Arruda é condenado em mais uma ação da Caixa de Pandora


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN – O ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, foi condenado nesta segunda-feira pelos crimes de falsidade ideológica e falso testemunho na Operação Caixa de Pandora, que apuravam o chamado “mensalão do DEM”, uma organização criminosa que envolveu parlamentares, magistrados, membros do Ministério Público, empresários e membros do governo do DF, entre 2007 e 2010.
 
Arruda foi sentenciado a 7 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime fechado nesta mais nova decisão contra o ex-governador do DEM. Ele voltou a ser um dos investigados de oito processos que haviam sido paralisados em 2017.
 
Os inquéritos investigam a distribuição de recursos ilegais à base governista da gestão de Arruda no Distrito Federal. A Operação foi deflagrada em novembro de 2009, com base nas acusações do secretário de Relações Institucionais e ex-delegado da Polícia Civil, Durval Barbosa, e nos vídeos envolvendo os políticos.
 
O esquema envolvia políticos e empresários e as provas foram levadas à Promotoria da Justiça do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas, chegando ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). As acusações são de que Arruda chefiava o esquema de cobrança de propina de empresas de informática que mantinham contratos com o governo do DF e o dinheiro desviado comprava apoio de deputados distritais.
 
Ao todo, foram geradas 23 ações penais, 20 delas já paralisdas por recursos das defesas. Com isso, dois dos réus tiveram já os crimes prescritos, incluindo o ex-chefe da Casa Civil no governo Arruda, José Geraldo Maciel, e o empresário Renato Malcotti. Isso porque o crime de formação de quadrilha tem um prazo de 8 anos para prescrever, sendo reduzido a 4 a réus que têm mais de 70 anos. 
 
Mas os inquéritos foram suspensos na Corte em outubro do último ano, após o STJ acatar a um pedido da defesa para realizar perícia no gravador usado pelo delator. Para a defesa, a perícia poderia anular até mesmo a delação e qualquer acusação que seja proveniente desse acordo. 
 
Arruda já havia sido condenado a 3 anos, 10 meses e 20 dias pela prática do crime de falsidade ideológica, e responde a mais onze ações criminais. Agora, o juiz Newton Mendes de Aragão Filho, da 7ª Vara Criminal de Brasília, condenou no mesmo caso o ex-deputado distrital Geraldo Naves Filho, o ex-conselheiro do Metrô Antonio Bento da Silva e o ex-secretário de governo Rodrigo Diniz Arantes.
 
De acordo com o juiz, os quatro agiram em coautoria, a mando de Arruda, para dar dinheiro e vantagem financeira a uma testemunha do processo para que ela mentisse no depoimento dado à Polícia Federal, no dia 4 de fevereiro de 2010. 
 

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