Janot usa imprensa para criticar delatores e tentar salvar acusações


Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
 
Jornal GGN – Na atual condição de ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot concedeu entrevista para se defender de ataques contra a credibilidade das investigações da Operação Lava Jato e tentar ainda salvar as acusações dos executivos da J&F, ainda que considerando que cometeram irregularidades. Fora do posto maior do Ministério Público Federal (MPF), Janot mostra que não medirá esforços, incluindo espaços públicos e meios de imprensa, para se defender.
 
Nesse intento, apesar de aparentemente os novos áudios de conversa entre o dono da JBS, Joesley Batista, e o executivo Ricardo Saud se apresentarem como um engano, Janot sustentou outra tese: a de que os delatores colocaram os novos arquivos nos autos do processo de forma mascarada para passarem despercebidos.
 
Teria sido um tiro no pé: enquanto a Polícia Federal apurava áudios possivelmente omitidos dos delatores e se aproximava de uma possível recuperação do grampo, eles anexaram a conversa ao processo com outro título e como se fosse referência a outra linha de investigação. Mas os procuradores abriram o áudio e confirmaram que se tratava de outras informações.
 
“Na leitura que fizemos, isso [a entrega de áudios] não poderia ter sido um equívoco, foi uma casca de banana mesmo. O ministro [Edson] Fachin lacrou os 11 áudios, nem nós conhecemos. Eles, com medo de um dos 11 áudios ser um dos que estão recuperados pela polícia, colocaram um jabuti”, explicou o ex-procurador-geral da República.
 
O objetivo era de que “lá na frente, quando estourasse o negócio, diriam que entregaram e nós ficamos calados”. Entretanto, para Janot, ficou demonstrado que se tratava de uma “armadilha”. “E como desarma uma armadilha? Coloca luz sobre ela”, completou.
 
Nessa mesma linha, o ex-procurador-geral aproveitou para criticar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, criada pelo Congresso e que vem sendo acelerada por parlamentares governistas. Para Janot, ela foi instaurada para “investigar os investigadores”.
 
“Essa CPI não pode ser a CPI dos investigadores. Essa CPI tem que seguir o escopo dela. Não é a CPI dos empréstimos do BNDES? E querem investigar quem? Eu?”, questionou. Mas disse ser normal a tentativa de atingidos e aliados de descontruirem a imagem do acusador: “De repente, passo a ser o vilão da história. (…) O que fizeram comigo vão fazer com outros”, disse.
 
Sobre ainda a polêmica de ter se encontrado com o advogado de Joesley Batista, Pierpaolo Bottini, em um boteco em Brasília, respondeu: “Advogado de bandido não é bandido, a gente tem que ter esse relacionamento”.
 
 
 

3 comentários

  1. Bandido por bandido, espero

    Bandido por bandido, espero que os bandidos do congresso façam um devassa na vida deste bandido que ocupou a pgr por quato anos. Este bandido concursado, assim como os bandidos concursados do curitiba fizeram a meu ver muito pior que os bandidos do congresso. penso assim porque os bandidos do congreso bem ou mal tem que se explicarem `a população de quatro em quatro anos. Já este escroque desfarçado de procurador , por ter passado, sabe-se lá como , em um concurso nunca precisou dar satisfação a ninguém. Ademais ele é pago, e muito bem pago, para apenas aplicar a lei e fiscalizar com isenção (será que ele sabe o significado desta palavra? ) a coisa pública. Agora fica nesta pornochanchada de usar a mídia podre  pra se defender do indefensável. Calhorda, vá pros quintos fazer deduragem na área do cramulhão !!!

  2. Liga pro Joaquim Barbosa,

    Liga pro Joaquim Barbosa, outro pai ilibado da Pátria.

    Torça para que abra um masterchefe judiciário. Vc vai pro trend topic.

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