Ex-Previ, biógrafo de Barbosa tornou-se testemunha da revista Veja

Assessor de imprensa do Ministro Joaquim Barbosa, seu biógrafo oficial, Wellington Geraldo Silva foi indicado para presidente do Conselho Deliberativo do Funpresp-Jud – o fundo de previdência dos servidores do Judiciário.

Funcionário de carreira do Banco do Brasil, Wellington foi diretor de comunicação da Previ – o fundo de pensão dos funcionários do banco – na fase mais delicada do fundo, quando a nova diretoria enfrentou as pressões do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, beneficiado por um acordo guarda-chuva fechado no governo Fernando Henrique Cardoso.

Na verdade, embora apresentado como dirretor de comunicação da Previ, seu cargo era de gerente de comunicação, nome técnico para assessor de imprensa.

Travou-se uma luta pesada, ao final da qual a Previ recuperou os direitos que havia perdido para o Banco, devido a um contrato guarda-chuva fechado pela gestão anterior, ainda no governo Fernando Henriqiue Cardoso.

Nesse período, a diretoria da Previ foi alvo de bombardeio intenso da revista Veja, que atacava seguidamente todas as pessoas que contrariassem interesses do banqueiro. Sucessivamente, foram alvos da revista um desembargador que concedeu sentença a favor da Previ, contra o Opportunity, diretores da Previ, e jornalistas que ousassem ir contra os interesses da revista.

Quando os fundos assumiram o controle da Brasil Telecom, Wellington assumiu um cargo na nova diretoria, atuando na comunicação 

Nesse cargo, foi testemunha direta das pressões que a revista exerceu sobre o jornalista Luis Nassif, quando este iniciou na Interet a série “O caso de Veja”, narrando as ligações perigosas da revista com Daniel Dantas e Carlinhos Cachoeira.

Emissários da revista ameaçaram diretamente o presidente da Brasil Telecom, caso mantivesse patrocínio do Projeto Brasil – precursor do Brasilianas. 

A BrT suspendeu o patrocínio, que era de área controlada por Wellington. Depois, ameaçou romper o contrato que o jornalista mantinha com o iG, caso a série prosseguisse. Com receio de que o rompimento do contrato afetasse sua imagem, a diretoria da BrT o manteve por algum tempo, mesmo quando Nassif recusou-se a interromper a série.

Wellington Silva testemunhou todos esses episódios.

Mais tarde, o jornalista foi alvo de cinco processos da revista Veja. Em um deles, Wellington compareceu, na condição de testemunha de acusação de Lauro Jardim, sustentando que a série havia prejudicado profissionalmente o colunista da Veja.

Em outro processo – o de Eurípedes Alcântara -, indicado como testemunha de acusação, Sidney Basile, assessor especial de Roberto Civita, negou qualquer dano à carreira do jornalista.

Wellington Silva, no entanto, foi mais realista que o rei.

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