Carmen Lúcia e os princípios como escada, por Luis Nassif

 
Há diversas formas de coragem, das quais a bazófia é a caricatura. Há a bazófia por ambição, vaidade, oportunismo, medo. Presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia é cultivadora da bazófia.
 
Por ambição, investiu no relacionamento com alguns dos mais célebres juristas brasileiros, cobrindo-os de consideração e de pães-de-queijo. Subiu de carona em valores como o do respeito às diferenças, à diversidade, o cultivo da tolerância, em um tempo em que era bom negócio ser politicamente correto, pois fechava os olhos da opinião pública a outros atributos, como competência e conhecimento.
 
Assim que foi anunciada sua posse na presidência do  STF, Carmen Lucia inundou o país de frases vazias, que a retratavam como a dirigente corajosa e solidária. 
 
Por vaidade, bradou: “Onde um juiz for destratado, eu também serei”.  Depois, por ambição, prima irmã da covardia, endossou investigação contra os quatro únicos juízes federais que ousaram questionar o impeachment.

 
Por oportunismo, tentou se mostrar superior à presidente caída: “Eu fui estudante e eu sou amante da língua portuguesa. Eu acho que o cargo é de presidente, não é não?” E apenas demonstrou covardia, por avançar contra pessoa caída, e ignorância, porque o português prevê as duas formas.
 
Dentre as inúmeras frases de manual, uma definição de ética: “Ética não é uma escolha. É a única forma de se viver sem o caos”. O que a nobre frasista quis dizer? Se não é escolha, então seguir princípios éticos é obrigação. Ou por vias legais – tratando parte das manifestações de intolerância  como crime -, ou pela condenação social contra atos corriqueiros, como conversar no cinema, berrar em restaurantes, manter conversas sexistas com autoridades diversas, defender a violência como solução.
 
Era nesse sentido – de que a ética não é uma escolha – que os exames do ENEM, destinados a selecionar a futura elite social do país, definiram a nota zero par redações que afrontassem esses princípios.
Não são princípios vagos, mas aqueles reconhecidos pelas cortes internacionais, pela ONU, que integram os códigos civilizatórios das nações.
 
A PGR (Procuradoria Geral da República) e a AGU (Advocacia Geral da União) definiram objetivamente os critérios a serem considerados: menção ou apologia à defesa da tortura, mutilação, execução sumária ou qualquer forma de justiça com as próprias mãos. Incitação a qualquer tipo de violência motivada por questões de raça, etnia, gênero, credo, condição física, origem geográfica ou socioeconômica; explicitação de qualquer forma de discurso de ódio.
 
O que disse a Escola Sem Partido? O ENEM acaba impondo respeito ao “politicamente correto, que nada mais é do que um simulacro ideológico dos direitos humanos propriamente ditos”. 
 
E teve o endosso total de Carmen Lúcia, a jurista que subiu nas asas do politicamente correto, que fez carreira escudando-se em juristas consagrados na arte de defender os direitos fundamentais, como Sepúlveda Pertence, Celso Antônio Bandeira de Mello e Fábio Konder Comparato.
 
A frasista que sustentou que ética é obrigação, liberou geral:
 
“Não se desrespeitam direitos humanos pela decisão que permite ao examinador a correção das provas e a objetivação dos critérios para qualquer nota conferida à prova. O que os desrespeitaria seria a mordaça prévia do opinar e do expressar do estudante candidato (…) Não se combate a intolerância social com maior intolerância estatal. Sensibiliza-se para os direitos humanos com maior solidariedade até com os erros pouco humanos, não com mordaça”.
 
Entenderam?
 
Data venia, a frase entrará para a história do Supremo como uma das grandes imbecilidades já cometidas dentro da augusta casa. Carmen Lúcia quis dizer que a maneira de combater a intolerância é tendo solidariedade com a falta de tolerância, os chamados “erros pouco humanos”. E ter solidariedade, na opinião desse gênio do direito, é dar uma boa nota no ENEM aos “erros poucos humanos” – ou não é sobre isso que se está discutindo? 
 
Vive-se um momento em que a selvageria está derrubando todos os muros das convenções sociais, das normas básicas de civilidade e da própria legislação. A atitude de Carmen Lúcia convalida esse jogo bárbaro.
 
Duas de suas frases prediletas foram: “o cinismo venceu a esperança” e “o escárnio venceu o cinismo”. 
 
Que frase Carmen Lúcia escolheria para o desempenho de Carmen Lúcia?
 
“Princípios são degraus de uma escada utilizada para atingir o poder. Chegando ao alto, a escada só serve para descer. Razão por que, se torna inútil e deve ser descartada”.
 

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Leia também:  Para ministros do STF, conversas entre Moro e Dallagnol tornam ex-juiz suspeito

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81 comentários

    • Fugir do controle

      Sugestão pertinente.

      Mark Zuckerberg já é dono do Facebook, WhatsApp, Instagram. Está se tornando o Big Brother que pretende controlar nossas vidas pelo controle das informações.

  1. Nassif,

    Pode ser impressão minha, mas acho que essa decisão da ministra foi mais um recado pra Raquel.

    Uma espécie de : “Nem vem que não tem!”  O que você mandar eu chuto”

    Pelo compromisso tácito em proteger o “mandatário danação” e seus asseclas,  e até mesmo pela compatibilidade sinistra que ambos guardam em aparência (e eventual essência), ela já estaria sinalizando inimizade com a procuradora.

     

     

     

     

     

  2. Decisão absolutamente estúpida

    Ou Lúcia é uma ignorante, incapaz de se desvencilhar dos sofismas das argumentações jurídicas, ou é mais um ministro do STF com a faca no pescoço que cedeu à violência e à chantagem. Em ambos os casos, falta-lhe dignidade.

    A decisão afronta a Constituição Federal, que determina República brasileira tem como fundamento “a dignidade da pessoa humana” (art. 1º); como objetivo “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” (art. 4º); determinando ainda que “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais” (art. 5º, inciso XLI).

    A decisão afronta também o artigo 20 da lei 7.716/89, que proíbe “praticar, induzir ou incitar, pelos meios de comunicação social ou por publicação de qualquer natureza, a discriminação ou preconceito de raça, por religião, etnia ou procedência nacional”.

    Para se ter noção do absurdo, o candidato que ferir os DH na redação não irá zerar, mas pode ser denunciado e condenado pela Justiça. Será que algum jovem destruiria seu futuro no início da vida adulta, só por apoio à ideologia fascista do Escola sem Partido?

    Os jovens brasileiros não são estúpidos. Quanto aos juízes, há dúvidas.
     

  3. A Pecadora e o Pretenso Pecado.

    Concordo que a Carmem Lúcia tem muitas contas a ajustar com a Ética. Mas não nesse caso.

     O estudante que formular frases preconceituosas ou mesmo terríveis do ponto de vista humanitário, estará fazendo isto apenas para 1 pessoa – o examinador do ENEM. O caso não pode, portanto, ser caracterizado como apologia ou incitação ao crime. E certamente apenas num caso em 1 bilhão o tal estudante tido a priori como preconceituoso ou psicopata mostraria um talento literário capaz de lhe garantir nota 8, 9 ou 10. O estudante comum e preconceituoso vai ganhar zero, ou 1, ou 2, ou 3, pela provável descoordenação conceitual, irmã gêmea do Ódio.

    O examinador que der nota zero para um preconceituoso/psicopata que merece nota 3, não estará se mostrando melhor do que o estudante preconceituoso/psicopata.

