Barroso critica que alvos da Lava Jato se dizem “perseguidos pela Justiça”

O ministro também disse que a Lava Jato deixou de ser uma operação, para ser "uma atitude" e o "garantismo à brasileira" permitiu a corrupção, que "desvia os recursos para o lado errado"

Jornal GGN – Durante uma palestra realizada pelo jornal Estadão, o ministro Luis Roberto Barroso fez uma ampla defesa da Operação Lava Jato e criticou aqueles que dizem ser “perseguidos pela Justiça”. “Me impressiona políticos que não se arrependem, se veem como perseguidos”, afirmou.

“O arrependimento sincero é o pressuposto da salvação. Eles não se arrependem. O sujeito é fotografado, filmado e diz que está sendo perseguido”, disse o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta segunda-feira (01).

Sem citar diretamente o nome do político a que fazia referência, também defendeu que a Operação, que se tornou alvo de críticas e polêmicas quando comandada pelo juiz Sérgio Moro e pela força-tarefa de Curitiba, Barroso disse que a Lava Jato deixou de ser uma simples “operação” e passou a ser uma “atitude”.

Como de costume em suas frases de efeito, o ministro do Supremo concluiu, descrevendo a Lava Jato como “um símbolo da não aceitação do inaceitável”.

Ainda no evento, o ministro tentou aprofundar na sua tese, argumentando que parte do pensamento conservador do Brasil acha que a corrupção ruim é a dos outros, fazendo com que se “perpetuem no poder elites extrativistas que canalizam para si a renda”.

Disse também que a prática ilícita da corrupção “desvia os recursos para o lado errado”. E que uma das razões para isso é o “garantismo à brasileira”.

Em contrapartida ao “garantismo à brasileira”, Barroso disse que hoje o que mudou na Justiça foi “uma imensa reação da sociedade”, apontando como algo positivo que a opinião pública interfira nas ações da Justiça. “Houve processo histórico empurrado pela sociedade de transformação das instituições”, ressaltou.

27 comentários

  1. Vendo e ouvindo (ou lendo) certas coisas, é possível concluir que uma pessoa fala ou age por má fé.
    Outras vezes por burrice.
    Outras ainda, por má fé e burrice mesmo…

    • Age de acordo com a nota do rodapé do jornal. Existe o Barroso antes da nota e depois da nota.
      No início mostrou desconforto em relação ao tratamento que os coxinhas davam a sua família. Pudera, juiz vive e respira coxinha, vai querer o que? A pá de cal foi a entrada da imprensa. Aí pra frente….

  2. Como sempre falando de generalidades e criando estereótipos. Jamais vi Barroso falar de forma direta sobre justiça. Apenas platitudes. Fala de generalidades, reforçando clichês. Um homem que devia presar pelo cuidado nas acusações, se junta a milícia da mídia e reforça os twiteiros que pregam a existência de uma sociedade totalmente podre. E o fazem para justificar seus preconceitos, seus abusos e garantir seus ganhos. Foi este mesmo tipo de frase que quer justificar a apropriação indébita de Dallagnol e seus comparsas. São os mesmos clichês que permitiram Parente entregar parte da Petrobrás, e Castello Branco continuar o serviço. Mas Barroso elogia Parente, deixando escapar que lado defende. Isto sim vai ser o roubo do século. Mas procuradores do MP, não demonstram o menor apetite para defender a união e o estado nesta nova fase da privataria. Estes clichês permitiram o impeachment de uma presidenta, a prisão de um ex-presidente e destruiram instituições como o próprio Supremo, hoje em frangalhos e acuado. Destruiram também empresas, e toda a economia do país. Estes clichês não prenderam Serra, não prenderam Aécio, nem Sarney, nem Alckmim, e muitos outros. Lava Jato nada viu de errado na Mossack Fonseca, nem na delação de Machado. Delcidio está livre e o dono do BTG, sumiu até dos autos. Agora usam Temer, apenas porque no momento era conveniente. Barroso, não pode, como parte do público, alegar que desconhece todos estes fatos. Mas Barroso sabe que o clichê da corrupção sistêmica nunca foi o objetivo da Lava Jato. Afinal estes participaram ativamente do caso Banestado, e agiram com o mesmo Youssef.
    Barroso ou é uma figura vazia, ou um mal intencionado, ou apenas está encarregado de reforçar quando necessário os clichês . Mas com certeza não é um juiz. Baseando-se nas indicações para postos na Petrobrás, a Lava Jato condenou um partido, um presidente, gerou um impeachment e criou a imagem de corrupção sistêmica. Mas quando arguido sobre a sua indicação, ele reafirma sua independência. Pergunto eu, porque os outros indicados não seriam independentes.
    A questão que não , é porque um ex juiz garantista que entrou com um discurso iluminista mudou tão rapidamente para esta posição obscurantista e inquisitorial, e quase messiânica.
    De novo eu fico em dúvida se Barroso é um camaleão como Zelig ou apenas um fantoche ou apenas um espertalhão.

