiciário neutro (plural), jurídico, constitucional.
Até para que aprendamos e amadureçamos as nossas próprias expensas e não sob a tutela de um governo qualquer.
Também se ganha perdendo.
E ficamos mais fortes.
Ingenuidade Pts?
Informação errada é desonestidade. Bush nunca demitiu nenhum juiz. Ao todo são nove juizes. E eu nunca vi tanto desconhecimento sobre o sistema judiciário americano. Nomeação não é aparelhamento. Difícil fazer política com a prática da democracia ? Parece que a análise do Araújo só entende democracia como pacto da burguesia, portanto não pode ser respeitada porque tem viés de classe. Conclusão óbvi, mas também perigosa, quando nós ganhamos, é pq estamos certos mesmo, e quando perdemos é porque também estamos certos, mas fomos ingênuos e não fomos EXpertos… difícil hem….
http://content.time.com/time/
http://content.time.com/time/nation/article/0,8599,1597085,00.html
Eu nunca DISSE que o Presidente Bush demitiu juizes. Leia o que eu escrevi. Eu disse que ele demitiu 8 Procuradores Federais em um só dia. Quando perguntado porque ele disse “”Porque eu quis”. Leia ai EM CIMA a noticia na revista TIME,
com a reportagem completa sobre o acontecimento.
Ninguém falou em juiz,
Ninguém falou em juiz, Silvana. Falou-se em Procuradores, que são membros do Ministério Público, não do Judiciário.
Leia com atenção e respire 3
Leia com atenção e respire 3 vezes antes de cada frase.
Esqueça suas outras opiniões sobre o assunto.
Ele escreveu procuradores. Bush demitiu procuradores.
Ingenuidade ou má gerência
Não há como discordar do Araujo sobre as consequencias das péssimas escolhas de ministros fascinados pela mídia, mal preparados, parciais, procuradores gerais igualmente comprometidos politicamente, igualmente parciais, etc. Até aí a análise é correta. Sobre o mal que o PT e seu governo legou ao país com essas escolhas há também um acerto que fica cada vez mais claro, e isso, até a velha mídia cartelizada começa a notar, embora esteja usufruindo de sua única vitória (vitória ?) desde 2002.
Nos últimos onze anos há um terrível incômodo para globo, estadao, folha , veja e aliados: “Já não existe o sistema curral midiático absoluto” ! Divide-se hoje o poder, embora não de forma proporcional, com a diversidade cultural da internet, blogues, ongs, redes sociasi e outras formas de expressar opiniões. Lí recentemente uma análise onde o autor relacionava esta perda parcial do poder “absoluto” da velha imprensa à decadência da mídia escrita (visível e clara), e às TVs por assinatura, que diminuíram o alcance das TVs abertas. Pode ser, mas acho que o cidadão médio, embora longe de estar totalmente esclarecido, sofre hoje um menor bombardeio dos canais únicos de formação de opinião. E isso incomoda aos grandes grupos. Tomara.
O governo Lula-Dilma fizeram uma revolução silenciosa, um avanço jamais presenciado neste império colonial até 2002. Mas cometeu erros e atropleos diversos, em nome do tal pragmatismo.
Espero dias melhores.
Onde está o mérito do PT pela internet…
… a erosão da influência das empresas de tv e dos jornais é mundial.
Pombas, alguém para comentar
Pombas, alguém para comentar a grande sacanagem (injustiça é pouco) que fizeram com a Kátia. Eu fico pensando como esses juízes devem se sentir machos (há outra explicação?).
Eu nos comentarios sobre a AP
Eu nos comentarios sobre a AP 470 tenho sempre destacado a imensa injustiça cometida contra esse moça, bailarina de profissão, que assumiu o banco por causa da tragica morte da irmã Junia Rabelo em um acidente de helicoptero. Moça fragil, timida, delicada, uma pena de 16 ANOS é uma aberração porque ela presidia o banco, não participou diretamente das operações mas pela teoria do dominio do fato fo enquandrada como criminosa com penas superiores a assaltantes, estrupadores, assassinos, ladrões de carga, traficantes, pena em regime fechado, é um total absurdo dentro da lgica do sistema juridico brasileiro. Penas não pode ser por vingança ou lichamento e sim para a proteção da sociedade, que risco Katia Rabelo oferece para a sociedade brasileira? Não bastou a liquidação de seu banco, obviamente como parte da pena?
Injustiça contra Katia Rabello
Antes que venham me xingar, deixo claro que não sou petista. Acreditei no PT e esperava que esse partido valorizasse o funcionário público, mas tal n]ao se deu. Assim, sinto-me muito à vontade para dizer que esse julgamento me pareceu um espetáculo de círco mambembe, que só ganhou projeção graças à mídia.
As penas foram as mais disparatadas possíveis, a utilização da teoria do domínio do fato foi um jogo perverso, uma presunção juríca que desrespeita o Princípio Constitucional da Presunção da Inocência.
Todavia, o que mais me revoltou, feriu meu senso de justiça nesse julgamento foi a pena aplicada à Katia Rabelo. 16 anos!!! O que foi que essa moça fez? Cadê as provas contra ela dos crimes que a acusam? O presidente do banco tem a obrigação de saber o que ocorre com o banco, mas não é onipotente nem onisciente. Pode ter sido mal aconselhada, induzida em erro. Será que ninguém viu isso? Que tipo de julgadores nós temos no Supremo Tribunal Federal hoje em dia? Nós cidadãos brasileiros estamos perdidos. Com uma corte dessas, não teremos os mais elementares de nossos direitos respeitados
Já sei que vou ouvir desaforo até não poder mais por ter manifestado minha opinião, mas creio que ainda existe esse direito, ou será que foi eliminado de todo?
Kátia Rabelo, sinto muito por você. Que se faça justiça e que você não seja obrigada a pagar pelo que não fez.
A condenação de Kátia Rabello
A condenação de Kátia Rabello foi a simetria necessária para condenar o Dirceu pela teoria do domínio do fato e o mesmo aconteceu com os sócios do Marcos Valério. Ou condenavam todos ou nenhum. Como esses perversos tinham a fixação de pegar o Dirceu, foram sacrificados no altar do PIG.
Falta ousadia ao PT para
Falta ousadia ao PT para governar, coragem para enfrentar a midia corporativa e problemas históricos. Os erros apontados no artigo acima sao reais e demonstram uma visao amadora em relaçao ao exercicio do poder e da elite brasileira. O mensalão é uma dura liçao as liderenças do PT, que ficaram soberbos, enebriados com o poder e afastaram o partido do povo e desprezaram as vozes da rua. As pessoas bem intencionadas acreditavam na capacidade de convencer, formar opinioes e ocupar as ruas em favor do PT nas eleiçoes. Hoje a participaçao popular é cada vez menor e sem entusiasmo. São muitos os fatores que explicam essa descrença. Talvez nós esperávamos um pouco mais do PT, mais ousadia e coragem para mudar o Brasil. As prisões de pessoas como Dirceu e Genoino me deixam triste, mas também esperançoso na recuperação das bandeiras populares do PT. Assim espero.
melhor em Cuba
Dirceu é um consagrado egóico, que foi condenado pela ditadura e pela democracia, por um só motivo: só idiota não percebe que para ele só existe um projeto de poder em que ele manda. O modelo cubano foi e é seu Eldorado e é exatamente aí que ele deve se considerar profundamente aquinhoado pela sorte.
Tivesse seu plano dado certo , e bem provavelmente ele estaria fuzilado pelo crime de corrupção, como o próprio Fidel assim decidiu como tratamento aos traidores do regime.
Alienados sempre se acharam acima do bem e do mal, por isso nunca se importaram de negociar suas indicações no Judiciário, como aplicavam o fisiologismo no executivo.
Certamente, em se tratando de
Certamente, em se tratando de juízes, imagina-se que o básico possa ser suficiente para quem não pretende desafiar as leis e valer-se de mecanismo de proteção dessa ordem. Mas, estes que vimos são bem aquém do que se imagina um juiz básico. Realmente, a falta de proporção entre as penas e as culpas, e as penas que aplicaram e o que se pratica na sociedade em geral foi assintosa. Somente Lewandowski se dedicou a localizar o porquê se deu isso, achou qualquer coisa periférica. Mas, nem precisa ser juiz para se sensibilizar com isso que estava óbvio. Qualquer um sente compaixão, piedade por esses que julgaram. Mas eles são exceção, não sentem nada, nem compaixão, nem CULPA. E parece que nem sabiam de quem se tratavam. Não conhecem Dirceu, nem Genoíno, muito menos os outros, são uns estranhos, sem cara, sem biografia, sem identidade, sem sentimentos.