    Quanto à ênfase do nosso querido Nassif em atacar a pecadora, ao invés do pecado, só posso dizer que acho deplorável. Onde está escrito que uma pessoa que cometeu 99 pecados cometerá obrigatoriamente o pecado de número 100? A ministra, com todos os seus defeitos, continua, de acordo com a Constituição Federal, com o direito de cometer acertos e eventualmente erros não dolosos (embora deploráveis).

    Sem contar que não é bom cotucar a onça com vara curta. E a onça não é a ministra Carmem Lúcia…

     

    • Discordo de vc (tô 100% com Nassif)

      1. Não há mais nada o que esperar desssa senhora. E já faz tempo. Essa agora é só a cerejinha.

      2. O Brasil subscreve a declaração Universal dos Direitos dos Homens; a Constituição Federal ratifica vários desses direitos. A regra do Enem, agora derrubada pelo democrático movimento “Escola sem Partido”, apenas confirmava o respeito a esses direitos como princípios básicos na vida nacional. Agora, bau-bau.

      3. Não é apenas uma prova que só a banca vai ver. O estudante que vai destilar seu ódio anti-social na prova se sentirá estimulado a levar esse ódio para dentro da universidade, para sua prática profissional, para sua vida como cidadão.   

    • Cara….

      sério achei que estava lendo a decisão de algum ministro do STF.

      Tão empolado,  “ajeitado”  e sem sentido seu comentário,  a começar do título, que já podes concorrer a uma vaga na corte. 

      • Paulmoura!

        Cara… também tenho meus preconceitos. Eu não aceitaria participar de um tribunal onde pontifica uma pessoa, como a Carmem Lúcia, que ignora que ignora que “presidenta” tem desinência tão respeitada em Português quanto “presidente”…

        Quanto ao mérito do teu comentário, nem todos interpretam um texto do mesmo jeito. Alguns entendem e discordam (ou concordam, ou concordam em parte). Outros nem chegam a ler e já vão discordando (ou concordando).

        Tá faltando discussão verdadeira no pedaço. Quando o Bolsonaro (ou alguém por ele) fala que “bandido bom é bandido morto”, essa ideia decerto nasceu de uma série de experiências e circunstâncias pessoais. Pessoalmente eu acho que não se deve matar o bandido, mas acho também que não se deve crucificar o boquirroto por uma tal fala. Acho que o melhor alvitre seria examinar as tais experiências e circunstâncias (queixas que o bolsonariano deve dividir com milhões de pessoas no Brasil) e ver se surge alguma boa ideia de como melhorar no futuro essas experiências e circunstâncias, de tal forma que o banditismo só provoque algum ódio residual. A fórmula lulopetista de dar tapinhas nas costas dos bandidos, meigando-os como “coitadinhos injustiçados” definitivamente não funcionou. E nem a fórmula furiosamente-anti-petista vai funcionar, pois o que deve resolver, como diziam os chineses, é o caminho do meio. E caminho do meio, só com discussão verdadeira, onde todos os interlucutores são tratados como gente.

        E, paradoxalmente, em 2018 voto no Lula ou alguém com ele.

         

  4. Se depender de quem essa

    Se depender de quem essa senhora quer agradar, é apenas mais um ministro que “mata no peito”. O quê que ela mata? Qualquer coisa só por birra e por se colocar contra um governo progressista. O que ela ajudou a derrubar.

  5. Ditadura do judiciário ?

    (1) Carmen Lúcia decide contra a Constituição e contra os Direitos Humanos.

    (2) Fux opina para jornal que a justiça decida quem pode ou não ser candidato.

    (3) Carlos Lima (procurador da LavaJato) condena alianças políticas.

  6. Frases históricas

    Duas frases razoáveis e descritivas: “o cinismo venceu a esperança” e “o escárnio venceu o cinismo”. 

    Adote a primeira, e depois em uma segunda etapa a outra. São inseparáveis.

    Depois do golpe, o caos. Nada mais certo. Desastre.

    Era sabido, depois da queda do mensalão a queda seria contínua; cada dia mais cobrada e imposta a eles próprios. Cada dia irão mais baixo. Sem fim.

    Hoje um juiz disse que “denunciado” não pode…  Haveria asneira maior para ser dita por alguém que se diz da lei? E vai ser presidente do tal ste. ste é aquele que jogou na lata de lixo 54 milhões de votos por um nada, lembram-se.

    Judiciário que não OBEDECE a lei, que não fica rigorosamente SOB a lei, não é  poder constituido, é um nada. É instrumento de violência, é ignorância, é trabuco.

     

  7. A verdade nua e crua,
    nesses

    A verdade nua e crua,

    nesses dias sombrios somos um amontoado governados por imbecis, não somos um país, o Brasil morreu, é um morto-vivo putrefato vagando a esmo, aqui a suprema corte validou a barbárie contra os direitos humanos, podem imaginar tamanha sandice em outro país civilizado? Só nessas terras que não é um país, e sim um bando de cachorros-loucos, babando para pegar o seu pedaço de carne antes que acabe. larapios, ladrões,, safados, pilantras, canalhas, bandidos, mafiosos, lunáticos, destrambelhados, alcaguetas, sifiliticos, pancadas e malucos de toda a ordem governam esse amontoado que já foi um país. talvez seja o caso de entregar tudo para os estrangeiros, quem sabe eles saibam o que fazer com essa tralha toda….. 

  8. Direitos Humanos devem ser protegidos

    Nenhuma lei, nem a liberdade de expressão pode ficar acima de uma lei que protege os Direitos Humanos fundamentais. Quem simpatiza com a posição da “ministra sem-noção” é, inconscientemente, um simpatizante também dos que praticam crimes contra os Direitos Humanos mais básicos e só não os pratica por medo ou falta de oportunidade.

  9. Provavelmente a ministra

    Provavelmente a ministra buscou a frase sobre ‘etica x caos’ num livro escrito por um maçom que aborda o tema. O que isto significa? Nada. Mas explicaria muita coisa…

  10.  “E apenas demonstrou

     “E apenas demonstrou covardia, por avançar contra pessoa caída, e ignorância, porque o português prevê as duas formas.”

    E também preconceito, uma presidenta tucana seria empoderamento feminino, mas como era petista, não sabe português.

  11. [vídeo:https://m.youtube.com/
    [vídeo:https://m.youtube.com/watch?v=msY-dNJlXWA%5D

    O STF é o patrono do pensamento binário retrógrado, descompromissado com qualquer resquício de coerência e coragem que ainda há de haver nas instituições republicanas de Bruzundanga, o causador da insegurança jurídica que permite a uma camarilha de desenho (des)animado destruir o país e vendê-lo como sucata (o sonho daquela atriz que já foi a rainha da sucata, a temerosa, se realizou), reflexo desmascarado da péssima cultura e prática jurídica que herdamos e reproduzimos, lugar da realização plena do sofismo tupiniquim como álibi para a falta de honestidade intelectual, filosófica e de princípios, jurídicos ou políticos (“Fiat Fux”, e fizeram-se as trevas: candidato processado não pode disputar mas lobby para desembargar filhas e cargos não tem nada demais, pode-se arranjar uma explicação hermenêutica, ética e jurídica muito limpinha e cheirosa …).
    A hora do rescaldo vai chegar, e quando chegar não poderemos jogar a Memória pra debaixo do tapete, como aconteceu no pós-ditadura.
    Não deve haver vingança, tampouco condescendência.
    Apenas Justiça, como o STF e a justiça bruzundanguense não costumam praticar.

    SP, 06/11/2017 – 01:30

  12. Suprema baderna
    [vídeo:https://m.youtube.com/watch?v=msY-dNJlXWA%5D

    O STF é o patrono do pensamento binário retrógrado, descompromissado com qualquer resquício de coerência e coragem que ainda há de haver nas instituições republicanas de Bruzundanga, o causador da insegurança jurídica que permite a uma camarilha de desenho (des)animado destruir o país e vendê-lo como sucata (o sonho daquela atriz que já foi a rainha da sucata, a temerosa, se realizou), reflexo desmascarado da péssima cultura e prática jurídica que herdamos e reproduzimos, lugar da realização plena do sofismo tupiniquim como álibi para a falta de honestidade intelectual, filosófica e de princípios, jurídicos ou políticos (“Fiat Fux”, e fizeram-se as trevas: candidato processado não pode disputar mas lobby para desembargar filhas e cargos não tem nada demais, pode-se arranjar uma explicação hermenêutica, ética e jurídica muito limpinha e cheirosa …).
    A hora do rescaldo vai chegar, e quando chegar não poderemos jogar a Memória pra debaixo do tapete, como aconteceu no pós-ditadura.
    Não deve haver vingança, tampouco condescendência.
    Apenas Justiça, como o STF e a justiça bruzundanguense não costumam praticar.

    SP, 06/11/2017 – 01:32

    • Aldeia global ou caverna individual?

      Desculpem pela falha do vídeo do comentário principal. Abaixo, espero que apareça

      [video:https://m.youtube.com/watch?v=msY-dNJlXWA%5D

       

      Sobre a polêmica, os comentários no blogue, como sempre, levantam importantes questões e apresentam a complexidade que o tema representa.

      Pessoalmente, acho que a divergência central é o limite da liberdade e legitimidade das condições socialmente aceitas e/ou impostas para seu exercício, que é a discussão a ser feita para dar conta de aparentes paradoxos envolvendo a patrulha falso-moralista e diversionista sobre as expressões artísticas e culturais.

      Nesse sentido, o STF não é a universidade ou a escola, a mesa do bar ou a roda de ami@s, o encontro de família ou os debates no Parlamento, ou o espaço da cultura e da arte, onde se espera e compreende a discussão essencialmente filosófica e abrangente dos temas – e até para estes existem regras explícitas e implícitas de civilidade que limitam o (in)aceitável -, mas a Corte maior que deve decidir qual a interpretação jurídica da Constituição deve ser levada a efeito. 

      A interpretação da ministra cabe muito bem em ambiente educacional, onde, segundo Paulo Freire: “O amor é uma intercomunicação íntima de duas consciências que se respeitam. (..) Não há educação sem amor. O amor implica luta contra o egoísmo. Quem não é capaz de amar os seres inacabados não pode educar. Não há educação imposta como não há amor imposto. (…) Não há educação do medo. Nada se pode temer da educação quando se ama.” (“Educação e mudança”, Paulo Freire, Editora Paz e Terra, 6ª edição, 1983, tradução de Moacir Gadotti e Lilian Lopes Martin, pág. 29). Ou familiar e social mais íntimo ou coletivo, onde os contextos permitem a troca dialética de pontos de vista, e as formações moral, sensível e intelectual estão em permanente (des/re)construção. 

      A prova do Enem pertence ao domínio das ações concretas, onde estão preestabelecidas condições de participação e suas consequências, dentre as quais ter a redação zerada se não atender a certos critérios: é  assim na possibilidade de ter sua CNH apreendida se violar leis de trânsito – não se trata de cercear sua liberdade de beber, por exemplo, mas de que esse ato, se colocar em risco a vida ou a segurança de terceiros ou a convivência social mediante violação de ​direitos e deveres estabelecidos em regulamentos, estará sujeito a penalidades, em caso máximo, a perda do direito de dirigir. 

      Trata-se então de avaliar em que medida o desrespeito às noções de direitos humanos, descritas na legislação nacional e tratados internacionais que pretendem regular a convivência pacífica através do respeito, tanto abstrato quanto objetivo, a certos direitos, é um direito à liberdade de expressão ou uma afronta a normas previstas em lei. A jurisprudência recente já estabeleceu em muitos casos qual o limite entre a liberdade de expressão e a ofensa – não se pode dizer em público tudo o que se pensa ou sente sobre alguém, considerando suas consequências para esse alguém, pois há dois direitos em disputa. Em se tratando da redação do Enem, de um exercício para aferir habilidades de comunicação de idéias – e não apenas de manejo da técnica verbal-, não parece um contrassenso que o que é proibido na vida civil seja também proibido em exames públicos de proficiência que implicam em disputa por direitos sociais. Quem não cumpre seus deveres cívicos, como a regularidade eleitoral, não pode se candidatar a cargos públicos de provimento por concurso de provas e títulos. 

      Dizer que apenas o examinador vai ler, ou que é apenas uma redação desmerece o fato de que (1) é um ato simbólico de manifestação da subjetividade da qual se espera decorram avaliações de mérito que ensejarão benefícios e prejuízos –  razão objetiva do exame é aquisição de pontuação para ingresso em universidades, não convém esquecer; (2) não é sem consequência prática a permissão de manifestação em desacordo com as normas atuais sobre os direitos humanos porque já garante que sejam desrespeitadas sem consequências negativas (como se houvesse um espaço reservado para bater em alguém sem correr o risco de ser contido (ou estapeado também), uma zona livre de responsabilidades e ônus); (3) se não forem estabelecidos limites éticos para, por exemplo, o ingresso em universidades e a partir de seus exames de admissão, como depois do ingresso poderá a comunidade acadêmica ou a sociedade dizer a este/a jovem (em sua maioria), em formação, que (3.1) não pode fazer trote violento; (3.2) abuso sexual é crime (a Universidade de São Paulo tem um caso alarmante porém  silencioso de investigação sobre estupros recorrentes em suas dependências cuja gravidade resulta desse tipo de negligência superindulgente com “arroubos juvenis”, ignorados mesmo depois de denunciados…); (3.3) a manifestação da discriminação negativa e do preconceito de raça, etnia, gênero, credo e classe social é inadmissível em suas atividades como aluno e, portanto, passível de sanções e consequências?

      Assim, não acho que estabelecer limites éticos para a manifestação em exames públicos seja tolher a liberdade de expressão, ao contrário, significa sinalizar para esta/e jovem ou cidadã(o) quais são os valores socialmente compartilhados e sobre os quais se funda o Estado Democrático de Direito. Discorda deste Estado? Fundamente sua discordância sabendo das consequências se violar normas vigentes; e na vida institucional, mude as leis primeiro para não ficar à mercê de sua aplicação ou pratique a desobediência civil (essa última hipótese, (contra)”legislativa”, se considerar o Estado Democrático de Direito; considerando este STF como guardião da Constituição, vale tudo e qualquer coisa, a depender do termômetro das redes sociais e do relativismo niilista que é a nova moda para quem não sabe a diferença entre autoridade e arbítrio, sequer como exercê-los).

