Argolo é condenado por “maxipropina e maxilavagem de dinheiro”

 
Jornal GGN – O ex-deputado federal Luiz Argolo (BA) foi condenado a 11 anos e 11 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro, da 3ª Vara da Justiça Federal de Curitiba (PR), por corrupção ativa e lavagem de dinheiro em esquema envolvendo a Petrobras.
 
De acordo com a sentença, Argolo recebeu pelo menos R$ 1,47 milhão de propina de contratos da estatal, entre 2011 e 2014, enquanto exercia mandato na Câmara. De acordo com Moro, o ex-deputado, que já está detido deste abril deste ano, deve continuar preso, por se tratar de integrante de “um esquema criminoso de maxipropina e maxilavagem de dinheiro”. Para o juiz, a soltura de Argolo põe em risco a ordem pública e pode permitir a continuidade da prática de atos criminosos.
 
Além disso, apesar de não ser mais deputado, Argolo é ainda suplente de deputado federal pela Bahia, o que poderia fazê-lo assimir mandato parlamentar, em algumas circunstâncias e que, na visão de Moro, seria “intolerável”. 
 
Além da prisão, Luiz Argolo deverá devolver o valor estimado da propina, somado à uma multa de R$ 315 mil. As penas são referentes aos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Moro absolveu as acusações da prática de outros crimes referentes à compra de um helicóptero, que o doleiro Alberto Youssef já pagou parcialmente. Na mesma sentença, Youssef e o funcionário do doleiro, Rafael Angulo López, foram absolvidos. Ambos são delatores.
 

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9 comentários

  1. Esse deputado não tem partido não?

    Tem sim. É do  Solidariedade, coleguinha do Pauzinho da Força.  O Moro só não toca nos meliantes do PSDB. O resto tudo pode.

  2. É constrangedor a forma com

    É constrangedor a forma com que são conduzidas essas delações premiadas. Ver delatores como os diretores da Petrobrás, maiores responsáveis pela roubalheira, ou Youssef, poderem sair desse esquema com um bom perentual do que solapou do povo, em liberdade, e ainda se rindo da gente quando aparece com discurso de bom moço, é, no mínimo, nojento. 

  3. “Além disso, apesar de não

    “Além disso, apesar de não ser mais deputado, Argolo é ainda suplente de deputado federal pela Bahia, o que poderia fazê-lo assimir mandato parlamentar, em algumas circunstâncias e que, na visão de Moro, seria “intolerável””:

    So eh “toleravel” pra Janot.

    Mais que meramente “toleravel”, alias.

  4. Esse delegado com cara de

    Esse delegado com cara de panaca tá em todas, deve tá construindo sua candidatura pelo PSDB como Franchischini e tantos outros que serviram tanto à máfia midiática-penal, inclusive atuando como arapongas durante as campanhas eleitorais dos aliados do baronato da mídia, enfim, uma mão lava a outra…

  5. Se a sentença do dito cujo é

    Se a sentença do dito cujo é o que está escrito no texto, está faltando corregedoria neste país. Com certeza. As alegações são destituídas de qualquer caráter fático, meras ilações de quem está pra lá de bagdá. 

  6. Prisão de Argôlo

    O “Cara” é midiático até a medula. Digo isso sobre o TucanoMoro, pois até na imposição da pena ele usou da imagética figura do número 11 ( o número da legenda a qual o deputado era filiado). Condenando, em primeira instância, muito mais para agradar seus “promotores” (desculpem a redundância), de que fazer justiça.

    Um dia sempre antecede o outro, e quando a maré voltar, talvez o TucanoMoro e seus “promotores” não tenham botes salva-vidas suficientes. 

  7. O Ricardo Pessoa , em video

    O Ricardo Pessoa , em video que foi exposto, no youtube, pelo estadão como testemunha(não sei de quem). Pouco tempo atras.

    O sujeito fala que…síntese: “os valores que deu a Argolo nada tem com petrobras. Se o youssef o fez…fez está errado.

     

     

    • Vou repetir o que eu disse no

      Vou repetir o que eu disse no comentário:

      Um video, solto pelo estadão no youtube, onde Ricardo Pessoa é testemunha (no caso Argolo) e não sei quem o chamou, se Argolo ou MP, disse em síntise:

      Que o valor era de outro local e não de desvio da Petrobrás. Se ele o fez não foi com sua anuencia.

       

       

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