A ministra Rosa Weber chegou a enunciar seu método em caso de dúvida: neste caso age assim, depois, lá para diante, se estiver errada, age diferente com outros. Falou isso na maior tranquilidade e paz de espírito, ao invés do mais sensato para qualquer um de nós, que era só pedir calma, reflexão, mais análise, para evitar erros tão danosos a tantas vidas. São as dos próprios réus, que não são poucos e nem deveriam estar ali tão expostos, são os cônjuges, pais, filhos, amigos, tantos e tantos a sofrer tão intensamente só porque eles estavam com pressa, e porque queriam só obedecer o chefe insensato, divisão de trabalho, ele que era o relator, não eles. São burocratas da lei. Lula nem devia saber que existia isso, tanta insensibilidade, nem eu. Foi além da nossa imaginação. Nem pareciam humanos, pareciam, uns clones, replicantes, avatares, dublês …
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Das falsas acusações contra Pizzolato
O texto é do nosso colega João Jorge, postado no Fora de Pauta:
Um dos destaques desse episódio da prisão dos condenados pela AP 470 é a enorme “barriga” da mídia empresarial quanto à fuga de Henrique Pizzolato para a Itália.
Preocupada só com os lucros e entorpecida pelo pânico que uma Lei de Meios pode causar em seus oligopólios, a mídia tradicional, aquela que representa os interesses dos donos do poder econômico e dos seus próprios, esqueceu-se de sua missão de fazer jornalismo, de informar com a presteza necessária os seus clientes e consumidores de informação.
Um pequeno jornal, o Correio do Brasil, seguido pelo blog do Nassif, já ambos informavam, na noite do dia 15/11 e na madrugada de ontem, que Pizzolato havia se refugiado na Itália.
Enquanto isto, a mídia empresarial buscava imagens de Dirceu, Genoíno e Delúbio algemados, entrando em camburões e outras cenas de constrangimento para os réus, sempre com aquela ideia de que mais vale uma imagem do que uma ideia, imagem essa a ser aproveitada depois pelas oposições em suas campanhas eleitorais.
A atividade jornalística da cobertura em si das prisões foi de uma pobreza sem precedentes. Neste aspecto, destacaram-se a Globonews e a TV Globo.. Sempre defendendo as posições tomadas por Joaquim Barbosa durante todo o julgamento e, agora, na fase de execução das penas, entrevistaram, como sempre, juristas chapas-branca do Poder Judiciário, para tentar explicar as decisões monocráticas do Presidente do STF.
Já quando pinçavam algum ponto das notas dirigidas ao público, escritas pelos réus, o faziam apenas naqueles pontos em que levantavam a bola para servir de críticas do sr. Merval Pereira, um notório partidário da oposição.
A informação sobre a fuga de Pizzolato só veio a ser publicada na manhã seguinte, confirmando o furo jornalístico do Correio do Brasil e a incompetência da grande mídia.
Mesmo assim, qualquer explicação foi trazida ao públicoo sobre os motivos reais que levaram Pizzolato a fugir para a Itália, numa tentativa de obter um novo julgamento pela Justiça Italiana..
Até hoje, a imensa maioria dos leitores não sabe as razões de Pizzolato e de seus advogados. Uma nuvem de desinformação foi lançada pela mídia empresarial, especialmente as Organizações Globo, pois elas sabem que, como contratadas da DNA Propaganda, para veicular publicidade acordada com o Banco do Brasil, no sentido de promover os cartões da bandeira Visa, não é possível afirmar, como foi feito no julgamento da AP 470, que todos os recursos do contrato foram desviados por Henrique Pizzolato (diretor de marketing do BB) para o PT, com a finalidade de comprar deputados.
A Globo sabe que as notas fiscais relativas à sua prestação dos serviços de veiculação existem, que foram pagas e que os Bônus de Volume foram repassados à DNA.
