Carta de Léo Pinheiro não convence ministros do STF sobre parcialidade de Moro

Mônica Bergamo diz que carta do ex-diretor da OAS defendendo Lava Jato "teve efeito nulo" entre os magistrados da Corte sobre a parcialidade de ex-juiz

Léo Pinheiro em depoimento a Sergio Moro. Imagem: reprodução

Jornal GGN – A carta que o ex-diretor da OAS, Léo Pinheiro, encaminhou ao jornal Folha de S.Paulo, reafirmando as acusações que fez a Lula no caso tríplex, não teve efeito sobre a percepção dos magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a parcialidade de Sergio Moro, quando juiz dos casos da Lava Jato. A informação é da colunista da Folha de S.Paulo, Mônica Bergamo.

“Para ministros que analisam o tema, a carta reforça, mas não traz novidades ao que já havia sido dito por Pinheiro sobre Lula em depoimento judicial nem prova que Moro foi imparcial. Ele nem sequer é citado no texto”, escreve.

O STF deve julgar em agosto se Moro foi ou não parcial ao conduzir o processo e condenar o ex-presidente Lula. A acusação feita pela defesa do ex-presidente mêses atrás, ganhou força após o início da publicação de uma série de reportagens de mensagens entre Moro e procuradores da Lava Jato, quando juiz da 13ª Vara de Curitiba. O material foi entregue por uma fonte anônima ao The Intercept Brasil.

No dia 30 de junho, em parceria com o site, a Folha de S.Paulo publicou a matéria “Lava Jato via com descrédito empreiteiro que acusou Lula”, mostrando a troca de mensagens entre os procuradores no período em a defesa de Léo Pinheiro tentou negociar um acordo de delação premiada com o MPF.

Em quase um ano de tratativas, o ex-executivo da OAS alterou seus depoimentos até, finalmente, acusar Lula de ter recebido propinas da empreiteira pagos através de apartamento no Guarujá (SP).

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“Na oportunidade, esclareci que o apartamento nunca tinha sido colocado à venda porque o ex-presidente Lula era o seu real proprietário e as reformas executadas foram realizadas seguindo suas orientações e de seus familiares”, escreveu Pinheiro na carta entregue à Folha, repetindo informações concedidas em depoimento a Moro.

A defesa do ex-presidente Lula continua rebatendo Pinheiro, sustentando que o ex-executivo foi pressionado e mudou repentinamente a versão do depoimento para obter benefícios judiciais. Para ler a coluna de Mônica Bergamo na íntegra, clique aqui.

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7 comentários

  1. Estão querendo imparcialidade do Leo Pinheiro? Meu Deus do céu.

    Quem tem qualquer dúvida que os delatores procuram benefícios na justiça? Oras esse é o escopo, objetivo da lei. Dar benefícios judiciais a quem delata.

    Qualquer delator está procurando benefícios. A Lei garante esses benefícios. Mas ao mesmo tempo, para que o delator não seja leviano, exige que a sua delação seja comprovada com provas.

    E as provas se mostraram fartas na delação de Leo Pinheiro. Tanto o Tribunal Regional Federal quanto o Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade condenaram Lula, não pela delação, mas pelas provas.

    Mas a lei coloca um contrapeso. As delações não podem ser vazias, tem de ser embasadas em provas robustas.

    • O tribunal condenou porque as provas eram provas, mesmo não existindo provas, porque provaram que eram provas as provas. Mas as provas eram provas? Ou as provas provaram que eram provas porque o tribunal provou que eram provas? Então as provas estão provadas que são provas.
      A Lia aprova a prova que foi aprovada pelas provas que não eram provas (seriam provas da prova que foi aprovada?) porque o tribunal provou que as provas que não eram provas foram aprovadas como prova.

    • Ainda com a lenga lenga da “Unanimidade”? Justamente depois do “In Fux we trust” ou “Fachin é Nosso aha uhu? Virou xerox do moro que “Não lembra mas se for verdade não tem nada demais? E ainda falta sair os rabos dos de segunda instância!

    • A coisa continua assim:
      Utiliza-se uma falácia: todos os delatores querem benefícios e, a lei, lhes garante tal prêmio!
      A falácia é reforçada com um falso-pressuposto: as sucessivas condenações do ex-Presidente Lula, não se deram porque houve a delação do Léo Pinheiro, mas, porque as provas eram fartas e robustas (sic)!
      Não se apresenta um único argumento que possa ser levado a sério, elencado pelo menos uma, das tais fartas e robustas (sic) provas!
      Ora, se tais provas eram tão irrefutáveis, conforme se quer fazer crer, por que as reiteradas mudanças nos relatos do réu beneficiário da redução das sanções penais que lhe foram impostas, até ajustá-los ao gosto do MPF e do “Juiz-parte”?
      E, por que o Juiz-parte, teve de salientar a imprescindível contribuição do réu José Adelmário Pinheiro (o Léo Pinheiro), ao proferir a sentença condenatória contra o ex-Presidente?
      Ademais, qual o vínculo do tal Triplex com os supostos desvios na PETROBRAS, se o próprio Juiz-parte, veio “a posteriori”, reconhecer que não existiam tais vínculos?
      Aliás, tal argumento dá azo para que se possa afirmar, taxativamente, que o Juiz-parte, não tinha a competência, exigida pela lei processual penal, para atuar no caso!
      Mas, para o comentarista comprometido com a versão dos justiceiros, nada disso vem ao caso!

    • Quais provas? Cite-as por gentileza. Tem algum registro do imóvel em nome do Lula? Tem algum registro de transferência bancária ou qualquer evidencia de pagamento? Ou olhar o apartamento é prova? Ou prova é a “convicção” de quem se opõe politicamente?

  2. Pronto. Depois de tempos sem perturbar os bots e /ou capachos da mídia vão voltar a infestar os sites progressistas!

    Chega das arbitrariedades, ofensas e comentários repletos de ironia e sarcasmo! Que o site bloqueie contas indesejadas.

  3. Não sei quem foi que disse que essa história de combate à corrupção era puro pretexto para prender Lula e deixar os corruptos à solta. Quem tiver dúvida dessa verdade hoje em dia é porque ignora o poder que tem a propaganda com base nos princípios “científicos” do nazismo. A Rede Globo é mestra nesses princípios.

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