Em MG, deputados do PT querem apuração de denúncia contra Aécio

Jornal GGN – Em Minas Gerais, deputados estaduais do PT irão formalizar um pedido de reabertura de investigação sobre um suposto superfaturamento na Cidade Administrativa, a atual sede do governo mineiro. O pedido é motivado pela notícia de que Leo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, teria citado um suposto pagamento de propina para Aécio Neves (PSDB-MG), então governador de Minas Gerais, em seu acordo de delação premiada.

Rogerio Correia (PT), um dos deputados que querem a reabertura da investigação – arquivada pelo Ministério Público Estadual – afirma que a obra levantou suspeitas na época, porque, de uma previsão inicial de R$ 600 miilhões, os prédios acabaram custando quase R$ 1,5 bilhão. A assessoria de Aécio diz que as obras são “absolutamente regulares”. 

Do Valor

PT pede apuração de denúncia contra Aécio

Por Marcos de Moura e Souza

Deputados estaduais do PT de Minas Gerais devem formalizar hoje pedido de reabertura de uma investigação sobre suposto superfaturamento na construção da atual sede do governo mineiro. O pedido de reabertura tem como motivo a informação veiculada na edição de ontem do Valor de que o ex-­presidente da construtora OAS Leo Pinheiro teria citado em proposta de delação premiada um suposto pagamento de propina ao então governador de Minas, Aécio Neves (PSDB) para a obra.

A chamada Cidade Administrativa, que abriga em três grandes edifícios secretarias e o gabinete do governador, foi entregue em 2010 pelo atual senador Aécio Neves (PSDB-­MG). Na época, Aécio era governador de Minas e o tucano deixou o cargo naquele ano para se eleger senador. 

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De acordo com o promotor Eduardo Nepomuceno, do Ministério Público Estadual, as promotoras Elisabeth Vilella e Raquel Pacheco estiveram à frente do procedimento. “Elas presidiram essa investigação de superfaturamento e decidiram arquivá­-la.”

Um dos deputados que querem agora a retomada do assunto é Rogério Correia (PT) que tem uma longa história de embates com os tucanos em Minas. Ele diz que na época a obra alimentou suspeitas de sobrepreço porque, segundo o deputado, de uma previsão inicial de um custo de cerca de R$ 600 milhões os prédios acabaram consumindo quase R$ 1,5 bilhão. Aécio e o PSDB no Estado sempre negaram que os contratos e as obras tenham sido superfaturados. A assessoria do tucano voltou a dizer que as obras “foram absolutamente regulares, acompanhadas pelos órgãos de fiscalização do Estado.”

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5 comentários

  1. Eu abriria, também,  uma CPI

    Eu abriria, também,  uma CPI nova. A data inicial para investigação seria a da promulgação da lei da responsabilidade fiscal e como parametro/base para entendimento da lei..o relatório de Anastasia no Senado Federal.

    • Paraiba e outros

      Paraiba e outros Estados.

      Preparem um belo arrozoado baseado em tudo que foi dito pela turma na comissão e gravem e filmem na hora de pedir a assinatura.

  2. Esta cidade administrativa é uma vergonha total

    Um elefante branco feio de mal gosto na beira da estrada que leva ao aeroporto. Uma obra superfaturada e mal executada que está afundando pois foi construída sobre um lago aterrado e sem estudo de solo. Um conjunto de prédios que gasta de manutenção, água e eletricidade mais do que todos os outros prédios anteriores onde funcionavam as secretarias (Sendo que os que ficam na Praça da Liberdade foram gentilmente doados a empresas que colaboraram com as campanhas de Aécio).

    Tudo nesta Cidade Administrativa está errado. E cada vez fica mais claro o grande canalha que é este cheirador filinho de papai golpista incompetente do Aécio.

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