Em massacres nos EUA, 80% dos atiradores usaram armas de parentes ou amigos

Em 81% dos incidentes, outras pessoas, na maioria das vezes os colegas do atirador, tinham algum tipo de conhecimento sobre os planos criminosos

Jornal GGN – Nos 3 primeiros meses de 2019, os Estados Unidos já registraram 19 incidentes envolvendo arma de fogo em dependências de escolas. São 4 mortos, 9 feridos, nenhuma morte por suicídio, segundo os dados da fundação Everytown – criada em 2013, após um atentado na escola Sandy Hook.

O País governado por Donald Trump, que tem um modelo de armamento da sociedade perseguido pelos Bolsonaro, já computou 405 episódios de tiroteio em escolas entre 2013 e 2018. Pouco mais da metade dos casos (260) ocorreu em instituições de ensino elementar, médio ou secundário, resultando em 109 mortes e 219 feridos.

Em um relatório divulgado neste ano, a fundação Everytown afirmou que tiroteios do tipo “em massa” (quando há 4 ou mais vítimas), como ocorreu recentemente em Parkland e em Santa Fé, não são “comuns”: representam 1% de toda violência armada envolvendo escolas ou suas proximidades.

A fundação identificou apenas três tiroteios em massa em escolas do tipo primário, médio ou secundário entre 2013 e 2018. “Muito mais comuns foram incidentes envolvendo indivíduos específicos, discussões que aumentaram, atos de violência doméstica, brigas de estacionamento e assaltos onde a escola era um pano de fundo infeliz.”

Ou seja, para a fundação americana, casos como o de Realengo (2011) e Suzano (2019) são a “ponta do iceberg” quando o problema é a violência armada nas escolas.

Embora os disparos em massa nas escolas sejam raros, com apenas 1% dos incidentes de violência escolar, eles respondem por mais de um quarto (28%) do total de mortes nas escolas e 14% dos ferimentos em geral.

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Considerando apenas os casos em que há “atiradores ativos”, aqueles com intenção de matar estudantes e funcionários, há dados do Departamento de Polícia de Nova York indicando que, em quase 80% desses atentados, o atirador tinha algum vínculo oficial com a escola.

É o que ocorre com os atiradores de Suzano, que deixaram 8 mortos na manhã de 13 de março de 2019, lançando mão de armas de fogo e machadinha.

Nos EUA, segundo a fundação Everytown, a maioria dos atiradores obtém suas armas com a família, parentes ou amigos em vez de comprá-las legalmente ou ilegalmente. É o que ocorre em 78% dos casos quando o executor tem menos de 18 anos.

Outro dado relevante para a discussão é do Serviço Secreto dos Estados Unidos e do Departamento de Educação dos Estados Unidos, que afirmaram em estudo que nos incidentes de violência escolar, 93% dos atiradores deram sinais de comportamento alterado que o levariam a atacar outras pessoas.

Em 81% dos incidentes, outras pessoas, na maioria das vezes os colegas do atirador, tinham algum tipo de conhecimento sobre os planos criminosos.

Com informações do Everytown Research

1 comentário

  1. Esses meninos eram frequentadores do fórum Dogolachan, na Deepweb. Não fizeram isso de moto próprio, são uma comunidade de ódio.

    O site é um fórum de homens misóginos, racistas e antiesquerdistas. É o verdadeiro ódio organizado.

    O massacre do Realengo, em 2012, também foi cometido por um membro desse fórum. O antigo administrador do fórum matou uma mulher desconhecida e se matou em Penápolis (SP).

    São claramente frustrados e sociopatas (o curioso é que alguns deles se definem assim). E, também, admiram Bolsonaro.

    Inclusive, um post é de um sujeito que propõe um massacre no DCE da USP.

    O assunto é da maior relevância, porque são os criminosos que realmente se sentem empoderados por esse governo.

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