Também se sabe que as demais notas ficais, das outras empresas de mídia que prestaram serviços de veiculação e das empresas que produziram peças de propaganda, também estão reunidas nos autos da AP 470, como bem demonstrou a revista Retratos do Brasil, totalizando integralmente os R$ 73,8 milhões, supostamente desviados por Pizzolato.
O jornalista Raimundo Pereira, editor da Retratos do Brasil, chegou a desafiar Joaquim Barbosa para que o mesmo o processasse, caso ele duvidasse de suas investigações e reportagens..
A pergunta que se impõe é: por que Joaquim Barbosa ignorou essas provas e acusou Pizzolato de desvio de dinheiro público (outro absurdo) de uma empresa privada, contra todas as evidências que comprovam a inexistência do delito ¿
A única resposta possível é que era preciso esconder a verdadeira origem do dinheiro que alimentaria os cofres de Marcos Valério e que foram distribuídos para cobrir despesas de campanha de diversos partidos políticos. Esta versão atenderia aqueles que não acreditam que os empréstimos feitos pelo PT, junto aos Bancos Rural e BMG são verdadeiros e que, portanto, são a verdadeira fonte do dinheiro de caixa 2, mas, também, atenderia aqueles que não acreditam no desvio de recursos do Banco do Brasil
Para esconder a verdadeira origem do dinheiro, era necessário achar um bode expiatório perfeito. Um petista (Pizzolato), diretor de marketing do Banco do Brasil, que supostamente gerenciava um contrato de publicidade com uma das empresas de Marcos Valério e que, portanto, apesar das provas em contrário, poderia ser acusado de desvio de dinheiro público (peculato) para o PT, propiciando aos líderes do Partido serem acusados de corrupção ativa pela compra de deputados, ao entregarem esses recursos aos líderes dos Partidos da base aliada e, ainda, caracterizando o crime de formação de quadrilha.
De acordo com a acusação, Pizzolato, além disso, teria recebido dinheiro de Marcos Valério para repassar ao PT do Rio de Janeiro, o que possibilitou condená-lo por recebimento de propina por desviar dinheiro público ( corrupção passiva)..
Pizzolato era o bode expiatório certo, na hora certa, no lugar certo para justificar a fonte do dinheiro e esconder a sua verdadeira origem..
A historinha inventada por Antônio Fernando de Souza, encampada por Roberto Gurgel, Joaquim Barbosa e a mídia oligopolista, também tinha como objetivo:
1) Atingir fortemente o PT, desconstruindo a sua imagem como Partido comprometido com a ética na Política;
2) Liquidar com o projeto político de José Dirceu de lançar-se, no período pós-Lula, à Presidência da República;
3) Firmar um volumoso contrato advocatício do escritório de Antônio Fernando de Souza, montado após sua aposentadoria, com a empresa que verdadeiramente alimentou os cofres de Marcos Valério;
4) Catapultar a carreira política do Presidente do STF.
5) Beneficiar a oposição, afastando do governo central o Partido que comanda o governo trabalhista.
Nada disto, nestes termos, é tratado pela grande mídia, o que comprova que a sua atividade jornalística nada mais é do que uma cortina de fumaça para tratar de seus próprios interesses, relegando o interesse dos seus clientes ao segundo plano e tornando-os apenas objetos de sua manipulação.
Visanet não é dinheiro público
Sim, o Visanet não é dinheiro público, até a Globo recebeu
http://www.viomundo.com.br/denuncias/memoria-globo-ficou-com-r-55-milhoes-da-visanet.html
Que tal propostas para que
Que tal propostas para que esquemas como o do mensalão nunca mais voltem a acontecer? Ou propostas para endurecer ainda mais o combate à corrupção? O PSDB deixou de representar os anseios dos brasileiros assim como o PT.
Engano seu. Tem muito
Engano seu. Tem muito brasileiro que espera o PSDB de volta ao Governo. Muitos deles querem cargos e benesses de obras e consultorias. Tem muito brasileiro que espero que o PT continue no Governo, por vários motivos, inclusive este da turma do PSDB. Existem brasileiros que querem que o PT continue para dar sequencia as transformações iniciadas em 2003, e aprofundá-las.