      Sobre se tratar de doutrinação ou imposição de ideologia, bobagem. Viver em sociedade pressupõe estar sujeit@ a inúmeras “ideologias”, nas mais diversas regras que dirigem os muitos ambientes e circunstâncias com os quais temos qualquer relação, voluntária ou não (seu direito a fumar cigarro não me obriga a inalar sua fumaça em ambientes fechados; contudo, você não pode ser proscrito em virtude de seu vício, apenas haverá segregação de espaço em certos lugares para certos comportamentos, em função do consenso entre o choque de dois direitos e a (im)possibilidade de coexistência simultânea de ambos). Seria doutrinação obrigar que se defendesse certos ideários; não pode ser considerado como tal a mera reiteração de que também em determinado ambiente certas normas de civilidade previstas em lei não podem ser violadas sem consequências. Não se trata de diminuir a liberdade de expressão mas de definir o limite aceito para que seu exercício não se desfigure e se sobreponha a outros direitos cuja violação permanente justifica que estejam albergados em normas que os protejam.

      O que é complicado é vivermos em um país onde não se sabe com clareza quais os ditames jurídicos e legais se deve seguir porque o ditado parece mais verdadeiro que a Constituição: cabeça de juiz e fralda de bebê… cuja analogia, quem sabe, também deveria ser revista à luz do novo Direito: o cocô do bebê é mais previsível e saudável e significa o pleno funcionamento intestinal de um ser em quem se deposita muita esperança de alegria e renovação do mundo. Já o “direito” de Pindorama, quer ser tudo menos Direito. 

      Para finalizar, algumas frases do saudoso José Saramago, que no próximo dia 16 completaria, se encarnado estivesse, 95 anos:

      “Os homens trazem em si a crueldade. Não devemos esquecer-nos disso, devemos ter cuidado. É preciso defender a possibilidade de criar e defender esse espaço de consciência, de lucidez. Essa é a nossa pequenina esperança.” Clarín (2004)

      “Sente-se uma insatisfação, sobretudo dos jovens, perante um mundo que já não oferece nada, só vende!” Visão (2004)

      “Toda a gente fala de direitos humanos e ninguém de deveres, talvez fosse uma boa ideia inventar um Dia dos Deveres Humanos.”  ABC (1993)

      “A palavra deixou de ter conteúdo e de ter qualquer coisa dentro, é pronunciada com uma leviandade total.” Tabu/Sol (2008)

      “Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir.” Cadernos de Lanzarote (1994)

      “A palavra mais necessária nos tempos em que vivemos é a palavra não. Não a muita coisa, não a uma quantidade de coisas que eu me dispenso de enumerar.”  Zero Hora (1997)

      “Se a ética não governar a razão, a razão desprezará a ética…”  Cadernos de Lanzarote (1995)

      “A história da humanidade é um processo contínuo de transformação de valores. É verdade que o tempo que vivemos se caracteriza pelo desaparecimento de valores tradicionais, sem que apareçam, de uma forma clara, valores novos capazes de informar eticamente as sociedades.”  Cadernos de Lanzarote (1995)

      “O grande problema hoje é que os rapazes e as raparigas não têm passado. Só têm presente.” Elle (2007)

      “O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas cobardias do quotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for susceptível de servir os nossos interesses.”  Diário de Notícias (2009)

      “Estabeleceu-se e orientou-se uma tendência para a preguiça intelectual e nessa tendência os meios de comunicação têm uma responsabilidade.” El País (2001)

      “Vivemos num sistema de mentiras organizadas, entrelaçadas umas nas outras. E o milagre é que, apesar de tudo, consigamos construir as nossas pequenas verdades, com as quais vivemos, e das quais vivemos.” Tabu/Sol (2008)

      (Fonte: citador.pt)

       

      SP, 06/11/2017 – 21:52 (tentativa de envio original às 18:34)

       

       

  13. A sentença é simplesmente
    A sentença é simplesmente imbecil. As regras do ENEM não são mordaça alguma. Não impedem ninguém de defender tortura ou qualquer outra barbaridade. Apenas dão nota zero para quem o fizer. Quem decidir expressar tais opiniões, que arque com o ônus. Assim é a vida em sociedade e quem não é capaz de entender isso não pode cursar o ensino superior.

  14. A Redação nota mil

    A “nota mil” na redação de Carmem Lúcia, por Gustavo Conde

    Gustavo Conde é linguista e professor de redação. Envia-me este texto, que publico tanto por sua dor quanto pelo fato de que alguém, um dia, faça chegar a Cármem Lúcia a redação que ele imagina e que ela incentiva.

    “É com muita dor que faço uma redação em forma de paródia-denúncia, estarrecido com a decisão unilateral, apressada e chocante da ministra Cármen Lúcia em não zerar redações que violem direitos humanos no Exame Nacional do Ensino Médio. A sociedade brasileira que já sofre com a violência do Estado não merecia um ato de tamanha violência simbólica do tribunal máximo da república. É o nosso AI-5.

    Para um professor que passou anos preparando alunos para respeitar os direitos humanos e que sabe da imensa importância técnica deste critério de correção para a qualidade do debate, do texto e para a construção da cidadania, é humilhante ser obrigado a ver uma decisão dessas em plena e suposta democracia.

    O instrumento de zerar a prova de redação que viole direitos humanos não é apenas um critério de correção, como defendeu a ministra em seu texto: é um procedimento de indução do debate público qualificado e cidadão, é uma poderosa ação simbólica que irradia consciência, solidariedade e sentido de liberdade para a sociedade brasileira.

    Hoje, posso dizer que me sinto envergonhado diante dessa instituição que atende pelo nome de STF e, sobretudo, por sua presidente. Segue a redação-denúncia. Não é uma leitura leve e peço desculpas por redigir peça tão violenta. Mas, talvez, ela seja importante do ponto de vista pedagógico e histórico, para que esse ato suicida de um tribunal confuso possa ser devidamente combatido em sua verdadeira dimensão imoral. É para chorar e se indignar.

    [Nota: do ponto de vista técnico, é uma redação quase perfeita: em norma culta, tema, coerência e coesão, teria a nota máxima ou quase a máxima. Até a proposta também seria “boa”, porque ela está “tecnicamente” organizada. Uma redação, sem o zero da violação dos direitos humanos, praticamente nota mil].

    A falácia dos direitos humanos

    Autor imaginário, mas menos do que se imagina

    ‘Desde os primórdios da humanidade, o homem fala em direitos humanos. E sempre que se fala em direitos humanos é para defender bandido. O sujeito rouba, mata e estupra e a sociedade é obrigada a respeitar os direitos humanos dele. Pessoas assim nem podem ser chamadas de pessoas: são subgente. Merecem apodrecer na cadeia, sendo torturadas e humilhadas.

    Uma instituição que tem sido exemplar no combate à falácia dos direitos humanos é o STF. Um dos lugares em que mais se mata no mundo são os presídios brasileiros, e a sociedade apoia isso, pois percebe que há uma instituição séria que também apoia. A presidente do STF, a ministra Cármen Lúcia, visitou recentemente os presídios brasileiros, testemunhou as condições precárias e merecidas desses indigentes e, muito acertadamente, nada fez. O STF tem o apoio de toda a sociedade do bem, que quer a morte de todos esses negros assassinos que só oneram o Estado.

    Índios, moradores de rua, sem-terra, sem-teto, homossexuais, negros, deficientes, mulheres pseudo vítimas de violência, crianças delinquentes, toda essa população merece o que lhes ocorre nesse preciso momento: a indiferença do Estado, que tem que se preocupar com as pessoas que trabalham, pagam seus impostos e sustentam suas famílias. Mais do que isso: eles merecem a limpeza étnica que os governos estaduais, através de suas polícias, promovem há anos de maneira exemplar, em suas incursões nas periferias.