    • É um parvo mesmo. Do pior tipo de ignorante: Aquele que desconhece o quão ignorante é. O dia em que os pseudo garantistas forem atrás dele, mudará de ideia e fará seus discursos afetados em outro sentido. Quem sabe pare até de fazer pose para as fotos o narcisista.

  3. É corrupção ruim é do outro. Né Moro, Zucolloto, Rosângela, Dallagnol…
    Aliás, e aquela história da mulher do Barroso que a Veja jogou no ar? Será corrupção?

  4. Esse senhor precisa voltar à sala de aula como aluno, pois esqueceu todas as leis. Conseguiu uma vaguinha na teta do governo e mudou de lado.

  5. Barroso escolheu a dedo o momento para fazer tal pronunciamento. Se avizinha, no STF, a votação da prisão após condenação em segunda instância.
    Segundo informações vazadas à imprensa, o STJ também está prestes a votar o recurso especial da defesa do Lula.
    Portanto, tal pronunciamento do Barroso tem nome e endereço: Lula.
    Não há como negar a perseguição ao presidente Lula, condenado sem provas, devido a um apartamento que não é, nem nunca foi dele. Além do mais, não há nenhum ato de ofício de Lula que pudesse beneficiar a OAS na Petrobras. Condenação sem pé nem cabeça, baseada tão somente na delação de Leo Pinheiro, que é parte no processo e poderia mentir à vontade.
    Processo conduzido por um juiz político que hoje ocupa cargo no governo, que ajudou, e muito, a eleger, simplesmente tirando do páreo o candidato favorito do povo brasileiro, Lula.
    Apenas algumas das ilegalidades cometidas por Moro contra Lula (fica evidente a perseguição):
    1- condução coercitiva – a lei prevê tal ato apenas quando o interrogado se recusa a comparecer ao juízo, o que não foi o caso. O juiz político procurou ofender a imagem do acusado, convocando parte considerável da mídia para o ato ilegal.
    2- grampo de conversa com a então presidenta Dilma – a lei prevê que apenas o STF tem poderes para determinar interceptação de conversa de Presidente da República.
    3- divulgação de conversa grampeada de Presidente da República – crime previsto em lei. Fosse nos EUA, o juiz político estaria preso.
    4- grampo de escritório de advocacia que defende Lula – até a operadora de telefonia avisou ao juiz político da ilegalidade, mas ele prosseguiu e mais, divulgou as conversas.
    5- grampo ilegal e divulgação de conversas de parentes de Lula – a investigação não pode ultrapassar a pessoa do acusado.
    6- interferência ilegal para descumprimento de habeas corpus expedido por instância superior – o juiz político de primeira instância ordenou desobediência à decisão proferida por desembargador do TRF 4.
    7- interferência para vetar Lula de conceder entrevistas. Até os verdadeiros criminosos, Fernandinho Beira Mar e Marcola, concederam entrevistas.
    8- Interferência no veto a Lula no comparecimento ao funeral de seu irmão – direito previsto em lei.
    Portanto, se o ministro Barroso não vê perseguição neste peocesso , não apresenta a mínima condição de integrar a suprema corte do país.

  6. Conforme o magistrado: “…desvia os recursos para o lado errado”.
    Seriam os 2,5 bi, com grande parte para ONG gerenciada por promotores da Lava jato, um exemplo deste desvio?

  7. Fiquei na dúvida sobre o lado certo para onde devia ser desviado o dinheiro, hahahaha. O bolso dele?
    Existe corrupção lícita?
    Que tal revogar o garantismo à brasileira que garante o salário e os penduricalhos dele e sua casta?
    Tem razão sobre uma coisa: a operação Lesa-Pátria é uma atitude; na verdade várias, como desvio de conduta de servidor público, demagogia, apropriação indébita de recursos públicos, cinismo, hipocrisia, falta de vergonha na cara, pilantropia judicial, desonestidade jurídica, oportunismo político, exibicionismo midiático, e a pior de todas ou sua origem, a irresponsabilidade.
    Barroso, o pavão boquirroto.
    Certifico que o supracitado não é piada de primeiro de abril como tem sido as cortes onde o ministro desfila sua vaidade.