O povo brasileiro respeita e prefere o PT
Nada a ver esse seu comentário tosco, o PT é preferência nacional,o Brasil está de luto por causa desse crime praticando pela elite nacional contra dirigentes do partido
terça-feira, 16 de julho de 2013
PT continua o partido mais preferido dos brasileiros
No poder, o PT combateu a corrupção
Para que novos mensalões não voltem a acontecer bastaria que a reforma eleitoral, o PT defende o fim do financiamento privado, causa do caixa 2, Na verdade houve crime sim em história de mensalões, mas foram praticados por partidos que fizeram uso de recursos públicos, como foi o caso do mensalão tucano, do mensalão do DEM, do trensalão tucano de SP mas gente fina é outra coisa né. O PT NÃO INVENTOU A CORRUPÇÃO NO BRASIL, pelo contrário, pôs a PF e demais instituições da República na caça aos corruptos, nvc quer que eu desenhe. Então veja, abaixo, o ranking da corrupção COMPROVADA em cada partido eclique aqui para acessar o dossiê na íntegra.
Ah essa entonação de voz de Gilmar Mendes: Bizarro
[video:http://www.youtube.com/watch?v=R_aoUPiXIxU%5D
A ingenuidade petista
Um artigo para ser guardado, em pergaminho e incensado com os melhores incensos que houver. Gritou alto a angústia que me atormenta e que deve atormentar a todos os que são verdadeiramente petistas.
Valeu Nassif.
“E ninguem contesta que os
“E ninguem contesta que os EUA são uma democracia, “
????????????????????????????
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Eu li isso ?
Arbex e uma porrada de outros jornalistas são uma imaginação da minha mente então.
Pq na cabeça de certas pessoas só existe os EUA como base de comparação ?
Noruega, Dinamarca são frutos da minha imaginação tb, pois não existem na cabeça desses senhores Araújo “nada a ver”
Democracia é poder controlar o MP ?
Óbvio que o Brasil não está preparado para este republicanismo ao queal este cidadão se refere, mas daí dizer que se deve controlar o MP e ao mesmo tempo dizer que é democracia é de uma contradição atroz.
Seguindo a lógica do autor :
Ninguém contesta que os EUA são uma democracia.
É correto, e democrático noemar e demitir ao bel prazer promotores.
…então Bush é democrático. BINGO.
Este senhor deve ter que pedir par alguém resolver a questão CAPTCHA em seu lugar, pq a lógica dele é insana.
Belo artigo, Araújo.
Belo artigo, Araújo. Parabéns.
“O PT tinha que noemar Procuradores Gerais e Ministros do STF alinhados com o PT, como fazem todos os Presidentes dos Estados Unidos e da França. “
Só para completar: como fazem os presidentes dos Estados Unidos e da França e como fizeram todos os governos do Brasil antes do infantil PT.
A verdade nua e crua é essa: a conta da infantilidade política chegou.
Esse texto visceral só falou
Esse texto visceral só falou verdades…
Não tem vergonha de publicar
Não tem vergonha de publicar isso?
“2.Por ter um Ministro da Justiça sem visão e muito menos estrategia politica, esse personagem essenciamente negativo para o projeto do PT deixou passar frangos inacreditaveis para cargos chaves da governabilidade, dois Procuradores Gerais e tres Ministros do STF que só agiram contra o PT, nunca a favor, nem para disfarçar.”
“Simone é uma funcionaria da
“Simone é uma funcionaria da agência, nem sócia menor é, condenada a uma pena que nem Stalin daria a um personagem secundario, como passou batido por 11 sumidades do Direito? “
Do escancaramento do post de querer que autoridades escondessem crimes embaixo do tapete, este é o mais ridículo. Simone Vasconcelos tá tem processo correndo na justiça com escutas legais na qual é ré em processo do Ministério Público onde o PCC tenta se aproximar de ministros do STF (LevandoNoOvski, principalmente).
esqueceu-se de citar que um
esqueceu-se de citar que um dos ministros era o Aires Britto (memória seletiva). aliás a conversa gravada é clara no sentido de que haveria uma tentaiva de introduzir um membro no gabinete do Min. lewandovisk (o que nunca ocorreu) e quanto ao Min. Britto a advogada simplesmente fica contando vantagem para o seu cliente, tentou demonstrar intimidade ao afirmar que teria como um pedido chegar ao ministro e ser avaliado por este com carinho (sem ter qualquer contato ou intimidade com este), situação que muitos advogados desonestos propiciam todos os dias.
