Ex-presidente do Paraguai pode ser extraditado por Lava Jato brasileira

A Operação Patrón trouxe à tona as suspeitas de trocas de apoios do presidente Jair Bolsonaro com o mandatário do país fronteiriço, Mário Abdo Benítez

Foto: Jorge Adorno/ Reuters - Janeiro de 2018

Jornal GGN – A Operação Patrón da Lava Jato brasileira, que envolve o doleiro Dario Messer e o ex-presidente do Paraguai, Horacio Cartes, trouxe à tona as suspeitas de relações que vão além da jurídica, mas por briga de poder e trocas de apoios do presidente Jair Bolsonaro com o mandatário do país fronteiriço, Mário Abdo Benítez. Cartes pode ser extraditado, a pedido da Justiça brasileira.

Horacio Cartes, ex-presidente do Paraguai até agosto de 2018, lidera o movimento “Honor Colorado”, formado por 24 deputados, ligado ao polêmico e secular Partido Colorado. Há alguns meses, o atual presidente Mário Abdo Benítez foi alvo de uma espécie de impeachment da oposição, que contou com o apoio do Honor Colorado, o que atingiria o vice-presidente Hugo Velázquez, aliado de Cartes.

A prisão do doleiro Dário Messer, que estava foragido no Brasil desde maio de 2018, foi vista como um desvio de atenções para a crise política do atual presidente do Paraguai e a possibilidade de queda de Mário Abdo Benítez foi extirpada.

Como adiantado pelo “Xadrez de como a PF de Moro garantiu o presidente paraguaio amigo de Bolsonaro“, o jornalista Chiqui Avalos, que é autor de best-seller sobre a vida e negócios de Horácio Cartes, interpretou a prisão de Messer como “uma gentileza da família Bolsonaro a Marito”, o atual presidente paraguaio.

Por outro lado, se Messer entrou para a mira da Polícia Federal brasileira, que teria atuado para dissipar a crise que enfrenta o atual presidente do Paraguai, o também ex-presidente Horacio Cartes passou a ser mira dos investigadores brasileiros.

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O argumento hoje sustentado pela polícia brasileira é que Horacio teria ajudado na fuga de Messer. Por essa razão, o ex-presidente do país também foi alvo de mandado de prisão preventiva na Operação Patrón. Nesta terça (19), o juiz da Lava Jato Marcelo Bretas pediu que a Justiça brasileira emitisse a extradição de Cartes ao Brasil para que seja preso.

 

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2 comentários

  1. Há mais de 5 anos o Brasil se resume a Lava Jato e a economia e a geopolítica desapareceu. Graças a Lava Jato houve um golpe de estado e o juiz ladrão virou MJ : Embraer, Base de Alcântara, empreiteiras etc agora sob controle dos EUA. Mas temos com que nos orgulhar : a Lava Jato virou tribunal penal internacional e tem poder de prender cidadãos de outro país. Uau, agora vamos virar grande potência. Uau

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