Como e por que o BNDES contratou firma dos EUA para atuar no caso J&F?

Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN – A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Rio de Janeiro quer saber como e por que o BNDES contratou a banca Cleary Gottlieb, dos Estados Unidos, para atuar numa investigação interna envolvendo a J&F.
 
Segundo a OAB, empresas estrangeiras são proibidas de atuar no Brasil, a não ser que prestem consultoria sobre o direito de seus respectivos Países. Reportagem do Jornal do Brasil que revelou a contratação do BNDES não soube explicar com exatidão o papel da Cleary e o banco brasileiro, por sua vez, não quis informar detalhes.
 
Em petição, a OAB pede mais dados sobre como a firma americana pretende atuar no BNDES e com qual autorização.
 
Por Sergio Rodas
 
OAB-RJ questiona BNDES sobre contratação de escritório de advocacia dos EUA
 
No Conjur
 
A seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil questionou a contratação, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, do escritório norte-americano Cleary Gottlieb para aprofundar investigações sobre as operações da instituição com as empresas do grupo J&F.
 
No fim de março, os funcionários do banco que participaram de operações com a J&F receberam um comunicado internado avisando que a entidade havia intensificado as apurações sobre tais transações, segundo informou o Jornal do Brasil.
 
O comunicado pede aos servidores para que não apaguem e-mails que possam vir a ser requisitados nas investigações. Procurada pelo Jornal do Brasil, a assessoria de imprensa do BNDES disse que não poderia “dar detalhes acerca dos procedimentos utilizados na apuração”, para “preservar a eficácia e o sigilo”. Mas o órgão não negou a contratação da banca dos EUA.
 
O problema, segundo a OAB-RJ, é que estrangeiros não podem prestar consultoria ou assessoria em Direito brasileiro. Em notificação enviada ao banco estatal, a entidade lembrou que, de acordo com o Provimento 91/2000 do Conselho Federal da OAB e com o Estatuto da Advocacia (Lei 8.806/1994), advogados de outros países só podem atuar no Brasil prestando consultoria sobre o Direito de sua nação de origem. Ainda assim, eles só podem exercer essa atividade se forem autorizados pela seccional da OAB do estado em que estiverem.
 
Por isso, a OAB-RJ perguntou ao BNDES se é verdadeira a informação de que ele contratou a firma Cleary Gottlieb. Se sim, questionou a Ordem, o banco sabe se o escritório tem autorização de alguma seccional?
 
Além disso, a OAB-RJ perguntou se a contratação envolve a consultoria em Direito norte-americano e brasileiro e quais os trabalhos que serão desenvolvidos pelos advogados.

3 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Andre Araujo

- 2018-05-21 18:28:55

A  firma de advogados Clearly

A  firma de advogados Clearly Gottlieb, de Londres e Nova York, expandiu seu escritorio de São Paulo para atender ao novo mercado das consequencias da Lava Jato, já conta com mais 100 advogados em São Paulo. Advogados estrangeiros não podem operar no Brasil  MAS se apresentam como "consultores em direito estrangeiro" e sob essa capa faturam horrores com firmas brasileiras, a Petrobras já gastou mais de 130 milhões de dolares com advogados estrangeiros.

Os honorarios são geralmente cobrados por hora de trabalho, que os proprios escritorios estipulam, ninguem sabe se aquelas horas foram mesmo trabalahadas, vai de 400 a 1.000 dolares por hor, dependendo do grau do advogado, junior, senior ou socio.  Os clientes americanos jamais pagam a conta apresentada, discutem muito e acabam pagando a  metade, já vi pagar um terço, as contas são do tipo " vê se cola" , eles são audaciosos ao apresentarem faturas, cara de pau é o que mais tem,

os clientes brasileiros tem vergonha de discutir a conta e pagam integralmente, faz parte do complexo de vira lata dos brasileiros que acham o maximo tudo que vem do Hemisferio Norte, babam de admiração.

Andre Araujo

- 2018-05-21 18:06:32

https://www.clearygottlieb.co

https://www.clearygottlieb.com/locations/sao-paulo

Mas que pergunta ingenua. A "cruzada moralista" é uma operação dos Estados Unidos, como no passado houve a Comissão Mista Brasil EUA em 1947 (Missão Abbink) e depois a  Aliança para o Progresso, a CRUZADA MORALISTA é a nova Aliança para o Progresso, os escritorios americanos de advocacia já faturaram 400 milhões de dolares em honorarios por causa da Lava Jato, os acionistas minoritarios americanos da Petrobras, já garfaram 2,9 bilhões de dolares, as multas e indenizações ainda não pagas da Petrobras para o Departamento de Justiça, mais a da Eletrobras para os minoritarios e DofJ, mais a multa da EMBRAER já paga ao DoJ, mais as indenizações da Odebrecht e outras, vão render bilhões de dolare aos Estados Unidos s e ainda com a vantagem adicional da neutralização  de empreiteiras brasileiras em 26 paises, é uma OPERAÇÃO GEOPOLITICA DOS EUA de projeção de poder geopolitico atraés da interferencia em paises estrategicos,

seus apoiadores estão sendo homenageados lá,  ainda há gente, especialmente na midia, com a santa ingenuidade de achar tudo muito bom.

A maior vantagem a longo prazo para os EUA é dominar o mapa politico do Brasil, as proximas eleições já serão controladas pelos EUA, será eleito quem eles quiserem porque tudo depende da Lava Jato, que tem o poder de veto sobre qualquer candidato.

Jurgen2010

- 2018-05-21 17:04:05

Deve ter sido autorizado pelo

Deve ter sido autorizado pelo moron, o dono do braZil.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador