Deputados do PT querem investigar indústria da delação premiada em CPI

Foto: Lula Marques
 
 
Jornal GGN – Os deputados Wadih Damous e Paulo Pimenta, ambos do PT, querem investigar a indústria da delação premiada na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da JBS. A informação é da Agência PT de Notícia.
 
Segundo o site, Damous e Pimenta citaram as delações feitas pelos procuradores de Curitiba como acordos que concedem benefícios não previstos na lei que regulamenta o instituto. 
 
O mesmo, segundo Damous, se repete em relação ao caso JBS. “A relação que se estabelece entre investigadores e delatores é algo que deve ser investigado”, disse Damous. ­­­Segundo ele, há indícios de coação, e promessas a partir do acordo que não têm previsão legal. “Muitas vezes os investigadores sobretudo os de Curitiba fazem promessas para conseguirem delações das quais a lei não autoriza que sejam feitas”, afirmou.
 
Segundo Pimenta, “Não podemos ter no país a condição de que determinados procedimentos estejam fora da lei. Essas gravações revelaram como verdadeiras suspeitas, que tratativas ocorrem, estão fora da lei e que de fato devem ser investigadas.”
 
De acordo com o Damous, há resistência no Senado para aprovar a convocação de procuradores responsáveis por alguns dos acordos de delação mais polêmicos da Lava Jato.
 
“E eu não entendo porque alguns senadores não querem investigar esses procedimentos de delação, não querem que Procuradores da República venham depor aqui”, disse ele. Segundo ele, alguns desses são árduos defensores do combate à corrupção, mas não querem esclarecer esses procedimentos que podem, inclusive, gerar nulidade nas investigações.
 
“Acaba fazendo que a palavra de um delator que fez uma parceria mal explicada com um procurador ou um juiz sirva para condenações, como já assistimos”, acrescentou Pimenta, lembrando da fragilidade dessas provas baseadas apenas em delações.
 
Na visão dos deputados, a CPI pode servir para uma regulamentação dos instrumentos de delação premiada no Brasil.

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8 comentários

  1. Erga Omnes

    Erga Omnes – A lei é  para todos? 

    Ou o Califado de Curitiba está fora disso, vale só para comuns mortais  ?

    Ao combater os malfeitos com um remédio ao arrepio da lei,  os justiceiros passaram a ser tão foras da lei quanto os que pretendem combater.

    Atravessaram o Rubicão faz tempo. 

    O Estado não tem o direito de agir fora da lei,   já que no Estado de Direito, ele é  fonte e fundamento moral da lei.

    A não ser que já esteja vigorando o Estado  de Exceção. ….

    Mas ñ  nos preocupemos, o Ministro Barroso combate por nossa causa….

    Ufa ! 

     

     

     

  2. os furos

    furos que vão primeiramente pra um blog de direita, o que é uma maneira de financiá-lo (não deve sair nada barato um bom furo).

    Como não visito outros blogs de direita, cito este já conhecido e também citado pelo próprio Nassif como fonte, com os créditos, dando um banho pros furiosos “esquerdistas” que começam a promover uma nova forma de ataque e constrangimen-to dentro do Blog. Entendo que esquerda é pra ampliar, ganhar a sociedade ao máximo (sem utopia) e não ficar no conforto de guetos de supostos iluminados se paparicando entre si.

     

      • você não me acompanha ou não entendeu

        agradeço seu comentário educado,pelo menos não xingou(como fazem o que me parece serem uns provocadores pouco inte-ligentes e que baixam o nível).Nassif já citou blog de direita com todas as letras.Eu não tenho medo,sou vacinado.O q chamo a atenção é o bitolamento de ver somente 1 lado,só 1 ou 2 fontes.Não me sinto confortável se vou ao principal e menos baixo nível blog de direita,apenas há furos e algumas interpretações q bem caberiam num site q se convencionou chamar de pro-gressista e de esquerda,o q eu não acho,é só arremedo,mas tem algumas coisas de senso crítico,sim,algumas-falo em termos gerais,não em exceções).Cato e filtro nuns e noutros blogs.Você sabe filtrar?

  3. Tem que quebrar o sigilo
    Tem que quebrar o sigilo telefônico do Janot, pra ver se ele marcou o encontro com o advogado da JBS no boteco.
    Tem que quebrar o sigilo telefônico e bancário da mulher do Moro e ver se ela participou de negociação das delações. Confirmar também se teve depósito de Tecla Duran na sua conta.
    Tem que quebrar sigilo bancário, telefônico e fiscal dos procuradores de Curitiba para confirmar se realmente receberam dinheiro em troca de facilidades para os delatores.
    Confirmar todas as denúncias de Tecla Duran nesta CPI.

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