    Sampa/SP, 01/04/2019 – 17:58

  8. O que ministro Barroso não entendeu é que não houve defesa a processos ou prisão de quem porta ou portou malas. O que se critica são as aceitações de denúncias sem prova, como por exemplo as do Delcídio Amaral e Palloci, e outrem, são as delações premiadas que mudam no tempo e ao sabor das futuras proclamações de sentenças que beneficiam os sentenciados, são as curtas prisões dos fraudadores, via agradáveis acordos de delação, que dão os poderosos perspectivas de liberdade e logo são soltos usufruindo da grana não confiscada , é culpar alguém sem prova, é postergar prisão dos “aliados”, é um juiz que eu supunha sério burlar a constituição para justificar a própria sentença, é um juiz escolher as testemunhas (Tacla duran), é um usar erroneamente “jurisprudências” de outrem , como dito pelo próprio autor do domínio do fato, para justificar sentenças sem provas (escutas proibidas), é um procurador usurpar poderes para gerir fundos de dinheiro brasileiro mas em obediência ou em consonância com cortes americanas, é do uso de teísmo convenientes a denúncia, num estado laico e muitos etc’s., é a passionalidade ou parecer ter um lado de alguns. Assim, e ntre os inovadores da carta magna e os garantistss prefiro os últimos, que não interpretam a constituição e leis ao seu gosto. Os avanços nas sentenças, algumas mui desejáveis, devem sempre ser precedidas das mudanças na constituição, como previsto na própria. Ações ou escritos que fogem do texto constitucional criam confusão e a incerteza de que os sentenciados merecem as sentenças projetadas ou elas são produtos da manipulação de um Juiz que, que quando erra (fez escutas ilegais), como fez o atual ministro da Justiça, nem ao menos é severamente repreendido por um conselho de magistratura. Tampouco um procurador que antecipa culpa de outrem, pelo seu conselho. Quem quer justiça se sente num caos jurídico como é o meu caso fica sem saber o que realmente é justiça.

  9. ..e, pensar que Lula indicou esse sujeito,em detrimento do Aragão, Salete MacCaloz, Eugênio Aragão, Afrânio Jardim, entre outros grandes juristas.

  10. Herr doktor freisler raboso, pertence a categoria dos que defendem os tribunais do povo. Pensa , desculpem -me, palpita, sem se ater aos autos. Fala em justiça e sobre corrupção mas não diz que junto com o Sr Battisti, mentiram ao STF. Mantém negócios suspeitos. Contas no exterior. Está na hora de uma investigação para por a nu o rei

  11. O ministro cometeu um pequeno equívoco. A Lava Jato é o símbolo da NÃO aceitação do aceitável. Para ficar bem claro, complementando, é também o símbolo da aceitação do inaceitável. E se ainda permanecer alguma dúvida é só perguntar ao Sr. Tacla.

  12. :
    : * * * * 04:13 * * * * * : Poema “Z”

    Para Dilma, Lula e o PT e todos/as os/as progressistas do mundo inteiro. Sinta-se homenageado/a, também.

    Penso

    Logo(S)

    ReXisto

    :.:

  13. O Barroso é bom de discurso, mas esqueceu-se que não foi aplicado o princípio da equidade no mensalão e na operação lava a jato.

    Muito estranho a seletividade dessas ações de combate à corrupção, com condenações sem prova inclusive, direcionado somente ao partido dos trabalhadores.

    O mensalão, por exemplo, princípio de tudo é o maior exemplo. Optou-se por dividi-los em dois períodos, o antes do PT e o depois do PT. O esquema foi criado pelo PSDB, e optou-se por não investigar e nem julgar a etapa tucana. Daí descaraterizou todo esse combate à corrupção para transformá-lo puramente em instrumento político partidário.

  14. Barroso e Marco Aurélio trocaram de lugar.

    No julgamento do mensalão o Barroso, ao contrário do Marco Aurélio, não se submetia ao clamor público, mas à lei:

    Em resposta ao MAM em 2013, o Barroso disse:

    “Não tem problema. Eu então, infelizmente, não fui capaz de convencer Vossa Excelência, embora eu esteja convencido do acerto da minha posição. Feita a ressalva, que me parece pertinente em uma matéria complexa como essa, a verdade tampouco parece ter dono. Mas gostaria de dizer, em defesa do meu ponto de vista e sem demérito de nenhum ponto de vista, que eu, nesta vida, neste caso e em outros, como em quase tudo que faço na vida, faço o que acho certo, independentemente da repercussão, portanto, eu não sou um juiz que me considero pautado pela repercussão do que vou decidir, e muito menos pelo que vai dizer o jornal do dia seguinte, e muito menos estou almejando ser manchete favorável. Eu sou um juiz constitucional, sou pautado pelo que considero certo, correto, embora não me ache o dono da verdade. Porém, o que vai sair no jornal do dia seguinte, não faz diferença pra mim se não for o certo”.