Prove o que esta falando com
Prove o que esta falando com algo concreto e não com ilações midiáticas, meu caro
Nao é facil de ter que
Nao é facil de ter que acreditar, mas realmente, o Thomas Bastos é o serpente criado em casa.
Rebublicanismo kamikaze, e
Rebublicanismo kamikaze, e isso começou com Lula e vem se aprofundando com Dilma Roussef, infelizmente para os que acreditam tanto no PT.
Dilma e Lula: o tempo da conciliação e dos jantares com essa elite de merda já era!
Republicanismo? Onde? No
Republicanismo? Onde? No Iraque? Aqui no Brasil, o Lula/Dilma/MTB só esqueceram de uma coisa: de combinar com o adversário, como dizia Garrincha.
Um Juiz deve ter uma única missão: julgar conforme as Leis.
Discordo do articulista em relação ao critéro de eleição de membros da Justiça (Juízes do STF, Procuradores, Membros da Advocacia Geral…).
A escolha deve ser por conhecimento técnico respeito às Leis e imparcialidade ao julgar
Lula errou ao nomear representantes para o STF baseado em critérios de cor, sexo e no final amizade partidária.
Mas erram mais os Juízes.
O Julgamento da ação 470 foi um atentado ao direito processual e aos direitos universais de defesa.
Não quero Juiz amigo, quero Juiz justo.
Não quero Juiz que esconda informações que possam beneficiar um réu.
Não quero Juiz utilizando uma doutrina que não se enquadra em um julgamento (domínio do fato).
Não quero Juiz votando e pedindo aos seus pares que atendam ao “clamor das ruas” (a civilização criou os tribunais para eliminar linchamentos de turba).
Não quero Juiz escrevendo coluna em Jornal antes de voto decisivo de um par
Não quero Juiz expedindo mandatos de prisão seletivos em feriado nacional.
O que o articulista pede é que tenhamos tribunais repletos de Juízes como Roland Freisler.
Quero apenas juízes que durmam sob pedras e sintam-se dormindo sob plumas.
Sem palavras a adicionar a
Sem palavras a adicionar a este texto primoroso. Eu diz, um pouco, isto mesmo sem o brilhantismo e contundência do Motta Araújo. Parabéns.
A ingenuidade petista e o fator Márcio Thomaz Bastos
Bem, então podemos concluir que os brasileiros tiveram sorte de ter um Ministro da Justiça que indicou pessoas dissociadas da ideologia do partido que estava no governo, para o exercício de cargos na Procuradoria e no STF, pois, não fosse por isso, os patifes mensaleiros não teriam sido condenados.
Mas, esses tiros nos próprios pés que o PT deu, continuam ocorrendo até mesmo nas suas campanhas eleitorais, como as bobagens que Dilma diz em seus slogans.
Se analisar nanalisar, concluirá que eles atiram mesmo nos próprios pés.
Dilma, por exemplo, agora está dizendo, em sintonia com seu slogan de campanha “um novo governo com novas ideias” que, por exemplo, implantará um sistema de saúde “para que as pessoas não precisem mais madrugar nas filas para marcar uma consulta”.
São coisas assim que só mesmo aqueles ladrõesinhos que não conseguem carregar o próprio roubo fazem. Ladrões que ficam entalados no buraco por onde tentam entrar, etc. Ladrões incompetentes mesmo.
Mas, há mesmo uma ideia muito distorcida de valores nesse país.
Então, foi da ingenuidade do PT que decorreu o Processo do Mensalão e não dos próprios atos criminosos dos seus articuladores. Ok!
Em outras palavras, membros do STF e da Procuradoria tem mesmo que ser cúmplices do governo e azar da constitucionalidade. Outros julgamentos são diariamente transmitidos pela TV Justiça, mas julgamentos como o do Mensalão tem que ser a portas fechadas. Muito boa análise!
Nem o próprio Márcio Thomaz Bastos havia pensado numa tese de defessa dessas.
Parabéns!