Defesa de Lula estuda como investigar pressão sobre TRF4

Foto: Agência Senado

Jornal GGN – Os advogados de Lula estudam uma maneira de solicitar uma investigação sobre as tentativas externas de influenciar os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) no julgamento do ex-presidente, marcado para o próximo dia 24. É o que informa Mônica Bergamo neste sábado (6).

Segundo a jornalista, a defesa acha que ou “de fato há tentativas de ‘comprar a consciência dos magistrados’ ou as notícias já publicadas a respeito são mentirosas – mas também uma forma de tentar pressionar e constranger os desembargadores.”

Desde que o juiz Sergio Moro condenou Lula pelo caso triplex e remeteu o caso para a segunda instância, até mesmo pessoas direta e indiretamente envolvidas no processo têm emitido opinião no sentido de pressionar pela confirmação da sentença.

O presidente do TRF4, por exemplo, disse que o julgamento deveria ser acelerado. O procurador Deltan Dallagnol, que está no time dos acusadores, deu entrevista insinuando que se Lula for condenado em segunda instância, deve receber ordem de prisão também, pois a lei permite isso e ele não deve ser tratado com nenhuma regalia.

À parte isso, setores da grande mídia têm publicado análises e editoriais apoiando a punição contra o ex-presidente.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais. Ingressou como repórter no Jornal GGN em 2014, participando da cobertura e produção de documentários sobre a Operação Lava Jato. Atualmente é editora e coordena a produção do canal TV GGN, no Youtube, entre outros projetos.

4 Comentários

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  1. não esqueçam a anta agonizante,

    que dizia que o juiz não devia nem pedir vistas, quanto mais absolver. para isso publicou fake dizendo que tinha promessa de promoção para salvar lula.

    aí eu me pergunto. quem teria coragem de pedir ao judiciário por lula hoje?

  2. TUDO ISSO É INUTIL,AINDA NÃO

    TUDO ISSO É INUTIL,AINDA NÃO FIZERAM AS CONTAS E PERCEBERAM QUE NÃO EXISTE UM “TENTO” A FAVOR,O FASCISMO CAMINHA CÉLEREMENTE E PASSA DA HORA DE ATOS NACIONALISTAS QUE PODEM CHAMAR DE TERRORISTAS.NADA GANHAMOS DESDE EDUARDO CUNHA PRESIDENTE DA CÂMARA.

  3. Tudo é bom quando acaba bem

    Em 1990 um juiz ganhava pouco mais que um escrevente; hoje, quase dez vezes mais. Dois juízes de uma vara estão custando tanto quanto todos os escreventes. Salários tão altos competem pelo dinheiro que o Executivo arrecada e comprometem a densidade adequada de algumas dezenas de milhares de habitantes por vara. Essa precariedade expressa a lógica neoliberal de Estado Mínimo (aonde a superação da carência é monetizada), a mesma que afastou os militares no final do último ciclo de intervenção por conta da inconveniência do nacionalismo fardado, atualizando a natureza dos anéis tecno-burocráticos ao alavancar o peso da componente jurídica; também porque os “causídicos” são incapazes da visão e articulação do todo que tinham os “milicos”, mesmo que excludente. A substituição da farda pela toga foi paradigmática para as demais administrações, demandando gestores especializados em disputas trabalhistas pela lógica financeira desempregadora que sucatearia o desenvolvimentismo, substituindo os tocadores de obra malufistas e seus empregadores clientelísticos. Diz a Sociologia que o que tem poder é aquele que distribui benefícios, daí que a estética da judicialização ianque macaqueada da indústria cultural foi naturalizada, virou cool, agora é uma das causas de tanta deferência com os privilégios de setores dessas castas jurídicas, viciadas em aspirar papéis protagonistas euforizantes como se aspira cocaína. A constitucionalidade virou constitucionalismo ao modo puritano dos caçadores de bruxa de Salem, farisaicamente, aplicando a letra do espírito, mas não o espírito da letra – quando vem ao caso! Faz sentido, haja vista que a superestrutura jurídica da redemocratização incumbe-se de ser um instrumento de chantagem da direita, legitimada eleitoralmente, pois acreditara que sempre elegeria maiorias, devido à capacidade de contratar escritórios de advocacia e de marketing, com suas teses jurídicas e sacadas promocionais, às vezes não tão decisivas quanto malas de dinheiro. O Willian Bonner é icônico do espírito da época: virou editor-chefe, tendo feito jornalismo na USP com ênfase em Marketing. Quando aluno, ouvi que Bonner fazia apresentações com sua banda de rock no centro acadêmico da Escola de Comunicação e Arte da USP, abafando com ruídos ensurdecedores as verdades sensíveis e inteligentes que nos sussurrava à alma Wladimir Herzog, desde suas cinzas, visíveis a poucos metros da fumaceira “anárquica” do proto âncora. Agora, o conjunto da obra devastadora explica a diferença entre aqueles militares nacionalistas de outrora e os atuais – jagunços banais que se dispõe a assassinar a classe trabalhadora com os mesmos jargões, mas dessa vez como qualquer empresa de segurança mercenária antinacional, pautada pelo mercado, não pelo desenvolvimento soberano, mesmo que o fascista de antes – coisa que os intervencionistas saudosos do passado não percebem. Sem a sustentabilidade econômica do ciclo de substituição de importações, relativo à modernização conservadora do capitalismo anterior e inserido no projeto neocolonial americano de então; não percebem que os militares não conseguirão resistir à reação desesperada de 90% da população e fragmentarão o Brasil como a Líbia. O colaboracionismo entreguista das instituições é resultado da autocensura devido a possíveis “wikileaks” e NSA vazarem dossiês midiatizáveis sobre os “maestros” do Golpe. Para a massa “sans culote”, resta a passividade pelo escapismo ao assistirem à inquisição do Moro e suas “churrascadas” humanas, como torcida uniformizada animada por Galvão Bueno; daí que a fuga para a frente exige que o show “must go on”, tamanha é a ansiedade que assombra os inseguros, saudosos da Ditadura e humilhados pela própria burrice, a ponto de precisarem ser mantidos narcotizados pelo populismo anti-esquerda com espetáculos sistemáticos do circo romano “lavajátivo”, uma vexaminosa desonestidade profissional à que se submetem alguns “astros” cinematográficos exibicionistas que usam seus colegas e instituições como cenário (e, às vezes, como cortina de fumaça), inclusive no ataque às invejadas, porque inteligentes, universidades. Apesar dos pesares, estou surpreendentemente satisfeito: aprendi, com Sura F., neta de militante sindical polonesa judia do início do século passado, um ditado de sua avó dialética que dizia que tudo é bom quando acaba bem – bálsamo muitas vezes repetido por minha mãe gentia. Isso relativiza minha dor, haja vista que o coletivo, mesmo sendo privilegiado, descobriu como a lei do neoliberalismo nos faz de salsichas. 

  4. Que bom. podem inclusive

    Que bom. podem inclusive começar investigando essa ionformação:

     

    “As últimas horas foram marcadas por pressões sobre os desembargadores de Porto Alegre, públicas como as de Lula quase que exigindo o reconhecimento de uma inocência que ele alardeia, e privadas, com tentativas de aproximações com membros do Judiciário, abrangendo até mesmo o STF e o STJ.”

     

    https://www.oantagonista.com/brasil/lula-usa-stf-e-stj-para-pressionar-trf-4/

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