    A sociedade do bem apoia o STF em sua cruzada contra essa mentira que é a defesa dos direitos humanos. Defesa de direitos humanos é defesa de bandido. É preciso que o STF intensifique sua admirável ação em continuar esmagando essa população que não merece viver, seja com sua indiferença, seja no contingenciamento de verbas para o sistema carcerário, seja punindo quem insistir em proteger bandido. A sociedade do bem tem uma inspiração para continuar combatendo as mentiras da defesa dos direitos humanos: o STF e sua presidente, a ministra Cármen Lúcia. Com essa instituição ativa, a sociedade brasileira vai limpar a toda a sujeira humana que ameaça a vida do cidadão de bem.”

  15. Não encarem este como um

    Não encarem este como um comentário antipetista, mas não fosse o Lula essa medíocre não teria chegado nem na padaria da esquina. Custo a crer que era professora da Puc, ali já era um cargo muito além das capacidades dela.

     

  16. ..vetar a arte pode…fazer a
    ..vetar a arte pode…fazer a apologia ao crime em prova de redação tá liberado…daqui uns dias essas redações serão expostas aos montes na rede e formarão subjetividades e incitarão ao ódio e ao crime como se essa onda de veneno já não fosse insuportável.

    ..uma covarde, isso sim

    ….Ah sim, uma frase para o anedotário da frasista: Bandidos não passarão…quando chegou a vez dela brecar a passagem de Aécio, o dito ficou pelo não dito…

  17. O cristianismo brasileiro responde as perguntas do seu povo?

    “Sim, o povo brasileiro é um povo que quer ficar rico!”

    Em tempos tão tenebrosos de intolerância e preconceito, onde a religiosidade corrompida se presta como um potente instrumento para a manipulação e manutenção das massas a um estado servil, assim como aos interesses mais inconfessáveis e mesquinhos, é uma grata surpresa e satisfação saber que a versão midiática e popularesca da religião e do sentimento religioso não é a única e absoluta.

    Nassif, apesar de não estar em relação imediata e direta ao conteúdo do post, a divulgação desse vídeo, e de qualquer outro material com sentido semelhante, tem uma dimensão de singular importância no momento atual do Brasil.

    Assistam, e se for necessário, suspendam o preconceito por alguns minutos.

    [video:https://youtu.be/XgrQO8kQo3Q%5D

  18. O que mede o ENEM?

    Embora eu seja professor há uns sessenta anos, e tenha trabalhado muito com avaliação de ensino, não me ficou claro o que mede a redação do ENEM? A função dela é ver se o aluno consegue redigir, com precisão e clareza ou se ele segue a ideologia de plantão?

    Se alguém tivesse a sua nota zerada no tempo da “redentora” por nela declarar-se contra  o desenvolvimento autoritário vigente, certamente muita gente gritaria. No caso atual ficamos com o zero para violações aos direitos humanos (concordo com sua aplicação e ampliação, mas não numa prova de redação) e questões sobre o desarmamento dos cidadãos. Neste caso, so você for  contra uma lei que desrespeita dois terços dos  votantes do referendo você perde pontos. 

    Doutrinaçao tem hora. 

     

     

    • Prezado sofrido e valente

      Prezado sofrido e valente povobrasileiro, não entendi nada do seu comentário. Seria por eu ser ruim em interpretar textos e não ter feito o ENEM ?

  19. O que mede o ENEM?

    Embora eu seja professor há uns sessenta anos, e tenha trabalhado muito com avaliação de ensino, não me ficou claro o que mede a redação do ENEM? A função dela é ver se o aluno consegue redigir, com precisão e clareza ou se ele segue a ideologia de plantão?

    Se alguém tivesse a sua nota zerada no tempo da “redentora” por nela declarar-se contra  o desenvolvimento autoritário vigente, certamente muita gente gritaria. No caso atual ficamos com o zero para violações aos direitos humanos (concordo com sua aplicação e ampliação, mas não numa prova de redação) e questões sobre o desarmamento dos cidadãos. Neste caso, so você for  contra uma lei que desrespeita dois terços dos  votantes do referendo você perde pontos. 

    Doutrinaçao tem hora. 

     

     

      • …precisao? …clareza ?

        Álvaro Noites,

        Também tenho pena dos alunos dele, mas acho que não foram muitos….

        Usa-se uma frase com 2 idéias:

        No caso atual ficamos com o zero para

        1) violações aos direitos humanos … <— O TEMA DO POST !

        E..

        2) questões sobre o desarmamento dos cidadãos…

        /// /// ///

        Então ele escreve a conclusão APENAS para a 2a. oração (“…uma lei que… …votantes do referendo…”).

        Além da discussão se basear na 1a. ideia(DIREITOS HUMANOS!), que foi ignaorada; a conclusão é uma falácia !

        Pode-se fazer uma redação defendendo o porte de arma, sem agredir os DIR.HUM. O que não se pode (poderia) é fazer uma redação permitindo o porte PARA ATIRAR em alguém que cometa um ato com o qual vc não concorde.

        NAO SOU PROFESSOR DE PORTUGUES, mas sua precisão e clareza ficou longe de ser boa….

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    • Já procurei o texto “Lula não

      Já procurei o texto “Lula não atende ao desjo devingança petista” e só dá página não encontrada. Nem na minha página, nem na sua, nem no google. Espero que seja recolocado

    • Não achemos tão ruim o

      Não achemos tão ruim o desgoverno da dona carmencita, parece que o próximo será o toffolista ou o fuxista. Tudo que é ruim, acreditemos, pode piorar.

  20. Decisões como essa…

    …levam-me a acreditar que em breve the Supreme Terror Festival, o STF, aumentará ainda mais o seu arsenal contra os direitos e garantias sociais e individuais. Não bastarão as garras e presas que já destroçaram o devido processo legal e a proibição da disseminação de todas as formas de preconceito. Teremos motosseras, machetes, ganchos e outros apetrechos ao gosto da confraria de monstros que lançaram o Brasil nestes tempos sombrios. E lembrar que tudo isto começou com o MBL (muita bosta líquida) jorrando pelas ruas e avenidas, com a grande maioria dos que discordam do avança totalitário preferindo esconder-se debaixo de camas ou dentro de armários. Onde quase todos permanecem. Choramingar entre iguais nada resolve. A principal arena de confronto no momento são as redes sociais, nas quais os urros e bramidos das feras sobrepõem-se a tudo. Quantos de vocês entram nas páginas e perfis das bestas para os confrontarem? 

  21. Nessa não concordo

    Nessa não concordo Nassif.

    Impor regra de zerar redação que “desrespeite direitos humanos” é um pouco pesado.

    E isso porque fica dificil a definição clara e precisa do que seriam estes direitos humanos. Se um aluno escreve uma redação muito boa ela seria zerada simplesmente porque ele não segue os pensamentos vigentes ? Isso não faz sentido.

    Até porque “direitos humanos” é uma construção da nossa época, varia conforme o tempo, hoje é um conceito, amanha poderá ser outro.

    Impedir que uma simples redação vá contra o que é algo convencionado é fora da realidade. É querer impor que “direitos humanos” é algo fixo e até impedir que  avancem.

    • Discordo, pois me parece que

      Discordo, pois me parece que os critérios estavem bem definidos.

      Além do mais, não creio que direitos humanos seja um conceito tão vago e abstrato que mude com o tempo. Por exemplo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem mais de 200 anos. Não seria mais atual?

       

      • Voce deu um exemplo, e daí ?

        Voce deu um exemplo, e daí ? Cada aluno pode achar que é uma coisa.

        Por ex, eu posso achar que direitos humanos é cada um ter uma renda mínima. Eu posso achar que é ter acesso a saúde e educação de qualidade. Muitos são contra isso, e ai ?

        Nâo faz sentido isso atrapalhar uma redação.

        O melhor é permitir ao aluno que escreva o que quiser.

        É evidente que se um aluno escrever que é favor de tortura e mutilações ele perderá nota nos argumentos, mas não faz sentio zerar a redação dele por causa disso. Até porque ele não estará praticando e nem incentivando nada, apenas escrevendo em um exame individual.

         

        • Você agiria assim em uma entrevista de emprego?

          Você quer trabalhar em uma empresa que tem vagas abertas. Você entra no site é lê os valores da empresa. Se você é contra esses valores não deve se candidatar à vaga, não é mesmo? Agora se mesmo assim você acha que o emprego é bom, pesando outros fatores, você precisará se comprometer com os valores da empresa durante a entrevista, senão será desclassificado. Não interessa o que você pensa e faz fora do expediente (contanto que seus excessos não contamine a imagem da empresa), mas durante o trabalho você terá que se comportar conforme os valores e princípios da empresa.

          Redação é algo semelhante. Há valores aceitos e outros repulsivos em sociedade, através de pactos sociais vigentes (que são construídos e modificados com o tempo). Se você for capaz de defender mudanças dentro do tema da redação sem usar argumentos considerados repulsivos, parabéns. Pode ganhar nota 10, independentemente de quem concorde ou não com seus argumentos. Se recorrer a argumentos repulsivos, vai contra o objetivo da redação: medir a capacidade de argumentar visando o convencimento. Textos repulsivos não convencem um estranho que você não sabe quem é. Trata-se de uma redação imprestável.

          Redação no ENEM, você não está escrevendo para você mesmo para panfletar suas idéias. Tem uma tema específico. É como um tema encomendado. Está em prova se você sabe escrever algo para qualquer estranho ler, compreender com clareza e convencer o estranho ou trazê-lo à discordância civilizada.

    • O filósofo Karl Popper

      O filósofo Karl Popper formulou o famoso paradoxo da tolerância: “Nós devemos declarar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante.” 

      Li a frase acima num comentário do Kiko Nogueira, do DCM, sobre a decisão da Carmén Lucia. Talvez esclareça para você a questão, que é eterna em qualquer civilização,  dos direitos humanos.

      • Nâo é eterna em qualquer

        Nâo é eterna em qualquer civilização. De maneira nenhuma.

        O que são direitos hoje não eram sequer imaginados há mil, dois mil anos.

        Por ex, eu posso achar que direitos humanos é todos terem uma renda mínima, outros podem argumentar contra isso na redação e ai ? Vai zerar por isso ? Não faz sentido.

        Ademais, na redação, o aluno estará apenas escrevendo, não estará executando ou incentivando nada, é um concurso individual.

         

        • Abertura do seja o que Deus quiser é proposital?

          Como tudo vai parar na mão do governo, daí é que se pode estudar o perfil de cada aluno, quem  vai ser soldado manipulado, rebelde, otimista, inventor, salafrário e etc?

        • A luta pelos direitos humanos

          A luta pelos direitos humanos é eterna sim pois que o homem ao longo das civilizações a vem contruindo através da luta e da preservação do pensamento humanista até chegarmos ao estágio atual da humanidade. 

    • Uma chance

      Vamos supor que você tenha o direito de desrespeitrar os direitos humanos. Primeiro, caro Duda, você não vai reclamar se o seu, por alguma obra do acaso ou não, estiver na vez. Ainda assim, como você  ou alguém fundamentaria uma redação que defende isso?  Existem argumentos que justificam o desrespeito aos direitos humanos? É causa defensável?Tem que ser  um deus, estar além do humano, para produzir um discurso fundamentado sobre o assunto. E se está além nos interessa?  Qual a racionalidade nesse tipo de discurso?  Obedece as regras lógicas de cosntrução do texto? Tem fundamentos?  Se convencesse, se justificasse, se tivesse fundamento concreto ser creuel e tirar a vida, a única coisa que o indivíduo tem. Mas não. A gente avalia e estabelece o valor das coisas: zero.

    • Prezado,
      Não confunda

      Prezado,

      Não confunda “politicamente correto”, ou coisa que o valha, com Direitos Humanos. Estes estão bem definidos em grau máximo e superior em dois diplomas legais e eventualmente complementada por legislação ordinária:

      1) Declaração Universal dos Direitos do Homem; e

      2) Constituição da República Federativa do Brasil.

      “Espantalho” é esse tua arguição acerca de “pensamentos vigentes”. 

      • Mesmo que o aluno saiba o que

        Mesmo que o aluno saiba o que é claramente, o fato dele escrever em uma prova individual não representa muita  coisa. Ali ele não terá poder para nada, sequer influenciar outras pessoas.

        Por isso continuo não concordando com o enem nessa questão.

        • DudaS,O “espírito” da

          DudaS,

          O “espírito” da diretiva não é tolher a criatividade nem o direito do educando expressar uma opinião. Mesmo porque seria um despropósito o próprio Estado, aqui representado pelo Ministério da Educação, atentar contra um dispositivo -Liberdade de Expressão – preconizado na Constituição. E menos ainda a preocupação que vestibulandos eventualmente possam influenciar outras pessoas via posicionamentos exarados numa singela prova do ENEM.

          Indo mais fundo: atente o que reza A LDBE(Lei de Diretrizes e Bases da Educação):

          Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.

          ………..

          § 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.

          Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

          Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios;

          …………

          IV – respeito à liberdade e apreço à tolerância;

          Seção IV

           

          Do Ensino Médio

          Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades:

          ……….

          III – o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

           

          Como se observa, todos os textos legais balizam a diretriz do MEC com relação a ZERAR as redações que atentem contra esses princípios. 

          Exemplo prático: um(a) candidato(a) defender a oportunidade e a validade do, para alguns GOLPE, para outros “MOVIMENTO”, de 1964, é o exercício da liberdade de expressão.Agora fazer apologia às prisões arbitrárias,  torturas e desaparecimentos, não. Em nenhum contexto tais excessos são admissíveis. 

           

    • Em entrevista de emprego candidatos são desclassificados

      caso se manifestem de forma intolerante e policaticamente incorreta. Nenhuma empresa quer um sujeito encrenqueiro, que não sabe se comportar, que vá expô-la a processos por danos, seja por racismo, discriminação à deficientes, idosos, religiosidade, pessoas humildes, além de espantar clientes por ideologia, crença ou raça, apologia à violência; e comprometer a imagem e marcas da empresa. Isso mesmo que o dono no fundo seja fã da Klu Klux Klan e de Adolf Hiitler, pois se o cara está no mercado ele não é louco de rasgar dinheiro, guardando seus demônios para seu círculo fechado secreto, longe da empresa.

      Note que o “liberou geral” à intolerância além de não contribuir para a civilidade cidadã, prejudica até a educação do estudante para o mercado profissional. Pergunto a você se isso (não coibir a intolerância) seria considerado boa ou má educação para a próprio estudante?

      Redação em concurso não é livre expressão de obra artística, como escrever um livro, um conto ou um poema. Pouco tem a ver com liberdade de expressão e não existe liberdade para escrever fora do tema. Redações em concursos tipo ENEM medem (além do conhecimento gramatical) a capacidade que você teria de escrever um memorando em uma empresa para os trabalhadores entenderem e cumprirem, ou uma proposta comercial que convença um cliente a comprar, ou a capacidade de um advogado argumentar com clareza em uma petição capaz de um juiz entender a defesa ou acusação, ou capacidde de um publicitário fazer um texto atraente para o público alvo, ou jornalista de escrever uma reportagem, um acadêmico escrever uma tese, etc.

      Se você não for capaz de escrever uma redação capaz de ser lida por um estranho, sem que sua redação cause repulsa e efeitos contrários, é óbvio que a redação é imprestável.

      O regra do edital de zerar era um serviço ao estudante para orientá-lo sobre limites universalmente aceitos em sociedades civilizadas, um dos claros objetivos educacionais.

      Infelizmente o STF (e parece que todos os poderes em Brasília) perdeu noção da realidade, vive como em uma corte sob uma redoma de vidro, desconectada da sociedade e da vida real das pessoas.

  22. Resumo da ópera,

    do ponto de vista jurídico, a dona Carmen Lúcia é uma analfaberta. Deve ser duro para a Carminha engraçadinha conviver sob o signo da gozação por parte de seus pares dentro do stf.

  23. é brincadeira!

    todos os ministros dos tribunais superiores, 99% dos desembargadores e 98% dos juízes tem o mesmo nível intelectual dessa lamentável carmem lúcia.

    o que fazer com um judiciário desse nível?

    como enfrentar essa tragédia?

    só tem um jeito de começar a tentar resolver esse problemão: expurgo.

    todos … TODOS no olho da rua sem direito a nada.

    é melhor ter um computador do que esse tipo de juiz para sentenciar.

  24. Arroto à mesa

    Essa regra objetiva de boas maneiras prévias no ENEM é a mesma coisa que cartazes em restaurantes proibindo arrotos sonoros à mesa.

     

    Isso poderia acontecer a partir do momento que se perceber que a clientela anda caindo muito em civilidade, ao ponto de os estabelecimentos sentirem necessidade de explicitar o óbvio: certos comportamentos não podem ser tolerados em hipótese nenhuma.

     

    Pode o cliente bacana chegar em carro bonito e caro, estar vestido com grife e até saber manejar os diversos talheres. Mas arrotou à mesa alto, está fora. A segurança tira ele na hora.

     

    Caso contrário, outros podem ser influenciados pelo comportamento, ao ponto de o acharem normal e começar a imitá-lo. Aí o restaurante vira uma selva. Simples assim.

     

     

    • Antigamente não precisa assentos para idosos

      no metrô e ônibus. Todo mundo mais jovem oferecia. Se hoje precisa é porque a civilidade andou para trás.

      Redação, na modalidade dissertação, visa medir capacidade de argumentação (para convencimento), e uma redação repulsiva naturalmente não traz argumentos convincentes para a maioria das pessoas (só para as exceções que gostam de coisas repulsivas). A rigor, coisas repulsivas, saem do tema da redação, pois vai em direção contrária aos objetivos da boa argumentação, portanto é natural que seja desclassificada.

      Note que intolerância, apesar de estar muito mais presente no pensamento coxinha de direita, pode ser de esquerda também, como escrever algo assim: “a burguesia deveria ser guilhotinada em praça pública sumariamente”.

      O edital avisando que zeraria era um favor ao estudante.

  25. Confusão ingênua ou proposital

    Vejo em alguns dos comentários a associação entre os princípios dos direitos humanos com “ideologia vigente” ou “de plantão”.

    Portanto, uma manifestação contrária aos princípios universais dos direitos humanos seria apenas um ato de rebeldia contra a autoridade, normal para um adolescente.

    Há apenas ingenuidade ou deliberada má fé?

  26. Perguntem à Carmen Lucia se a

    Perguntem à Carmen Lucia se a decisão dela seria a mesma se a pauta fosse redação com crítica (nem falo “ataque”) à abordagem histórica do Holocausto (também chamado de ‘revisionismo), tema ‘sagrado’ para 10 entre 10 donos de mídia. 

  27. Pescoço à prova

    Como a ministra avaliaria o  estudante Raskolnikov?  Cansado de ver tanta injustiça, afronta aos direitos humanos e às garantias individuais, e sobretudo, de ouvir palavrório vazio e sofismas no Supremo, toma os “excelentíssimos”  exemplos, o modo  como usam o verbo e julgam de acordo com as circunstância e conveniências.  “Os fins justificam os meios”, diria o jovem a si-mesmo; “a constituição está morta,  sou um demiurgo, um deus, tudo é permitido”. Mas cometeria também um crime contra os seus opressores ou seria responsável por levar a cabo as palavras de quem as insuflou, como outros personagens de Dostoiévsk? Se a palavra é semente, por que seria diferente  quanto a  liberdade de expressão? Raskolnikov apreendeu. Na redação, recordaria o direito ao patíbulo  que seus defensores tiveram durante a revolução francesa, não tivesse a ministra dado o próprio pescoço a sua  fita métrica.

  28. Nassif escreveu exatas 50

    Nassif escreveu exatas 50 linhas versando sobre essa inacreditável Presidente do STF,Carmen Lucia.Por esquecimento,lapso de memoria,distração ou quejandos,deixou escapar uma unica palavra que jogaria definitivamente essa figura tosca,mesquinha e ruim,na lata de lixo da historia.Carmen Lucia é uma RECALCADA,na exata acepção da palavra.O contorcionismo analfabeto,a lembrar uma pessoa em transe sob ataque epilético,que utilizou-se para salvar Aecio Neves,plaboy,boa pinta,corrupto e vagal,salva em cima da linha pelo decano Celso de Melo,foi a situação mais vexatoria,sem vergonha e indigna que tive a oportunidade de prescenciar,mostra de maneira insofismavel o carater dela.Nem o careca de Dom Altobello a supera nesse campo.Nem Barroso.Deve ser por essas e outras que refere-se a Gilmar Mendes como Gil,confirmando a tese de que são os iguais que se atraem,nunca os opostos.

    Sobre Luiz Fux querendo detonar a candidatura de Lula:A verdade é uma quimera,palhaço.

  29. Ética é moral?

    Sempre tive resistência sobre ser ética = a moral, até que descobri o livro do professor Adolfo Sànchez Vázquez. Segundo Vázquez, em seu livro Ética, o que for obrigação é moral, ética é portanto uma escolha, e sendo para facilitar uma definição do que isso importa, tirada de facebook, é separar o que é bom do que é ruim. A moral são regras que têm que serem cumpridas e pode ou não ser conforme a ética do indivíduo. Se for ruim, o indivíduo ético, segundo Kant na Fundamentação da Metafísica dos Costumes, deve procurar agir de maneira que seja melhor para todos, não para si ou para seu grupo apenas. Deve assim ir além da moral do grupo e, se possível, ir contra a moral estreita deles.

  30. Pois é, Nassif,
    A “Ministra”

    Pois é, Nassif,

    A “Ministra” que “faz a diferença” para a Globo não poderia decidir diferente. A rede globo ontem já tinha se posicionado neste sentido de defender a tal “escola sem partido”, inclusive com seu “jurista de estimação” assalariado, o tal Ayres Brito, com a tal falácia da “liberdade de expressão” para justificar crimes contra os direitos humanos e o domínio da Globo.

    Neste sentido, são previsíveis.

  31. Nassif, num país humilhado e

    Nassif, num país humilhado e achatado por um golpe de proporções que ainda não alcançamos – (só o tempo nos trará a dimensão da tragédia no todo…) – é um alento, um conforto, que algumas vozes ainda se levantem para ao menos, “mostrarem que o rei está nu”.   Obrigado por fazer isso por todos nós!

    A frase-sentença da ministra se assemelha a algo nonsense e patético tipo um democrata alemão à época do nazismo dizer que “a democracia abraça a tudo e a todos, por questão de coerência, aprendamos a conviver com essa nova força política em nosso país…..” – ou seja, usando o termo que você usou: uma imbecilidade!

    A frase trazida pela Vera Lucia, do Karl Popper é perfeita nesse contexto: “Nós devemos declarar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante”.

    Por tolerar o “intolerante”, diga-se, Lula e Dilma erraram várias vezes, gravemente, usando o sofisma do “republicanismo”, tratando hienas golpistas capazes de todas as selvagerias e torpezas, como “cidadãos comuns em disputa política”.

    Seja por cinismo e mediocridade, seja por ingenuidade, pessoas em cargos públicos não podem se dar ao luxo de não saber o ÓBVIO: tudo o que atenta contra a democracia, a civilidade, os direitos humanos deve ser combatido de todas as formas, e….. ponto final!

    A ministra deu brechas e um tipo de apoio às manifestações canalhas dos bolsonaros da vida.  Não está à altura do cargo, é a conclusão que se chega.

  32. Primeiro nós toleramos a
    Primeiro nós toleramos a intolerância em nome da tolerância.
    Um dia eles terão poder suficiente para nós eliminar, com receio de que possamos desistir desse noção esotérica de tolerância infinita.

  33. Um dos componentes da

    Um dos componentes da personalidade de Carmén Lucia é a megalomania. A sua pretensão de ser “uma autoridade intelectual” e uma “liberal do direito” a faz tão paradoxal que ela acabou em companhia de Aécio Neves, Alexandre Frota e os bolsomitos. É uma Don Quixote do mal. 

    É uma velha pretenciosa que constroi moinhos de vento a partir de um conhecimento raso de juizes liberais americanos idealizados por Hollywood.  E o adjetivo velha não é por sua idade. É porque no poder mantém uma cultura de injustiça contra as minorias e os divergentes do poder enquanto mantém a impunidade aos representantes dos poderosos que é secular na Justiça brasileira.

    Sua “autoridade intelectual” e “modernidade” não chegou ao filósofo Karl Popper que formulou o  paradoxo da tolerância: “Nós devemos declarar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante.” Segundo Popper, “a sociedade tem um direito razoável de auto-preservação”. 

    PS. Minha autoridade intelectual também não chega a Karl Popper, tanto que o transcrevo a partir de um comentário de Kiko Nogueira no DCM. Entretanto conheço o país brutal em que vivo e não defendo fascistas em nome da modernidade. E tenho consciencia que a escola é o lugar de formação e transmissão dos legados humanistas conquistados por diversas civilizações humanas. Não se permite liberdade de expressão aos que pregam o desrespeito ao outro, e a morte e extermínio de minoriais sexuais, raciais e religiosas. 

    Pra ela cito o exemplo de Lara, minha filha caçula, que no auge da campanha do impeachment apagou do seu facebook todos os colegas que divulgavam mensagens de Bolsonaro. “É o mínimo que posso fazer, me disse ela, para mostrar o meu desprezo por todos os que aceitam a apologia da violência e da tortura difundido por esse político desprezível.” 

    A família de Bolsonaro comemorou a decisão de Carmén Lucia sugerindo o tema “direitos humanos: esterco da vagabundagem” para a redação do Enem. Carmén Lucia, a celebridade pretenciosa, está em boa companhia. 

  34. Confesso que estou meio

    Confesso que estou meio perdido nessa, embora inclinado a concordar com a opinião do Nassif e a quase maioria dos participantes (com exceção do DudaS) .Mas se eu fizesse uma comparação com as drogas e a polêmica questão da liberação, será que impedir um estudante de se manifestar por escrito como sendo favorável ao discurso de ódio não seria jogar a sujeira pra debaixo do tapete, achando que o mundo se tornará melhor assim e bola pra frente? Essas opiniões, mesmo que mal cheirosas, poderiam servir para avaliar até que ponto a educação que estamos recebendo, da escola ou da família, está sendo falha? Assim como a criminalização das drogas dificulta um tratamento adequado ao viciado.

    Sei que é uma comparação meio forçada mas queria apenas mais aprofundamento sobre o assunto.

    • É né Solle Mio,e até hoje

      É né Solle Mio,e até hoje você não fechou sua delação premiada.Quiabo ensaboado tá perdendo pra tu.

  35. A mentalmente pobre Carmen

    A mentalmente pobre Carmen Lúcia gostou tanto dos holofotes que perdeu a vergonha em expor sua incompetência.

  36. Dona Carmen deveria ler: “A psicologia de Massas do Fascismo”

    A Senhora Carmen Lúcia está ajudando na renovação direta da teoria abordada no Livro! Está construindo a forma “Tropical” da Psicologia de Massas do Fascismo,  Wilhelm Reich

    Resultados da pesquisa

     

    Que deus guarde a Santa Covardia dos altos Magistrados, que nos jogam cada vez mais no colo de um Führer!

  37. Concordo, mas outro ponto de vista sempre é bem-vindo

    Este texto argumenta sobre essa questão, apresentando considerações relevantes. Apesar da ministra ter explicado sua decisão de modo difícil de defender, há outras reflexões bem poderadas. Em resumo, a ministra foi pusilânime, mas a decisão pode ter um aspecto positivo (com os argumentos corretos):

     

    https://sergiohenriquepereira.jusbrasil.com.br/artigos/517128056/com-a-decisao-do-stf-posso-desenhar-uma-suastica-na-prova-de-redacao-do-enem?utm_campaign=newsletter-daily_20171106_6255&utm_medium=email&utm_source=newsletter

  38. Bola fora

    Bola totalmente fora do Nassif. A decisão da Min Carmen Lucia foi totalmente acertada pois no Edital do Enem não existe a mínima descrição do que seria esse “desrespeito aos direitos humanos”. Defender o aborto seria um desrespeito? Pena de morte? Enfim, são várias as situações em que a subjetividade do Edital poderia acarretar erroneamente uma nota zero ao candidato.

    • Acho que vc tem razão

      Acho que vc tem razão pois até “meditar” tais assuntos num texto pode levar a caça aos infiéis, e essa de podar opiniões pode levar a um estado fundamentalista. Quem defende ideias pré-concebidas pode mudar depois, afinal todos evoluem, embora uns mais rápidos que outros.

  39. Juíza!?!?!?

    Carmem Lúcia, junto com Aécio e Janot, formam o grupo dos tres patetas das Minas Gerais. Esta; indicada por Lula (no seu afã de valorizar a mulher); na primeira de oportunidade de aparecer na Globo deitou a frase contra o ex-presidente “o cinismo venceu a esperança” . A Globo, é claro, lhe deu o “faz diferença”, prêmio que dá a todos os seus cooptados. A frasista continuou leve, solta e errática, culminando com suas últimas patetadas conforme bem descreve este artigo.

    Meu Deus, esta senhora parece até que não conhece a Constituição, ou tem medo de cumpri-la. Um zero a esquerda.

  40. Pedir favor de subalterno?
    Estou com suspeita que todos do judiciários que precisaram do PT para ascender estão querendo purgar uma nódoa na sua biografia, precisar de ajuda de um subalterno, um peão de fábrica para galgar um posto de Deus. Daí a caça de qual petista que caem em suas poderosas mãos pegajosas.

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