    Agora o mesmo Barroso jogou a toalha:

    “Você pode, eventualmente, ser contramajoritário, mas se repetidamente o $upremo não consegue responder aos sentimentos da sociedade, vai viver problema de deslegitimação e uma crise institucional”.

    Agora é o Marco Aurélio que o critica por se render ao clamor publicado.

    • É de se imaginar o gigantesco rabo preso que o Ministro Barroso tem com os investigadores da Lava Jato. O Ministro precisa se conter: essa defesa incondicional e entusiasta da operação lava jato, já está levantando suspeitas.

  15. Já que o barroso já se vendeu, mesmo, com medo de que sejam revelados, pela imprensa do mercado, os fatos que quer esconder, caberia, então à blogosfera investigar o que tanto ele tem a temer e trazer tudo a público.

  16. Enquanto os milicianos das Forças Armadas não forem desmascarados e banidos por alta traição ao Brasil, nada vai mudar. A quem servem as Forças Armadas? É o partido armado do mercado financeiro, duma oligarquia nazifascista, antinacional, antidemocrática, corrupta até as vísceras, vira latas, golpista, corsária e entreguista. Os milicos odeiam a Democracia e tem horror a Soberania Popular. Para eles a nossa Constituição é um manifesto comunista que precisa ser destruída a qualquer preço a quanto antes. Para isso, criaram a Lava Jato com ajuda e monitoramento direto da CIA/FBI, não para combater a corrupção, mas, desestabilizar a Democracia, derrubar o governo, empossar uma quadrilha e se instalarem no governo. Os milicos sempre estiveram atrás de Sergio Fernando Moro e sua quadrilha, para atacar de forma direta a Constituição. Não fosse assim, como se justifica um juizeco de quinta, ter aos seus pés o TRF4, o STJ, o CNJ e o STF, prostrados aos seus pés? Sem o Moro os milicos não teriam logrado sucesso e não estariam no poder desde 2016. Para se manterem no poder, em 2018 precisavam de Lula condenado e preso sem provas. Com Lula preso, usaram o Bozo para assaltarem o poder via eleitoral. Tendo o Moro cumprido a primeira parte da empreitada, os milicos ordenaram que o Bozo chamasse para a segunda etapa para a destruição sumária da Democracia e da Constituição. Caso consiga aprovar o pacote anticrime, ou seja licença para matar, mais a popularização do porte de armas, os milicos terão atingido grandes avanços no sentido de, em um passe de mágica baixar uma ditadura militar. Na verdade, estamos desde 2016, vivenciando uma ditadura civil/militar branca, isto é não declarada. O ordem de comemorar o 31 de março foi uma espécie de termômetro para os milicos saberem até onde o povo aceitaria passivamente um novo golpe declarado. Como estão usando táticas de guerra híbrida, agem nas sombras e avançam silenciosamente sem alarde. Logo, para que a missão de Moro seja bem sucedida é preciso armar a população, não para resolver o problema da segurança pública, pois, se arma resolvesse e protegesse o cidadão, um policial que recebe formação e treinamento, jamais seria morto na rua. O que o Moro quer a mando dos milicos é que as ruas se transformem em bang bang, para então os milicos baixarem uma ditadura oficial, com a suspensão dos direitos civis e ato contínua a destruição sumária dos direitos fundamentais e cláusulas pétreas da Constituição. Vencida a segunda etapa com sucesso, Moro terá uma terceira etapa a cumprir. Desta vez ele terá o papel de: uma espécie do que foi Carl Schmitt para Hitler e o Nazismo, será ele para os milicos o mestre e o ponto de equilíbrio entre o arbítrio e a refundação duma nova nação.
    Diante desta realidade, nunca é demais afirmar de que: Um país que tenha as Forças Armadas que tem o Brasil, não precisa de inimigos externos para ser destruído.
    Não dá para saber qual seria a diferença entre os membros do PCC, CV, Amigos dos Amigos e oficiais chefes das Forças Armadas. Os primeiros nunca juraram cumprir a Constituição e as Leis e não são mantidos pelo Erário público. Os outros, recebem soldo para proteger as instituições e defender a Pátria, mas, ao invés disso, conspiram o tempo todo contra o Povo e a Democracia, sequestram e chantageiam as instituições para que rasguem a Constituição, prendam e condenem os desafetos dos seus donos, vendilhões e traidores do Povo e da Nação.
    Por mais absurdo que possa ser tal afirmação, até o mundo mineral, não vê diferença entre Fernandinho Beira Mar e seu Comando Vermelho e o Bozo e seu bando civil/militar, na presidência da República.

  17. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome